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  • História militar de Viseu em Museu na Rua Direita

    História militar de Viseu em Museu na Rua Direita

    O Município de Viseu e o Exército Português celebraram no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um protocolo de colaboração que tem como objetivo a submissão, acompanhamento e execução de um projeto de reprogramação e reorganização museológica da atual Coleção Visitável do Regimento de Infantaria 14 ao programa “Crescer com o Turismo”, do Turismo de Portugal. O projeto representa um investimento de cerca de 670 mil euros e vai agora ser submetido a uma candidatura, para obtenção de um financiamento de cerca de 60%.

    Com o avançar deste projeto, é intuito de ambas as entidades concretizar um novo Centro Interpretativo dedicado à preservação, valorização e salvaguarda do património histórico-militar de Viseu, realocando o espólio que atualmente se encontra no Regimento de Infantaria 14 para um novo espaço, em pleno Centro Histórico: o Palácio dos Silveiras, na Rua Direita.

    João Azevedo, presidente da Câmara Municipal, espera agora que a submissão da candidatura seja “rápida e eficaz”. “Depois de ser aprovada, faremos aquilo que é a nossa obrigação: realizar, em conjunto, o investimento para que as Forças Militares, a História Militar, a presença militar em Viseu seja honrada”.

    “Este Centro Interpretativo vai ficar numa zona importantíssima da cidade, junto à Rua Direita. Vai valorizar o património, a história, a história militar, a história social, a história dos conflitos. A história daqueles que já não estão entre nós, que estão aqui representados pelo Sr. Tenente-Coronel Gabriel. Vai representar aqueles que ainda estão, mas que têm prejuízos físicos e psicológicos decorrentes dessa sua história, que nos defenderam. E, naturalmente, que o Concelho de Viseu e este território vão ficar mais fortes”, reconhece João Azevedo.

    A coleção em torno da história e identidade d’”Os Viriatos” é visitada regularmente, inclusive, e na sua maioria, por diversas escolas do concelho, que aqui têm a oportunidade de contactar de perto com os militares e conhecer o legado secular do Regimento em prol da defesa do concelho e do país.

    “Este protocolo traduz-se na concretização de uma parceria que procura valorizar a história militar da região e reforçar a ligação profunda entre a cidade e o seu Regimento, que marcou gerações e faz, inequivocamente, parte da identidade de Viseu, merecendo, por isso, todo o reconhecimento e a iniciativa de aproximação do seu espólio a uma das áreas mais nobres da cidade”, destacou o Chefe de Estado-Maior do Exército, General Eduardo Mendes Ferrão.

    “Fiquei muito sensibilizado com o compromisso, a disponibilidade e a iniciativa da autarquia. Sem isso, não teríamos levado este projeto adiante”, adiantou o General, reconhecendo, ainda, publicamente, o papel da Direção de História e Cultura Militar do Exército e do Regimento de Infantaria 14, na pessoa do seu Comandante.

    “É um lugar onde vamos poder revisitar a nossa história. Pretendemos que ela seja descoberta, com orgulho, pelos estudantes, famílias, visitantes e todos os que lá quiserem ir, para verem quão importante é preservar a nossa identidade coletiva. É um projeto que vai honrar o Exército e o seu passado, mas, sobretudo, vai honrar a cidade e os viseenses vão poder conhecer, com mais detalhe, aquilo que é a história militar de Viseu, que é riquíssima”, concluir o Chefe de Estado-Maior do Exército.

  • Instrumentistas de todo o mundo no Festival de Música da Primavera de Viseu

    Instrumentistas de todo o mundo no Festival de Música da Primavera de Viseu

    Primavera é a estação de chegada a Viseu da linguagem universal que une os povos, a Música, ainda mais imprescindível numa altura em que o mundo se confronta com “guerras por ganância”, na expressão de José Perdigão, presidente da direcção da PROVISEU, a associação que tutela o Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão, organizadores do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu. O viseense José de Azeredo Perdigão (1896-1993), patrono do conservatório, de quem se comemora, este ano, o 130.°aniversário do nascimento, ficou conhecido como presidente vitalício da Fundação Calouste Gulbenkian e foi “ele próprio uma espécie de Primavera na cultura em Portugal”, como bem observou Guilherme Gomes, assessor da Cultura no executivo municipal.

