Categoria: Cultura

  • Aristides Sousa Mendes dá nome a Festival Internacional de Cinema

    Aristides Sousa Mendes dá nome a Festival Internacional de Cinema

    O auditório do Museu Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, município de Carregal do Sal, foi palco da apresentação de um novo Festival Internacional de Cinemadedicado à promoção dos valores da cidadania e à defesa dos direitos humanos.

    Intitulado “Aristides de Sousa Mendes Film Festival”, este evento cinematográfico terá periodicidade anual e pretende, por um lado, dar a conhecer a nível mundial o legado de coragem e humanidade de Aristides de Sousa Mendes, o célebre Cônsul de Bordéus que salvou milhares de refugiados durante a Segunda Guerra Mundial, e, por outro, destacar e premiar as melhores produções cinematográficas que honram e celebram a dignidade humana como valor supremo.

    A iniciativa é promovida pela Centro de Portugal Film Commission, em parceria com o Município de Carregal do Sal e com apoio da Turismo Centro de Portugal. A missão do festival passa por “promover os Direitos Humanos através do cinema, afirmando-o como um instrumento de memória viva, consciência ética, educação cívica e transformação social”, refere o dossiê divulgado pela organização.

  • Arquinha da Moura desperta interesse dos investigadores

    Arquinha da Moura desperta interesse dos investigadores

    A Anta da Arquinha da Moura, um dos monumentos megalíticos mais importantes do concelho e da região, continua a despertar o interesse do mundo científico. O dólmen, localizado na freguesia de Lajeosa do Dão, recebeu recentemente uma nova visita de técnicos, no âmbito de trabalhos de investigação científica.

    Na investigação estiveram envolvidos o arqueólogo Pedro Sobral de Carvalho, que atualmente se encontra a desenvolver um projeto de doutoramento relacionado com o megalitismo da Beira Alta, o arqueólogo Mário Reis, da Fundação Côa Parque e um dos nomes mais relevantes associados ao estudo da arte rupestre em Portugal e a conservadora – restauradora Vera Caetano, que tem em mãos uma tese de doutoramento centrada na salvaguarda da pintura pós-paleolítica do Vale do Côa e nos dolmens da Beira Alta.

    Os trabalhos realizados na Arquinha da Moura envolveram a observação detalhada dos esteios, com vista à eventual identificação de novos vestígios de pintura. Os investigadores realizaram ainda um registo fotográfico exaustivo do monumento e a avaliação do seu estado de conservação.

    Esta ação investigativa veio comprovar, uma vez mais, a importância e a singularidade da Arquinha da Moura no âmbito da arqueologia e do megalitismo na região, em solo nacional e até ao nível europeu.

    A Arquinha da Moura foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 2002. O dólmen é hoje um dos polos do Museu Municipal Terras de Besteiros. A visita a esta anta, que remonta ao IV milénio A.C., carece de marcação prévia, mas é totalmente gratuita, podendo ser marcada no espaço museológico.

  • Marchas de Viseu desfilam a 13 de junho

    Marchas de Viseu desfilam a 13 de junho

    As inscrições de grupos do concelho de Viseu para o desfile e concurso das Marchas Populares de Santo António, decorrem entre 6 de abril e 8 de maio. A autarquia oferece um valor pecuniário de 4 mil euros a cada grupo pela participação/presença.

    No mês dos Santos Populares, em junho, cumprir-se-á a tradição: as Marchas sairão à rua na noite do dia 13 para celebrar a identidade, a história, das gentes e dos costumes de Viseu. Regressam ao centro da cidade, à Avenida 25 de Abril, com o desfile a realizar-se no troço entre o cruzamento da Avenida Infante D. Henrique e a Praça da República.

    A iniciativa, organizada pelo Município de Viseu, desafia grupos de escolas, associações, instituições e outros organismos do Concelho de Viseu a participar. À semelhança de outras edições, serão 3 as categorias disponíveis para inscrição: Marchas Infantis, Marchas Juvenis e Marchas Seniores. As inscrições poderão ser formalizadas presencialmente, junto da Divisão de Cultura e Turismo, na Câmara Municipal de Viseu, ou via email, para cultura@cmviseu.pt.

    Para além dos três lugares do pódio, em cada categoria, os grupos participantes irão ainda concorrer por outras distinções, nomeadamente “Melhores Adereços”, “Melhor Coreografia/Interpretação”, “Melhor Letra”, “Melhor Música e Acompanhamento Musical” e “Melhor Traje”, premiando-se assim todo um trabalho complexo e alargado dos grupos, que vai muito além do momento do desfile.

