Categoria: Actualidade

  • História militar de Viseu em Museu na Rua Direita

    História militar de Viseu em Museu na Rua Direita

    O Município de Viseu e o Exército Português celebraram no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um protocolo de colaboração que tem como objetivo a submissão, acompanhamento e execução de um projeto de reprogramação e reorganização museológica da atual Coleção Visitável do Regimento de Infantaria 14 ao programa “Crescer com o Turismo”, do Turismo de Portugal. O projeto representa um investimento de cerca de 670 mil euros e vai agora ser submetido a uma candidatura, para obtenção de um financiamento de cerca de 60%.

    Com o avançar deste projeto, é intuito de ambas as entidades concretizar um novo Centro Interpretativo dedicado à preservação, valorização e salvaguarda do património histórico-militar de Viseu, realocando o espólio que atualmente se encontra no Regimento de Infantaria 14 para um novo espaço, em pleno Centro Histórico: o Palácio dos Silveiras, na Rua Direita.

    João Azevedo, presidente da Câmara Municipal, espera agora que a submissão da candidatura seja “rápida e eficaz”. “Depois de ser aprovada, faremos aquilo que é a nossa obrigação: realizar, em conjunto, o investimento para que as Forças Militares, a História Militar, a presença militar em Viseu seja honrada”.

    “Este Centro Interpretativo vai ficar numa zona importantíssima da cidade, junto à Rua Direita. Vai valorizar o património, a história, a história militar, a história social, a história dos conflitos. A história daqueles que já não estão entre nós, que estão aqui representados pelo Sr. Tenente-Coronel Gabriel. Vai representar aqueles que ainda estão, mas que têm prejuízos físicos e psicológicos decorrentes dessa sua história, que nos defenderam. E, naturalmente, que o Concelho de Viseu e este território vão ficar mais fortes”, reconhece João Azevedo.

    A coleção em torno da história e identidade d’”Os Viriatos” é visitada regularmente, inclusive, e na sua maioria, por diversas escolas do concelho, que aqui têm a oportunidade de contactar de perto com os militares e conhecer o legado secular do Regimento em prol da defesa do concelho e do país.

    “Este protocolo traduz-se na concretização de uma parceria que procura valorizar a história militar da região e reforçar a ligação profunda entre a cidade e o seu Regimento, que marcou gerações e faz, inequivocamente, parte da identidade de Viseu, merecendo, por isso, todo o reconhecimento e a iniciativa de aproximação do seu espólio a uma das áreas mais nobres da cidade”, destacou o Chefe de Estado-Maior do Exército, General Eduardo Mendes Ferrão.

    “Fiquei muito sensibilizado com o compromisso, a disponibilidade e a iniciativa da autarquia. Sem isso, não teríamos levado este projeto adiante”, adiantou o General, reconhecendo, ainda, publicamente, o papel da Direção de História e Cultura Militar do Exército e do Regimento de Infantaria 14, na pessoa do seu Comandante.

    “É um lugar onde vamos poder revisitar a nossa história. Pretendemos que ela seja descoberta, com orgulho, pelos estudantes, famílias, visitantes e todos os que lá quiserem ir, para verem quão importante é preservar a nossa identidade coletiva. É um projeto que vai honrar o Exército e o seu passado, mas, sobretudo, vai honrar a cidade e os viseenses vão poder conhecer, com mais detalhe, aquilo que é a história militar de Viseu, que é riquíssima”, concluir o Chefe de Estado-Maior do Exército.

  • Instrumentistas de todo o mundo no Festival de Música da Primavera de Viseu

    Instrumentistas de todo o mundo no Festival de Música da Primavera de Viseu

    Primavera é a estação de chegada a Viseu da linguagem universal que une os povos, a Música, ainda mais imprescindível numa altura em que o mundo se confronta com “guerras por ganância”, na expressão de José Perdigão, presidente da direcção da PROVISEU, a associação que tutela o Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão, organizadores do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu. O viseense José de Azeredo Perdigão (1896-1993), patrono do conservatório, de quem se comemora, este ano, o 130.°aniversário do nascimento, ficou conhecido como presidente vitalício da Fundação Calouste Gulbenkian e foi “ele próprio uma espécie de Primavera na cultura em Portugal”, como bem observou Guilherme Gomes, assessor da Cultura no executivo municipal.