    Entre 2 e 26 de Abril, a 19.ª edição do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, sob a direção de José Carlos Sousa, acolherá concertos, concurso de instrumentistas, masterclasses e concertos pedagógicos em todos os agrupamentos de escolas, com foco principal nos alunos do 4.º ano do 1.º ciclo, para além do Hospital de Viseu, lares de terceira idade, instituições de pessoas com deficiência e no Estabelecimento Prisional do Campo.

    O programa completo pode ser visto na última página deste jornal e está disponível na página oficial do Festival. Os bilhetes variam entre os 3 e os 6 euros, valor considerado simbólico pelos organizadores do Festival que tem um orçamento de 180 mil euros e é financiado maioritariamente pela Câmara Municipal de Viseu (Eixo Cultura) com 100 mil euros, para além de contar com vários mecenas e apoios.

    O Festival inclui o 7º Concurso Internacional de Guitarra de Viseu, bienal (alterna com o Concurso Internacional de Piano), o mais concorrido de sempre, segundo a sua directora. Paula Sobral anunciou a participação de 33 inscrições na categoria profissional, de países tão diversos como Grécia, Japão, França, Espanha, Coreia do Sul, Ucrânia, Polónia, EUA, Luxemburgo, Irão, Eslovénia, Áustria, Rússia, Cabo Verde, para além de Portugal. Pela primeira vez, há uma categoria juvenil (até aos 18 anos de idade) em que se inscreveram 15 concorrentes, a maioria de Portugal, mas também do Reino Unido, Espanha e Rússia. Nesta categoria as despesas são da responsabilidade dos participantes, o que explicará o seu número mais reduzido. Os prémios são atractivos: para o 1.º classificado, na categoria profissional, 7 mil euros, uma guitarra de concertodo luthier Cleyton Fernandes, modelo Concert, série Exclusive, também de 7 mil euros, um “Le Support” (suporte de perna) e actuações nos festivais internacionais de guitarra de Bratislava, Sevilha, Viseu e Fundão; o 2.º e o 3.º classificados recebem, respectivamente, 3 mil euros e 2 mil euros, e ainda cordas “Knobloch” e um “LeSupport Pro”. Na categoria juvenil, os prémios são de 1.500€, 1.000€ e 500€, para além do encordoamento “Knobloch” e o “Le Support Pro” para o 1.º classificado. Haverá ainda dois prémios de 500€, respectivamente, para o “melhor concorrente português” e outro para o preferido do público. As eliminatórias da categoria profissional acontecerão nos dias 8 e 9, no Museu Nacional Grão Vasco, e a final no Teatro Viriato, pelas 21 horas do dia 11. A eliminatória da categoria juvenil terá lugar no Conservatório de Música e a final na Igreja da Misericórdia, pelas 19 horas do dia 7.

    O júri do concurso na categoria profissional, presidido por Paulo Vaz de Carvalho, será ainda composto por André Cardoso (Portugal), Martin Krajco (Eslováquia), Thomas Viloteau (França), Cleyton Fernandes (Brasil) e Goran Krivokapic´ (Montenegro). Na categoria juvenil, o júri será constituído por Pedro Rodrigues (presidente), Francisco Berény, Pedro Rufino, José Carlos Sousa e Martin Krajco.

    Este concurso já é uma referência mundial, garantem os organizadores, graças ao seu nível de exigência e de execução muito elevado, para além de prémios de valor mais significativo do que outros que já granjearam fama internacional há mais tempo. De resto, como referiu Paula Sobral, estas sete edições são fruto de um trabalho e experiência que já vinha de 15 anos consecutivos do Concurso Internacional de Guitarra de Sernancelhe que dirigiu com José Carlos Sousa. De particular interesse terá o workshop (aberto a músicos e a todos os interessados) sobre instrumentos antigos da família da guitarra – um percurso histórico e prático pela evolução do instrumento, das violas de mão e alaúdes renascentistas à guitarra contemporânea, conduzido por Tiago Matias, investigador de música antiga e exímio instrumentista de tiorba e guitarra barroca. Quem o conhece do duo “Noa Noa”(com Filipe Faria, uma das vozes, com Sérgio Peixoto, do ensemble “Sete Lágrimas”) ou teve a felicidade de o ouvir no concerto que deu nos claustros do Museu Nacional Grão Vasco, em Junho de 2024, onde apresentou o seu disco “Fantasia” a primeira edição mundial exclusivamente composta por música contemporânea para tiorba solo, a si dedicada por 5 compositores portugueses, certamente não deixará de participar. A não perder também o seu concerto “Codex Gulbenkian” para guitarra barroca, na Igreja da Misericórdia, pelas 21 horas do dia 16.