    COMPOSITORES E AUTORES DESAFIADOS A CRIAR HINO

    O Município de Viseu lançou o Concurso “Marcha Viseu 2026” para eleger aquele que será o tema de interpretação obrigatória por todos os grupos participantes nas próximas Marchas dos Santos Populares. As candidaturas decorrem até 23 de março

    As tradições portuguesas, os temas locais, regionais e dos Santos Populares e, é claro, Viseu são o mote do desafio do Concurso “Marcha Viseu 2026”, que tem como objetivo eleger a composição que dita o ritmo dos grupos participantes em noite de Marchas dos Santos Populares de Viseu.

    O concurso é aberto a compositores e autores nacionais, que terão de apresentar letras e músicas inéditas. O autor da composição vencedora, aquela que reúna os melhores atributos literários e musicais, receberá um prémio pecuniário de 1750 euros.

    Os documentos poderão ser entregues presencialmente, na Câmara Municipal de Viseu, junto da Unidade de Programas e Equipamentos da Divisão de Cultura e Turismo, ou enviados via correio. As Normas de Participação estão disponíveis para consulta online, em www.cm-viseu.pt.

  • ACERT celebra 50 anos a revisitar percurso de décadas

    ACERT celebra 50 anos a revisitar percurso de décadas

    Com mais de uma dezena de propostas que cruzam teatro, música, exposições, formação, poesia e cruzamentos disciplinares, a ACERT inicia a primeira temporada de 2026 (ano em que assinala 50 anos de existência) com uma programação que inclui ainda estreias absolutas, coproduções, espetáculos internacionais e projetos de criação própria. A programação é apresentada como “um manifesto artístico e afetivo, onde a memória de meio século se entrelaça com a vontade de continuar a surpreender, a questionar e a criar”.

    O arranque das celebrações dos 50 anos da ACERT faz-se com um convite claro: habitar a cultura como território comum, partilhado, vivo. “Celebrar cinquenta anos é olhar para trás com orgulho e para a frente com coragem”, afirma a direção da coletividade que nasceu, cresceu, vive e trabalha em Tondela.

    Neste novo ciclo, a associação entra “com os pés bem assentes” no presente, num chão que tem sido feito por milhares de pessoas que passaram por Tondela, em todas as formas de encontro, de criação e de partilha. “Esta é uma história de permanência e de transformação, feita de afetos, inquietações, trabalho e risco. E é também a história de uma comunidade que se revê e se recria num coletivo que nunca se deixou acomodar”, reconhece a direção.

    Destaque ainda o regresso de artistas e companhias que mantêm uma relação cúmplice com a ACERT. São propostas que espelham a maturidade de percursos artísticos com raízes nesta casa e que agora se revelam em novas linguagens. Aconteceu já com Samuel Úria, a 16 de Janeiro, com um concerto que marcou o arranque das celebrações dos 50 anos da ACERT e em que apresentou o seu último trabalho “2000 A.D.”

    Março abre com “Esperança Desmedida”, da Escola de Mulheres, que sobe ao palco no dia 7 de março, às 19h30. Uma peça com texto  de Ilda Teixeira e dramaturgia e encenação de Ruy Malheiro, que cruza o mito com o real para refletir sobre migração, perda e resistência.

    No mesmo dia, às 22h00, o Bar ACERT recebe “Ritmos de Vida”, um espetáculo de clown protagonizado por Andreia Moreira e Pina Polar, com música ao vivo de José Pedro Lima. Humor, circo e poesia encontram-se numa peça que aborda o envelhecimento e a morte com leveza e humanidade.

     

    O REECONTRO COM CRIADORES

    Alguns dos artistas presentes nesta temporada acompanham a ACERT há muitos anos. Regressam agora com novos projetos, reafirmando a importância dos vínculos construídos na partilha de processos, temas e territórios.

    A abrir o mês de fevereiro, logo no dia 4, arranca a formação “Introdução à Produção de Áudio”, levada a cabo por Gustavo Dinis. Durante 10 sessões, às quartas-feiras, pelas 18h00, o produtor musical ficará encarregue de desenvolver esta oficina, destinada a jovens dos 14 aos 20 anos. Segue-se, no Novo Ciclo ACERT o encontro intimista «Na Casa” entre a música de João Lóio e a poesia de António Durães.

