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  • Avança a segunda fase do centro de operações de mobilidade de Viseu

    Avança a segunda fase do centro de operações de mobilidade de Viseu

    Concluída que está a primeira fase da obra, está no terreno a fase seguinte, que diz respeito à remodelação do edifício da antiga Estação Rodoviária de Viseu, através da reorganização dos espaços existentes, melhoramento e renovação dos materiais e das condições da envolvente. O objetivo é garantir os atuais padrões regulamentares de qualidade e de conforto, bem como transmitir uma imagem de modernidade a um edifício relevante no contexto da cidade de Viseu.

    Em virtude desta transição, o espaço que se encontra construído acolhe, já as instalações temporárias que asseguram o funcionamento e manutenção do conjunto de serviços que atualmente estão ao dispor dos utilizadores. Falamos dos Pontos de Bilheteira, Posto de Informação, Postos dos Operadores de Viagens, WC, Bar, Restaurante e Lojas, os quais estarão devidamente sinalizados, para facilitar a sua identificação e utilização.

    Paralelamente, há outra mudança significativa a registar: a alteração da entrada e saída de passageiros e viaturas, que passa agora a ser realizada pela Rua dos Bombeiros Voluntários, em frente ao conjunto de edifícios que compõem o Bairro da Balsa.

    No que respeita aos transportes, todas as linhas dos autocarros MUV e STUV têm agora as suas paragens no exterior da Central, ou seja, na Rua dos Bombeiros Voluntários. Já os restantes operadores, nomeadamente intermunicipais, nacionais e internacionais fazem o embarque e desembarque de passageiros no interior do novo espaço.

    Uma vez que o edifício existente será completamente vedado para a concretização das obras no edifício principal, também a zona de Táxis, atualmente na Avenida António José de Almeida, foi realocada para esta Rua, assim como a paragem de autocarro, em frente à entrada principal.

    “Iniciamos outra etapa importante nesta obra que representa um passo decisivo para o futuro da mobilidade no concelho”, afirma o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Fernando Ruas. “Apesar desta mudança, os utilizadores dos serviços de transporte continuarão a usufruir dos serviços necessários à realização das suas viagens, em segurança e com o conforto possível, dada a dimensão desta obra”.

  • Expodemo associa cultura e negócios em Moimenta da Beira

    O evento regressa para celebrar a sua 11ª edição, enquanto feira de cultura e de negócios, feira de artes e espetáculos de música, teatro, dança, poesia, livros e gastronomia, também de experiências enogastronómicas únicas, e ainda enquanto festa de exaltação à maçã, fruto da terra, das raízes e da luz. Ao todo, 3 palcos, mais de 150 artistas e mais de 30 espetáculos. Tudo com entrada grátis. E regressa em versão mais alargada, de três para quatro dias, ocupando a área habitual, mas agora totalmente renovada da Praça do Tabolado, espaço privilegiado localizado no miolo mais urbano e nobre da vila.

    A Expodemo vai assim animar Moimenta da Beira de 15 a 18 de setembro, numa edição que se espera a melhor de sempre, com mais visitantes, mais expositores, ainda mais negócio, mais cultura e mais animação. E com um país convidado: a Ucrânia, que será representada pelo Consulado no Porto, e por uma exposição de fotografias patente ao público no átrio dos Paços do Concelho.

    Paulo Figueiredo, Presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, a entidade promotora do evento, assume o orgulho e satisfação do retorno da feira. “O sentimento é de felicidade plena pelo regresso da festa”, enfatiza o autarca, que encara o evento como ponto de encontro e de partilha de emoções.

    No programa artístico-musical, toda a relevância vai para o concerto de Pedro Abrunhosa. Mas, de França chega também a magia com o espetáculo que a Compagnie des Quidams preparou para a Expodemo: “Fiers à cheval”. Destaque também para a segunda apple party com os DJ’s e produtores Carlos Silva e André Reis, protagonistas dos Karetus; e para a transmissão em direto do palco Expodemo do “Somos Portugal” pela TVI.

    Mas não só de música vive o programa do certame. Há outros momentos de evidência enorme, como as Provas de Maçãs, não fosse a Expodemo a Festa da Maçã; a Praça de Espanha, um espaço expositivo e de venda de produtos do país vizinho; o Pavilhão das Letras, que com debates à volta do livro, tertúlias, sessões de poesia e música erudita, enche de cultura a Expodemo; o Festival de estátuas vivas e de arte de rua; as tasquinhas; as provas de vinho, algumas comentadas por especialistas de renome; os espaços infantis; a tradicional gastronomia; as atividades desportivas.