    Do vasto programa, destacaria ainda, a estreia de novas obras de José Carlos Sousa, Pedro Berardinelli e Carlos Lopes, pelo Sond’ar-te Electric Ensemble, dirigido por Guillaume Bourgogne, no dia 24, pelas 21h, no Clube de Viseu. E, no dia 8, no Museu Nacional Grão Vasco, o concerto de Goran Krivokapic, vencedor de 19 concursos internacionais de guitarra, incluindo o maior a nível mundial, o Guitar Foundation of America Competition.

  • 400 famílias à espera de habitação social em Viseu

    Por: Carlos Vieira e Castro

    O INE acaba de divulgar que em 2025 o índice de preços da habitação em Portugal aumentou 17,6% (média da UE é de 5,5%) e o valor pago pelas 170 mil habitações vendidas em 2025 subiu 21,7%. O preço médio das casas é de mais de 250 mil euros (390 mil € em Lisboa).

    Em Viseu, o preço da habitação aumentou 19,6% em Fevereiro passado, comparado com 2025, ano em que as rendas aumentaram 11% (a média é de 700€ !, quase na “linha de pobreza” que está nos 723 € !). As rendas de um T1 andam entre 550 € e 600 €; e no centro histórico entre 650 € e 925 €. Não falamos de apartamentos de luxo, porque um T1 “Premium” renovado pode custar até 1.500 €. Um T2 de “rendimento acessível” já vai nos 700€, e no centro da cidade pode chegar aos 900 €. Viseu com rendas ao nível de Lisboa ou de Paris, onde se ganha muito mais.

    Os portugueses não aguentam uma das maiores taxas de esforço com habitação da União Europeia (UE): em 2025, as famílias portuguesas gastaram cerca de 83% do seu rendimento no arrendamento e 70% na compra de casa. Pouco sobra para alimentação, estudos e lazer! Em Lisboa já atinge os 100%. A Comissão Europeia alertou Portugal para a sobrevalorização das casas em 35%. Portugal tem uma taxa de 2% de habitação pública, quando a média da UE é de 10%. Em Viseu, essa taxa desce para metade: 1% (cerca de 500 casas)! Mais oferta pública é essencial para baixar os preços.

    No passado sábado, dia 21, milhares de pessoas manifestaram-se pelas ruas de 16 cidades do país, convocadas pela plataforma Casa para Viver. A Habitação é um Direito Humano Universal, consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (2000), e na Constituição da República Portuguesa que no artigo 65º. garante que “todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto, preservando a intimidade e privacidade.” Para assegurar este direito “incumbe ao Estado promover, em colaboração com as autarquias locais, a construção de habitações económicas e sociais”. E o que faz o governo e as autarquias?…

    Ao contrário do governo de Espanha, que está a investir 23 mil milhões de euros de fundos públicos e privados para aumentar o parque habitacional, e decretou a proibição de despejos e o congelamento das rendas, o governo português aumenta os despejos e agrava ainda mais o acesso à habitação ao promover rendas “moderadas” de 2.300 €, casas a “preços acessíveis” de 660 mil, os benefícios fiscais para os Residentes Não Habituais permanecem até 2033 e os Vistos Gold continuam para estrangeiros que invistam na reabilitação urbana ou projectos imobiliários turísticos em áreas de baixa densidade.