    A 13 de fevereiro, às 21h30, com encenação de José C. Garcia e Sérgio Agostinho a Peripécia Teatro, sobe ao palco a criação “Loba”, que propõe uma viagem íntima e sensorial, entre a serra e a alma, onde o instinto se torna metáfora de resistência.

    No dia 21, o Teatro Art’Imagem traz “Sussurros de Sombra”, a partir da obra de José Craveirinha. Com encenação de Daniela Pêgo, esta criação evoca a memória, a luta e a fraternidade num combate poético que atravessa corpos e palavras.

    Já em março, Cláudia Andrade e Pedro Salvador apresentam “Todo o Cais é uma Saudade de Pedra”, no dia 21, às 21h30. Uma performance poética e musical que celebra a errância, a escuta e o poder da palavra, partindo de um verso de Fernando Pessoa para cruzar cais, memórias e afetos.

    A 27 de março, às 10h30, Bruno dos Reis apresenta “Na Relva Esfola Menos”, no Estádio João Cardoso. Um espetáculo não convencional, para 21 espectadores-participantes, onde o teatro se cruza com o desporto e a memória, transformando o relvado num espaço de escuta e partilha.

    CRIAÇÕES E MEMÓRIAS EM CENA

    Neste ciclo comemorativo, também o Trigo Limpo teatro ACERT e outras estruturas de criação nacional recuperam peças com forte carga simbólica e social, devolvendo ao palco temas e estéticas que continuam a interpelar o presente. “Memória do Barro”; “O Mal de Ortov”, de Jaime Rocha, com interpretação de Philippe Araújo e produção da Musgo Produção Cultural; a estreia  “LAVODENTE”, uma produção do Trigo Limpo teatro ACERT, são os espetáculos agendados para março.

    Para os públicos mais este trimestre conta também com várias propostas pensadas para crianças, escolas e famílias, combinando qualidade artística com pertinência temática. Já do encontro com os artistas visuais, surgem duas exposições – “Do Amor à Erva” e “La confidence des pierres”, de Julia Dupont – que reforçam a ligação entre a criação contemporânea e o território.

    A programação celebra também os rituais coletivos que dão identidade à ACERT e aproximam gerações. A noite de Carnaval chega com o “Bar Dançante”, e no dia 21 de março acontece “Mulheres em Concerto”, com Beatriz Almeida, Mariana Rebelo, Marta Lima e Masha Soeiro.

    E porque há rituais que resistem ao tempo, o mês de março culmina com a Semana da Queima, de 30 de março a 3 de abril, e o emblemático Rebentamento do Judas, marcado para 4 de abril. Este ano cabe à banda “The Mortys” animar a noite. Uma banda que se estreou na rubrica de programação do Novo Ciclo ACERT “Santos da Casa” e que desde então tem celebrado o Rock n’Roll por onde passa.

  • Teatro Viriato reforça papel de estrutura de serviço público

    Teatro Viriato reforça papel de estrutura de serviço público

    Na temporada de fevereiro a julho de 2026, o Teatro Viriato reforça o seu papel enquanto estrutura de serviço público. Com uma programação diversificada, procura escutar o tempo presente e lançar questões sobre equidade, acessibilidade, sexualidade, justiça, identidade, masculinidade, memória, migração, cuidado e futuro.

    Tal como o Diretor de Programação, António M Cabrita, salienta no editorial do programa, esta nova temporada resulta de um exercício que vai para além da organização de um calendário. A programação de fevereiro a julho é o reflexo da auscultação que o Teatro Viriato realiza todos os dias. Aos artistas, ao território e aos diferentes públicos que nele habitam.

    Procuramos a valorização da presença num mundo acelerado e digital, como se de um ato de resistência se tratasse. Defendemos que o mundo necessita de experiências partilhadas que promovam o encontro, a ação e o pensamento.

    Concretamente, entre fevereiro e julho, acolhemos 4 estreias, desenvolvemos 4 projetos próprios, promovemos 1 nova iniciativa, apresentamos 7 coproduções, apoiamos 5 residências artísticas, numa programação que conta com o estabelecimento de 8 parcerias com outros agentes culturais e na dinamização de 4 sessões acessíveis.

