Categoria: Política

  • Fernando Ruas (PSD) regressa à presidência com maioria absoluta

    Fernando Ruas (PSD) regressa à presidência com maioria absoluta

    Se dúvidas ainda houvesse no regresso de Fernando Ruas à presidência da Câmara Municipal de Viseu, elas foram totalmente dissipadas na longa noite de 26 de Setembro. Com 46,68 por cento dos votos entrados nas urnas, o candidato do PSD (a escolha da estrutura laranja ditada pelo falecimento de Almeida Henriques), confirmou uma vitória há muito anunciada, e volta a sentar-se numa cadeira que já tinha ocupado durante 24 anos (1989 a 2013).

    Na noite do triunfo, Fernando Ruas continuou igual a si próprio. Sem perder o poder reivindicativo que o caracterizou e esgrimiu durante décadas em defesa do desenvolvimento do seu concelho, garantiu que vai exigir ao Governo as obras prometidas em Viseu ao longo dos últimos seis anos. “Vou pedir o comboio, vou pedir a autoestrada (Viseu / Coimbra), vou pedir o centro oncológico. Não os deixarei, nem um bocadinho, enquanto não explicarem aos viseenses como é que se faz política, ou se esta política é apenas para alguns”.

    Fernando Ruas reconhece que, desta vez, o combate (autárquico) foi diferente em Viseu. “Esta foi uma vitória suada e de muita gente. Mas este é o caminho. Os ministros vão aprender que têm de respeitar mais os viseenses. É isso o que esperamos para o futuro” garantiu ainda, acrescentando que as reivindicações vão ser apresentadas logo “no dia seguinte” ao da tomada de posse do novo executivo camarário.

    “Seguramente, a partir de agora o Governo vai-me ter à perna. Com elevação, como sempre procurei ter, mas vai-me ter à perna”, dixit.

    Em 2017, então liderada por Almeida Henriques, que então partiu para o segundo mandato, a lista do PSD à Câmara Municipal de Viseu conquistou 51,74% dos votos (seis mandatos), e o PS 26,46% (três mandatos).

    Contas feitas, nos próximos quatro anos o executivo municipal de Viseu passa a ser constituído por 5 eleitos do PSD (Fernando Ruas, João Paulo Gouveia, Leonor Barata, Mara Almeida e Pedro Ribeiro), e por 4 do PS (João Azevedo, Marta Rodrigues, Miguel Pipa e José Chaves). Já para as juntas de freguesia, o PSD garantiu a presidência de 21, enquanto o PS se ficou pelas quatro autarquias.

    No «campeonato» dos mais pequenos, para a Câmara Municipal, o Chega e o Iniciativa Liberal obtiveram percentagens superiores (2,95% e 2,20%) ao CDS (2,02%), BE (2,01%), PAN (1,26%) e CDU (1,17%). No entanto, nem o CDS, nem o IL conseguiram eleger representantes em nenhum órgão autárquico no concelho de Viseu, tendo o BE sido o Partido com mais eleitos (um na Assembleia Municipal e um na Freguesia de Viseu).

     

    PS CHEGA A “RESULTADO HISTÓRICO”

    A lista do Partido Socialista (PS), liderada por João Azevedo, ficou em segundo lugar na corrida à Câmara de Viseu, obtendo 38,26% dos votos.”É um resultado histórico” (…) e o reflexo de um voto de confiança dos Viseenses, a quem deixo o compromisso de que continuaremos a lutar pelo futuro e desenvolvimento do nosso concelho, para fazer ouvir Viseu junto dos centros de decisão. Porque Viseu merece mais e melhor, reclama Azevedo. Galvanizado pelos resultados, garante que daqui a 4 anos volta a candidatar-se… para ganhar.

    Para o candidato socialista, esta foi a primeira vez, em democracia, que o PS obteve 19.968 votos, tendo elegido quatro vereadores e vencido em quatro juntas de freguesia. Esta subida de 36,5% “é a maior que o PS alcança nas capitais de distrito neste ato eleitoral”, reclama João Azevedo, para quem o PS /Viseu “saiu mais forte destas eleições”.

    João Azevedo garante que as propostas que foram apresentadas para Viseu “são um desígnio”da equipa que liderou. E apontando baterias às estruturas do PSD/Viseu, sintetizou: “não serão (os elementos socialistas), nunca, daqueles que sempre disseram que as nossas propostas não iam acontecer, porque querem sempre tudo na mesma. Seremos nós a continuar a construir as soluções junto dos centros de decisão”.

