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  • AIRV assinalou 40 anos e homenageou o primeiro presidente, Manuel Morais

    AIRV assinalou 40 anos e homenageou o primeiro presidente, Manuel Morais

    A Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV) completou, no dia 21 de outubro, 40 anos de actividade. Há quatro décadas a promover o desenvolvimento económico da região, o organismo empresarial, que hoje detém cerca de 600 associados, homenageou, num jantar que decorreu no restaurante Amazónia (antigo The Day After), aquele que foi o seu grande impulsionador e líder da equipa fundadora: o conhecido industrial Manuel José Morais.

    A acção de Manuel José Morais e dos empresários que com ele trabalharam na criação e constituição da Associação, foi determinante para o arranque e consolidação de um organismo que tem hoje, como concelhos mais representativos, Viseu (55%), Tondela (8%) e Mangualde (6%). A representação geográfica inclui ainda, entre outros, os concelhos de  Seia, Oliveira do Hospital, Tábua, Gouveia, Aguiar da Beira, Trancoso, Vila Nova de Foz Côa e Fornos de Algodres.

    O ponto alto das comemorações foi a homenagem que a actual direcção da AIRV, presidida por João Cotta, prestou a entidades, empresas e personalidades que fazem parte da história do organismo. Foram eles Manuel José Morais (primeiro presidente), Grupo Visabeira, Instituto Politécnico de Viseu e Câmara Municipal de Viseu.

    Com cerca de 600 associados, empresas que estão sobretudo ligadas ao sector da indústria transformadora (28,74%), seguido do comércio por grosso e a retalho (21,86%), a AIRV foi criada a 22 de outubro de 1982 para “satisfazer as necessidades dos empresários da região, uma vez que até então, devido à inexistência de estruturas de apoio de nível regional, as empresas da região encontravam-se dispersas por associações de âmbito nacional ou por associações que nada tinham a ver com a estrutura associativa”.

    O crescimento económico foi o tema central da comemoração do 40.º aniversário da AIRV, que incluiu o lançamento (seguido de debate), pelo antigo ministro da Economia, Álvaro Beleza, do livro da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) sobre «Duplicar o Produto Interno Bruto em 20 anos».

  • Académico faz «sonhar» adeptos com Jorge Costa no comando

    Académico faz «sonhar» adeptos com Jorge Costa no comando

    Chegou no início de Setembro para assinar um contrato válido até ao final da época. E com a missão de inverter classificação e resultados do Académico de Viseu, uma equipa na altura em maus «lençóis» e, então, sem treinador desde a segunda jornada (Gil Oliveira, que se mantém na estrutura técnica, era o treinador interino). Cumpridas que estão 11 jornadas, os agora comandados de Jorge Costa, passaram do fundo para o meio da tabela. Ocupam a nona posição, com 16 pontos, a 3 do terceiro e a 5 do segundo classificado. Uma posição que começa a criar na região um ambiente de justificado optimismo e de legítimas esperanças numa época em que tudo ainda é possível para os academistas.

     

    Desde que ingressou como treinador do Académico, Jorge Costa, o antigo e emblemático defesa central do F.C. do Porto, está a transfigurar a equipa e, quiçá, a projectá-la para voos ainda mais altos neste campeonato. Dos oito jogos disputados sob o seu comando, a equipa só perdeu no jogo da estreia, frente ao Estrela da Amadora. Depois, foi sempre a somar. Na Taça de Portugal, prova em que ainda se mantém, o Académico de Viseu ganhou ao Fabril do Barreiro e  ao Oriental, enquanto na II Liga e à excepção do empate (2-2) frente ao Leixões, averbou os 3 pontos frente ao Mafra, Covilhã, Vilafranquense e B.SAD. Ou seja, a equipa que era a 17ª classificada à chegada do ex-jogador do F.C. do Porto, posiciona-se agora num promissor 9.º lugar.

    Porque são os resultados a as subidas na tabela classificativa de qualquer campeonato que galvanizam grupos de trabalho, adeptos e massa associativa, em Viseu «respira-se» já algum optimismo, como muitos a questionarem até onde chegará o Académico no muito que ainda falta disputar até à derradeira jornada. Até porque é na equipa que pontifica André Clovis, o até agora melhor melhor marcador da II Liga com 9 golos. O próximo jogo, sábado, em Oliveira de Azeméis, poderá mesmo reforçar, não só uma regularidade (de vitórias), mas também as expectativas já criadas dentro e fora do Clube.