    Com 40 atividades, a nova programação do Teatro Viriato traduz um conjunto de intenções, que vão desde aproximar artistas e públicos, a incentivar o debate na comunidade sobre assuntos contemporâneos, a reforçar a relação com o território, a apoiar a criação artística nacional, a acolher companhias e artistas consagrados, a dar voz aos mais jovens, a apostar na mediação de públicos, assim como a reforçar o tecido artístico.

  • Chave mestra abre portas a exposição no Teatro Viriato

    Chave mestra abre portas a exposição no Teatro Viriato

    “E se todos tivéssemos a chave mestra do Teatro Viriato?». É com este gesto, ao mesmo tempo simbólico e significante que a artista plástica e cenógrafa Ângela Rocha convida os viseenses a homenagear o Teatro, criando a exposição “O Teatro também é a nossa casa”. Inaugurou no dia 28 de Fevereiro e ficará exposta até ao final de dezembro de 2025.

    A artista criou uma instalação interativa, uma réplica do edifício do Teatro Viriato, que através de uma escala minuciosa convida os visitantes a descobrir pequenos mundos evocando sobretudo o lado humano e lugar de possibilidades que caracteriza o Teatro.

    “Esta instalação artística surge a partir do convite feito pelo Henrique Amoedo e da Maria João Rochete ainda no final do ano 2023, a propósito das comemorações dos 25 anos do Teatro Viriato. O desafio lançado deixava muita liberdade de criação. A premissa seria conceber uma instalação artística para o foyer a homenagear os 25 anos do Teatro Viriato e reforçar a importância de diversificar formas do público habitar e conviver com o lugar do Teatro. Alimentava-se a vontade de que pudesse ser interativo e que fosse apelativo para qualquer idade”, explica a Ângela Rocha.

    Através de uma escala em miniatura, os visitantes são desafiados a descobrir 25 universos. Em cada janela ou porta uma partilha, inspiração ou alimento à imaginação, um convite implícito à exploração e ao imaginário. A instalação evoca um diálogo intimista e pessoal entre o público e o Teatro. O seu interior, artesanalmente construído, utiliza materiais provenientes do Teatro, para que a sua história lhe seja inerente. A escala reduzida implica sempre uma relação de proximidade. Esta premissa é comum à própria missão do Teatro com a sua Comunidade.

    “A relação de proximidade e diálogo direto entre corpo e matéria é algo que me tem vindo a interessar cada vez mais no meu trabalho. E este convite vem proporcionar a continuidade da sua abordagem. Enquanto cenógrafa de espetáculos de teatro, habituei-me a que o ator se encontre no centro da ação, mas a minha intuição interroga-se muitas vezes, como seria dar o papel principal ao espectador. Dar a ação ao público parece-me cada vez mais pertinente. A importância da manualidade é outra característica comum ao projeto que tem vindo a ser transversal na minha abordagem artística e profissional”, refere Ângela Rocha.
    A construção da réplica esteve a cargo da empresa Movecho, mecenas do Teatro Viriato.

  • Pedra Seca do Caramulo é candidata a património imaterial

    Pedra Seca do Caramulo é candidata a património imaterial

    A Câmara Municipal de Tondela quer ver integradas as construções de pedra seca da Serra do Caramulo na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO. Dos muros que delimitam terrenos agrícolas, às construções de palheiros e espigueiros no espaço rural, passando pelo aglomerados habitacionais nos centros das aldeias, das levadas aos caleiros, estas estruturas em pedra seca estão ainda muito presentes na paisagem, constituindo uma marca identitária do território, em particular na região caramulana.

    As construções de pedra seca, muitas delas seculares, desempenham ainda hoje um papel determinante na prevenção de deslizamentos de terras, inundações e avalanches, e no combate à erosão e desertificação da terra, aumentando a biodiversidade e criando condições microclimáticas adequadas para a agricultura.

    O projeto de candidatura já foi apresentado pelo vice-presidente e vereador da Câmara de Tondela no CEIS Caramulo – Centro de Estudos e Interpretação da Serra do Caramulo. A sessão contou com a participação de dezenas de pessoas. O autarca explicou que a apresentação desta candidatura e a sua inclusão no INPCI constitui o primeiro passo para esta arte ser depois incluída na lista de construções de pedra seca que foi classificada pela UNESCO em 2018.

    Na altura, a candidatura da “Arte de construções de pedra seca, conhecimentos e técnicas” à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade juntou o Chipre, Croácia, Eslovênia, Espanha, França, Grécia, Itália e Suíça.