     

    BLOCO PRONTO PARA MAIS QUATRO ANOS

    “Numas eleições autárquicas que repetem maiorias absolutas e soluções do passado, seremos a voz do Futuro: pela ferrovia, pelos transportes coletivos públicos, pelos direitos dos animais, pela defesa do ambiente e contra a política do betão”, sublinhou em comunicado a concelhia do Bloco de Esquerda (BE), no rescaldo do ato eleitoral.

    A eleição de uma deputada na Assembleia Municipal (Carolina Gomes), e de uma na Assembleia de Freguesia de Viseu (Catarina Vieira), assume, para o BE, “especial significado tendo em conta que, neste novo cenário, somos, em todo o concelho de Viseu, a única força de esquerda com representação nos órgãos autárquicos”.

     

     

     

  • PSD lidera 13 câmaras (7 em coligação) e PS lidera 10 no distrito

    Nos 24 concelhos do distrito de Viseu, o Partido Socialista (PS), continuou a ser o mais votado nestas eleições, apesar de ter perdido as câmaras de Lamego e Nelas para o Partido Social Democrata (PSD), recuperando, entretanto a Câmara de Mortágua. As maiores surpresas aconteceram em Lamego, com o regresso de Francisco Lopes a liderar a coligação PSD/C DS à presidência da Câmara, que «destronou» o socialista Ângelo Moura. E em Nelas, onde se candidatou a o terceiro mandato, Borges da Silva (PS) foi ultrapassado pela mesma coligação, liderada pelo ex-vereador Joaquim Amaral.

    Contas feitas, o PS venceu as autárquicas 2021 no distrito de Viseu, passando a liderar 10 (Carregal do Sal, Cinfães, Mangualde, Moimenta da Beira, Mortágua, Penalva do Castelo, Resende, Santa Comba Dão, S. Pedro do Sul e Vila Nova de Paiva) das 24 autarquias. No total, os candidatos socialistas obtiveram 40 por cento dos votos.

    Sozinho, o PSD fica a liderar as câmaras de Penedono, Sátão, Sernancelhe, Tarouca, Tondela, Viseu e Vouzela e, em coligação com o CDS-PP: Armamar, Castro Daire, Lamego, Nelas, Oliveira de Frades e Tabuaço. Em São João da Pesqueira o Movimento Independente «Pela Nossa Terra» continua a liderar os destinos da autarquia, com 58% dos votos.

    As «lutas» mais renhidas aconteceram em Lamego e Tondela. No primeiro concelho, a coligação liderada por Francisco Lopes (deixou a presidência da Câmara em 2017 por limitação de mandatos) venceu por uma diferença de 198 votos a lista liderada pelo recandidato socialista, Ângelo Moura.

    Já em Tondela, o social-democrata José António Jesus conseguiu resistir ao «ataque» do candidato socialista Joaquim Coutinho, e partiu para o terceiro mandato obtendo 45,57% dos votos no concelho, contra os 40,68% dos socialistas. Uma diferença de apenas 771 votos, naquela que foi a sua mais difícil eleição na presidência da Câmara Municipal.

    Surpresa houve também em Oliveira de Frades, onde o independente e recandidato Paulo Ferreira, a liderar a lista «Nós Cidadãos», viu a presidência da Câmara passar para a coligação PSD-CDS, liderada por João Valério.

    Surpresa (ou talvez não) também na eleição de Alexandre Vaz em Sátão. Depois de já ter liderado a Autarquia ao longo de três mandatos (2005 a 2017), passando depois a ser o vice de Paulo Santos, Vaz aceitou encabeçar em 2021 a lista do PSD e obteve 48% dos votos contra os 40,41% do candidato socialista Vítor Figueiredo. Uma diferença de 577 votos.

    Em Mangualde, onde o Partido Socialista, agora liderado por Marco Almeida, manteve a presidência, o Chega conseguiu eleger um vereador. Foi o terceiro Partido mais votado com 11,39%, enquanto o PS obteve 54.82% e o PSD/CDS-PP 25,67%. O movimento «Nós, Cidadãos» a conseguir o mesmo feito em Vila Nova de Paiva.