    É caso para dizer que foi um regresso em cheio a Portugal do antigo futebolista internacional português. Aos 50 anos, como treinador, Jorge Costa possui uma grande experiência nestas funções, tendo já orientado o Sporting de Braga, Olhanense, Académica, Cluj (Roménia), AEL Limassol (Chipre), Anorthosis (Chipre), Paços de Ferreira, selecção nacional do Gabão, Arouca, Tours (França), Mumbai City (Índia), Gaz Metan (Roménia), Farense e Sfaxien (Tunísia), onde esteve na última época.

     

  • Câmara de Viseu aprova empréstimo de 5 milhões

    Câmara de Viseu aprova empréstimo de 5 milhões

    A Câmara Municipal de Viseu vai contrair, junto da banca, um empréstimo de 5 milhões de euros, a liquidar ao longo dos próximos 20 anos, montante destinado, segundo a Autarquia, à requalificação do edifício que irá acolher a empresa municipal «Aguas de Viseu», na Rua do Comércio, e à requalificação de estradas. O empréstimo, aprovado em reunião do executivo, teve os votos contra dos vereadores socialistas.

    “São obras necessárias. Tomara eu que não fossem. Teria o dinheiro para aplicar noutras coisas”, justificou aos jornalistas o presidente da Câmara Municipal, concluindo que se a Câmara criou as infraestruturas “é para as ter em condições”. Fernando Ruas reconhece que o empréstimo representa uma operação normal, a longo prazo, “feito para as gerações que vêm a seguir”.

    Segundo o autarca, os melhoramentos na rede viária incidem na Circunvalação, na Avenida da Europa, na circular Norte (entre as rotundas do Continente e da Póvoa de Abraveses), na circular Sul (entre a rotunda de São João e a de Ranhados) e nas estradas de ligação a Mangualde e a Tondela, entre outras.

    Apesar de considerarem que as obras em causa “são importantes”, a operação mereceu os votos contra dos vereadores socialistas, que temem que os empréstimos bancários feitos para obras conjunturais (e não estruturais), possam vir a “comprometer a capacidade de endividamento do Município”. “São dois milhões para fazer remendos e dois milhões para fazer uma sede social”, afirmou, durante a reunião do executivo, o vereador socialista Miguel Pipa, considerando que “parece que as contas do município estão doentes”.

    Perante os argumentos do PS, Fernando Ruas «puxou» dos galões de economista para concluir quer os vereadores socialistas precisam de“uma aula de Finanças, porque não sabem a diferença entre uma obra estrutural e uma obra conjuntural”. E exemplificou: “uma estrada ou uma sede para instalar um serviço, são obras conjunturais? Acabam depois de amanhã?”, questionou o autarca, que desafiou os socialistas a assumirem, perante as populações, que votaram contra este empréstimo por considerarem estas obras conjunturais”.

  • João Caiado lidera lista candidata às eleições nos Voluntários de Viseu

    João Caiado lidera lista candidata às eleições nos Voluntários de Viseu

    Lançar as bases estratégicas tendentes à criação de um Posto de Socorros as antigas instalações da Rua José Braquinho e, na área do transporte de doentes não urgentes, e alargar a parceria com a Saúde e outras entidades, de modo a suprir a debilidade financeira decorrente da prestação desses serviços no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, enformam o conjunto de compromissos da lista liderada por João Caiado às próximas eleições de 3 de Dezembro nos Bombeiros Voluntários de Viseu. «Servir Zelando» é o mote e o lema da candidatura.

    No discurso que marcou a apresentação da lista, João Caiado promete empenhar-se junto da Infraestruturas de Portugal e com o apoio do Município de Viseu a encontrar uma solução para os acessos ao Quartel através da construção de uma passagem desnivelada superior ou em alternativa a colocação de semáforos controlados pela central que permita a operacionalidade das entradas e saídas do acesso ao IP5 em segurança.

    Já no que diz respeito à Cultura e Recreio, a lista liderada por João Caiado quer também fomentar e apoiar a reorganização da Secção Desportiva do Corpo de Bombeiros, apoiar e alargar a actividade da Tuna, revitalizar a realização da “Semana do Bombeiro e manter a grandeza da “Gala dos Bombeiros Voluntários de Viseu”.