    O presidente da Câmara Municipal de Viseu (CMV) assegurou que está a tentar “recuperar o tempo perdido” (pelos anteriores executivos), através de medidas como o lançamento da OPA para 50 fogos, e que está a “planear, desenhar e candidatar” até 31 de Dezembro. A ver vamos… João Azevedo não pode ficar muito mais tempo em “estado de graça”. Mas a verdade é que os seus antecessores deixaram o concelho em matéria de habitação (e outras) num verdadeiro “estado de desgraça”. Em Viseu há mais de 3.000 casas vazias (no país são 760 mil). E a Habisolvis, empresa municipal de habitação social, tem mais de 400 famílias de fracos rendimentos inscritas, algumas há mais de 20 anos, a aguardarem por uma habitação social.

    É o caso de Vanessa Cardoso Vieira que foi à última reunião da Câmara Municipal de Viseu (CMV), acompanhado pelo marido, António Augusto de Jesus Pinto, e confrontou o executivo com a falta de resposta da Habisolvis para o seu pedido de uma habitação social, apresentado em 2005, agravado agora pelo facto de a casa que habitam no Bairro Social de Paradinha, em Janeiro deste ano, ter sido vendida pelo banco, onde estava hipotecada, a uma senhora que lhes deu um prazo para saírem que acaba em 16 de Abril. Esta casa esteve devoluta durante muitos anos depois do ex-proprietário se ter enforcado, e eles, estando há anos a aguardar uma habitação social, decidiram ocupá-la, há seis anos, por não terem em casa da sogra, onde viviam, no Bairro da Balsa, as adequadas condições de privacidade e conforto para eles e para as 3 filhas, uma agora de 15 anos com atelectasia pulmonar, outra filha de 8 anos, asmática e com um eczema atópico de difícil controlo, e uma neta de um ano com doença metabólica. Este casal, que já tentou a procura activa de habitação, não consegue arrendar uma casa, não só por insuficiência de rendimentos (vivem apenas do RSI), como também devido ao preconceito e discriminação racial, ainda bem visiveis na sociedade portuguesa.

    Depois de ouvir o director da Habisolvis dizer que o pedido de Vanessa Vieira “não teve acolhimento” em 2012, devido à “falta de habitações” e, agora, embora reconhecesse a disponibilidade do casal para ir viver em qualquer aldeia do concelho, devido à falta de projectos (com concretização prevista só para 2027/28), e ainda devido aos actuais crescentes pedidos de realojamentos, como o caso de “uma senhora de 70 e tal anos em risco de despejo”, João Azevedo, que prometeu, na campanha eleitoral, “mil casas nos próximos anos para arrendamento acessível para jovens e famílias monoparentais”, respondeu a Vanessa que se sentia embaraçado com o seu relato (mais um a somar aos das pessoas que o abordavam nas ruas), mas que, por agora, “não fazendo milagres”, teria “de pedir à sogra para aguentar” mais uns tempos. Vanessa ainda murmurou: “Tem o Bairro da Pomba e o Bairro 1º. de Maio…”

    Recordo que Fernando Ruas quis demolir o Bairro Municipal por considerar ser “um desperdício de espaço numa zona nobre da cidade”. Ainda demoliu duas fileiras de casas, mas a oposição dos moradores, do Movimento O Bairro e do núcleo de Viseu da Associação Olho Vivo que conseguiram o parecer da Direcção Regional de Cultura do Centro para que a autarquia preservasse o bairro e o classificasse como património de interesse municipal, e o facto de Almeida Henriques (A.H.) que lhe sucedeu no executivo, ter uma ligação sentimental ao bairro onde vivera o seu avô, impediram esse crime social e de lesa património. E quando, após a morte A.H., Ruas regressou à CMV, não teve mais nada para mostrar ao Presidente da República, em périplo pelas obras do PRR, do que a reabilitação em curso do bairro social que queria demolir.

    Quando muitos jovens do Bairro de Paradinha fizeram, há 15 ou 20 anos, um acampamento de protesto pela sobrelotação das habitações onde viviam com avós, pais, e alguns já com filhos, sem as “adequadas condições de conforto e privacidade” asseguradas na Constituição, Ruas enviou a polícia ao bairro para desmantelar as tendas. A sobrelotação do bairro terminará com a extinção dos dinossauros?..