    Um sublinhado ainda para a programação do primeiro dia, gizada em grande parte pela ‘prata da casa’, e que a organização denomina “Eu sou Moimenta”.

  • Plano Diretor Municipal de Viseu em fase de discussão pública

    O Plano Diretor Municipal (PDM) de Viseu, “uma ferramenta essencial de planeamento territorial municipal, que determina o modelo estrutural e a estratégia espacial para o concelho”, entrou em fase de discussão pública no passado dia 11 deste mês de agosto e por um período de 45 dias, ou seja, até 17 de outubro.

    Segundo a Câmara Municipal, foi construída este ano uma nova ferramenta online para auxiliar a consulta dos mapas alusivos à proposta de Alteração do PDM. Este site poderá ser consultado através da ligação criada em www.cm-viseu.pt. A par desta, mantêm-se as formas de consulta tradicionais e presenciais, nas Juntas de Freguesia e no Atendimento Único da Câmara Municipal.

    Para o esclarecimento de dúvidas e consulta do PDM, junto dos técnicos municipais, está disponível o atendimento presencial, que se realiza às terças, quintas e sextas-feiras, entre as 9 horas e as 12H30, e à quarta-feira, entre as 14 horas e as 17H30, na Sala de Atendimento de Gestores de Procedimento, no edifício da Câmara Municipal, com uma duração máxima de 30 minutos por interessado.

    Para a realização deste atendimento, os interessados devem realizar previamente a marcação do mesmo, nos dias úteis. Esta pode ser realizada via telefone, através do contacto 232 427 427 (opção 3 do atendimento automático), entre as 9 e as 17 horas, ou, presencialmente, no Balcão de Acolhimento do Átrio da Câmara Municipal de Viseu, entre as 8H30 e as 16 horas.

    A participação na Alteração do PDM está dependente da entrega de uma ficha de participação, também disponível no site, no Atendimento Único e nos postos de atendimento do PDM, e pode ser entregue de três formas distintas: Presencialmente, no Atendimento Geral do Urbanismo, entre as 8H30 e as 16 horas; por e-mail, através do endereço urbanismo@cmviseu.pt; e por correio, através de uma carta dirigida ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Viseu e remetida por correio registado para: Município de Viseu, Praça da República 3514-501, Viseu.

  • FICTON de regresso para potenciar e pulsar dinamismo de Tondela

    FICTON de regresso para potenciar e pulsar dinamismo de Tondela

    A 28.ª edição da FICTON – Feira Industrial e Comercial de Tondela, vai realizar-se nos próximos dias 14, 15, 16, 17 e 18 de setembro. “É um evento já profundamente enraizado na região, de promoção, projeção e afirmação  das potencialidades culturais, sociais e económicas do concelho de Tondela. E afirma a capacidade  empreendedora da indústria, do comércio e dos serviços de Tondela”, reforça a presidente da Câmara Municipal, promotora do certame, Carla Antunes Borges.

    Com um orçamento de 350 mil euros, o certame conta com a presença de 91 expositores e, destes, 63 serão ocupados por empresas, a maioria delas do concelho de Tondela. No total serão 135 os expositores de diferentes setores.

    Do programa da FICTON ressalvam-se as sessões solenes no Dia do Município, mas também o lançamento de duas obras de relevante importância para a região: o lançamento da obra de Extensão de Saúde do Caramulo e da obra da USF Canas de Santa Maria, num investimento global de 1,6 milhões de euros.

    A edição deste ano contará como sempre com grandes nomes do espectro musical português, entre eles, Calema, Xutos & Pontapés, Julinho KSD, José Cid e para terminar Quim Barreiros. Paralelamente aos cabeças de cartaz, estas festividades contarão com a presença de diferentes grupos locais, uns mais tradicionais que animarão as tasquinhas, bem como bandas do concelho que subirão ao palco principal e alguns Dj’s. Do programa da FICTON ressalvam-se as sessões solenes no Dia do Município.

    Pela primeira vez, a edição deste ano terá um bilhete diário de 3 euros, podendo os visitantes optar por um bilhete geral que terá um custo de 5 euros/dia, ingressos esses que podem ser adquiridos em www.ficton.pt ou no Museu Terras de Besteiros.