  • Fernando Ruas volta a candidatar-se em Viseu, oito anos depois

    Fernando Ruas volta a candidatar-se em Viseu, oito anos depois

    Está decidido. Sem surpresas, Fernando Ruas acaba de ser confirmado como o candidato do Partido Social Democrata (PSD) à Câmara Municipal de Viseu. Uma recandidatura “homologada em estreita articulação com as comissões políticas distrital e concelhia do Partido”, e que surge cerca de oito anos depois do final do último mandato que Ruas exerceu nesta Autarquia, a que presidiu entre 1989 e 2013.

    “Ultrapassado o período de silêncio e de respeito que nos mereceu o inesperado falecimento do Presidente da Câmara de Viseu, António Almeida Henriques, a direcção nacional do PSD, em estreita articulação com as comissões políticas distrital e concelhia, decidiram homologar o nome de Fernando Ruas para candidato à Câmara Municipal de Viseu”, confirma o PSD, em comunicado enviado à imprensa.

    Fernando Ruas, com 72 anos, foi presidente da Câmara de Viseu entre 1989 e 2013, presidente da Associação Nacional de Municípios tendo, entretanto, exercido o cargo de eurodeputado. Preside, actualmente, à Comissão de Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e Poder Local, na Assembleia da República.

  • Candidato da CDU volta a agitar a bandeira da Universidade Pública em Viseu

    Candidato da CDU volta a agitar a bandeira da Universidade Pública em Viseu

    “Levar a voz da CDU aos órgãos das autarquias do concelho de Viseu contribuindo também dessa forma, para elevar o bem-estar e a qualidade de vida de todos os viseenses”, é um dos desígnios da candidatura de Francisco Almeida à Câmara Municipal de Viseu. O professor e dirigente sindical volta a empunhar as mesmas bandeiras que agitou na candidatura de 2013, em questões como a criação da Universidade Pública de Viseu e a ligação ferroviária.

    “No passado, assistimos ao habitual e triste espetáculo em que os partidos que têm rodado no poder são a favor da criação da Universidade Pública de Viseu quando estão na oposição, e passam a ser contra quando chegam ao poder. Pela nossa parte assumimos sempre e com clareza a defesa da criação da Universidade Pública de Viseu enquanto instrumento e fator de desenvolvimento desta vasta região”, fez questão de recordar Francisco Almeida, na apresentação pública da sua candidatura à presidência da Câmara de Viseu.

    Filomena Pires repete também a candidatura pela CDU à Assembleia Municipal, órgão onde garante pretender continuar a assumir e a “reafirmar um projeto único e inseparável do 25 de Abril. Somos, inquestionavelmente, uma força transformadora do poder local”, sublinhou.

    A luta contra as portagens “como uma questão estratégica para os cidadãos e as empresas desta região”; a construção da autoestrada de ligação a Coimbra e a efetiva melhoria da Estrada Nacional 229 (a ligação de Viseu até ao Sátão); a ligação do caminho-de-ferro a Viseu (a única cidade da Europa desta dimensão que não é servida pelo caminho-de-ferro); e a revitalização do antigo ou a construção de um novo Matadouro”, são outras reivindicações que levam Francisco Almeida a eleger “a importância de uma voz da CDU nos órgãos autárquicos de Viseu”.

    “Outra questão para nós prioritária é a revitalização e reabilitação do centro histórico da cidade de Viseu. Tudo em nome da melhoria da qualidade de vida e de habitação de muitas famílias, e da recuperação para habitação de muitas das casas degradas e em ruínas da zona histórica, disponibilizando-as a casais jovens e outros moradores a preços sociais”, remata ainda Francisco Almeida

  • Autárquicas 2021: PSD e CDS/PP concorrem coligados em Nelas

    Autárquicas 2021: PSD e CDS/PP concorrem coligados em Nelas

    Na sequência de reuniões realizadas entre as duas Comissões Políticas Concelhias de Nelas, o PSD e o CDS/PP assinaram um Princípio de Acordo para uma coligação eleitoral nas Autárquicas de 2021, com a apresentação de listas conjuntas à Assembleia Municipal, Câmara Municipal e a todas Assembleias de Freguesia.

    Os termos e condições do acordo de coligação a celebrar, nomeadamente a elaboração das listas aos diversos órgãos autárquicos concelhios, serão estabelecidas depois de conhecidas as regras que as direções nacionais dos partidos irão definir para as coligações.

