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  • Carla Antunes preside à Câmara de Tondela

    Carla Antunes preside à Câmara de Tondela

    Carla Antunes Borges acaba de assumir as funções de presidente da Câmara Municipal de Tondela, em substituição, na sequência do pedido de suspensão de mandato do presidente da autarquia, José António de Jesus.

    O cargo de vice-presidente,que Carla Antunes Borges exercia neste mandato, passa a ser ocupado pelo vereador João Carlos Figueiredo.

    Recorde-se que José António Jesus apresentou o pedido de suspensão de funções a partir de 15 de janeiro e por um período de 180 dias, de acordo com o n.º 2 do art. 77.º da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, podendo a requerida suspensão ser interrompida, também nos termos legais.

  • Antigo Matadouro de Lamego vai ser polo cultural

    Antigo Matadouro de Lamego vai ser polo cultural

    Abandonado durante décadas, em estado de completa ruína, o Município de Lamego está a transformar o antigo matadouro municipal num moderno Centro Cívico. A reabilitação deste histórico edifício dará lugar, até ao final do ano, a um novo polo de criatividade e cultura que terá o Rancho Regional de Fafel como entidade residente.

    “O antigo matadouro de Lamego vai renascer como um local de criação e ganhar novas funções. Vamos resgatar este edifício para que seja um novo espaço de encontro que funcione como uma alavanca para a dinamização estratégica da zona envolvente, nomeadamente o novo Parque Urbano que está a nascer mesmo ali ao lado”, explica Francisco Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Lamego.

    Criado em 1937, o antigo matadouro municipal serviu nos últimos tempos para depósito de diversos materiais e de veículos abandonados recolhidos na via pública. As obras de reabilitação em curso incidem no corpo central do edifício e em duas alas laterais de menor porte, para além de um logradouro.

    A intervenção tem a preocupação de articular o imóvel com a envolvente urbana e paisagística, ligando-o ao futuro Parque Urbano, a maior zona verde pública da cidade que a autarquia está a construir. “Durante mais de 50 anos, o Rancho Regional de Fafel conseguiu preservar e divulgar a nossa cultura popular, espalhando-a por diversas geografias. Devido ao notável trabalho realizado, desde a sua fundação, como fiel depositária dos costumes e tradições do concelho e da região, acreditamos que esta coletividade garantirá a dinamização cultural e social do novo espaço”, afirma Francisco Lopes.

    Adjudicada à firma “Manuel Pereira da Cruz & Filhos”, pelo valor de 824 mil euros, mais IVA, esta obra é concretizada no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), cofinanciado em 85% pelo FEDER. Dado o interesse arquitetónico e urbanístico do imóvel, a requalificação integra o Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU) da cidade de Lamego.

     

  • Nova via vai ligar IP3 ao Lajedo em Tondela

    Nova via vai ligar IP3 ao Lajedo em Tondela

    A Câmara Municipal de Tondela pretende construir uma via estruturante que fará a ligação entre o nó do IP3 Tondela Centro (EM 627) à Zona Industrial do Lajedo (EM 628), numa extensão de 4.3 quilómetros.

    A nova via vai encurtar, consideravelmente, o tempo de ligação do percurso, de 15 para sensivelmente 5 minutos. Trata-se de uma obra que já tem a consolidação do traçado concluído, podendo vir apenas a ser alvo de alguns ajustamentos relacionados com a melhoria das vias secundárias.

    O projeto prevê duas componentes. Uma é a beneficiação e alargamento com via dupla e separador central do troço entre a Escola Secundária de Molelos e a rotunda de Nandufe (EM627), em cerca de 600 metros. A outra, é a criação de uma nova via que surgirá a partir desta rotunda e que se estende até à Zona Industrial do Lajedo.

    O valor do investimento previsto é de cerca de sete milhões de euros, sendo que o objetivo do Município de Tondela é garantir condições de financiamento, em articulação com o poder central, através da sua integração no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), já que esta obra, com elevado grau de maturidade, visa aumentar a competitividade e a segurança, potenciando o desenvolvimento económico.

    A Zona Industrial do Lajedo tem hoje mais de dois mil trabalhadores, a justificar assim  uma  intervenção que irá beneficiar a mobilidade de pessoas e de bens, com toda a segurança, atenuando os riscos inerentes à existência do atual corredor rodoviário que, hoje, se realiza com riscos acrescidos no meio de aglomerados urbanos.