    “Queremos reforçar o quadro das excelentes relações institucionais estabelecidas com o Poder Local, Câmara Municipal e Freguesias e com isso reforçar os protocolos existentes com o poder local numa base de critérios quantificáveis, para melhorar a tesouraria da Associação”, promete a lista «Servir Zelando».

    No campo operacional, a mesma lista propõe-se apoiar a actividade da Equipa de Mergulho bem como a realização de exercícios, simulacros e treinos do Corpo de Bombeiros e de um Seminário Anual de Protecção Civil subordinado a um tema à escolha do Corpo de Bombeiros.

    A lista apresenta ainda Ribeiro Gonçalves como Presidente da Assembleia Geral, e Adelino Costa como Presidente do Conselho Fiscal.

    “Partimos para este desafio, cientes de que temos o melhor projecto para, ombro a ombro com os Bombeiros Voluntários de Viseu, cumprirmos o seu lema Vida por Vida em prol de todos, sem excepção de nenhuma natureza”, garante João Caiado.

    Até agora, esta a segunda lista que se apresenta às eleições de 3 de Dezembro nos Voluntários de Viseu. Em Junho deste ano, Lúcio Campos, antigo comandante operacional distrital, anunciou também a sua candidatura à liderança da Associação.

  • Molelos levou Soenga a Paris

    A Soenga de Molelos esteve em grande destaque no Museu de Pré-história de Île-de-France, em Nemours, nos arredores de Paris, pela mão da artista luso-francesa JuliaDupont. A notícia foi dada pela própria ao Museu Terras de Besteiros devido à afinidade temática das coleções entre este Museu e o Museu de Nemours e, também, com o seu próprio trabalho enquanto fotógrafa e videógrafa.

    Molelos (Tondela) levou Soenga a Paris

    JuliaDupont com raízes familiares no concelho de Tondela, mais especificamente na Ermida, tem, por isso, profundos laços de afetividade com este território e o seu património cultural, facto que a levou a documentar, através da fotografia, a técnica artesanal de cozedura da louça de preta de Molelos, em concreto a Soenga realizada em 2019.

    A reportagem daí resultante foi apresentada no âmbito da Festa da Ciência, evento realizado pelo Museu de Pré-história de Île-de-France com o objetivo de divulgar as técnicas ancestrais de fabrico de cerâmica e, através da realização de vários ateliers, de permitir aos visitantes uma experimentação das mesmas.

    JuliaDupont vive e trabalha entre Avon, Paris e Portugal e o seu trabalho de fotografia e de vídeo centra-se na revelação do mundo interior que os indivíduos projetam, tanto no passado como no presente, nos espaços arquiteturais, paisagísticos e histórico-culturais.

  • Município de Tondela entrega mini-autocarro à Vários

    Município de Tondela entrega mini-autocarro à Vários

    O Município de Tondela entregou um mini-autocarro adaptado à Cooperativa Vários,  que assinalou este ano 23 anos de existência, sempre a apoiar pessoas portadoras de deficiência. A cerimónia simbólica de entrega das chaves contou com a presença da Presidente do Município de Tondela, Carla Antunes Borges, da vereadora Vera Machado, com o pelouro da ação social e o Vice-Presidente, João Carlos Figueiredo, acompanhados pelos membros da Direção da Vários.

    A presidente da Câmara Municipal de Tondela reconheceu a importância do mini-autocarro para a instituição, afirmando “terá agora mais uma ferramenta que fará a diferença”.  Realçou, ainda, “O mini-autocarro vem colmatar uma necessidade desta cooperativa, que transporta diariamente um grande número de utentes, em longos percursos.”

    Esta iniciativa insere-se num conjunto de apoios deliberados no âmbito do Protocolo estabelecido entre a autarquia e a Vários.

  • HUF vai produzir em série o «PHONE AS A KEY»

    HUF vai produzir em série o «PHONE AS A KEY»

    Alta precisão de posicionamento, acesso sem contacto ao carro e gestão de chaves digitais com um smartphone – O “Phone as a Key” da Huf oferece inúmeras vantagens para a mobilidade do futuro. Um conhecido fabricante automóvel europeu está também convencido disto e equipará os modelos das suas marcas globais com o sistema de chaves digitais da Huf, a partir de 2025.