    Em comunicado conjunto, as duas formações partidárias pretendem, com esta coligação, “projetar um novo ciclo, para os próximos anos, pois o concelho precisa de forma urgente de equidade, seriedade, visão, dedicação e competência”.

    “Dado o carácter singular das eleições locais, pretende-se que esta coligação agregue todos os que por bem e amor à nossa terra desejam uma mudança da atual – desastrosa, sem rumo, sem futuro e incompetente – gestão autárquica do atual presidente da câmara, Dr José Borges da Silva”, acrescenta o comunicado.

    O PSD e o CDS/PP de Nelas assumem, desde já,  “um modelo de governação aberto à sociedade civil e a todos os cidadãos, que incluirá independentes e/ou simpatizantes de outras forças políticas que, inconformados com a actual gestão autárquica, queiram dar o seu contributo de cidadania a este projeto, aportando ideias, preocupações e sensibilidades que representem a defesa do interesse geral e do bem comum”.

  • Vereador renuncia e presidente assume pelouros na Câmara de Viseu

    Vereador renuncia e presidente assume pelouros na Câmara de Viseu

    O Presidente da Câmara Municipal de Viseu, António Almeida Henriques, aceitou o pedido de renúncia do Vereador Jorge Sobrado aos pelouros da Cultura, Património, Turismo e Marketing Territorial, em si delegados desde o início do atual mandato autárquico, com efeitos a partir do próximo dia 15 de fevereiro de 2021.

    Em comunicado, o Município de Viseu informa que a decisão “foi tomada num contexto de diálogo aberto e estreito entre o Vereador, que se mantém em funções sem pelouros, e o Presidente da Câmara”.

    Também a 15 de fevereiro, o Vereador Jorge Sobrado cessará as funções que desempenha em órgãos sociais de entidades municipais ou participadas pelo Município de Viseu, como é o caso da VISEU MARCA, entre outras.

    Desde que as suas futuras responsabilidades profissionais o permitam, Jorge Sobrado manifestou a sua vontade em cumprir até ao final o seu mandato, as funções como Vereador não executivo.

    O Vereador invocou ser chegado o momento oportuno de dar por concluído o seu exercício executivo, no contexto da aproximação de fecho de um ciclo, e num momento em que se encontra estabilizada a programação das políticas da sua responsabilidade para o ano de 2021. Declara ter sido “a maior honra da sua vida servir Viseu, ao lado do Senhor Presidente da Câmara António Almeida Henriques, e gerir a secular Feira de São Mateus”.

    O Presidente da Câmara Municipal, António Almeida Henriques, assinala “o excelente trabalho de Jorge Sobrado, ao longo de mais de 7 anos, primeiro como Adjunto e depois como Vereador no Município, para além dos quase dois anos em que o acompanhou no governo, agradecendo a sua dedicação exemplar”.

    Os pelouros serão assumidos até ao final do mandato pelo Presidente da Câmara.

  • Carlos Costa entra na corrida com o lema «Todos por Viseu»

    Carlos Costa entra na corrida com o lema «Todos por Viseu»

    “Todos por Viseu” é o lema da candidatura de Carlos Costa à presidência da Comissão Política Concelhia do PSD. Com intervenção política e autárquica no PSD/Viseu, o candidato, actualmente a desempenhar funções de presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, justifica a vontade de assumir a liderança, a nível concelhio, com a necessidade de promover a participação dos militantes na renovação do Partido, combater a abstenção que se tem verificado nos últimos anos nos diversos actos eleitorais, e o debate interno das grandes questões que preocupam o PSD a nível local, regional e nacional.

    “Qualquer intervenção política tem de ter em conta a realidade local e nacional. Essa é a minha preocupação e de quantos me acompanham nesta candidatura.  É preciso combater o desinteresse dos cidadãos e dos próprios militantes pelas questões políticas. Temos de pensar o que é que está errado ao ponto de levar os cidadãos a afastarem-se de uma actividade como a política, naquilo que ela tem de mais nobre em prol do colectivo”.

    Já a pensar nas autárquicas de 2021, Carlos Costa recorda o papel preponderante que o PSD tem assumido no concelho de Viseu ao longo dos últimos anos, prometendo, pela parte que lhe toca, tentar encontrar sempre as melhores soluções, de modo a que o PSD continue a ser o Partido mais votado.