    Entre 2 e 26 de Abril, a 19.ª edição do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, sob a direção de José Carlos Sousa, acolherá concertos, concurso de instrumentistas, masterclasses e concertos pedagógicos em todos os agrupamentos de escolas, com foco principal nos alunos do 4.º ano do 1.º ciclo, para além do Hospital de Viseu, lares de terceira idade, instituições de pessoas com deficiência e no Estabelecimento Prisional do Campo.

    O programa completo pode ser visto na última página deste jornal e está disponível na página oficial do Festival. Os bilhetes variam entre os 3 e os 6 euros, valor considerado simbólico pelos organizadores do Festival que tem um orçamento de 180 mil euros e é financiado maioritariamente pela Câmara Municipal de Viseu (Eixo Cultura) com 100 mil euros, para além de contar com vários mecenas e apoios.

    O Festival inclui o 7º Concurso Internacional de Guitarra de Viseu, bienal (alterna com o Concurso Internacional de Piano), o mais concorrido de sempre, segundo a sua directora. Paula Sobral anunciou a participação de 33 inscrições na categoria profissional, de países tão diversos como Grécia, Japão, França, Espanha, Coreia do Sul, Ucrânia, Polónia, EUA, Luxemburgo, Irão, Eslovénia, Áustria, Rússia, Cabo Verde, para além de Portugal. Pela primeira vez, há uma categoria juvenil (até aos 18 anos de idade) em que se inscreveram 15 concorrentes, a maioria de Portugal, mas também do Reino Unido, Espanha e Rússia. Nesta categoria as despesas são da responsabilidade dos participantes, o que explicará o seu número mais reduzido. Os prémios são atractivos: para o 1.º classificado, na categoria profissional, 7 mil euros, uma guitarra de concertodo luthier Cleyton Fernandes, modelo Concert, série Exclusive, também de 7 mil euros, um “Le Support” (suporte de perna) e actuações nos festivais internacionais de guitarra de Bratislava, Sevilha, Viseu e Fundão; o 2.º e o 3.º classificados recebem, respectivamente, 3 mil euros e 2 mil euros, e ainda cordas “Knobloch” e um “LeSupport Pro”. Na categoria juvenil, os prémios são de 1.500€, 1.000€ e 500€, para além do encordoamento “Knobloch” e o “Le Support Pro” para o 1.º classificado. Haverá ainda dois prémios de 500€, respectivamente, para o “melhor concorrente português” e outro para o preferido do público. As eliminatórias da categoria profissional acontecerão nos dias 8 e 9, no Museu Nacional Grão Vasco, e a final no Teatro Viriato, pelas 21 horas do dia 11. A eliminatória da categoria juvenil terá lugar no Conservatório de Música e a final na Igreja da Misericórdia, pelas 19 horas do dia 7.

    O júri do concurso na categoria profissional, presidido por Paulo Vaz de Carvalho, será ainda composto por André Cardoso (Portugal), Martin Krajco (Eslováquia), Thomas Viloteau (França), Cleyton Fernandes (Brasil) e Goran Krivokapic´ (Montenegro). Na categoria juvenil, o júri será constituído por Pedro Rodrigues (presidente), Francisco Berény, Pedro Rufino, José Carlos Sousa e Martin Krajco.

    Este concurso já é uma referência mundial, garantem os organizadores, graças ao seu nível de exigência e de execução muito elevado, para além de prémios de valor mais significativo do que outros que já granjearam fama internacional há mais tempo. De resto, como referiu Paula Sobral, estas sete edições são fruto de um trabalho e experiência que já vinha de 15 anos consecutivos do Concurso Internacional de Guitarra de Sernancelhe que dirigiu com José Carlos Sousa. De particular interesse terá o workshop (aberto a músicos e a todos os interessados) sobre instrumentos antigos da família da guitarra – um percurso histórico e prático pela evolução do instrumento, das violas de mão e alaúdes renascentistas à guitarra contemporânea, conduzido por Tiago Matias, investigador de música antiga e exímio instrumentista de tiorba e guitarra barroca. Quem o conhece do duo “Noa Noa”(com Filipe Faria, uma das vozes, com Sérgio Peixoto, do ensemble “Sete Lágrimas”) ou teve a felicidade de o ouvir no concerto que deu nos claustros do Museu Nacional Grão Vasco, em Junho de 2024, onde apresentou o seu disco “Fantasia” a primeira edição mundial exclusivamente composta por música contemporânea para tiorba solo, a si dedicada por 5 compositores portugueses, certamente não deixará de participar. A não perder também o seu concerto “Codex Gulbenkian” para guitarra barroca, na Igreja da Misericórdia, pelas 21 horas do dia 16.