    Isto faz da Huf (com instalações em Tondela) um dos primeiros fornecedores a entrar na produção em série com um sistema de “Phone as a Key” baseado na tecnologia Ultra Wideband (UWB). “Como especialista líder em acesso e autorização segura ao automóvel, estamos constantemente a conduzir a mudança para soluções digitais, confiando na tecnologia particularmente segura UWB. Com o “Phone as a Key”, oferecemos um sistema escalável que pode ser utilizado em todas as classes de veículos e oferece um desempenho excecional”, diz Tom Graf, CEO da Huf.

    “No futuro, os clientes deste conhecido fabricante de automóveis irão beneficiar disto. Equipamos quase todas as gamas de modelos das várias marcas da empresa a nível mundial – desde coupés compactos a grandes SUV – com o nosso sistema de alta perfor-mance e estamos muito satisfeitos com a confiança depositada em nós”, perspetiva Tom Graf.

    Com o “Phone as a Key”, a Huf aproveita as três tecnologias disponíveis nos smartphones modernos: Near Field Communication (NFC), Bluetooth Low Energy (BLE) e Ultra Wideband. As diferentes tecnologias complementam-se de forma ideal e jogam com os seus pontos fortes quando se aproximam do veículo. Em particular, a nova tecnologia UWB permite uma medição muito precisa do tempo de passagem e, portanto, uma elevada precisão de posicionamento para novas formas de acesso ao auto-móvel. Para além da medição ponto a ponto, os sensores UWB também têm a capacidade de proces-sar sinais de radar e assim reconhecer pessoas e os seus movimentos.

    O “Phone as a Key”, da Huf cumpre todas as normas chave de conectividade, compatibilidade, e segurança do lado do veículo. Por exemplo, o “Phone as a Key”, como uma unidade de controlo eletrónico foi desenvolvido de acordo com a norma automóvel AUTOSAR. Para este subproduto, bem como para todos os outros componentes do “Phone as a Key”, a Huf segue as diretrizes de cibersegurança ISO/SAE 21434 e cumpre as normas do fabricante.

    Com a nova tecnologia sem fios, a Huf evita os chamados ataques das estações de retransmissão, em que os ladrões estendem os sinais de uma chave sem fios com o objetivo de entrar no carro sem serem detetados. Esta é uma das razões pelas quais a Huf está muito interessada em estabelecer rapidamente normas para a indústria automóvel, bem como para a área da mobilidade. Como membro ativo do Car Connectivity Consortium (CCC), a Huf está a trabalhar na padronização de chaves digitais para automóveis em conjunto com outros fornecedores, fabricantes e gigantes tecnológicos como a Google, Samsung e Apple.

     

  • Provisório mas mais à mão, abriu o novo Mercado de Produtores de Viseu

    Provisório mas mais à mão, abriu o novo Mercado de Produtores de Viseu

    Chegou ao fim o suplício (sobretudo para os mais idosos) das subidas e descidas que davam acesso ao velho Mercado Municipal, um equipamento por muitos considerado como um «elefante branco» na cidade de Viseu. Mais acessível e mais à mão, está agora o novo Mercado de Produtores, junto ao prédio alto da Caixa, um espaço com 1.300 metros quadrados que acolhe cerca de 115 produtores locais e lojistas.

    A funcionar de forma provisória e à espera da tão aguardada requalificação do antigo mercado, que vai ocorrer ao longo dos próximos anos, o Mercado de Produtores surge um ano depois do início da empreitada de construção. E garante outras áreas complementares e de apoio, como o Gabinete de Apoio ao Agricultor, numa infraestrutura funcional e atrativa para todos.

    “Abrimos hoje as portas a uma infraestrutura temporária que vem responder a alguns desafios: desde logo assegurar melhores condições de venda para os nossos lojistas e produtores locais, como também permite planear e projetar o futuro do edifício do atual Mercado Municipal, na Rua 21 de Agosto”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, na cerimónia de inauguração.

    O autarca destacou a execução de “uma obra importante que tem todas as condições, dignidade e dimensão” no parque de estacionamento do edifício da Segurança Social (Prédio Alto) e que marca o início de um novo ciclo de crescimento e de valorização dos produtos e dos produtores viseenses, num espaço temporário que pretende ser uma âncora de desenvolvimento e de comercialização dos produtos da região.