    A gastronomia continua a ser uma das referências da FICTON, pontificando as tradicionais tasquinhas e bares explorados pelo movimento associativo, totalizando 24 associações locais no espaço. É também uma forma de “pulsar e compensar a resiliência de um movimento associativo que soube resistir a dois anos de pandemia”, reconhece Carla Borges.

    Mas a montra gastronómica e os sabores do concelho de Tondela não ficam por aqui. O espaço Ao’Sabor terá produtores vinícolas, agroalimentares e um espaço lounge que permitirá usufruir de forma cómoda de todas estas iguarias. Este espaço terá ainda uma novidade que trará mais riqueza a estas festividades. Além dos showcookings temáticos orientados por Chefs de Cozinha locais, as Freguesias terão um dia para darem a experimentar os seus paladares e mostrarem o que de melhor acontece no território.

    A vereadora, Vera Machado, destaca ainda os stands de artesanato contemporâneo e tradicional onde não faltarão artesãos locais, e ainda a habitual exposição de produtos agroalimentares que vão desde a doçaria, a licores, compotas, entre outros. O espaço automóvel e de maquinaria agrícola também estarão representados na FICTON, e os mais jovens terão também ao seu dispor um espaço radical e outras diversões, que vão desde insufláveis a carrosséis.

    Na apresentação, Vera Machado, apresentou o novo site da FICTON, “um passo na digitalização e inovação da feira, que pretende ser uma nova etapa na divulgação do certame e dos seus atributos. É muito importante estarmos acessíveis, para que todos possam descobrir e usufruir da nossa feira e da nossa cidade da melhor forma possível”, concluiu.

  • Centro de Ambulatório e Radioterapia em Viseu com candidatura aprovada

    Centro de Ambulatório e Radioterapia em Viseu com candidatura aprovada

    Depois de muitas promessas, avanços e recuos, que alimentaram também muitas e controversas políticas enquanto, durante anos e anos, os doentes oncológicos de Viseu faziam penosas viagens para tratamentos em Coimbra, está (finalmente) aprovada a candidatura para a construção do Centro de Ambulatório e Radioterapia do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV). O investimento total, aprovado no âmbito dos fundos comunitários do Portugal 2020, é de 26 milhões de euros.

    A aprovação da candidatura para instalar no CHTV o Centro de Radioterapia, foi anunciada no final de uma reunião do executivo, pelo presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas. O autarca só tem agora dúvidas em relação aos prazos para o arranque e conclusão do equipamento, não acreditando que a unidade esteja pronta em Dezembro de 2023. Até porque, há ainda vários passos a dar, nomeadamente “o lançamento do concurso público”, justificou.

    Mesmo faltando “descobrir” como e onde o CHTV vai aceder à comparticipação nacional dos fundos comunitários, Fernando Ruas não deixa de concluir que “a única coisa positiva, é que não havia financiamento sem esta candidatura”.

    No final de Junho do ano passado, e em declarações à Agência Lusa, o presidente do Conselho de Administração do CHTV, Nuno Duarte, adiantou que “tudo correndo bem”, o Centro de Ambulatório e Radioterapia estaria pronto no final de 2023. Sublinhou, então o responsável, que a estimativa apontava para o início das obras até ao final do primeiro trimestre de 2022, uma vez que a construção “vai sempre demorar cerca de um ano e meio”. O que não aconteceu no primeiro, e o final do segundo trimestre está aí a chegar.

    Reformulado que foi o projecto inicial, o novo, já com a candidatura aprovada inclui, para além da área oncológica, uma outra dedicada aos hospitais de dia de especialidades médicas e também uma ampliação das consultas externas, “uma vez que a ligação entre os edifícios vai ter de ser feita através de uma ponte e, no local onde desemboca, no edifício principal, vamos fazer uma ampliação da Consulta Externa”, afirmou à Lusa Nuno Duarte.

    Já com acordos de colaboração firmados com o Instituto Português de Oncologia de Coimbra e Agrupamento de Centros de Saúde Dão-Lafões, o CHTV realça que a construção do Centro de Ambulatório e Radioterapia vai “assegurar a diferenciação do hospital e, ao mesmo tempo, melhorar a prestação de serviços, indo ao encontro das expectativas das populações da região interior centro do país”.

