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  • Planalto Beirão duplica recolhe seletiva de embalagens

    Planalto Beirão duplica recolhe seletiva de embalagens

    Desde 2014, a recolha seletiva de embalagens duplicou no Planalto Beirão. Em média, cada habitante dos 19 municípios da região do Planalto Beirão separa atualmente duas vezes mais. Em 2021, foi separado para reciclagem um total de 13.832 toneladas de resíduos de embalagens (mais 1.000 toneladas face a 2020), o equivalente a 42 quilos por habitante. Em 2014, fixava-se em apenas 21 quilos por habitante. A fração do vidro foi a que mais se destacou, com um crescimento de 13%.

    “Os resultados são animadores e revelam que a população está a corresponder ao desafio lançado pela Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão”, congratula-se, em comunicado, o organismo intermunicipal sedeado em Tondela.

    Numa gigantesca operação desencadeada em 2017, a Associação de Municípios instalou mais 1.847 novos ecopontos, colocou mais 20 viaturas a fazer a recolha dos resíduos dos ecopontos e está a executar um Plano de Sensibilização e Educação Ambiental, com o mote Ideia com Futuro – Reciclar no Planalto Beirão, junto da população em geral, da comunidade escolar e dos operadores de comércio e serviços.

    Cada tonelada de resíduos de embalagens separada, que represente um aumento face aos valores de 2014, será convertida em apoios sociais para uma associação de utilidade pública da região do Planalto Beirão. É este o objetivo da campanha solidária ‘Separar para ajudar’, que une a vertente social ao plano de sensibilização e educação ambiental desenvolvido pela Associação de Município da Região do Planalto Beirão (AMRPB).

    Também no sentido de promover o debate entre os mais jovens sobre os resíduos que são diariamente produzidos e como devem ser descartados, a AMRPB desafiou os alunos do Planalto Beirão a criarem uma campanha de sensibilização ambiental, que contribua para o aumento da separação dos resíduos de papel/cartão, plástico/metal e vidro, na escola, em casa e na comunidade.

    Nas 30 sessões realizadas, os alunos puderam assistir a uma palestra sobre a reciclagem e a economia circular, e tiveram ainda a oportunidade de se divertir com os jogos lúdico-pedagógicos sobre a mesma temática. No total participaram cerca de 590 alunos, que no final, ainda receberam um guia pedagógico com os conteúdos abordados nas sessões.

    Este projeto, desenvolvido pela Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão, é cofinanciado pelo POSEUR, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo de Coesão.

  • Tondela quer mais apoios para o desenvolvimento turístico do Caramulo

    Tondela quer mais apoios para o desenvolvimento turístico do Caramulo

    A presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carla Antunes Borges, apelou à sensibilidade da secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços para que exista apoio da tutela na requalificação do antigo sanatório e do sanatório infantil. Este último já com um projeto que prevê ainda a instalação do Museu do Brinquedo. A autarca, que acompanhou a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, numa visita à vila do Caramulo, sensibilizou ainda a governante para as potencialidades existentes na vila.

    A visita, organizada pelo Turismo Centro de Portugal, teve início no Caramulo ExperienceCenter, com a receção do diretor, Salvador Patrício Gouveia, e terminou no antigo sanatório infantil e grande sanatório.

    “Se não houver ajuda do Estado Central é de todo impossível que nós, por muito resilientes que sejamos, consigamos ir ao encontro daquilo que é a necessidade de requalificarmos estes edifícios para que o Caramulo se torne um produto turístico integrado”, explicou a presidente da Câmara.

    Carla Antunes Borges deu ainda a conhecer que o objetivo da autarquia é criar “uma rede de museus, com várias experiências, para que os visitantes possam acrescentar àquilo que é o desfrutar da natureza a vivência cultural e artística, ligada ao setor automóvel, bem como a outras áreas”, realçando a importância da necessidade de um auditório, que será construído no antigo sanatório para receber grupos empresariais.

    A presidente aproveitou ainda a visita para dar a conhecer a Rita Marques que o Município de Tondela tem vindo a fazer, nos últimos anos, um investimento na vila do Caramulo, quer ao nível da requalificação urbana, quer ao nível da rede de saneamento e abastecimento de água, que está em fase de conclusão, num valor superior a três milhões de euros com apoio de fundos comunitários.