    A sua localização, num espaço perto do antigo Mercado Municipal, mas com uma maior visibilidade e acessibilidade, permite, a partir de agora, a criação de uma nova dinâmica dos comerciantes com os munícipes, incentivando à frequência e compra no Mercado dos Produtores.

    Com serviços de talho, peixaria, hortofrutícolas, padaria, queijaria, vestuário, entre outros, o edifício, que teve um custo de 822 mil euros, garante boas acessibilidades a pessoas com mobilidade reduzida, assim como contempla uma zona de esplanada, no exterior da infraestrutura, que serve o Café do Mercado. A par disto, o parque de estacionamento, localizado ao lado da nova infraestrutura, encontra-se a funcionar de forma gratuita, temporariamente.

    Com esta deslocação, o Mercado Municipal foi encerrado e será alvo de uma requalificação estruturante durante os próximos anos, com o objetivo de reabilitar um equipamento-âncora do centro da cidade, devidamente enquadrado e pronto a dar resposta aos desafios futuros.

    “O Mercado dos Produtores dará resposta enquanto não concluirmos o projeto que temos pensado. Vamos requalificar um dos espaços mais centrais da cidade. Queremos o piso do Mercado Municipal ao nível da Avenida António José de Almeida e da Avenida Alberto Sampaio e depois aproveitar o espaço interior, talvez com três pisos, um para estacionamento e um ou dois pisos para serviços”, acrescentou Fernando Ruas.

    O Mercado dos Produtores está aberto de segunda a sexta-feira das 6 às 18 horas, sábados das 6 às 13 horas e encontra-se encerrado aos domingos e feriados, salvo exceções que serão previamente comunicadas aos munícipes pela Câmara.

  • Turismo do Centro lidera projeto para potenciar Estrada Nacional 16

    Turismo do Centro lidera projeto para potenciar Estrada Nacional 16

    Quatro entidades da região Centro de Portugal apresentaram em conjunto, o projeto de estruturação do produto EN16, uma estrada nacional que apresenta grande potencial turístico. O recinto da Feira de São Mateus, em Viseu, foi o local escolhido para a apresentação, que incluiu a assinatura do protocolo de colaboração entre as várias entidades envolvidas: a Turismo Centro de Portugal, que lidera o projeto, e as Comunidades Intermunicipais (CIM) Viseu Dão Lafões, Beiras e Serra da Estrela e Região de Aveiro.
    A Estrada Nacional 16 (EN16) é uma via que atravessa vários territórios, mais concretamente a região de Aveiro, a região Viseu Dão Lafões e a região da Beira Interior e Serra da Estrela, ligando Aveiro a Vilar Formoso. O projeto agora apresentado, pretende congregar estes territórios e valorizar os seus recursos turísticos.

    A assinatura do protocolo surge no seguimento de uma reunião recentemente realizada em Fornos de Algodres, que juntou os representantes do Turismo Centro de Portugal, do Turismo de Portugal, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, das Comunidades Intermunicipais da Região de Aveiro, Viseu Dão Lafões e Beiras e Serra da Estrela e dos municípios de Aveiro, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Águeda, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Pinhel, Almeida, Viseu, Vouzela, Mangualde, Oliveira de Frade e São Pedro do Sul. São ainda parceiros estratégicos deste projeto a ARHRESP, a CCDR-Centro e a IP – Infraestruturas de Portugal.

    “Pelas suas características, esta estrada é propícia para o desenvolvimento de uma estratégia de promoção turística em rede, que assenta na riqueza paisagística, cultural, patrimonial e gastronómica de vários locais que se complementam. Houve uma vontade conjunta das várias entidades envolvidas e dessa vontade nasceu este projeto, que tem a capacidade de trazer desenvolvimento às populações”, sublinha Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal.

    O protocolo de colaboração agora assinado prevê a execução de múltiplas ações. Desde logo, vai ser criada uma rede colaborativa, que envolve entidades públicas e agentes privados. Será também feito o levantamento de elementos identitários da EN16 e serão identificados os recursos turísticos ao longo do percurso.

    A produção de suportes promocionais é outra das iniciativas previstas, assim como a produção de um guia de viagem e a criação de uma agenda de animação turística concertada. O restauro dos elementos de identidade da EN16 (como marcos, placas de localidade, sinalética direcional, fontes, parkings / zonas de descanso e letreiros de azulejo ACP, entre outros) é outro dos objetivos deste projeto, que contará com uma campanha promocional alargada.