    Numa de «ver para crer», Fernando Ruas só espera “que a obra comece”. E já fez saber que, até agora, “a única entidade que contribuiu, foi a Câmara de Viseu”. Através, justificou, de “isenção em 90% das taxas ao CHTV, que é um valor com algum significado”. E, para além da Câmara, “ainda mais ninguém se atravessou em termos financeiros”, concluiu.

     

     

  • Centro histórico de Viseu sem carros no verão

    Centro histórico de Viseu sem carros no verão

    Durante todo o verão ( até 21 de Setembro), o centro histórico de Viseu ficará “livre” de carros. O Município de Viseu recupera assim a campanha de promoção de um Centro Histórico com qualidade e “amigo” do ambiente, sem carros, promovendo uma circulação segura e confortável, a pé ou bicicleta, para viseenses, visitantes e turistas, que aqui residem ou o visitam.

    O encerramento ao trânsito no centro histórico de Viseu vigora às sextas-feiras, entre as 19 e as 02 horas, aos sábados, entre as 16 e as 02 horas, assim como aos domingos e feriados, entre as 15 e as 20 horas. A interdição contempla os principais acessos à zona antiga, nomeadamente no início da Rua dos Combatentes da Grande Guerra e no entroncamento da Travessa da Misericórdia com o Adro da Sé, mantendo-se a circulação pela Calçada da Vigia. Nos dias em que existam espetáculos ou concertos no Adro da Sé, o corte será realizado no início da Travessa da Misericórdia.

    É autorizado, excecionalmente, o acesso a moradores e clientes de unidades hoteleiras, e durante as cerimónias religiosas na Sé ou na Igreja da Misericórdia, é permitido o acesso ao Adro da Sé

  • Etar de Silgueiros e Oliveira de Barreiros avança com custo de 3,6 milhões

    Etar de Silgueiros e Oliveira de Barreiros avança com custo de 3,6 milhões

    Já consignada, a construção da nova ETAR de Silgueiros e Oliveira de Barreiros, um equipamento que vai servir 3.092 habitantes, vai avançar com um prazo de execução previsto de 15 meses e um custo global de 3.587.440,23 euros, com uma contribuição do fundo de coesão de 3 milhões. A obra vai permitir a desativação das ETAR de Passos, Lages, Loureiro de Silgueiros e Póvoa de Muscoso e as fossas séticas coletivas de Pindelo e Oliveira de Barreiros. E prevê ainda a interligação das redes existentes e pequenas ampliações da rede de saneamento em locais que não estão incluídos na rede.

    Para o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, “esta empreitada permitirá concretizar mais um salto qualitativo na melhoria das condições de habitabilidade da nossa comunidade, especialmente das Freguesias de Silgueiros e São João de Lourosa, para além dos evidentes benefícios na saúde pública e qualidade do meio ambiente”.

    “Este é mais um exemplo concreto do aproveitamento dos fundos comunitários em prol do desenvolvimento territorial. Sabemos que ainda não alcançámos uma cobertura total das redes de água e saneamento no concelho, mas estamos muito próximos desse valor. Não descuramos as necessidades dos nossos munícipes e estamos atentos para lhes proporcionar a melhor qualidade de vida possível”, destacou ainda o autarca.

    Globalmente, serão construídos 2,1 quilómetros de coletores gravíticos, 3,9 de emissários, 5,2 de condutas elevatórias e 9 estações elevatórias, a par da própria ETAR.

     

  • Feira de São Mateus 2022: O reencontro na “maior edição de sempre”

    Feira de São Mateus 2022: O reencontro na “maior edição de sempre”

    Após dois anos de pandemia, a Feira de São Mateus regressa, em 2022, de 4 de agosto a 21 de Setembro. Já divulgado, o programa da “Guardiã das Feiras Populares” oferecerá 49 dias “da mais pura animação, numa tradição renovada, com um cartaz musical de excelência, novas iniciativas (como o ‘Feira de São Mateus Viseu Fashion’), e o retorno de outras atividades, nomeadamente as provas desportivas (como é o caso do Constálica Rallye de Vouzela e Viseu).

    A maior Feira popular do País, na sua maior edição de sempre, brindará o público com um conjunto diversificado e transversal de artistas internacionais (como o espanhol Álvaro de Luna e os brasileiros Melim, o Kevinho e o Grupo Revelação), e os representantes da nova geração de músicos portugueses (Fernando Daniel, Ana Moura e os D.A.M.A) que se cruzarão em palco com diversos artistas consagrados e cantores populares (como o Toy).