    “Se a política não é atractiva é porque os actuais responsáveis políticos não estão a saber corresponder às expectativas dos cidadãos. Temos de inverter essa situação. Temos de criar condições para que a política volte a ser atractiva”, sustenta, acentuando a tónica de que  tal só se consegue promovendo a participação, a militância e o debate interno. Cada militante tem de sentir que é importante e que a sua palavra e o seu voto contam”.

    “Refrescar a democracia”, é uma das máximas que motiva Carlos Costa na candidatura que formalizou à liderança do PSD/Viseu. Uma vontade que se estende, não apenas aos militantes, mas a todos os simpatizantes “num formato de participação política abrangente e inclusivo”.

  • João Paulo Gouveia quer unir o PSD em Viseu

    João Paulo Gouveia quer unir o PSD em Viseu

    “Orgulhoso” por liderar uma “equipa jovem e plural» à Comissão Política de Viseu do PSD, João Paulo Gouveia, vereador na Câmara Municipal, é um dos dois candidatos perfilados à Comissão Política de Viseu do PSD. Carlos Costa, actual presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários, também já apresentou a sua candidatura às eleições de 14 de Julho.

    “Em democracia, os militantes do PSD escolherão aqueles que mais estão à altura de representar o Partido e de trabalhar pelo território. É natural que haja alguns militantes que pretendam ter um protagonismo diferente, mas nós somos sempre pela união e pretendemos ter a trabalhar connosco todo o PSD depois das eleições”, disse aos jornalistas João Paulo Gouveia na apresentação da sua candidatura.

    «Viseu+forte» é o lema da lista liderada por João Paulo Gouveia, que integra nomes como os de Guilherme Almeida e Isabel Fernandes, para a vice-presidência; de Bruno Videira (secretário) e de Paulo Almeida (tesoureiro). Luís Filipe, José Fernandes, e Carlos Lima (presidentes de junta de freguesia) e Adolfo César (presidente da JSD de Viseu, integram a lista dos vogais. A Mesa do Plenário tem como presidente José Ernesto e Ana Paula Santana como vice-presidente. José Esteves Correia, um dos fundadores do Partido em Viseu, é o mandatário de Honra.

    Na apresentação da candidatura, Luís Filipe, presidente da junta de freguesia de Ranhados, sublinhou a “capacidade de liderança e a capacidade de trabalho” demonstradas por João Paulo Gouveia.

    A “coesão social e a coesão territorial” são as duas “grandes bandeiras” assumidas pela candidatura de João Paulo Gouveia à Comissão Política de Viseu do PSD.

  • João Paulo Gouveia candidata-se à Concelhia do PSD/Viseu

    João Paulo Gouveia candidata-se à Concelhia do PSD/Viseu

    João Paulo Gouveia vai candidatar-se à liderança da Comissão Política de Secção do PSD de Viseu. Em conferência de imprensa, realizada na Pousada de Viseu, assume que a decidiu avançar na sequência das “manifestações de apoio” recebidas nesse sentido, muitas delas vindas de militantes de base do Partido. Pretende, por isso, liderar uma lista “plural e inclusiva”. “Que una e não divida, que congregue e não afaste, que olhe para o futuro e que seja plural e representativa”.

    Com o cargo de vereador na Câmara Municipal de Viseu desde 2013, integrando os executivos liderados por Almeida Henriques com os pelouros das Freguesias, Desenvolvimento Rural, Mobilidade e Ordenamento do Território, João Paulo Gouveia afirma-se plenamente consciente das responsabilidades e exigências do cargo a que se candidata. E vai mais longe. Com as atenções já focadas nas próximas eleições autárquicas, acredita que sua experiência “poderá ajudar o Partido, quer no plano local, quer nacional”.

    “Pretendo com esta candidatura trabalhar para que o PSD seja cada vez mais o Partido com maior representatividade em Viseu”, assume João Paulo Gouveia, para os novos desafios que se avizinham “obrigam a uma renovação da estrutura local do PSD”. Lembra que o PSD está à frente dos destinos de Viseu há 30 anos e quer agora “honrar esse legado desenvolvimento”. “Temos de nos comprometer com grandes causas que nos mobilizem como um todo. A coesão territorial e social, serão duas das nossas bandeiras”, garante.