    Uma vez que este bem já faz parte dessa lista, a ideia do município passa por requerer junto destes oito países, após a aprovação nacional e da UNESCO, a inclusão das construções de pedra seca do Caramulo neste consórcio europeu.

    Com esse objetivo em mente, a autarquia propõe-se a organizar um Congresso Internacional sobre “Arte de construções de pedra seca, conhecimentos e técnicas” para o qual convidará cada um dos países que integram o consórcio europeu.

    A Câmara Municipal de Tondela compromete-se ainda a desenvolver um plano estratégico de promoção e valorização do território que cruze o património natural, com o material, o imaterial e o humano e que se constitui como uma salvaguarda desta importante atividade.

    Além da pedra seca, cujo processo de preparação da candidatura teve agora início, o Município de Tondela aguarda os resultados de outras duas candidaturas já efetuadas ao INPCI, nomeadamente da Festa das Cruzes, no Guardão, e do processo de fabrico do Barro Negro de Molelos.

    “A preparação desta candidatura a património imaterial visa reforçar a importância das nossas comunidades, bem como o papel de Tondela como município apostado na defesa e valorização do seu património e na vanguarda das boas práticas ecológicas e da sustentabilidade ambiental”, justifica a presidente da Câmara, Carla Antunes Borges.

    Esta já não é a primeira candidatura apresentada pelo Município de Tondela ao INPCI. Já o ano passado a autarquia candidatou a Festa das Cruzes e o processo de fabrico do Barro Negro de Molelos a património imaterial, candidaturas que estão ainda em fase de análise.

  • «DIZER POESIA» dá as boas-vindas à Primavera em Viseu

    «DIZER POESIA» dá as boas-vindas à Primavera em Viseu

    Pelo terceiro ano consecutivo, a Cidade-Jardim dá as boas-vindas à primavera com o DIZER POESIA. De 21 a 24 de março, o evento apresenta um programa eclético com cerca de 40 ações, que vão da poesia à música, passando por conversas, performances e exposições, cinema e visitas guiadas, sem esquecer um conjunto de atividades para os mais pequenos. A fadista Lina e a rapper Capicua são nomes com presença garantida no cartaz musical. Em destaque na programação estão também o espetáculo RUGE, de Rodrigo Guedes de Carvalho, e a performance de Pedro Freitas, o “Poeta da Cidade”.

    No ano em que são celebrados 500 anos do seu nascimento, o evento elege aquele que é considerado o maior poeta português de todos os tempos, o “Príncipe dos Poetas”: Luís Vaz de Camões, cuja figura e a sua vasta obra são os “pontos de partida para quatro dias intensos, dedicados ao género literário”.

    A par da Casa Amarela, que nos anos anteriores se assumiu como espaço-âncora do evento, o renovado Mercado 2 de Maio será também, este ano, espaço de eleição para receber concertos e performances. A Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, o Museu Almeida Moreira, o Museu de História da Cidade e o Museu Keil Amaral irão constar, igualmente, do leque de “palcos” do DIZER POESIA, especialmente na oferta para as crianças e famílias. Ao longo destes dias, a poesia sairá à rua, numa revisitação muito particular da obra de Camões, mas também de outros poetas e autores portugueses de renome.

    A Praça da República (Rossio) acolherá uma exposição temática, constituída por uma seleção de poemas de Luís Vaz de Camões, desafiando a comunidade a interagir e a conhecer, de forma criativa, a obra do poeta.

    Já no fim de semana, em espaços emblemáticos da cidade, realizar-se-á o “Aqui Há Poesia”, com visitas guiadas pelo Grupo OFF. Numa mistura de poesia, música e dança, a iniciativa multidisciplinar convida os participantes a (re)descobrir Camões, Aquilino Ribeiro, Luís Miguel Nava, Judith Teixeira, Augusto Hilário, entre outros.

    Ainda na vertente expositiva, a Casa Amarela acolherá, de 21 a 24 de março, a mostra “Deuses do Olimpo”, que exibirá um conjunto de desenhos do arquiteto Luís Teles, a partir da obra “Os Lusíadas”. Neste contexto, será ainda lançado um livro com o mesmo nome, no dia 21, na Sala Judith Teixeira, em parceria com as Edições Esgotadas.