     

     

     

  • Seminário Maior de Viseu vai acolher estudantes do ensino superior

    Seminário Maior de Viseu vai acolher estudantes do ensino superior

    Depois de rescisão, por incumprimento de prazos, do contrato com a empresa responsável pela reabilitação dos três edifícios na Rua do Gonçalinho, inicialmente destinados a acolher estudantes do ensino superior, Município e Diocese de Viseu concretizaram agora um “acordo histórico” que permitirá disponibilizar no Seminário Maior, 75 camas, a custos acessíveis. Para o efeito, foi já lançado o concurso para a adaptação funcional dos pisos 3 e 4 do Seminário, num investimento de cerca de 1.633 milhões de euros.

    O acordo entre o Município e a Diocese de Viseu permitirá aproveitar, em tempo útil, as verbas provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, assim, assegurar que os estudantes que escolhem o concelho para prosseguir com a sua formação académica têm um local digno onde residir, a preços acessíveis.

    “Este é um acordo histórico com a Diocese de Viseu, a quem agradeço, publicamente, toda a disponibilidade e envolvimento demonstrados para com este projeto”, destaca o Presidente da Câmara Municipal, João Azevedo. “Os prazos estão em curso e não temos tempo a perder. Se não podemos concretizar o plano A, pomos em prática o plano B. Foi isso que fizemos ao abordar a Diocese de Viseu para levar a cabo este projeto”.

    Uma vez que a parte do edifício do Seminário Maior vocacionada para este alojamento não exige uma intervenção profunda e estruturante, “conseguimos aproveitar os fundos e concretizar uma alternativa igualmente digna para os jovens estudantes. Aliás, inclusive, vamos passar de uma oferta de 52 camas, que era o inicialmente estipulado com a obra da Rua do Gonçalinho, para 75 camas, o que é excelente”, conclui João Azevedo.

     

  • Via verde para promoção e valorização da marca Caramulo

    Via verde para promoção e valorização da marca Caramulo

    A candidatura apresentada pelo Município de Tondela à “Linha + Interior Turismo”, e que prevê um investimento na ordem dos 400 mil euros para a promoção turística e de sustentabilidade da montanha, foi aprovada. Fica assim aberto o caminho para a concretização do plano de ação e lançamento de um vasto conjunto de medidas com vista à valorização da serra. “É mais um passo na estratégia municipal de reposicionamento da marca Caramulo”, congratula-se a Câmara Municipal de Tondela, em nota de imprensa.

    O contrato de apoio financeiro ao projeto “Caramulo Mens Sana in Corpore Sano” foi assinado pela presidente da Câmara, Carla Antunes Borges e pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, numa sessão que teve lugar na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, na cidade do Porto. O vice-presidente da câmara e vereador com o pelouro do turismo, Jorge Soares, também esteve presente na cerimónia.

    Com o apoio deste instrumento de apoio ao desenvolvimento turístico dos territórios do interior, a autarquia vai executar um conjunto de ações que pretendem desenvolver o Caramulo e afirmar a serra dentro de portas e no mercado externo, ajudando a alavancar não só o território, como os agentes locais.

    O projeto “Caramulo Mens Sano in Corpore Sano” tem como grande foco a sustentabilidade, assentando em quatro pilares: Ambiente, Sociedade, Economia e Cultura, em linha com as estratégias de desenvolvimento globais, europeias, nacionais e regionais em vigor.

    A sustentabilidade e a valorização e proteção dos recursos traduzir-se-á na criação de produtos, experiências e atividades autênticas que, em conjunto, resultarão numa oferta mais singular e atrativa. Já a conquista do selo de destino sustentável é uma das principais ações previstas, assim como a promoção do Caramulo com base nos recursos endógenos, singularidade e património e cultura.

    O plano estratégico prevê também a realização de ações de educação ambiental direcionadas a agentes do turismo e população residente, a criação do miradouro “oficial” da Serra do Caramulo, a melhoria das acessibilidades físicas e segurança nos percursos de visitação, o desenvolvimento de conteúdos e experiências em Realidade Virtual, a aquisição de sinalética interpretativa e com acessibilidade comunicacional inclusiva, a criação de uma rede de oferta que que incentive produtos, serviços e experiências turísticas em consórcio ou cooperação, o desenvolvimento de uma plataforma turística e portal de experiências colaborativas e produtos da montanha e ações de sensibilização e capacitação da comunidade

  • Aristides Sousa Mendes dá nome a Festival Internacional de Cinema

    Aristides Sousa Mendes dá nome a Festival Internacional de Cinema

    O auditório do Museu Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, município de Carregal do Sal, foi palco da apresentação de um novo Festival Internacional de Cinemadedicado à promoção dos valores da cidadania e à defesa dos direitos humanos.

