Categoria: Sociedade

  • 400 famílias à espera de habitação social em Viseu

    Por: Carlos Vieira e Castro

    O INE acaba de divulgar que em 2025 o índice de preços da habitação em Portugal aumentou 17,6% (média da UE é de 5,5%) e o valor pago pelas 170 mil habitações vendidas em 2025 subiu 21,7%. O preço médio das casas é de mais de 250 mil euros (390 mil € em Lisboa).

    Em Viseu, o preço da habitação aumentou 19,6% em Fevereiro passado, comparado com 2025, ano em que as rendas aumentaram 11% (a média é de 700€ !, quase na “linha de pobreza” que está nos 723 € !). As rendas de um T1 andam entre 550 € e 600 €; e no centro histórico entre 650 € e 925 €. Não falamos de apartamentos de luxo, porque um T1 “Premium” renovado pode custar até 1.500 €. Um T2 de “rendimento acessível” já vai nos 700€, e no centro da cidade pode chegar aos 900 €. Viseu com rendas ao nível de Lisboa ou de Paris, onde se ganha muito mais.

    Os portugueses não aguentam uma das maiores taxas de esforço com habitação da União Europeia (UE): em 2025, as famílias portuguesas gastaram cerca de 83% do seu rendimento no arrendamento e 70% na compra de casa. Pouco sobra para alimentação, estudos e lazer! Em Lisboa já atinge os 100%. A Comissão Europeia alertou Portugal para a sobrevalorização das casas em 35%. Portugal tem uma taxa de 2% de habitação pública, quando a média da UE é de 10%. Em Viseu, essa taxa desce para metade: 1% (cerca de 500 casas)! Mais oferta pública é essencial para baixar os preços.

    No passado sábado, dia 21, milhares de pessoas manifestaram-se pelas ruas de 16 cidades do país, convocadas pela plataforma Casa para Viver. A Habitação é um Direito Humano Universal, consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (2000), e na Constituição da República Portuguesa que no artigo 65º. garante que “todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto, preservando a intimidade e privacidade.” Para assegurar este direito “incumbe ao Estado promover, em colaboração com as autarquias locais, a construção de habitações económicas e sociais”. E o que faz o governo e as autarquias?…

    Ao contrário do governo de Espanha, que está a investir 23 mil milhões de euros de fundos públicos e privados para aumentar o parque habitacional, e decretou a proibição de despejos e o congelamento das rendas, o governo português aumenta os despejos e agrava ainda mais o acesso à habitação ao promover rendas “moderadas” de 2.300 €, casas a “preços acessíveis” de 660 mil, os benefícios fiscais para os Residentes Não Habituais permanecem até 2033 e os Vistos Gold continuam para estrangeiros que invistam na reabilitação urbana ou projectos imobiliários turísticos em áreas de baixa densidade.

    O presidente da Câmara Municipal de Viseu (CMV) assegurou que está a tentar “recuperar o tempo perdido” (pelos anteriores executivos), através de medidas como o lançamento da OPA para 50 fogos, e que está a “planear, desenhar e candidatar” até 31 de Dezembro. A ver vamos… João Azevedo não pode ficar muito mais tempo em “estado de graça”. Mas a verdade é que os seus antecessores deixaram o concelho em matéria de habitação (e outras) num verdadeiro “estado de desgraça”. Em Viseu há mais de 3.000 casas vazias (no país são 760 mil). E a Habisolvis, empresa municipal de habitação social, tem mais de 400 famílias de fracos rendimentos inscritas, algumas há mais de 20 anos, a aguardarem por uma habitação social.