    A valorização turística da EN16 por parte das três Comunidades Intermunicipais, juntamente com a Turismo Centro de Portugal, tem também como objetivo fundamental a requalificação urbana e ambiental de todo o traçado, com especial enfoque para o aumento das condições de segurança, o que se traduz no real contributo não só para os visitantes, mas também e principalmente para os cidadãos que todos os dias utilizam esta via de comunicação.

     

    UMA ESTRADA COM HISTÓRIA

    E INTERESSE TURÍSTICO

    A EN16 é uma estrada com história, construída na década de 1930. Constituía um dos itinerários principais estabelecidos pelo Plano Rodoviário Nacional de 1945, uma vez que ligava um importante porto de mar (Aveiro) à maior fronteira terrestre portuguesa (Vilar Formoso). Desde que foi construída a A25, é uma estrada pouco movimentada, mas com grande potencial turístico.

    No seu trajeto, com cerca de 225 km de extensão, a EN16 atravessa 14 concelhos: Aveiro, Albergaria-a-Velha, Águeda, Sever do Vouga, Oliveira de Frades, Vouzela, Viseu, São Pedro do Sul, Mangualde, Fornos de Algodres, Celorico da Beira, Guarda, Pinhel e Almeida.

     

  • CIM lança sistema de bicicletas partilhadas em Viseu Dão Lafões

    CIM lança sistema de bicicletas partilhadas em Viseu Dão Lafões

    Está aprovada pelo Centro 2020, a candidatura “Mobilidade Suave em Viseu Dão Lafões”, no valor de quase 5 milhões de euros. O projeto inclui construção de 36 quilómetros de novas ciclovias no perímetro urbano dos municípios e uma plataforma de mobilidade integrada.

    A região Viseu Dão Lafões vai lançar um sistema público que, numa primeira fase, conta com mais de 100 bicicletas partilhadas, estando prevista, numa segunda fase, a disponibilização de mais velocípedes para os cidadãos da região. Esta iniciativa resulta da aposta da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões na mobilidade suave e é uma das medidas que constam do PAMUS – Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável, cuja candidatura foi aprovada no âmbito do programa operacional Centro 2020.

    Promovida pela CIM, a candidatura “Mobilidade Suave em Viseu Dão Lafões” prevê a execução de vários projetos conjuntos, a executar entre esta Comunidade e as autarquias que a compõem. Entre esses projetos, destaca-se precisamente o Sistema Público de Bicicletas Partilhadas, que chegará aos municípios e será executado pela CIM. Está prevista a disponibilização aos munícipes de mais de uma centena de bicicletas, com uma distribuição suportada por 37 estações e 235 docas de estacionamento. Referência ainda para o projeto de criação de 36 quilómetros de novas ciclovias e vias pedonais, no perímetro urbano dos municípios, a executar pelas autarquias.

    O PAMUS contempla ainda, também a executar pela CIM, a implementação de uma Plataforma de Mobilidade de suporte à operação e gestão da mobilidade no território, incluindo os transportes públicos e transporte flexível, assim como a integração de todas as soluções de mobilidade do território, numa aplicação móvel destinada ao cidadão.

    O investimento elegível da candidatura “Mobilidade Suave em Viseu Dão Lafões – Projeto Intermunicipal de Promoção da Mobilidade Urbana Multimodal Sustentável” ascende a 4,98 milhões de euros e beneficiará de uma comparticipação de 4,23 milhões proveniente de fundos comunitários.

    “Esta candidatura, que vimos agora ser aprovada, surge no âmbito da aposta clara da CIM Viseu Dão Lafões na mobilidade suave e sustentável. Parte de um princípio muito claro: queremos promover a competitividade dos transportes públicos face ao transporte poluente individual e, ao mesmo tempo, queremos criar condições favoráveis para a utilização da bicicleta enquanto meio de transporte preferencial pelos nossos cidadãos”, sublinha Fernando Ruas, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões.

    “As alterações climáticas exigem de todas as entidades um esforço acrescido na descarbonização do território. Este plano, que tem um especial enfoque no transporte nas zonas urbanas, está na linha das melhores práticas internacionais a este nível e traz às populações evidentes vantagens ambientais, sociais e económicas”, acrescenta Fernando Ruas.