  • Lamego e Serralves estreitam cooperação

    Lamego e Serralves estreitam cooperação

    O Município de Lamego tornou-se membro fundador da Fundação de Serralves, ao abrigo de um protocolo de cooperação estabelecido entre as duas instituições. Através desta nova parceria, a Câmara Municipal de Lamego passa a integrar o grupo de membros fundadores de Serralves possibilitando assim à população lamecense e às entidades locais um acesso mais alargado e uma maior proximidade à arte, à cultura, às indústrias criativas e às diversas iniciativas de sensibilização ambiental promovidas pela Fundação. Anualmente decorrerá ainda um evento cultural em Lamego sob a chancela de Serralves.

    Francisco Lopes, presidente da Câmara Municipal de Lamego, sublinha «a importância desta parceria na realização de vários projetos culturais comuns, mas também no âmbito da implementação de iniciativas de cariz pedagógico e de sensibilização ambiental. Para Lamego será uma excelente oportunidade para acolher exposições e eventos culturais únicos, com a chancela de Serralves, e tambémreforçar a notoriedade do nosso concelho a nível nacional. Por outro lado, importa ainda salientar que este acordo vai permitir à população um contacto mais próximo com diversas iniciativas artísticase criadores portugueses e estrangeiros, o que será também uma forma de ampliar e fomentar os seus hábitos culturais.»

    Como fundador de Serralves, o Município de Lamego terá acesso a um conjunto de ações relacionadas com este novo estatuto e que se traduzem numa programação específica adaptada à comunidade local e que engloba a promoção da cultura contemporânea e da sensibilização ambiental, associadas as outras competências especializadas da Fundação de Serralves.

    O protocolo foi assinado entre o presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes, e a presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves, Ana Pinho, numa cerimónia que contou ainda com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e a Ministra da Cultura, Graça Fonseca.

  • Mais 3,4 milhões para o sucesso educativo em Viseu Dão Lafões

    A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões viu aprovada a sua candidatura “Planos Inovadores de Combate ao Insucesso Escolar II”, desenvolvida no âmbito do Programa Operacional Regional do Centro 2020, que prevê um investimento global de aproximadamente 3.4 milhões de euros.

    Em estreita cooperação com os 14 Municípios que a integram, assim como com os Agrupamentos de Escolas da região, a CIM Viseu Dão Lafões, ao longo dos últimos anos, tem vindo a assumir um papel ativo e dinâmico no que respeita à implementação de ações estruturadas, que visam a promoção do sucesso educativo na Região.

    A candidatura agora aprovada, cofinanciada pelo Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Social Europeu, procura dar continuidade ao trabalho já desenvolvido e consubstancia um plano integrado e inovador de combate ao insucesso e abandono escolar, sendo um instrumento de coordenação e planeamento intermunicipal capaz de potenciar as redes colaborativas de escolas e municípios, através da partilha de recursos e da convergência de ações orientadas para a superação das limitações e/ou problemas educativos comuns.

    Entre as principais atividades a dinamizar nas escolas do território, no âmbito desta candidatura, destacam-se projetos no domínio da literacia ambiental, como seja a exposição itinerante “O futuro é amanhã”, o “Laboratório Móvel das Ciências: Descobre e Explora em Viseu Dão Lafões”, o projeto “Wanted – Escolas Empreendedoras em Viseu Dão Lafões”, assim como o projeto “Descobrir e Aprender em Viseu Dão Lafões”, ou, ainda, o projeto de educação financeira “No Poupar Está o Ganho”.

    “A aprovação desta candidatura vem assegurar a continuidade de diversas iniciativas de capacitação e promoção da educação e da qualificação da região, que, a exemplo do projeto Valoriza-te, temos vindo a desenvolver, em articulação com os municípios, os Agrupamentos de Escolas e os Centros de formação de professores”, concluiu o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Fernando Ruas.

     

  • CIM Viseu Dão Lafões promove literacia financeira junto de 3.200 alunos

    A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões tem no terreno o projeto de literacia financeira “No Poupar Está o Ganho”. A iniciativa, que marca presença nos municípios de Viseu Dão Lafões, contempla 170 turmas, 170 docentes (entre professores das turmas e professores interlocutores do projeto), abrangendo um total de 3240 alunos do 3º ao 6º ano de escolaridade.

    Desenvolvido pedagogicamente pela Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, o projeto irá decorrer ao longo de todo o ano letivo (2021/2022) e tem como objetivo promover a literacia em temas como a poupança, o consumo responsável, a gestão e importância do dinheiro.

    Contando com um vasto conjunto de atividades que pretendem capacitar crianças e jovens para assumirem comportamentos financeiros responsáveis, o programa inclui o acesso a uma plataforma virtual com materiais didáticos, planos de aula, vídeos, exercícios, jogos e desafios para os alunos e ainda uma visita online ao Museu do Papel Moeda, da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda. Havendo, ainda, lugar para diversas sessões de formação dedicadas aos professores e interlocutores.