    É o caso de Vanessa Cardoso Vieira que foi à última reunião da Câmara Municipal de Viseu (CMV), acompanhado pelo marido, António Augusto de Jesus Pinto, e confrontou o executivo com a falta de resposta da Habisolvis para o seu pedido de uma habitação social, apresentado em 2005, agravado agora pelo facto de a casa que habitam no Bairro Social de Paradinha, em Janeiro deste ano, ter sido vendida pelo banco, onde estava hipotecada, a uma senhora que lhes deu um prazo para saírem que acaba em 16 de Abril. Esta casa esteve devoluta durante muitos anos depois do ex-proprietário se ter enforcado, e eles, estando há anos a aguardar uma habitação social, decidiram ocupá-la, há seis anos, por não terem em casa da sogra, onde viviam, no Bairro da Balsa, as adequadas condições de privacidade e conforto para eles e para as 3 filhas, uma agora de 15 anos com atelectasia pulmonar, outra filha de 8 anos, asmática e com um eczema atópico de difícil controlo, e uma neta de um ano com doença metabólica. Este casal, que já tentou a procura activa de habitação, não consegue arrendar uma casa, não só por insuficiência de rendimentos (vivem apenas do RSI), como também devido ao preconceito e discriminação racial, ainda bem visiveis na sociedade portuguesa.

    Depois de ouvir o director da Habisolvis dizer que o pedido de Vanessa Vieira “não teve acolhimento” em 2012, devido à “falta de habitações” e, agora, embora reconhecesse a disponibilidade do casal para ir viver em qualquer aldeia do concelho, devido à falta de projectos (com concretização prevista só para 2027/28), e ainda devido aos actuais crescentes pedidos de realojamentos, como o caso de “uma senhora de 70 e tal anos em risco de despejo”, João Azevedo, que prometeu, na campanha eleitoral, “mil casas nos próximos anos para arrendamento acessível para jovens e famílias monoparentais”, respondeu a Vanessa que se sentia embaraçado com o seu relato (mais um a somar aos das pessoas que o abordavam nas ruas), mas que, por agora, “não fazendo milagres”, teria “de pedir à sogra para aguentar” mais uns tempos. Vanessa ainda murmurou: “Tem o Bairro da Pomba e o Bairro 1º. de Maio…”

    Recordo que Fernando Ruas quis demolir o Bairro Municipal por considerar ser “um desperdício de espaço numa zona nobre da cidade”. Ainda demoliu duas fileiras de casas, mas a oposição dos moradores, do Movimento O Bairro e do núcleo de Viseu da Associação Olho Vivo que conseguiram o parecer da Direcção Regional de Cultura do Centro para que a autarquia preservasse o bairro e o classificasse como património de interesse municipal, e o facto de Almeida Henriques (A.H.) que lhe sucedeu no executivo, ter uma ligação sentimental ao bairro onde vivera o seu avô, impediram esse crime social e de lesa património. E quando, após a morte A.H., Ruas regressou à CMV, não teve mais nada para mostrar ao Presidente da República, em périplo pelas obras do PRR, do que a reabilitação em curso do bairro social que queria demolir.

    Quando muitos jovens do Bairro de Paradinha fizeram, há 15 ou 20 anos, um acampamento de protesto pela sobrelotação das habitações onde viviam com avós, pais, e alguns já com filhos, sem as “adequadas condições de conforto e privacidade” asseguradas na Constituição, Ruas enviou a polícia ao bairro para desmantelar as tendas. A sobrelotação do bairro terminará com a extinção dos dinossauros?..

     

     

     

  • Verbas do PRR para requalificar cinco extensões de saúde em Viseu

    O Município de Viseu está numa corrida contra o tempo para requalificar as extensões de saúde de Torredeita, Lordosa, Bodiosa, Cepões e Silgueiros. Obras que a Autarquia quer ver as intervenções concluídas até 31 de Agosto, prazo limite “para salvar o financiamento” do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).

    As intervenções previstas, que têm como objetivo “melhorar os cuidados de saúde primários fora da sede do concelho”, estão estimadas em cerca de 1,2 milhão de euros, montante assim distribuído: Torredeita (240 mil euros), Lordosa (261 mil euros), Bodiosa (181 mil euros), Cepões (201 mil euros) e Silgueiros (298 mil euros). No terreno está já a requalificação da extensão de Silgueiros.