    O cartaz musical contará, ainda, com o espetáculo de Luccas Neto, considerado um dos maiores influenciadores digitais do Brasil, que terá a participação especial de Gi.

    Mas não será só de música que viverá a Feira de São Mateus. Oferece ainda espaço para outros formatos como o «Viseu a RIR» (que levará à cena os populares artistas da stand-up comedy, Fernando Rocha e Gilmário Vemba).

     

  • «Incerteza» é o tema dos Jardins Efémeros 2022 em Viseu

    «Incerteza» é o tema dos Jardins Efémeros 2022 em Viseu

    A «Incerteza» é o tema da X edição dos Jardins Efémeros’2022: o festival multidisciplinar que volta a Viseu, entre 8 e 16 de Julho, com o envolvimento de artistas nacionais e internacionais e com novos projectos de reflexão, experimentação e participação. Entre outras novidades da programação, em 2022 vão receber um projeto que cruza os diferentes géneros musicais de Pino Palladino, Sam Gendel, Blake Mills e Abe Rounds e simultaneamente explora a versatilidade musical destes artistas.

    Pino Palladino, baixista de rock and roll, jazz e rhythm and blues, vencedor de um Grammy, considerado um dos melhores baixistas do mundo. Abe Rounds que começou a tocar bateria com apenas um ano de vida e tem vindo a colaborar como multi-instrumentista, com artistas como Seal, Andrew Bird, Sara Barellies, Pino Palladino, Blake Mills e Mark Ronson. Blake Mills, o compositor e prodígio da guitarra, foi produtor de álbuns de Alabama Shakes e Perfume Genious, que redefiniram o som e a carreira desses artistas. E Sam Gendel, músico e produtor de Los Angeles, conhecido principalmente pelo seu trabalho como saxofonista, proficiente em diversos instrumentos, que para além de integrar este quarteto, irá igualmente atuar a solo nos Jardins Efémeros.

    Para Sandra Oliveira, directora artística do projeto, também a presença do músico finlandês, Vladislav Delay, “será um dos grandes momentos da programação” deste ano. Das suas diversas colaborações salientam-se Scissor Sisters, Craig Armstrong, AGF, Black Dice, Massive Attack, Towa Tei e Ryuichi Sakamoto.

    A Comissão de Avaliação dos Jardins Efémeros, constituída por Beatriz Rodrigues (instrumentista e compositora), Catarina Machado (radialista e crítica de música) e Sandra Oliveira (programadora e gestora cultural), selecionou propostas das 67 candidaturas submetidas na chamada de artistas, sendo que 15% eram do distrito de Viseu, 69% do resto do país e 16% internacionais.

    As propostas selecionadas foram: Yamila, que dança entre a música electrónica e analógica, misturando a tradição e a experimentação; Nuno Morão, que irá mostrar o seu projeto de percussão a solo, explorando as potencialidades tímbricas e rítmicas de um conjunto de instrumentos, criando uma linguagem musical única; Wipeout Beat, uma banda de três veteranos no panorama musical de Coimbra, o seu disco «No more nights» é um convite às noites de perdição e de partilha, uma antítese do próprio título; e a Rachika Nayar, compositora e produtora do Brooklyn, cria música ao explorar as possibilidades expressivas da guitarra por meio de processamento digital.

    Este ano, os Jardins Efémeros juntam-se à acção artística colectiva Mantra da PAZ  e convidaram comunidades e participantes individuais a colaborar na construção de uma peça de 2160 quadrados bordados com a palavra «Paz», como apelo local aos governantes nos seus compromissos com os processos de paz e sustentabilidade.

    Outra das iniciativas que vai marcar os JE deste ano é Cidade Invisível, um projeto que propõe uma reflexão sobre o espaço privado/espaço público e a coabitação potenciadora da relação bidireccional entre o indivíduo e o colectivo. É um projeto de alunos da Escola Superior de Educação de Viseu, com alunos da Escola Secundária Viriato, coordenados pelo Coletivo de artistas LP2, por Paula Rodrigues pela ESEV, Ana Paula Barbosa, pela ESV e Paula Soares pelo PNA.

    A funcionar em regime «fora de portas» desde o ano passado, o projecto A Casa do Sonho continuará a existir dessa forma e vai ter 7 oficinas a decorrer em escolas, entre 20 e 24 de junho. No total são 26 sessões. Já a Casa da Imaginação, um espaço que surge este ano pela primeira vez e aberto a todos os que queiram participar e praticar a reflexão e o pensamento orientado para a educação artística, haverá 17 oficinas, divididas em 152 sessões.