    Do vasto programa, destacaria ainda, a estreia de novas obras de José Carlos Sousa, Pedro Berardinelli e Carlos Lopes, pelo Sond’ar-te Electric Ensemble, dirigido por Guillaume Bourgogne, no dia 24, pelas 21h, no Clube de Viseu. E, no dia 8, no Museu Nacional Grão Vasco, o concerto de Goran Krivokapic, vencedor de 19 concursos internacionais de guitarra, incluindo o maior a nível mundial, o Guitar Foundation of America Competition.

  • Planalto Beirão investe 3.5 milhões de euros na recolha de bioresíduos

    Planalto Beirão investe 3.5 milhões de euros na recolha de bioresíduos

    Apresentado em Tondela, onde vai arrancar numa primeira fase, a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) vai implementar, ainda ao longo do primeiro semestre deste ano, o serviço de recolha seletiva porta-a-porta de bioresíduos alimentares no território abrangido pelos 19 municípios abrangidos pela Associação. Financiado por fundos europeus, o investimento global ronda os 3,5 milhões de euros.

    “Trata-se de um novo serviço de gestão de resíduos urbanos, no portefólio do serviço público proporcionado por esta Associação de Municípios, na qualidade de entidade gestora em baixa dos resíduos urbanos produzidos neste território”, adiantou José Portela, secretário-executivo da AMRPB.

    O projeto “Sou resto mais ainda presto”, vai para o terreno, numa primeira fase em Tondela, sendo depois alargado aos 18 municípios que integram o Planalto Beirão. No total, serão abrangidos em todo o território da AMRPB, 930 habitações e 838 estabelecimentos. Estima-se que, quando em velocidade cruzeiro, “o projeto vai permitir desviar de aterro 2.813 toneladas de biorresíduos alimentares, que após a devida valorização poderão até ser utilizados na produção de eletricidade”, sublinhou José Portela, para quem a adesão dos utilizadores é fundamental para o sucesso de todas estas ações. “Sem essa adesão, estaremos a desperdiçar recursos”, apelou o responsável.

    Segundo José Portela, “40% dos resíduos produzidos diariamente têm uma condição biodegradável, sendo a maior parte deles resíduos alimentares, e devem ser olhados de maneira diferente e encaminhados para um circuito diferenciado”. Para concluir que, com este projeto, vamos poder separar cerca de três mil toneladas de biorresíduos e encaminhá-los, através deste novo circuito, para tratamento”.

    No total dos 19 concelhos, estão previstas 227.448 recolhas, sendo 2.615 de utilizadores não-domésticos e 199 de utilizadores domésticos.

    Segundo dados da tabela da projeção anual de recolha de biorresíduos, para o total das 2.813 toneladas contribuem sobretudo os concelhos de Viseu (741), Seia (196), Tondela (184), Mangualde e Oliveira do Hospital (176 cada) e São Pedro do Sul (163).

    Sobre os incentivos a aplicar aos utilizadores domésticos (habitações) e não domésticos (cafés, restaurantes e cantinas escolares, entre outros), José Portela sublinha que “enquanto se mantiver a cobrança do serviço de gestão de resíduos urbanos indexada ao consumo de água, se decida e se aplique uma tarifa bonificada aos aderentes do projeto, preferencialmente através da aplicação de um desconto em percentagem, sob a forma de tarifa variável”.

    Os caixotes dos produtores domésticos serão despejados três vezes por semana e os dos não domésticos duas. Cada utilizador terá de deixar à porta o seu contentor nos dias em que haverá recolha. “Cada contentor entregue terá um identificador próprio que permitirá monitorizar a adesão dos utilizadores”, explica José Portela.

    PROJETO VAI “MUDAR PARADIGMA” DA RECOLHA

    “Estamos a falar de um projeto que vai mudar o paradigma da recolha e seleção dos resíduos”, reconhece a presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carla Antunes Borges, concelho que, nesta primeira fase de implementação, deverá desviar do aterro cerca de 200 toneladas de resíduos bioalimentares, produzidos por 50 produtores não domésticos e 130 domésticos.

    “Tondela é o único município do Planalto Beirão que tem três áreas distintas nos domésticos, os outros municípios terão uma ou duas, mas em Tondela temos três zonas de recolha seletiva”, justificou, a autarca, acrescentando que, “se for um sucesso, este projeto piloto será alargado a mais áreas do território”. Um alargamento que segundo José Portela será feito sempre no eixo Tondela – Viseu.