    Na última reunião da Assembleia Municipal, o presidente da Autarquia, João Azevedo, já na posse de todos os pareceres necessários, confirmou o lançamento “para breve” dos respetivos concursos (já aprovados na última reunião do executivo), um desfecho só possível, alegou, graças à “pressão” feita junto do projetista que conseguiu entregar os projetos no dia 16 de Dezembro do ano findo.

    Estas Extensões de Saúde são dependentes das Unidades Locais de Saúde e estão capacitadas para garantir o acesso a cuidados médicos e de enfermagem básicos. Pela sua proximidade ao cidadão, contribuem para o evitar de deslocações às Unidades de Saúde situadas na cidade, auxiliando, principalmente, os idosos ou cidadãos com mobilidade reduzida.

    O mesmo projetista ficou também responsável pelo projeto da requalificação do Centro de Saúde III (3,703 milhões de euros), em Jugueiros, onde funcionam as Unidades de Saúde Familiar (USF) Viriato, Grão Vasco e Cidade Jardim. Em relação a esta intervenção, João Azevedo adiantou que” ainda está a ser avaliada a questão da dotação orçamental” para a obra.

    Instado a pronunciar-se em relação aos edifícios que o executivo liderado por Fernando Ruas pretendia construir de raiz na Avenida da Europa para instalar as USF Infante Dom Henrique, Lusitana, Alves Martins e Viseu Cidade (atualmente a funcionarem no edifício da Segurança Social), João Azevedo referiu que está a tentar arranjar uma solução juntamente com o Governo.

    Segundo o autarca, “somando os valores das obras nas extensões de saúde e no Centro de Saúde III ao da construção das USF na Avenida da Europa (19,456 milhões de euros), daria um total de 24.342.826 euros de investimento de capital”, sublinhou, para concluir que o fundo aprovado não ultrapassa os 9,287 milhões de euros, subsistindo assim uma diferença de 15 milhões de euros. “Este é logo o primeiro problema”, reconheceu João Azevedo.

  • Mais de meia centena de novos médicos internos no Hospital de Viseu

    Mais de meia centena de novos médicos internos no Hospital de Viseu

    A Unidade Local de Saúde de Viseu Dão-Lafões (ULSVDL) acolheu os 104 jovens médicos que escolheram esta unidade para desenvolver a sua formação. A sessão de boas-vindas, que decorreu no Auditório do Hospital São Teotónio, contou com 56 médicos internos de Formação Geral, 32 de Formação Especializada Hospitalar e 16 de Formação Especializada em Medicina Geral e Familiar (MGF).

    Na sessão de abertura, as Diretoras Clínicas para as áreas dos cuidados de saúde hospitalares e primários, Elisabete Santos e Rita Figueiredo, bem como a diretora do Internato Médico, Isabel Andrade e do Internato Médico de MGF, Ana Paula Pinheiro, felicitaram os novos internos, destacando a importância da formação científica no reforço do compromisso com os cuidados de qualidade prestados pela ULSVDL e que o empenho e a iniciativa de todos contribui para o progresso e melhoria da instituição. A comissão de internos da ULSVDL procedeu à apresentação da instituição e dos princípios gerais de funcionamento da ULS Viseu Dão-Lafões.

    Os colocados na Formação Especializada Hospitalar irão integrar os serviços de Anestesiologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Gastrenterologia, Ginecologia/Obstetrícia, Medicina de Urgência e Emergência, Medicina do Trabalho, Medicina Física e de Reabilitação, Medicina Intensiva, Medicina Interna, Nefrologia, Oncologia Médica, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Pneumologia, Psiquiatria.

    Já os da Formação Especializada de MGF vão complementar as equipas das diferentes unidades funcionais que integram a ULSVDL, nomeadamente em Tondela (USF Tondela) e em Viseu (USF Alves Martins, Cidade Jardim, Grão Vasco, Infante D. Henrique, Lusitana, Viriato, Viseu Cidade e São Teotónio).