    A secretária de Estado mostrou-se sensível aos projetos a implementar na vila do Caramulo e deixou o compromisso da realização de uma futura visita técnica especializada para que se possa fazer um estudo que averiguequais os melhores instrumentos financeiros aplicáveis na requalificação dos edifícios.

  • Festival da ACERT traz Músicas do Mundo a Tondela

    Festival da ACERT traz Músicas do Mundo a Tondela

    Regressa a Tondela, já em Julho, para cumprir a sua 30ª edição. É o Tom de Festa, Festival de Músicas do Mundo, um evento promovido pela ACERT que há muito se afirmou no panorama nacional e internacional. Conta, este ano, com sonoridades de Portugal, Moçambique, Cabo Verde, Espanha, Colômbia e Haiti. Em formato descentralizado, o festival será “será Nómada e sem habitação fixa”, instalando-se em quatro localidades diferentes do concelho

    Em 2022, o Tom de Festa, Festival de Músicas do Mundo, passará a residir junto às zonas de lazer dos rios em Mosteiro de Fráguas, Sangemil, e Ferreirós do Dão, e claro, no berço do seu Novo Ciclo ACERT, convidando os habitantes destes locais e visitantes a viajar através do ritmo da música e ao longo de quatro fins-de-semana de julho, às sextas-feiras e aos sábados.

    Esta viagem, pelo mundo e pelo concelho, terá início já nos dias 01 e 02 de julho, na zona de lazer do Mosteiro de Fráguas, seguindo para Sangemil a 08 e 09 de julho, Tondela a 15 e 16 de julho e Ferreirós do Dão a 22 e 23 de julho.

    “É também a primeira edição que conta com o apoio da credenciação do Novo Ciclo ACERT à RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros de Portugal. E porque a programação do espaço da ACERT não se confina às suas paredes, festejamos a descentralização da fruição cultural a outras expressivas geografias do nosso território.”, sublinha José Rui Martins, da ACERT.

    A programação conta com grandes nomes do panorama musical português, como Dino D’Santiago, Valete ou Bruno Pernadas, que partilham o palco com grupos vindos de geografias mais distantes como Milton Gulli, de Moçambique, Ana Alcaide e La Trocamba Matanusca, de Espanha, Pao Barreto, da Colômbia, Moonlight Benjamin, do Haiti, e muitos outros artistas nacionais com um percurso consagrado como Aníbal Zola, João Pais Filipe, Roncos do Diabo, Ningue Ningue, Gooze e Fanfarra Kaustica.

    A 30ª edição do Tom de Festa não se finda na música, mas encontra novas formas de estar com os moradores e visitantes de cada localidade, em articulação com o tecido associativo de cada freguesia que, desejoso de voltar a construir as atividades coletivas que tanto marcam o nosso território, trará para o recinto dos espetáculos propostas gastronómicas e atividades paralelas, nomeadamente aulas de yoga, visitas guiadas e workshops, entre outros.

    “Foram dois anos de adiamento forçado pela pandemia, mas a celebração dos 30 anos do Tom de Festa ganha energias e entusiasmos para constituir uma novidade na revelação de tesouros naturais do concelho de Tondela” garante José Rui.

    O Tom de Festa conta com a parceria do Município de Tondela, das Juntas de Freguesia, das associações locais aderentes e também com o apoio do tecido empresarial da região que se associa à Acert através do patrocínio do evento.