    De acordo com o Secretário Executivo, a CIM Viseu Dão Lafões “entende a educação como o pilar estrutural de qualquer sociedade e, consequentemente, como motor responsável pela evolução e transformação dos territórios. Nesse sentido, ao longo dos últimos anos, promovemos um conjunto de projetos que se afirmaram enquanto mais-valia pedagógica, em temas diversos como a literacia ambiental, a robótica ou as ciências experimentais”, reconhece Nuno Martinho

  • Legalização limpa imagem de edifício inacabado em Viseu

    Legalização limpa imagem de edifício inacabado em Viseu

    Cerca de uma década depois, terminou o impasse em que se encontravam as obras de conclusão de um edifício da Avenida da Europa. O mesmo que faz parte de um projecto de urbanização que ficou a meio, mesmo em frente ao Tribunal de Viseu, e que há muito feria a paisagem visual e urbanística daquela zona da cidade.

    “Este é o primeiro passo para concretizar o desenvolvimento definido para a zona norte do concelho. Neste caso num local onde a autarquia pretende instalar, junto à fonte cibernética e num espaço que tem servido de estacionamento a feirantes e instalação de circos, o novo Centro de Artes e Espectáculo”, explicou Fernando Ruas aos jornalistas no final da reunião que aprovou o desbloqueamento da situação.

    Segundo o autarca, reconstrução agora legalizada, a par do desbloquear de alguns constrangimentos que ali se têm observado, é também determinante para um maior equilíbrio urbanístico entre a zona sul, que tem registado a maior expansão nos últimos anos, e a parte norte da cidade.

    “A cidade tem crescido muito a sul, por razões positivas e que são conhecidas, com toda a zona do Politécnico e o Hospital. Achamos que isso tem de ser equilibrado crescendo a norte, e este pode ser o primeiro passo para esse crescimento e para a requalificação urbanística que é necessária naquela zona nobre da cidade”, confirma Fernando Ruas.

    Com a conclusão das obras de construção do edifício da Avenida da Europa, fica também o caminho aberto para a construção do novo Centro de Artes e Espectáculo. “É um projecto que está pronto e aprovado desde que, há seis anos, deixei a presidência da Câmara de Viseu”, recorda Fernando Ruas, para quem este executivo vai agora avançar com os proprietários dos terrenos do lado direito. Nesse sentido, está já agendada uma reunião com os dirigentes da Federação dos Vinicultores do Dão que, segundo o autarca têm um grande projecto para o local onde continuam desactivadas as antigas instalações deste organismo.

    Na mesma reunião que legalizou a conclusão do edifício na Avenidade da Europa, foi igualmente aprovado o Relatório prévio do projecto de conclusão das obras de urbanização do loteamento de Santo Estevão.

     

  • Planalto Beirão levou «Ideia com Futuro» a 3.000 crianças de Viseu

    Planalto Beirão levou «Ideia com Futuro» a 3.000 crianças de Viseu

    Depois de uma «viagem» de três semanas no concelho, foi na Escola da Ribeira, em Viseu, que o Planalto Beirão fechou o périplo no concelho, com a exposição itinerante «Ideia com Futuro – Reciclar no Planalto Beirão”» que, com recurso um conjunto de recursos multimedia , sensibiliza para as boas práticas da reciclagem e da economia circular. Ao todo, foram mais de três mil as crianças – os grandes destinatários da mega iniciativa – que assimilaram, ao longo das algumas semanas, regras básicas sobre a arte de bem reciclar.

    A exposição, que vai continuar a percorrer o território abrangido pela Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) – organismo que promove a acção de sensibilização -, reúne um conjunto de recursos multimédia, nomeadamente apresentações, vídeos e jogos, através dos quais são transmitidas às crianças mensagens-chave sobre as boas práticas na separação e gestão de resíduos, e o seu impacto positivo na sustentabilidade e no futuro do ambiente.

    “Com esta abordagem próxima e informal, pretende-se que os mais novos possam adoptar práticas mais conscientes, responsáveis e sustentáveis face à protecção do ambiente e dos recursos naturais”, sublinhou José Portela, Secretário Executivo da AMRPB, no final da sessão que decorreu na Escola da Ribeira.