  • Cafetaria Inclusiva e Solidária de porta abertas no centro histórico de Viseu

    Cafetaria Inclusiva e Solidária de porta abertas no centro histórico de Viseu

    Já está aberta ao público na Rua Dom Duarte, 55 e 57, a Cafetaria Solidária e Inclusiva DoceMente II, da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Viseu. Um espaço que traz agora “mais calor” ao centro histórico, como reconheceu, na inauguração, o presidente da Câmara Municipal, Fernando Ruas.

    Sob o lema «Um Sorriso Inclusivo”, DoceMente II é um projeto inovador que promove, segundo os promotores, “a equidade, a inclusão social e a integração laboral de pessoas com deficiência e/ou doença mental, incluindo os formandos da APPACDM Viseu. Para a instituição, “os viseenses têm ainda a oportunidade de conhecer e sentir a realidade do universo humano”.

    Na primeira sala – de cafetaria – o DoceMente II disponibiliza um menu baseado em produtos locais, frescos, e saudáveis, onde se podem provar diversos produtos da quinta da APPACDM Viseu, disponíveis para takeway. Há também chás, infusões e biscoitos secos, entre outros produtos também produzidos na instituição.

    Numa segunda sala, multivalente, decorrem atividades, reuniões e eventos, como workshops, debates e exposições. A “parede galeria” tem já patente uma exposição do consagrado fotógrafo viseense, José Alfredo. A mostra explora a universalidade do sorriso como linguagem que “transcende todas as barreiras, a densidade humana e a beleza de diferentes formas de expressão”.

    Ao projeto da Cafetaria solidária e Inclusiva DoceMente II, foi atribuído o prémio «Capacitar» do BPI – Fundação “la Caixa”, o que permitiu o financiamento do investimento realizado. “Para a viabilidade económico-financeira da exploração do espaço, “foi ainda essencial todo o apoio do Município de Viseu, através da cedência de um espaço com as condições e localização adequadas ao projeto”, reconhece o presidente da APPCDM de Viseu, Pedro Baila Antunes.

  • Unidades de Saúde do «prédio alto» podem mudar para a beira-rio

    Unidades de Saúde do «prédio alto» podem mudar para a beira-rio

    As Unidades de Saúde Familiar (USF) que funcionam há vários anos no edifício do MAS, mais conhecido por “Prédio Alto da Caixa”, poderão, no futuro, ser transferidas, no todo ou em parte, para um imóvel a construir no terreno anexo à antiga Federação dos Vinicultores do Dão (FVD). E, desta forma, ajudar a dinamizar a zona norte da cidade, em paralelo com outros equipamentos previstos, nomeadamente o futuro Centro de Artes e Espetáculos.

    O projeto de instalação das USF no terreno confinante com o rio Pavia, resulta da transferência de competências do Ministério da Saúde para a Câmara Municipal de Viseu, no que respeita à gestão dessas unidades de saúde. E vai implicar negociações com a Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVRD), proprietária do espaço onde o município gostaria de implantar parte ou a totalidade das USF do “Prédio Alto”.

    O presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, anunciou, nos últimos dias, que já iniciou o processo de negociações informais com a CVRD em ordem à cedência do terreno necessário ao projecto, actualmente ocupado por grandes cubas de vinho. “O terreno em causa está classificado como equipamento”, afirmou o autarca viseense, uma situação que terá criado, nos últimos anos, algumas limitações à sua alienação por parte do organismo proprietário. A passagem do terreno para a posse do município irá permitir à CVRD assegurar recursos financeiros que poderão ser reinvestidos na recuperação da antiga sede da FVD.

    Fernando Ruas destaca o “entusiasmo” da direção da CVRD perante o processo. E promete para breve uma reunião”para acertar pormenores”. O autarca afirma que caso o projeto vá para a frente, será feito o três em um: encontrar uma boa localização para as USF; disponibilizar os meios financeiros à entidade proprietária do terreno que poderão permitir-lhe a eventual requalificação da antiga sede da Federação dos Vinicultores do Dão. E, caso o processo se concretize, viabilizar o regresso a às antigas instalações da CVRD, que nos últimos anos tem ocupado o Solar do Vinho do Dão.