    Além da oferta dos contentores, o projeto será acompanhado de ações de sensibilização junto dos utilizadores e da comunidade em geral e de uma campanha de comunicação por forma a incentivar a separação dos biorresíduos alimentares. Estas ações vão ser desenvolvidas com o apoio do Fundo Ambiental que aprovou recentemente uma candidatura apresentada pelo Município de Tondela.

    Carla Antunes Borges salientou que “este projeto é fundamental não só para melhorar a qualidade de vida da população, mas também a sustentabilidade ambiental do nosso território”.

     

  • Pediatria fechada à noite na ULS Dão Lafões de sexta a domingo

    Pediatria fechada à noite na ULS Dão Lafões de sexta a domingo

    A Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão Lafões anunciou o encerramento, já a partir de amanhã, 1 de março, da Urgência Pediátrica Externa nos períodos noturnos de sexta feira, sábado e domingo, entre as 20 e as 9 horas. Este Plano de Contingência, que poderá prolongar-se por tempo indeterminado,”resulta das dificuldades de recursos humanos do Serviço de Pediatria”, refere a administração da ULS. Esta medida visa, segundo a mesma fonte, “garantir uma solução sustentável de funcionamento das várias valências do Serviço de Pediatria e do Bloco de Partos do Serviço de Ginecologia-Obstetrícia, com o mínimo prejuízo para as populações”.

    “Atualmente existem apenas 15 especialistas de Pediatria para assegurar a escala da Urgência Pediátrica, na sequência de várias rescisões e de baixas médicas. Apenas 7 médicos pediatras têm idade inferior a 50 anos e condições para trabalho noturno, enquanto os 8 pediatras restantes fazem todos os turnos diurnos, o que implica uma enorme sobrecarga assistencial em horas suplementares, atendendo a que a constituição mínima de segurança para uma equipa de urgência de Pediatria é de dois especialistas”, refere a ULS.

    Segundo a mesma fonte, a medida de emergência agora anunciada, ficou a dever-se, ainda, ao facto de “Não ter sido possível contratar novos profissionais para o mapa de pessoal do Serviço de Pediatria, tendo ficado desertas as vagas abertas para concurso. Desde agosto de 2023 que contamos com a colaboração de pediatras em regime de prestação de serviços, mas mesmo assim  não conseguimos colmatar todas as lacunas da escala”, conclui.

    O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, considera que o encerramento da Urgência Pediátrica, “é mais um exemplo do abandono a que se encontram votadas as gentes do interior”. Em declarações públicas, o autarca manifesta o seu desagrado pelas consequências que poderá ter para a região. “Pensámos que este problema já estava ultrapassado. Anunciou-se com grande destaque que as ULS iam resolver os problemas todos e o primeiro impacto que temos é o encerramento da Urgência Pediátrica”, critica.

    Fernando Ruas reafirma os prejuízos que a medida traz à região, lembrando que com o encerramento da Urgência Pediátrica em Viseu nos períodos anunciados, o serviço mais próximo será Coimbra, o que obrigará os utentes a percorrer 90 quilómetros por aquele que volta a considerar “o famigerado IP3”. A que se junta – acrescenta -, o problema que envolve o helicóptero do INEM “que não opera à noite”, o que constitui um desafio acrescido para quem necessita daqueles serviços.

    Muito “desiludido” com o que está a acontecer, e classificando de “esfarrapadas” as explicações que têm sido dadas para justificar o encerramento da Pediatria, Fernando Ruas, também na qualidade de presidente da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, apela a que se acautelem situações como esta. E afirma que continua a aguardar uma reunião com o presidente do Conselho Executivo do SNS para esclarecer vários assuntos, com enfoque no Plano das ULS na região.

    xta

  • Arrancou a segunda fase da «Águas de Viseu»

    Arrancou a segunda fase da «Águas de Viseu»

    Adjudicada em 9 de Junho de 2021 e cumpridas que estão todas as formalidades legais do processo, incluindo o visto do Tribunal de Contas, acaba de ser consignada, e já com os trabalhos em curso, a segunda fase de reabilitação do edifício que será a nova sede do SMAS, Águas de Viseu. Segundo o caderno de encargos, a empreitada ficou com um prazo de execução de 546 dias, e representa um investimento que ronda os 2 milhões de euros.

    A nova sede da Águas de Viseu vem restituir à cidade, depois de décadas de degradação, um dos edifícios mais emblemáticos da zona histórica, constituindo, ao mesmo tempo, um importante ponto de atractividade em toda a sua envolvente. Com fachada para a Rua Dr. Luís Ferreira (rua do Comércio), o edifício confina ainda com a Travessa de S. Domingos e Rua D. Duarte.