    Enquanto entidade gestora dos resíduos sólidos urbanos produzidos pelos cerca de 345 mil habitantes dos 19 concelhos abrangidos, e com mais de uma centena de viaturas no terreno, a AMRPB tem vindo também a sensibilizar a população para a capacidade instalada na via pública – “um exemplo a seguir no panorama europeu”  -, com os cerca de 23 mil contentores de resíduos sólidos urbanos e os 3.200 ecopontos.

    Para José Portela, a capacidade de resposta da AMRPB é “perfeitamente suficiente para atingir um alinhamento com as metas europeias, nomeadamente com a redução das emissões de gases nocivos ao ambiente e que é necessário segregar na fonte e encaminhar para os ecopontos”. Neste contexto, afirmou que a gestão dos bio-resíduos “é outro desafio em cima da mesa da Associação.

    Presente na Escola da Ribeira, o vereador da Educação na Câmara Municipal de Viseu, Pedro Ribeiro, trouxe à colação os tempos problemáticos que o planeta está a sofer, decorrentes das alterações climáticas. E adiantou que o concelho vai receber mais 28 ecopontos até ao final dopo ano “permitindo assim actuar uma forma mais global na questão da gestão e reciclagem de resíduos”.

    Depois de Viseu, a exposição itinerante «Ideia com Futuro – Reciclar no Planalto Beirão», vai percorrer agora o concelho de Tondela, seguindo-se o de Tábua.

     

    MONTRAS SUSTENTÁVEIS

    COM RECURSO A MATERIAIS REUTILIZADOS

    No sentido de sensibilizar para a reutilização de materiais reutilizados, a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão está a dinamizar, junto do tecido comercial e de serviços dos 19 concelhos abrangidos, o concurso “Montras Sustentáveis” pretendendo, desta forma, “estimular o espírito criativo e artístico”.

    Para além de atrair a atenção dos consumidores e, ao mesmo tempo, contribuir para a dinamização do comércio local, os comerciantes são desafiados, neste Concurso, a fazerem o seu estabelecimento distinguir-se dos demais, com decorações feitas a partir de materiais reutilizados.

    O concurso decorrerá entre os dias 2 e 25 de dezembro. Serão entregues prémios no valor de 1.000 euros aos três estabelecimentos classificados com as melhores montras.

  • Viseu vai viver quadra natalícia menos onerosa mas igualmente digna

    Viseu vai viver quadra natalícia menos onerosa mas igualmente digna

    O Município de Viseu está a preparar uma nova edição do VISEU NATAL. À semelhança de outros anos, a autarquia estabeleceu uma parceria com a Associação Comercial do Distrito de Viseu (ACDV) e com Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), congregando esforços na dinamização económica e social do período natalício que se avizinha.

    Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu sublinha que a iniciativa VISEU NATAL 2021/2022 “pretende promover a celebração das tradições da quadra natalícia, uma das épocas do ano que mais anima e potencia a atividade económica local, particularmente do comércio tradicional das ruas e praças do Centro Histórico e zonas envolventes”.

    Comparando com as edições anteriores, Ruas promete uma quadra natalícia menos onerosa, mas ingualmente digna. “Embora mantendo todas as suas características, estabelecemos um critério não ostentatório que, no final, nos permite, mesmo assim, poupar algumas dezenas de milhar de euros”, explicou o autarca.

    Para fazer face ao contexto excecional gerado pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus (COVID-19, a Autarquia garante a observância e o cumprimento das medidas de segurança, prevenção e proteção definidas pelo Governo, Autoridades de Saúde e de Proteção Civil e Município de Viseu.

  • «Sorte», o mais recente álbum de Catarina Rocha já é sucesso nacional

    «Sorte», o mais recente álbum de Catarina Rocha já é sucesso nacional

    “Sorte “, o terceiro álbum da fadista viseense, é um trabalho que cresceu, quando a recente pandemia praticamente asfixiou o mundo artístico, já se encontra á venda no mercado discográfico, com enorme aceitação do público em geral. Porque parar é morrer, Catarina Rocha nunca baixou os braços, aprendeu a conviver com a covid19 e acreditou que teria de dar uma “bicada” de esperança e de revolta em busca de um rápido regresso a uma normalidade, por todos ansiada. Assim nasceu a sorte que a artista também perseguia e que acabou por dar o nome ao novo álbum.

    Catarina, como é que tudo aconteceu?