    Sem saber ainda se o local em causa irá acolher uma ou todas as USF que actualmente funcionam no Prédio Alto”, Fernando Ruas não tem dúvidas que a sua implantação naquele local vai ajudar, em conjunto com outros equipamentos previstos, a dinamizar a zona norte da cidade (nas imediações da antiga estação dos caminhos de ferro).

  • Estudo revela “evolução positiva” na saúde oral das crianças

    Estudo revela “evolução positiva” na saúde oral das crianças

    O projeto ‘Comer Bem, Sorrir Melhor’, permitiu corrigir problemas de higiene oral e de obesidade identificados nas crianças dos 6 aos 10 anos, matriculadas nas escolas públicas de Viseu Dão Lafões. Desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal (CIM), em parceria com a Ordem dos Médicos Dentistas e a Ordem dos Nutricionistas, o projeto permitiu observar, entre maio de 2022 e maio de 2023, 4887 alunos, tendo sido realizadas 11 221 consultas: 5851 de Medicina Dentária e 5370 de Nutrição.

    Os resultados, apresentados na Casa do Adro, em Viseu, revelaram que 73,3 por cento das crianças observadas, com risco moderado de desenvolverem cárie dentária, melhoraram os comportamentos alimentares e de higiene oral evoluindo para risco baixo. Na avaliação nutricional, 51,5 por cento das crianças diagnosticadas com obesidade diminuíram o seu Índice de Massa Corporal (IMC) para pré-obesidade.

    Na mesma avaliação global, e numa análise dos dados foi realizada em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, o mesmo estudo concluiu também que em quase metade das crianças foram identificadas cáries (43,7%) e excesso de peso (44,5%).

    O presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Fernando Ruas, elogia os resultados alcançados pelo projeto ‘Comer Bem, Sorrir Melhor’. “Estamos extremamente satisfeitos com os resultados positivos alcançados por esta iniciativa, que demonstra o compromisso da nossa comunidade em promover hábitos saudáveis desde tenra idade”, destaca Fernando Ruas. “Os números revelam uma notável transformação nas condições de saúde das crianças participantes. É um exemplo claro de como podemos criar impacto duradouro ao enfrentar desafios de saúde pública, especialmente no que diz respeito à cárie dentária e à obesidade infantil”, acrescenta.

    Para o Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho, salienta que a CIM tem promovido junto da comunidade escolar diversas iniciativas no âmbito das literacias, nomeadamente da literacia ambiental à literacia financeira, sem esquecer as ciências. “Com este projeto, tivemos a oportunidade de abordar as questões da saúde oral e da alimentação. O nosso objetivo é que todas estas iniciativas tenham um impacto positivo na vida dos alunos e das suas famílias”.

  • Primeira IPSS a receber a certificação Biosphere é de Santa Comba Dão

    Primeira IPSS a receber a certificação Biosphere é de Santa Comba Dão

    O Centro Social e Paroquial de São Joaninho (CSPSJ), em Santa Comba Dão, é a primeira Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS),a nível nacional, a receber o prestigiado Certificado Biosphere,como reconhecimento das práticas sustentáveis adotadas.

    O Certificado BiosphereSustainable foi entregue no dia 24 de Janeiro pela CEO da Biosphere Portugal, Patrícia Araújo, em cerimónia que contou com a presença do presidente do CSPSJ, padre Virgílio Rodrigues; da diretora técnica, Elisabete Costa; do presidente da Junta de Freguesia de São Joaninho, Daniel Gonçalves; e do presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, Leonel Gouveia.

    “Este momento histórico destaca o compromisso exemplar do Centro Social e Paroquial de São Joaninho com a sustentabilidade económica, social e ambiental”, referiu a diretora técnica, Elisabete Costa.