    Empresário do sector do vinho, com 43 anos, João Paulo Gouveia tem 43 anos, é licenciado em Engenharia Agrícola, e professor do ensino superior. É também o porta-voz nacional para a agricultura do Conselho Estratégico Nacional.

    As eleições no na Concelhia de Viseu do PSD deverão realizar-se no verão. A candidatura de João Paulo Gouveia é, para já, a única anunciada, uma vez que o actual presidente, Joaquim Seixas não se vai recandidatar ao cargo.

  • Almeida Henriques nega ligações a empresário de Viseu na operação «Éter»

    Almeida Henriques nega ligações a empresário de Viseu na operação «Éter»

    “Estupefação e profunda indignação”. Foi desta forma que o presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, reagiu a uma alegada ligação da sua pessoa ao empresário viseense José Agostinho, no âmbito da operação «Éter», que investiga suspeitas de viciação de procedimentos no Turismo do Porto e Norte de Portugal. Um caso que já fez cinco arguidos, um dos quais, Melchior Moreira, presidente do organismo, que se encontra detido.

    A notícia revelada pelo Jornal de Notícias, no dia 25 de Outubro, que avançava alegadas suspeitas de José Agostinho ser testa de ferro ou sócio oculto do autarca, foi prontamente refutada por Almeida Henriques, no decurso de uma conferência de imprensa convocada para defender o seu direito ao bom nome. A propósito deste caso, o autarca afirmou desconhecer qualquer investigação em curso. E garantiu não ter sido, em qualquer momento, chamado a depor nem constituído como interveniente.

    Almeida Henriques “refuta com veemência” a pretensa ligação ilícita ao empresário José Agostinho, que lhe é agora imputada por esta notícia, “com quem não tem, nem nunca teve, qualquer relação de sociedade, directa ou indirecta”. E para que não restem dúvidas quanto à sua idoneidade, manifestou-se disponível, “como sempre esteve”, para colaborar com as autoridades judiciais no cabal esclarecimento dos factos, “esperando e exigindo a defesa do seu bom nome”.

    Aos órgãos de Comunicação Social, Almeida Henriques, “sereno” mas “indignado”, e afirmando que “quem não se sente não é filho de boa gente”, lamentou que “se coloque em causa, desta forma, a reputação de uma pessoa”. E interroga: “Que estado de Direito é este que faz julgamentos pelos jornais?!”. Para logo concluir que o processo em que o querem envolver “é uma encenação muito rebuscada” num caso com o qual diz “nada ter a ver”.

    O caso que saltou para a actualidade informativa envolve o empresário viseense José Agostinho, da empresa Tomi World, detido por suspeitas de alegada corrupção e viciação de contratos estabelecidos com o Turismo do Porto e Norte de Portugal. Que, em comunicado, também já refutou qualquer ligação imprópria a Almeida Henriques por “falta de fundamento”.

    A Operação “Éter” tem um total de cinco arguidos. Estão todos a aguardar julgamento em liberdade, alguns sob caução, excepto Melchior Moreira, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (já foi deputado por Viseu à Assembleia da República), que se encontra em prisão preventiva. Uma medida de coação aplicada pelo Tribunal Criminal do Porto por receio de potencial perigo de perturbação da investigação.

    A Melchior Moreira, que se afirma de “consciência tranquila”, são imputadas suspeitas de contratar de forma duvidosa a instalação de lojas interactivas através de empresas controladas por José Agostinho, em vários municípios portugueses, envolvendo operações financeiras que ascendem a 5,6 milhões de euros de facturação.

     

    VISEU PERTENCE AO TURISMO DO CENTRO

    A instalação de uma loja interactiva (semelhante às que estão a ser investigadas no âmbito da Operação «Éter») chegou a ser ponderada para Viseu, no âmbito de um protocolo entre este Município e o Turismo do Porto e Norte. No entanto, como diz Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal, “nunca chegou a sair do papel”. Sobretudo porque as relações como o Turismo do Centro, ao qual o Município de Viseu está ligado, “entraram numa lógica de normalidade”.

    Em meados deste ano, a Polícia Judiciária do Porto efectuou meia centena de buscas, no âmbito deste caso, uma delas à Câmara Municipal de Viseu. “Levaram toda a informação que pretendiam, mas nunca fui chamado para prestar qualquer depoimento”, conclui Almeida Henriques