  • Jueus, no Caramulo, entre da rede de «Aldeias de Portugal»

    Jueus, no Caramulo, entre da rede de «Aldeias de Portugal»

    Localizada no topo da Serra do Caramulo, em Tondela , Jueus, é uma pequena aldeia, pitoresca, onde se podem encontrar alguns dos melhores produtos endógenos da região, como o cabrito, o queijo da serra e o mel. As casas são, maioritariamente, compostas por pedras rústicas, sendo precisamente esse aspeto tradicional que confere à localidade um caráter diferenciador e único, que atrai centenas de visitantes. Integra a partir de agora, e por direito próprio, a rede de «Aldeias de Portugal».
    Na cerimónia de assinatura da Carta de Compromisso, realizada na capela da aldeia, a presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carla Antunes Borges, salientou a importância da dinamização das aldeias da Serra do Caramulo e a promoção sustentada na genuinidade e nas experiências vividas na ruralidade do território.
    A celebração do protocolo de Adesão da Aldeia de Jueus à rede de «Aldeias de Portugal»,” integra-se na preocupação do Município de Tondela em valorizar e preservar a identidade do seu território enquanto elemento de atração turística”.
    O protocolo foi subscrito pela Câmara Municipal de Tondela, Junta de Freguesia, ATA – Associação de Turismo de Aldeia e a ADICES – Associação de Desenvolvimento Local.

  • Ensino Superior chega a Moimenta da Beira

    Ensino Superior chega a Moimenta da Beira

    É uma evolução verdadeiramente histórica a criação do Ensino Superior em Moimenta da Beira. O protocolo que estabelece a entrada em funcionamento de dois cursos CTeSP (Curso Técnico Superior Profissional), já a partir do próximo ano letivo, setembro de 2022, foi assinado no Salão Nobre dos Paços do Concelho, entre a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego (ESTGL) e o Município de Moimenta da Beira, representados pelos respetivos presidentes, Miguel Ângelo Mota e Paulo Figueiredo.
    Esta colaboração tem como principal objetivo alargar e aproximar o Ensino Superior à região, aumentando as oportunidades para quem queira prosseguir o seu percurso académico. Há 30 anos, uma tentativa nesse sentido quase chegou a concretizar-se, quando o então autarca Alexandre Gomes Cardia quis criar no concelho um pólo do Instituto Superior Douro Sul (ISDUL). O intento seria porém chumbado pelo Governo de Cavaco Silva.
    O protocolo garante períodos de formação prática a desenvolver em contexto de trabalho nas empresas locais, na forma de estágio. “Estou certo de que o desenvolvimento do Ensino Superior em Moimenta da Beira será uma mais-valia e um valor acrescentado para o tecido empresarial do concelho e da região. Também os futuros licenciados, em quem apostamos muito, terão aqui oportunidades de uma enorme valorização profissional”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Figueiredo.
    “Informática Industrial” e “Assessoria e Comunicação Organizacional” são os dois cursos superiores que serão lecionados (em regime diurno e/ou pós-laboral) naquela que deverá ser a futura Escola Superior Externato Infante D. Henrique, a atual escola cor-de-rosa, antigo Externato, em Moimenta da Beira.

  • Câmara de Viseu assume conclusão de mega loteamento

    Câmara de Viseu assume conclusão de mega loteamento

    Um loteamento de grandes dimensões, a concretizar a norte da cidade de Viseu, foi votado ao abandono após a falência do respectivo proprietário. O terreno, abandonado, ameaçava estagnar o desenvolvimento daquela zona e do concelho em geral, razão que levou a Câmara Municipal a tomar uma decisão relevante: substituir-se ao proprietário, concluir o projecto e abrir ao desenvolvimento uma vasta área localizada na Estrada Nacional 16, em Santo Estêvão, nas traseiras do quartel da GNR.
    A notícia, avançada por João Paulo Gouveia, vice-presidente do Município viseense, na última reunião quinzenal do executivo, implicou a aprovação das peças procedimentais e o lançamento do respectivo concurso para conclusão do loteamento, no montante de 2,1 milhões de euros.
    “É um dos maiores loteamentos que a cidade tem actualmente. Estava abandonado. Ao aprovar as peças procedimentais, será concretizado um investimento superior a 2,1 milhões de euros para a sua conclusão”, reconheceu João Paulo Gouveia.
    O autarca explicou que a empresa a quem foi licenciado o loteamento, cujos trabalhos chegaram a ter início, não o pode concluir por ter entrado em processo de falência. “A Câmara vai terminar as obras no terreno, com recurso a garantias bancárias que foram depositadas no Banco”, explicou João Paulo Gouveia. Dinheiro que, acrescenta, está a ser usado “para repôr a para terminar um dos principais loteamentos da cidade, ou seja, a Câmara vai substituir-se ao empreiteiro.
    Quando concluído, o loteamento será disponibilizado aos munícipes e ao mercado, através de lotes para construção. O vice-presidente da Câmara considera que a participação do Município neste processo “constitui um passo de gigante” para resolver um problema que se arrastava e, ao mesmo tempo, “para equilibrar a cidade para o lado norte, que foi um dos compromissos que assumimos junto dos viseenses”, conclui.
    No futuro, este loteamento juntar-se-á a muitos outros que ao longo dos últimos anos estão a mudar a silhueta da cidade de Viseu e a contribuir para a atracção de mais população.