    Para além de trazer melhores condições de trabalho aos funcionários do SMAS e uma melhor acessibilidade e funcionalidade aos utentes, a localização no centro histórico da futura sede da empresa Águas de Viseu, representa ainda a implantação de mais uma âncora na estratégia de revitalização que o Município de Viseu está a levar a cabo naquela zona da cidade.

    “É uma obra com algum significado em termos de investimento. Ultrapassa os dois milhões de euros, mas a intenção fundamental é que queremos albergar bem os serviços municipalizados mas, ao mesmo tempo, requalificar o património que é municipal numa zona urbana da cidade. Seguramente da mais sensíveis e que exige mais requalificação. Por um lado, aproveitamos e requalificamos o património, damos melhores condições aos serviços e podemos atrair mais gente no centro histórico”, sublinhou Fernando Ruas, na sessão que assinalou a consignação da empreitada.

    Embora tenha admitido que este “é um problema nacional”, Fernando Ruas aproveitou para recomendar ao empreiteiro um esforço no sentido de não haver atrasos na conclusão da obra. “Estamos a atravessar um momento sensível para o sector das obras públicas, sobretudo ao nível da escassez de materiais e de mão-de-obra, e resposta teria que ser dada a nível nacional”, reconheceu o autarca.

  • Barragem do Paúl vai ter capacidade para mais 300 mil metros cúbicos

    Barragem do Paúl vai ter capacidade para mais 300 mil metros cúbicos

    A Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) e a Águas do Planalto chegaram a acordo para aumentar a capacidade da Barragem do Paúl no correspondente a um mês de consumo no Verão. A decisão foi tomada numa reunião realizada em Tondela, onde estiveram presentes representantes da AMPB e da Águas do Planalto, assim como os cinco presidentes dos concelhos que são abastecidos pela empresa: Carregal do Sal, Mortágua, Santa Comba Dão, Tábua e Tondela.

    O aumento da capacidade da Barragem do Paúl é um desejo antigo da AMRPB e da Águas do Planalto, já que permite ampliar a resiliência do sistema de abastecimento de água aos cinco concelhos que fazem parte da concessão. Uma segurança para os mais de 68 mil utilizadores servidos pela Águas do Planalto, numa altura em que as alterações climáticas estão a causar cada vez mais problemas no abastecimento de água em todo o mundo. Recorde-se que, de acordo com o IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera, mais de 66% do país estava em seca severa no passado mês de fevereiro.

    A decisão agora tomada levará a um reforço de 300 mil metros cúbicos de capacidade da Barragem do Paúl (cerca de 12,5%) através do aumento de aproximadamente um metro da infraestrutura de contenção de água. A AMRPB irá dar entrada com o projeto de obras junto das entidades competentes, provavelmente, ainda no primeiro semestre deste ano.

    Para Leonel Gouveia, Presidente da Associação de Municípios do Planalto Beirão e da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, “esta obra estruturante é uma enorme mais-valia, não só para a população dos cinco concelhos servidos pela Águas do Planalto, mas para toda a região centro do País”.

    “Com o aumento da capacidade da albufeira da Barragem do Paúl, garantimos uma maior segurança no abastecimento de água às nossas populações”, afirmou ainda. Leonel Gouveia, para quem este projeto comum à AMPB, Águas do Planalto e às cinco autarquias é uma “prova da união e do esforço coletivo que estas entidades fazem em prol das populações que servem”.

    “Trabalhamos há 25 anos em conjunto com a AMRPB e com estas cinco autarquias, sempre com o objetivo de melhorar o serviço que prestamos. Este aumento da capacidade da Barragem do Paúl é um projeto pensado há muito, e que vai permitir assegurar a manutenção da qualidade do serviço mesmo em períodos em que se verifique maior escassez de água”, garante Paulo Oliveira, presidente da Águas do Planalto.

    Desde 1997 responsável pela exploração e gestão dos serviços municipais de abastecimento e de distribuição de água dos municípios de Carregal do Sal, Mortágua, Santa Comba Dão, Tábua e Tondela, a Águas do Planalto, concessão gerida pela Aquapor, foi sempre distinguida pela ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos pela qualidade da água para consumo com o Selo de Qualidade Exemplar de Água para Consumo Humano.