    Na Sala Luís Miguel Nava, várias edições especiais, nacionais e estrangeiras, d’Os Lusíadas, provenientes do Fundo Antigo da Biblioteca Municipal de Viseu, estarão aqui expostas. Ainda numa aproximação ao “Príncipe dos Poetas”, a Sala Luís Miguel Nava, envolta num ambiente a preceito, assumir-se-á como um espaço lounge, de conhecimento e reflexão, disponibilizando aos visitantes a playlist “Camões ao Ouvido”.

    Num registo spoken-word, no dia 24, o programa apresenta o jovem escritor e diseur de poesia Pedro Freitas, mais conhecido como o “Poeta da Cidade”.

    Numa harmonização perfeita entre a poesia e a música, a Cidade-Jardim será ainda palco de quatro concertos e espetáculos de excelência.O Mercado 2 de Maio acolherá a fadista Lina, que aqui celebrará o seu segundo e mais recente álbum em nome próprio, Fado Camões, dedicado à lírica do poeta português, numa colaboração com o produtor e músico britânico Justin Adams.

    No segundo dia do evento, o DIZER POESIA apresenta RUGE – Poemas e Canções, um projeto de poesia e música de Rodrigo Guedes de Carvalho, Daniela Onís e Ruben Alves. Este é um espetáculo sobre o amor e tudo o que o rodeia, que cruza as palavras escritas, cantadas e faladas.

    No dia 23, o Mercado 2 de Maio volta a ser o epicentro da palavra dita e cantada, com a atuação da artista Capicua.

    A fechar a terceira edição do evento, a 24 de março, estará o concerto “Do Amor e da Glória em Camões”, um projeto cuja composição musical original e interpretação é de Rui de Luna, com Marcos Lázaro no violino e Natália Luiza na declamação. Este é um espetáculo que une a poesia e a música, e que quer dar a ouvir alguma da poesia lírica deste poeta que atravessou o tempo e cujo nome se funde com o dia da nação portuguesa.

    Na 3ª edição do DIZER POESIA haverá ainda lugar a “Conversas sem Guião”, ambas no sábado. Uma delas com Capicua; e a outra com a escritora Maria João Lopo de Carvalho. Será ainda apresentada, no dia 21, a edição 2024 do Prémio de Poesia Judith Teixeira.

    Também de destacar, nesta programação, é a realização de ações de sensibilização e de escrita criativa poética, que estão a ser desenvolvidas com os reclusos do Estabelecimento Prisional de Viseu, no seguimento da dinamização e promoção da leitura e da escrita que tem vindo a ser realizada através da Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva.

     

  • Teatro Viriato celebra 50 anos do 25 de Abril

    Teatro Viriato celebra 50 anos do 25 de Abril

    No ano em que assinala 25 anos, o Teatro Viriato celebra também, através de uma temporada “inclusiva, diversificada e acessível”, os 50 anos do 25 de Abril de 1974.  De fevereiro a julho, a programação, assinada por Henrique Amoedo, conta com quase 50 projetos, das mais variadas áreas artísticas, que incluem música, teatro, circo contemporâneo, dança e cruzamentos disciplinares, onde temas semelhantes podem ser discutidos de formas distintas. Uma temporada que enaltece os principais eixos de atuação da liberdade programática.

    “Procurei retribuir a liberdade de programar que me é concedida dando palco à liberdade artística, à diversidade e à inclusão”, diz Henrique Amoedo, diretor artístico do Teatro Viriato.

    “Pensada e delineada meticulosamente”, tendo sempre por base a premissa de liberdade, a temporada vai ficar marcada por duas estreias de duas companhias do distrito: «Mãe», da Mochos no Telhado, a 23 de Fevereiro, e «Corpo título» da Amarelo Silvestre, a 10 e 11 de maio -. e dois espetáculos internacionais com datas únicas em Portugal, numa programação que inclui onze residências e 13 coproduções.

    Nos destaques internacionais e depois do concerto, a 3 de Fevereiro, da cantora venezuelana La Chica, vem aí outro espectáculo com data única em Portugal, agendado para 27 de abril: «Sonoma», de Marcos Morau e da companhia espanhola La Veronal, uma das principais companhias de dança do Mundo.

    Para Júlia Alves, Presidente da Direção do Centro de Artes do Espectáculo de Viseu (CAEV) – Teatro Viriato, “a Direção está empenhada em aumentar a proximidade do Teatro Viriato com o seu público natural: a população da região. Queremos que mais pessoas venham ao teatro e usufruam de um espaço de liberdade e de criatividade. Não pouparemos o nosso esforço em contribuir para a formação e atração de novos públicos, mas também de novos artistas, em especial artistas da região.”