  • CIM Viseu Dão Lafões publica volumes 78 e 79 da Revista Beira Alta

    CIM Viseu Dão Lafões publica volumes 78 e 79 da Revista Beira Alta

    A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, apresentou na Casa do Adro, em Viseu, os volumes LXXVIII e LXXIX da Revista Beira Alta. Na ocasião foi ainda apresentada a “Programação 2022”, iniciativa que agrega, não só, as comemorações dos 80 anos da revista Beira Alta e o centenário do nascimento do Dr. Alexandre Alves, mas também, a celebração dos 25 anos da Biblioteca Alexandre Alves (Mangualde).
    Desenvolvida numa colaboração estreita entre a revista Beira Alta, a Câmara Municipal de Mangualde através da sua Biblioteca Municipal e o Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu, a “Programação 2022” vem dar resposta a uma “oportunidade ímpar” para a realização de algumas iniciativas valorativas da atividade desenvolvida por estas entidades.
    Publicada desde 1942, como “revista trimestral para a publicação de documentos e estudos relativos às terras da Beira-Alta”, a revista transitou para a Junta Distrital de Viseu em 1960 e, posteriormente, em 1978, para a Assembleia Distrital de Viseu, tendo o projeto sido acolhido pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões a partir de 2016.
    Para o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Fernando Ruas, “a Revista Beira Alta é a principal referência na disponibilização de estudos relativos a todo o território que lhe dá o nome. Com a programação agora apresentada, a CIM Viseu Dão Lafões usa como mote as efemérides relacionadas com esta publicação, que se assinalam no decurso de 2022, para celebrar e promover a cultura beiraltina”.
    De acordo com a Diretora da Revista da Beira Alta, Fátima Eusébio, “A Revista Beira Alta tem feito uma longa caminhada para a disseminação regular de conhecimento. Hoje publicamos dois instrumentos fundamentais para quem se dedica, não só, à pesquisa e à investigação, mas também, para os interessados em descobrir mais sobre o nosso território. Neste âmbito, tem sido desenvolvido um profundo trabalho ao nível da acessibilidade e divulgação dos estudos aqui apresentados, por exemplo, no site da revista já é possível encontrar alguns volumes digitalizados, esperamos, num futuro breve, disponibilizar os restantes volumes”.
    O Presidente do Município de Mangualde, Marco Almeida, sublinhou a importância destes atos para toda a região. “Estamos a valorizar pessoas que contribuíram para a promoção do nosso património. Além de apresentarmos dois novos números da Revista Beira Alta e celebrarmos os 80 anos desta publicação, conjugamos esta data com o centenário do dr. Alexandre Alves que deixou uma marca muito forte em Mangualde. São momentos como este que nos permitem olhar com confiança para o futuro porque a cultura e o património, que assumem uma presença forte no nosso território, estão a ser preservadas”, concluiu.