    “ Há razões que a razão desconhece, mas isso não explica tudo. O álbum “Sorte” surge no encadeamento dos meus dois anteriores trabalhos. O primeiro, “Luz”, explica-se porque todos nós necessitamos de uma luz para iluminarmos o nosso caminho e o caminho dos outros; depois veio o “Vida” e tudo que o que a vida pode proporcionar com os seus momentos bons e menos bons. Isto faz todo o sentido e no fado, por exemplo, podemos encontrar isso mesmo, quando cantamos a vida. Mas achei que faltava algo mais. Com os dois álbuns já editados era preciso ir á procura de alguma sorte na vida, a sorte que todos também procuramos. Sempre ouvi dizer que muitas vezes falta na vida é um pouco de sorte. Hoje em dia o talento exige muito trabalho, eu sinto isso, e o nosso trabalho muitas vezes não é reconhecido se não se tiver alguma sorte. Foi assim que surgiu o nome para este meu último álbum.”

    Já tem algum “feedback” do seu último álbum?

    “ Tem tido uma muito boa aceitação, quer da crítica, quer do público, quer das televisões o que é sempre gratificante para qualquer artista, mas infelizmente não tive oportunidade de o promover devido ao período pandémico que o país estava a atravessar. O meu segundo álbum também apareceu num momento nada favorável, porque coincidiu com o encerramento de tudo que era espectáculo público e casa de fados no país. Mesmo assim o Fado Abananado não deixou de ter um grande sucesso, graças a diversos programas em que participei nas nossas televisões e rádios, a quem agradeço.  Agora espero que o “Bicadas no Fado”, que integra este meu último trabalho, tenha a mesma sorte que continua a acompanhar o “Fado Abananado”. Afinal estamos a falar de sorte, já reparou?”

    A propósito do mais recente trabalho discográfico de Catarina Rocha que, á semelhança de Cristiano Ronaldo (CR 7) também é conhecida dor CR 1, pela forma de cantar, melodiosa e cristalina, destaque para as “Bicadas no Fado”, o single do álbum, onde a fadista aborda a temática do “ fazer ouvidos moucos” e, deste modo, não se dar importância aos que os outros pensem ou vão pensar. Aliás o papagaio não aparece por acaso, e serviu de pretexto para abordar os fala barato, os papagaios da vida que aparecem para fazer, quase invariavelmente, sempre as mesmas críticas com ideias gastas.

    O álbum “ Sorte “ integra temas de sonoridades variadas e com influências de vários estilos musicais, desde o folclore, as chulas do Minho, aos ritmos africanos, boleros, passando pelo pop e, claro está, o nosso fado, onde o publico em geral vai encontrar temas como o “ Algemas “ de Amália Rodrigues, o “ Não te Odeio “ de Maria Teresa de Noronha, ou o “ Benvindo Sejas Maria “ de Rui Veloso. Catarina Rocha assina grande parte dos temas originais, e contou também com letras e composições de Carlos Paiva, Manuel Graça Pereira e Pedro da Silva Martins. “ Sorte “ é uma produção de Valter Rolo e contou também com Ângelo Freire, na guitarra portuguesa, Marino de Freitas, baixo, Bernardo Viana, viola de fado, Vicky Marques, percussão, Valter Rolo, piano e João Frade, acordeão.

    Catarina Rocha, apesar de ainda não ter sido possível a reabertura ao público dos grandes espectáculos, já voltou a sentir o calor humano de que os artistas tanta falta sentem, com aparições na televisão e na rádio e noutros espaços públicos, como no Mini Concerto, da FNAC, no Colombo, em 22 de Outubro passado. Ainda em Outubro , no dia 16, esteve no programa da TVI, “Em Família” da Margarida Cerqueira Gomes e Rúben Rua, na SIC, a 23, no “Alô Marco Paulo, a 25 na RTP1, na “ A Tarde é Nossa “ com Tânia Ribas de Oliveira e no passado dia 11 de Novembro novamente na RTP1, no programa “ Praça da Alegria “, com Jorge Gabriel e Sónia Araújo. E como não podia deixar de ser, um salto na Rádio Amália, no dia 22 de Outubro, para participar no programa “ Bairro Alto “.

    Uma última pergunta. Como viveu a Catarina com a pandemia e com tudo fechado?

    “ Que podia fazer? Remar contra a maré e esperar pelos ventos de bonança. Comecei a escrever e a compor. Foi aqui que senti que me estava a faltar algo alegre, o que me levou a repensar tanta coisa E assim nasceu o tema “Bicadas no Fado”, com música da minha autoria, o “ Cupido “, com música e letra minhas, o “ Onde Pensas que Tu Vais “ com letra do Carlos Paiva, e letra minha… enfim, já tinha escolhido o título do álbum, mas nunca tinha feito nada para promover um álbum meu. O álbum tem 11 títulos, porque introduzi o “ Fado Abananado “ e acredito que foi também uma boa opção.”

    Carlos Bergeron