    Intitulado “Aristides de Sousa Mendes Film Festival”, este evento cinematográfico terá periodicidade anual e pretende, por um lado, dar a conhecer a nível mundial o legado de coragem e humanidade de Aristides de Sousa Mendes, o célebre Cônsul de Bordéus que salvou milhares de refugiados durante a Segunda Guerra Mundial, e, por outro, destacar e premiar as melhores produções cinematográficas que honram e celebram a dignidade humana como valor supremo.

    A iniciativa é promovida pela Centro de Portugal Film Commission, em parceria com o Município de Carregal do Sal e com apoio da Turismo Centro de Portugal. A missão do festival passa por “promover os Direitos Humanos através do cinema, afirmando-o como um instrumento de memória viva, consciência ética, educação cívica e transformação social”, refere o dossiê divulgado pela organização.

  • Verbas do PRR para requalificar cinco extensões de saúde em Viseu

    O Município de Viseu está numa corrida contra o tempo para requalificar as extensões de saúde de Torredeita, Lordosa, Bodiosa, Cepões e Silgueiros. Obras que a Autarquia quer ver as intervenções concluídas até 31 de Agosto, prazo limite “para salvar o financiamento” do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).

    As intervenções previstas, que têm como objetivo “melhorar os cuidados de saúde primários fora da sede do concelho”, estão estimadas em cerca de 1,2 milhão de euros, montante assim distribuído: Torredeita (240 mil euros), Lordosa (261 mil euros), Bodiosa (181 mil euros), Cepões (201 mil euros) e Silgueiros (298 mil euros). No terreno está já a requalificação da extensão de Silgueiros.

    Na última reunião da Assembleia Municipal, o presidente da Autarquia, João Azevedo, já na posse de todos os pareceres necessários, confirmou o lançamento “para breve” dos respetivos concursos (já aprovados na última reunião do executivo), um desfecho só possível, alegou, graças à “pressão” feita junto do projetista que conseguiu entregar os projetos no dia 16 de Dezembro do ano findo.

    Estas Extensões de Saúde são dependentes das Unidades Locais de Saúde e estão capacitadas para garantir o acesso a cuidados médicos e de enfermagem básicos. Pela sua proximidade ao cidadão, contribuem para o evitar de deslocações às Unidades de Saúde situadas na cidade, auxiliando, principalmente, os idosos ou cidadãos com mobilidade reduzida.

    O mesmo projetista ficou também responsável pelo projeto da requalificação do Centro de Saúde III (3,703 milhões de euros), em Jugueiros, onde funcionam as Unidades de Saúde Familiar (USF) Viriato, Grão Vasco e Cidade Jardim. Em relação a esta intervenção, João Azevedo adiantou que” ainda está a ser avaliada a questão da dotação orçamental” para a obra.

    Instado a pronunciar-se em relação aos edifícios que o executivo liderado por Fernando Ruas pretendia construir de raiz na Avenida da Europa para instalar as USF Infante Dom Henrique, Lusitana, Alves Martins e Viseu Cidade (atualmente a funcionarem no edifício da Segurança Social), João Azevedo referiu que está a tentar arranjar uma solução juntamente com o Governo.

    Segundo o autarca, “somando os valores das obras nas extensões de saúde e no Centro de Saúde III ao da construção das USF na Avenida da Europa (19,456 milhões de euros), daria um total de 24.342.826 euros de investimento de capital”, sublinhou, para concluir que o fundo aprovado não ultrapassa os 9,287 milhões de euros, subsistindo assim uma diferença de 15 milhões de euros. “Este é logo o primeiro problema”, reconheceu João Azevedo.