  • Moimenta da Beira internacionaliza maior concentração de telescópios do país

    Moimenta da Beira internacionaliza maior concentração de telescópios do país

    É a maior concentração de telescópios que se realiza em Portugal e, este ano (7ª edição), no fim-de-semana de 28 e 29 de maio, volta a crescer e a querer superar todas as expetativas, já que promete ser a mais concorrida em número de participantes e de telescópios. É também a primeira vez que o evento se internacionaliza, inscrevendo no programa astrónomos e associações de Astronomia de Espanha, França e Países Baixos, além de um cientista astrofísico mexicano que virá da Alemanha (Munique).
    A Concentração de Telescópios, que inclui documentários, palestras sobre o universo, tertúlias astronómicas, uma visita ao Sistema Solar, intercâmbio Ibérico, observações solares e noturnas do espaço celeste, momentos musicais e uma visita cultural.
    A iniciativa conta com o apoio do Município de Moimenta da Beira, da Juntas de Freguesia de Moimenta da Beira e Cabaços, Comissão do São Torcato, Associação de Pais do Agrupamento de Escolas, entre outras entidades e empresas.
    Paulo Sanches, que criou em 2009, no âmbito do Clube das Ciências da Escola Básica e Secundária de Moimenta da Beira, relembra que a promoção desta iniciativa tem como principais objetivos: divulgar a Astronomia junto da Comunidade; concentrar o maior número de Telescópios num só evento ou local; dar a conhecer o Céu “escuro” da região; promover o concelho de Moimenta da Beira a nível nacional e internacional e permitir o conhecimento e convívio entre Astrónomos portugueses e estrangeiros, conclui o organizador do evento, que sublinha ainda o nível científico das conferências e dos seus palestrantes.
    Os locais de realização da Concentração de Telescópios decorrerão entre o Pavilhão Municipal, o recinto do Santuário de São Torcato, nas proximidades da aldeia de Cabaços, onde será realizada a observação noturna do céu com telescópios, aberta a toda a comunidade a partir das 21:30, e a Escola Secundária.

  • «Soenga» mostra cozedura tradicional da louça de barro negro de Molelos

    «Soenga» mostra cozedura tradicional da louça de barro negro de Molelos

    O Município de Tondela, em colaboração com a Junta de Freguesia de Molelos, promove mais uma edição da Soenga, nos dias 28 e 29 de maio, no Alto das Raposeiras. Durante dois dias, é possível presenciar ao vivo o processo de fabrico do conhecido “barro negro de Molelos”, através do método tradicional de cozedura redutora, um dos processos mais antigos do país.
    A abertura do certame está marcada para as 15:00, no dia 28 de maio, sábado, com os ateliês de cerâmica. O início do processo de fabrico da soenga tem início às 18:00. Segue-se a animação musical com a banda de índole medieval “Mocisso X”. O dia termina com o espetáculo da Banda Filarmónica Tondelense, com início às 21:30.
    No domingo, dia 29 pelas 17 horas é lançado o livro “Soenga – Um Relatório sobre um Processo Histórico de Cerâmica em Molelos, Portugal”, da autoria de Werner Tobias. A jornada termina com a desenforna da soenga, marcada paras as 18 horas.
    Com este evento, uma iniciativa única no país, o Município de Tondela pretende valorizar o património e, paralelamente, atrair turistas ao concelho, já que “esta é uma oportunidade única de assistir a um dos métodos mais antigos de cozedura de cerâmica” . Uma tradição que ainda se mantém nas olarias do concelho, agora com fornos a lenha e a gás, aliando a tradição das peças a um design moderno.
    A cozedura, neste certame, será da responsabilidade das olarias Artantiga (José e Luís Lourosa), Barraca dos Oleiros (Xana Monteiro e Carlos Lima), Olaria Moderna (António Matos Marques), Olaria Tradicional de Molelos (Maria Fernanda Marques) e Olaria Feitiço da Púcara (António Duarte).