    Na formação jovem, o Teatro Viriato destaca-se com “K Cena – Projeto Lusófono de Teatro Jovem”, que levará, pela primeira vez, o seu espetáculo a outros pontos do país. É também uma casa que se preocupa com a aproximação de públicos através de atividades como a nova oficina de circo contemporâneo “Casa Aberta/Open House”, orientado pela companhia Oliveira & Bachtler, ou da já conhecida oficina de música, “Tatabitato”, de Ana Bento e Bruno Pinto.

    O Teatro Viriato aposta, também, em quatro espetáculos que rompem com os palcos convencionais, ocupando diferentes espaços da cidade de Viseu — o Prado do Parque de Santiago será palco para “B.O.B.A.S”, da Companhia Jimena Cavalletti (22 de junho) e A Cidade e as Serras (não é Eça)”, uma cocriação do Teatro do Montemuro e Teatro da Palmilha Dentada (06 de julho), bem como a mata do Fontelo servirá de espaço para a apresentação dos espetáculos “Paisagens Inúteis”, de Vanda Rodrigues (26 e 27 de junho) e da edição comemorativa de “Noite Fora – 1 Tarde na Floresta – Criação, Leitura e Conversas Teatrais” de Sónia Barbosa (13 de julho).

    A programação desta temporada é, ainda, marcada pelo regresso de mais de 20 artistas que têm vindo a marcar a história do Teatro, como é o caso de Rui Horta, Aldara Bizarro ou Formiga Atómica, e também pela aposta em novos criadores, como Sara Inês Gigante ou Bela Noia.

    A acessibilidade não deixa de ser uma preocupação na programação e é por isso que, em conjunto com a Dançando com a Diferença, o Teatro Viriato tem como foco a acessibilidade em relação com os projetos artísticos. Exemplos visíveis desta intervenção são o recurso à Audiodescrição (AD) e à presença da interpretação em Língua Gestual Portuguesa (LGP), em espetáculos como “Mãe”, “Guião Para Um País Possível”, “Migraaaantes” e “Paisagens Inúteis”. O espetáculo “Agora Nascíamos Outra Vez” terá recurso a audiodescrição.

    A Direção Artística do Teatro Viriato estabeleceu como meta a atingir em 2024 o aumento da afluência do público em 15%. “Aumentar o nosso público habitual em 15% já este ano é possível. Mas não é só trazer novas pessoas ao Teatro. Queremos que venham e que fiquem por muitos anos”, acrescenta Henrique Amoedo.

  • Tondela: Cadernos de Dom Jaime encheram Orfeão na Foz do Douro

    Tondela: Cadernos de Dom Jaime encheram Orfeão na Foz do Douro

    O auditório do Orfeão da Foz do Douro, no Porto, foi pequeno para todos aqueles que assistiram à apresentação do mais recente número dos Cadernos de Cultura D. Jaime, uma revista cultural dedicada à história do concelho de Tondela. A publicação é editada pela Câmara Municipal e pelo Centro de Estudos Tomaz Ribeiro.

    Na sessão, a presidente da autarquia tondelense, Carla Antunes Borges, agradeceu ao diretor dos Cadernos D. Jaime, José Valle de Figueiredo, “tudo aquilo” que este “tem dado a Tondela e deixado aos tondelenses”, realçando o seu “empenho e perseverança ao longo destes anos”. A autarca explicou depois que a revista cultural é publicada para “deixar consignado” aquilo que Tondela “é hoje e para que as gerações futuras se lembrem daquilo que fomos e conheçam aquilo que somos”.

    Carla Antunes Borges aproveitou ainda a oportunidade para convidar todos os presentes para visitarem Tondela, um concelho que, defendeu, “pautou sempre por estar na frente do desenvolvimento económico e social”..

    Referindo-se à publicação, João Carlos Figueiredo, vereador da Cultura na Câmara Municipal de Tondela, defendeu que os cadernos “são um boletim cultural que transporta ao longo dos tempos a alma do nosso território, a sua história, as suas gentes”, sendo ainda um “legado que fica para as gerações futuras”.

    O oitavo número dos Cadernos de Cultura D. Jaime é composto por 104 páginas e mais de uma dezena de artigos dedicados a figuras como Tomaz Ribeiro Colaço, Pedro de Figueiredo, Rodrigo de Melo, Jorge ReyCalaço e António Quadros, entre outros.