    JARDINS EFÉMEROS é uma realização organizada pela Pausa Possível – Associação Cultural e de Desenvolvimento, e é financiada pelo Município de Viseu e pela Direção-Geral das Artes.

     

  • Festival «Que jazz é este?» cumpre décima edição em Viseu

    Festival «Que jazz é este?» cumpre décima edição em Viseu

    «Que Jazz é Este?» em Viseu? É um Festival reflexo da génese da associação que o promove – a Gira Sol Azul -, fruto do encontro de jovens naturais ou residentes fora dos grandes centros de formação e produção cultural, mas com a vontade comum de fazer, criar, experimentar e partilhar mantendo-se em constante aprendizagem e aperfeiçoamento. É eclético, diversificado, acessível e ocupa preferencialmente espaços públicos. E vai cumprir este ano, de 20 a 24 de Julho, a décima edição. Tantas quantos anos tem de vida o Festival.

    Em 2022 e para assinalar os primeiros 10 anos de realizações ininterruptas, a organização já anunciou a realização de 11 concertos para público, 5 concertos ambulantes, 5 concertos ao domicílio, 3 jam sessions, 1 exposição, 3 conversas, 20 horas de rádio ao vivo e 5 sessões de cinema musicado ao vivo.

    A par de integrar o trabalho que é desenvolvido localmente e que pretende deixar marcas, a programação do festival “pretende colocar a região no mapa, incluindo concertos únicos”. Para além de dar continuidade ao trabalho de proximidade com músicos em formação, integra, por isso, bandas de artistas emergentes, e contribui, ainda, ainda para a circulação de projetos nacionais e internacionais de relevo.

    Os concertos estão desenhados em três blocos de programação dirigidos a públicos diversos mas contamináveis entre si e distribuídos por três horários: 17, 19 e 21,30 horas. “É nos incríveis claustros do Museu Nacional Grão Vasco que Pedro Moreira Sax Ensemble apresenta Two Maybe More, peça escrita para o espetáculo de Sofia Dias, Vítor Roriz e Marco Martins, adaptada entretanto para ensemble de 8 saxofones, ao qual se junta contrabaixo e bateria”, salienta Ana Bento da Gira Sol Azul.

    No Parque Aquilino Ribeiro, bem no coração da cidade, passam José James, artista Blue Note, “uma das mais celebradas vozes da sua geração”;  Spinifex;  e Karyna Gomes, cantora e compositora de Bissau; e ainda o tradicional concerto do Colectivo Gira Sol Azul composto por músicos baseados na região de Viseu e que este ano convidam o aclamado pianista de jazz britânico, Jason Rebello, e a excecional e versátil cantora e multi-instrumentista Sumudu baseada em Londres.

    No âmbito da parceria com o Carmo’81, o Combo Jazz da Gira Sol Azul (composto pelos mais jovens músicos da Gira Sol Azul) apresenta-se num concerto especial com os viseenses Smoke Hills cujo caminho parte do Hip Hop mas faz-se também da procura de criar um estilo não convencional.

    A Casa do Miradouro acolhe projetos dos mais talentosos jovens músicos do panorama musical atual (Peixe Boi e Garfo); Manuel Linhares (Porta Jazz) apresenta  no Teatro Viriato o seu mais recente álbum: «Suspenso»; a Pousada de Viseu,acolhe Miguel Valente Quarteto, projeto fundado em Amesterdão. Vencedor da 1ª. edição do Concurso Internacional de Jazz da Universidade de Aveiro, promete ser uma força ascendente no panorama do jazz português.

    As rubricas «Jazz na rua» e «Jazz ao domicílio» vêem renovadas as parcerias com escolas profissionais de música da região, contando com apresentações de combos de jovens músicos que vêm “contagiar a cidade com a energia do jazz todos os dias do festival nas ruas, hospitais, prisões e lares alargando desta forma o acesso de todos à cultura”.

    O festival «Que Jazz É Este?» é financiado pelo programa Eixo Cultura do Município de Viseu e pela Direção Geral das Artes e conta com vários importantes parceiros e mecenas locais e nacionais que têm contribuído para a afirmação do festival como um projeto de relevo e prestígio na região centro.