  • Festival Internacional da Primavera colocou Viseu no mapa mundial da Música

    Festival Internacional da Primavera colocou Viseu no mapa mundial da Música

    O Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, que animou a nossa cidade durante todo o mês de Abril, cumpriu a sua 15a edição. A sua consolidação na comunidade vê-se pela forma como os viseenses encheram as salas de concertos, onde, aliás, cada vez mais acorrem melómanos de todo o país. O regresso à normalidade, após duas edições condicionadas pela pandemia da Covid 19, com transmissões live streaming, permitiu a fruição presencial de 19 concertos, quase todos repartidos entre o Teatro Viriato e a Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu, mas também no Museu Nacional Grão Vasco, na Igreja da Misericórdia e na Escola Secundária de Emídio Navarro.
    A aferir a qualidade deste festival está o facto, realçado por José Perdigão, representante de um dos seus 11 mecenas, de o vencedor do Concurso Internacional de Piano de Viseu, em 2019, em ex-aequo com o chinês QianyiXu, ter sido o canadiano Bruce (Xiaoyu) Liu, que venceu a edição do ano passado de um dos mais prestigiados concursos de piano do Mundo, o Concurso Internacional de Piano Frédéric Chopin, em Varsóvia. Também se poderá aquilatar a fasquia de qualidade deste concurso bianual, integrado no Festival da Primavera, pela constatação de que só na sua 4a edição, em 2021, é que um pianista português, Alexander Stretile, chegou a uma semi-final.
    Este ano teve lugar o Concurso Internacional de Guitarra, também bianual, que mais uma vez trouxe a Viseu excelentes executantes de todo o mundo. Para além dos habituais concertos dos Professores do Conservatório de Música de Viseu, na abertura do Festival, e do Concerto de Laureados do 13º, o Concurso de Instrumentistas do Conservatório, o programa contemplou concertos de Qing Li, multipremiado pianista (foi vencedor, entre outros, do 4o Concurso Internacional de Piano de Viseu), de Re:Flexus Trio, e dos guitaristas Elia Portarena (italiano, vencedor de mais de cinquenta concursos na Europa e no Japão), do eslovaco Karol Samuelcik e do Duo Melis, da espanhola Susana Prieto e do grego Alexis Muzurakis. O Trio Cavalcade encantou o público com músicas de Erik Satie e de Mathias Duplessy, um dos guitarristas do grupo a par com Jérémy Jouve, acompanhados pela baterista Stéphane Edouard.
    Destaque ainda para o concerto da Orquestra Juvenil de Viseu, dirigida pelo maestro Cláudio Ferreira, pela sua importância para a formação contínua dos alunos de música do concelho, em parceria do Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. José de Azeredo Perdigão com a Câmara Municipal de Viseu.
    A Orquestra de Saxofones do Dão (que reúne actuais e antigos alunos de saxofone de diversas escolas, bandas, academias e conservatórios da região) dirigida pelo maestro convidado Henrique Portovedo, brindou-nos com a estreia mundial de “Canzona V” de Christopher Bochmann, compositor e maestro de renome internacional (agraciado com uma Medalha de Mérito Cultural pelo Ministério da Cultura e condecorado pela Raínha Isabel II), presente no concerto. O restante programa deste concerto teve a participação do moçambicano Aldovino Munguambe, professor no Conservatório de Música de Viseu e dos seus jovens alunos de percussão.
    Verdadeiramente surpreendente foi o concerto de Abraham Cupeiro, com a sua (e de María Ruiz) obra “Pangea”, em que o construtor de instrumentos antigos e multi-instrumentista galego nos conduz, a bordo da Orquestra POEMa dirigida por Tiago Correia, numa viagem por várias culturas perdidas no tempo, começando na Oceânia e acabando na Costa Atlântica, com escalas na China, Américas do Norte e do Sul, África, Arménia e Bulgária, tocando instrumentos de sopro daquelas regiões, tão primitivos como búzios, chifres, penas de pássaros, flautas várias, gaita de foles, culminando no mais exótico Karnys, uma trompete celta da Idade do Ferro, com um som tão impressionante quanto o seu impacto cénico, empunhado por aquela imponente figura de bardo sugerida por Cupeiro.