    Para a atribuição deste certificado foram tidos em conta 17 objetivos de desenvolvimento sustentável. “Cumprimos todos os critérios de orientação, de acordo com o que foi definido pelas Nações Unidas, previstos na agenda 2030, em termos de sustentabilidade, no âmbito da economia, meio social e ambiente. Cada um dos objetivos incorpora um conjunto de ações que têm de ser realizadas e que constam do nosso plano de ação relativamente à sustentabilidade que, devidamente auditado, deu origem a esta certificação, que reflete o nosso objetivo em termos de gestão”, explicou.

    O CSPSJ pretende ser um exemplo a seguir e incentivar outras pessoas e instituições a adotarem medidas sustentáveis. “Este certificado veio comprovar a importância das práticas que já estávamos a implementar na nossa instituição e queremos estimular outros a seguir esta dinâmica”, acrescentou o presidente da direcção, padre Virgílio Rodrigues.

    O Centro Social e Paroquial de São Joaninho, que este ano assinala 18 anos de existência, dispõe da valência de Estrutura Residencial Para Pessoas Idosas (ERPI), que conta com 80 utentes e 50 colaboradores.

    Fonte: Gabinete de Informação da Diocese de Viseu

  • Entrudo de Lazarim volta a oferecer quatro dias de folia

    Entrudo de Lazarim volta a oferecer quatro dias de folia

    Um dos Entrudos mais genuínos do país volta, este ano, a andar à solta pelas ruas de Lazarim, em Lamego, para recriar um ambiente de folia sem igual. A Terça-Feira Gorda é o momento mais alto do Entrudo de Lazarim com todos os olhares a centrarem-se na leitura pública dos testamentos da “comadre” e do “compadre”.

    Como é tradição, logo a seguir manda-se queimar os bonecos de pano, um ato que simboliza a expulsão dos maus pensamentos e a purificação das mentes.

    Marcadas por expressões carrancudas ou demoníacas, acentuadas por orelhas bicudas, cornos afiados, pequenas barbichas, cobras ou sardões, as tradicionais máscaras de Lazarim prometem surpreender os visitantes entre os próximos dias 10 e 13 de fevereiro.

    Organizado pela Junta de Freguesia de Lazarim e pelo Município de Lamego, o programa de eventos que vai manter viva esta tradição oferece, no dia 10, uma montaria aos javali e um Encontro de Artesãos no Centro Interpretativo da Máscara Ibérica, a par da animação de rua com caretos de Lazarim e Góis.

    No dia 11 (domingo) pelas 15 horas começa o desfile de Carnaval que encerra com a Queima do Burro Velho às 18 horas. No dia 12 há um raid fotográfico e caretos à solta e, na terça-feira (13) o dia grande é dedicado aos Caretos de Lazarim (saída dos novos Caretos pelas ruas); Leitura dos Testamentos da Comadre e do Compadre; Cortejo dos Caretos pelas ruas, acompanhados pelo Grupo de Bombos de Lazarim; Queima do Compadre e da Comadre e Concurso de Máscaras e Fardas.

    No final será servida uma feijoada acompanhada de caldo de farinha.

  • Bombeiros Voluntários de Viseu reúnem em Assembleia Geral

    ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA

       DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VISEU

    CONVOCATÓRIA

    ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

    Ao abrigo da competência que me confere a alínea a) do art.º 31º e n.º 1 do artº 34 dos Estatutos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viseu (AHBVV), convoco os Excelentíssimos Senhores Associados para participarem na Assembleia Geral Ordinária, a realizar no próximo dia 14 de Dezembro (5.ª feira), pelas 20:30 horas na Sede Social da AHBVV, sita à Rua José Branquinho, Viseu.

    Nota: Nos termos do n.º 1 do art.º 36.º a Assembleia Geral terá início à hora previamente marcada, com a presença de pelo menos metade dos associados e, meia hora depois, com qualquer número de presenças.