  • Arquinha da Moura desperta interesse dos investigadores

    Arquinha da Moura desperta interesse dos investigadores

    A Anta da Arquinha da Moura, um dos monumentos megalíticos mais importantes do concelho e da região, continua a despertar o interesse do mundo científico. O dólmen, localizado na freguesia de Lajeosa do Dão, recebeu recentemente uma nova visita de técnicos, no âmbito de trabalhos de investigação científica.

    Na investigação estiveram envolvidos o arqueólogo Pedro Sobral de Carvalho, que atualmente se encontra a desenvolver um projeto de doutoramento relacionado com o megalitismo da Beira Alta, o arqueólogo Mário Reis, da Fundação Côa Parque e um dos nomes mais relevantes associados ao estudo da arte rupestre em Portugal e a conservadora – restauradora Vera Caetano, que tem em mãos uma tese de doutoramento centrada na salvaguarda da pintura pós-paleolítica do Vale do Côa e nos dolmens da Beira Alta.

    Os trabalhos realizados na Arquinha da Moura envolveram a observação detalhada dos esteios, com vista à eventual identificação de novos vestígios de pintura. Os investigadores realizaram ainda um registo fotográfico exaustivo do monumento e a avaliação do seu estado de conservação.

    Esta ação investigativa veio comprovar, uma vez mais, a importância e a singularidade da Arquinha da Moura no âmbito da arqueologia e do megalitismo na região, em solo nacional e até ao nível europeu.

    A Arquinha da Moura foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 2002. O dólmen é hoje um dos polos do Museu Municipal Terras de Besteiros. A visita a esta anta, que remonta ao IV milénio A.C., carece de marcação prévia, mas é totalmente gratuita, podendo ser marcada no espaço museológico.

  • FootPark abriu no bairro 1.º de Maio

    Foi inaugurado no Bairro 1º de Maio, em Viseu, o novo Footpark. Um minicampo que resultou da reabilitação do polidesportivo, numa iniciativa da Missão Continente e da Fundação do Futebol. Até 2027, a Missão Continente e a Fundação do Futebol vão inaugurar mais 32 equipamentos, de norte a sul do país.

    O Município de Viseu apoiou este projeto que culminou com a abertura oficial do FootPark no Bairro 1.º de Maio, apadrinhada pelo antigo jogador do Académico de Viseu, Fernando Ferreira.

    O Presidente da Câmara Municipal, João Azevedo, enaltece a disponibilização de mais um equipamento, devidamente qualificado, para a prática desportiva de toda a comunidade.

    A Missão Continente esclarece que, “através da criação e remodelação de equipamentos desportivos, queremos proporcionar parques acessíveis a toda a comunidade. É esta a principal missão da iniciativa Footpark, que visa promover a prática desportiva.

  • Rampa do Caramulo integra Campeonato Nacional de Montanha

    Rampa do Caramulo integra Campeonato Nacional de Montanha

    Agendada para os dias 24 e 25 de outubro, a Rampa do Caramulo continuará a integrar o calendário do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group em 2026, numa temporada que contará com oito provas e na qual a clássica prova beirã terá as honras de encerrar o campeonato.

    Com a sua primeira edição realizada em 1979, a Rampa do Caramulo tornou-se ao longo das últimas décadas uma das provas mais antigas e emblemáticas do automobilismo nacional. Em 2026, a competição regressa para a 35.ª edição, mantendo o estatuto de referência dentro do campeonato e do desporto automóvel português.

    A principal novidade para esta edição prende-se com a organização da prova, que passa a estar a cargo de um clube local, o Caramulo Racing Team, estrutura que assume esta responsabilidade com o apoio do Município de Tondela, reforçando a ligação da competição ao território.

    A Serra do Caramulo e a própria Vila do Caramulo são há mais de quatro décadas palco privilegiado para o desporto automóvel, afirmando-se como um dos cenários mais carismáticos da modalidade em Portugal. Ao longo dos anos, a rampa tornou-se também um dos eventos desportivos mais importantes da região, contribuindo para a promoção turística e para a valorização do território.

    “Com tradição, espetáculo e forte ligação à comunidade, a Rampa do Caramulo continua assim a afirmar-se como uma das grandes bandeiras do automobilismo na região e como um dos momentos mais aguardados do Campeonato de Portugal de Montanha”, sublinha a organização.