    Seguiu-se outro inusitado espectáculo, misto de concerto musical e “teatro clown” ou pantomima, CAR12, A Grande Viagem, uma ideia original de Miguel Cardoso (contrabaixista) que interpreta em dueto com André Cardoso (professor de guitarra no Conservatório de Música de Viseu), também co-responsável pela concepção, estreado em Tondela em 2020 na ACERT, que o produziu. Trata-se de um genial delírio de criatividade que só poderia resultar da performance de dois músicos extraordinários, com uma cumplicidade gerada pela partilha de vários projectos musicais, do jazz ao folk (com destaque para A Presença das Formigas, um dos mais criativos grupos inspirados na música tradicional portuguesa).
    Instrumentos improvisados a partir de objectos utilitários, como um contrabaixo feito com a aduela de um pipo, ou uma guitarra construída numa pá do lixo, e inúmeros outros que se encaixam e se desmultiplicam, de difícil e malabarística execução, provocaram o delírio do público de todas as idades.
    O extraordinário guitarrista italiano Carlo Curatolo, premiado em mais de 30 concursos internacionais, fez a primeira parte de um dos espectáculos que mais suscitaram os aplausos do público: Carles Pons, guitarrista catalão, e o argentino Dario Polonara, no bandoneon, interpretaram tangos, milongas e outras músicas latino-americanas, de Piazzolla e Gardel a Atahualpa Yupanqui e Jobim. A ligação do tango à música erudita ficou marcada pelo “Tango para piano” de Stravinsky, o “Tango-Ballade” e “Tango-Habanera” de Kurt Weill, ou o “Tango Perpétuel” de Erik Satie. O tango, fusão da milonga e da habanera (donde retira o ritmo 2/4), embora Jorge Luis Borges, na sua obra “O Tango”, aluda à tese de a milonga, de influências negras, ter sido uma música que se dançou por influência do tango, foi, segundo Fernanda Godinho Esteves, “uma forma de os emigrantes ultrapassarem as diferenças culturais e linguísticas, tirando-a da sua bagagem cultural e usando a linguagem da dança”. É esta imagem de sensualidade ao mesmo tempo nobre e canalha dos libertinos “lunfardos” dos bairros portenhos que nos sugere Dario Polonara com o seu prodigioso bandoneon.
    E surge a estreia de 3 obras de compositores portugueses, encomenda conjunta deste Festival com a Miso Music Portugal: “Naked Lunch” de Sara Carvalho, uma interessante peça de sons aparentemente desgarrados, embora interligados por subtis ressonâncias.
    Seguiu-se “As 7 Trombetas e a Nova Jerusalém” de José Carlos Sousa, uma obra de complexos jogos entre harmonia e ritmo, que confirma a maturidade deste compositor, em que os metais representam a dor e o sofrimento inspirados no livro do Apocalipse, com as 7 trombetas a anunciarem as 7 pragas castigadoras da humanidade, e ajudam a criar com os restantes instrumentos (da Orquestra Filarmónica Portuguesa, dirigida pelo maestro Osvaldo Ferreira), ambientes sonoros, com “massas de som”, isto é unidades de som compostas pela sua instrumentação, registo, relação de intervalos, forma rítmica e volume, a recordar-nos as mais revolucionárias composições de Edgar Varèse.
    Por último, “La Transfiguration de l’Impossible”, de Miguel Azguime, interessantíssima composição, na linha dos inestimáveis contributos para a música contemporêna portuguesa do fundador, com Paula Azguime, do Miso Ensemble.
    A expectável audição de músicas de jazz por José Magalhães, nos saxofones, e Aldovino Munguambe, na percussão, revelou-se redutora e este dueto fixou-se na nossa memória com um dos mais notáveis concertos de música (em sentido amplo) deste festival.
    A 2a parte deste concerto coube ao Ibertrio, com o programa “Música: Arma da Liberdade” com composições de músicos que foram perseguidos por ditaduras e que lutaram contra elas, como Kreisler, F. Lopes Graça, P. Casals e Shostakovitch. Excelente actuação e actual propósito!
    Um dos concertos que mais entusiasmo despertou no público foi o do famoso Quarteto do Rio acompanhado pela Orquestra Filarmonia das Beiras, dirigida pelo maestro AntónioVassalo Lourenço, com as impecáveis harmonizações vocais de conhecidos temas da música popular brasileira.
    Depois dos concertos de Liliana Duarte e Andreia Tomás (órgão e canto) e de Nuno Silva e José Magalhães (acordeão e saxofone), o final deste festival com chave de ouro com o concerto da Orquestra XXI.
    Parafraseando o director artístico do Festival, José Carlos Sousa, “numa época de dor e sofrimento humano”, esta festa da música trouxe efectivamente “momentos de grande beleza, pondo o foco no melhor que o homem pode fazer”. Provando assim, acrescentaria eu, que o melhor investimento para a defesa da paz e da harmonia universal está nas artes que unem as culturas e os povos de todo o Mundo.
    Carlos Vieira e Castro