    Ordem de Trabalhos

    1. Informações
    2. Discutir e votar o Plano de Ação e Orçamento da Direção da AHBVV, para o ano de 2024 – alínea c) e d) do Art.º 30.º e alínea b) do n.º 2 do art.º 35.º ambos dos Estatutos da AHBVV.

    3 – Outros assuntos

     

    Viseu, 17 de novembro de 2023

    O Presidente da Assembleia Geral

    (Dr. Alfredo José Ribeiro Gonçalves)

  • Áurea e José Cid animam Natal e Passagem de Ano em Viseu

    Áurea e José Cid animam Natal e Passagem de Ano em Viseu

    De 8 de dezembro a 7 de janeiro, Viseu volta a celebrar as festividades de Natal que, segundo Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal, “não vão desmerecer do que tem sido o padrão dos últimos anos”. Desde o centro histórico, passando pelas freguesias, até às bibliotecas e museus, o Viseu Natal promete “um programa de iniciativas para todas as idades”.

    De regresso está o Mercado de Natal no Rossio e na Rua Direita, com a cantora Aurea a abrir, pela primeira vez, o recuperado Mercado 2 de Maio aos viseenses e visitantes, naquele que será, a 23 de Dezembro, um dos grandes concertos de Natal. “Uma boa forma de mostrar uma obra que tem sido polémica, tornando-a útil”, sublinhou Fernando Ruas na apresentação aos jornalistas do programa natalício em Viseu.

    Já na passagem de ano, será José Cid a animar o Campo de Viriato. Pelo meio não faltarão espetáculos para os mais pequenos e oficinas nas bibliotecas e museus. A iluminação, este ano inspirada no tema «floresta de Natal e os seres encantados” será, como habitual, protagonista da quadra, “aquecendo” a cidade nos dias frios de inverno. Serão cerca de 450 mil lâmpadas em brilhar em várias artérias da cidade, estando o epicentro instalado no Rossio, onde pontificará uma instalação em formato de coração com oito metros de altura, significando a “localização de relevo da cidade de Viseu no coração de Portugal”.

    Também não vai faltar aquele que é já um dos pontos de encontro e compra privilegiados desta época: o Mercado de Natal. Em 2023, a autarquia renova a organização desta iniciativa, que se estende à Rua Direita, em colaboração com a Associação Comercial do Distrito de Viseu (ACDV), no âmbito do VISEU NATAL.

    Artesanato, Doçaria Tradicional, Licores e Vinhos do Dão, Fruta e frutos secos, Flores, Chocolataria, Padaria, Queijaria e Charcutaria tradicionais irão integrar o leque de produtos para exposição e venda, opções ideais para rechear uma mesa de Natal ou para oferecer aos amigos e à família.

    O programa musical renova o seu caráter descentralizado e irá abranger as freguesias do concelho, com o regresso do “Cantando o Natal”, a par de mais uma edição da Rota dos Presépios de Viseu, esta pela primeira vez com votação online para eleger o melhor presépio.

    Destaque também para a Aldeia do Pai Natal na Rua Direita (espaço exterior do Palácio dos Silveiras). Aqui, o “senhor das barbas brancas” estará de braços abertos para conhecer os mais pequenos e os seus desejos para a noite mais mágica do ano. E também para a 13ª Gala de Solidariedade da APPACDM de Viseu, a 19 de dezembro, pelas 21 horas.

    Nesta edição do VISEU NATAL, a Associação Comercial do Distrito de Viseu, em parceria com o Município, promoverá mais um Concurso de Montras de Natal. A este propósito, Gualter Mirandez, presidente da instituição, acredita que o comércio de rua venha a faturar mais, e sublinha que “Viseu tem todos os ingredientes para ser uma referência nas festividades natalícias a nível nacional”

    De regresso está tembém o Comboio Turístico. De 8 de dezembro a 7 de janeiro, o comboio partirá do Rossio, todos os dias da semana: de sábado a quinta-feira, entre as 10 e as 12 horas e as 15 e as 19 horas; e à sexta-feira, entre as 15 e as 19 horas e as 21 e as 23 horas.