  • Viseu integra movimento europeu para cidades mais verdes, limpas e saudáveis

    Viseu integra movimento europeu para cidades mais verdes, limpas e saudáveis

    O Município de Viseu aprovou a adesão ao Acordo Cidade Verde (Green City Accord), um movimento voluntário de autarcas europeus empenhados na proteção do ambiente. A autarquia viseense compromete-se, assim, a intensificar esforços em cinco áreas chave, até 2030 – Ar; Água; Natureza e biodiversidade; Economia circular e resíduos; e Ruído.

    Os municípios aderentes partilham uma visão – necessariamente ambiciosa – de que “em 2030, as cidades serão locais atraentes para viver, trabalhar e investir, e apoiarão a saúde e o bem-estar dos europeus. Todos os europeus respirarão ar puro, desfrutarão de água limpa, terão acesso a parques e espaços verdes e sentirão menos ruído ambiente. A economia circular será uma realidade e o desperdício será minimizado graças a uma maior reutilização, recuperação e reciclagem”.

    “Esta é uma visão, definida pela própria Comissão Europeia, com a qual Viseu não poderia estar mais alinhado. Ainda há dias, um estudo internacional apontou a nossa cidade como aquela que apresenta a melhor qualidade do ar em todo o país”, sublinha António Almeida Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Viseu. Na semana passada, foi publicado um estudo na revista científica Lancet Planetary Health que analisou 858 cidades europeias, incluindo 14 portuguesas. Viseu está entre as menos poluídas da Europa.

    Entre as cidades portuguesas, Viseu é, de longe, a mais bem classificada, tanto nos níveis de NO2 (821ª posição em 858 cidades) como das partículas finas (801ª posição). Saliente-se que, neste caso, o 858º lugar corresponde à cidade com melhor qualidade do ar, posição ocupada por Tromso, no norte da Noruega. Tendo em conta o panorama nacional, o estudo coloca as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto entre as cidades europeias com maior mortalidade associada às concentrações de dióxido de azoto (NO2). A capital ocupa a 116ª posição e a Invicta, a 125ª, entre 858 cidades – o que as deixa no top das 15% onde a poluição mata mais gente, face ao número de habitantes e à esperança média de vida no País. “O estudo reforça claramente o posicionamento de Viseu como Cidade-Jardim”, diz o autarca.

    A adesão ao Acordo Cidade Verde não implica qualquer pagamento, mas impõe ao Município metas rigorosas, que vão além dos requisitos mínimos estabelecidos pela legislação europeia. Do ponto de vista dos benefícios, a participação de Viseu no movimento assegura maior visibilidade às suas ações e apoio técnico na implementação das mesmas. Pertencer a esta verdadeira rede de cidades sustentáveis, permitirá ainda a troca de experiências, de conhecimentos e de boas práticas entre municípios europeus, bem como o acesso a informação sobre financiamentos disponíveis. “Este é mais um passo para termos uma Cidade-Jardim com dimensão e reconhecimento europeu e, consequentemente, mundial”, afirma António Almeida Henriques.

     

  • Feira de São Mateus à espera de 1,2 milhões de visitantes

    Feira de São Mateus à espera de 1,2 milhões de visitantes

    Está a decorrer, até 15 de setembro, mais uma edição, a 627, da Feira de São Mateus, que regressa a Viseu para 39 dias de experiências únicas e muitas novidades. “É a melhor feira popular e histórica da Pensínsula Ibérica”, assume o gestor da Viseu Marca, Jorge Sobrado. A fasquia continua nos 1,2 milhões de visitantes, num ano em que não faltam razões acrescidas para atrair novos públicos, nacionais e estrangeiros.

    Entre as principais novidades para 2019, a guardiã das feiras populares do país apresenta um espaço renovado nas esplanadas das farturas da Feira; 90 novos stands para os seus expositores; o primeiro casamento dos “Noivos de São Mateus”; dois grandes passos na sustentabilidade ambiental do evento com a eliminação de 100 mil palhinhas e 100 mil pratos e talheres de plástico; uma roda “mega” gigante; e uma edição “vestida a rigor de gastronomia”.

    Para além de passar a integrar um dia dedicado à comunidade brasileira na região. Viseu como Destino Nacional de Gastronomia em 2019 merece também uma celebração especial na Feira de São Mateus.

    Os pórticos de luz das quatro entradas do recinto terão motivos alusivos a ícones da gastronomia da região e os visitantes poderão saborear a primeira sobremesa oficial da feira, criada pelo chef Diogo Rocha, que junta os sabores das tílias do Rossio, das avelãs de Viseu e da maçã Bravo-de-Esmolfe.

    “A Feira de São Mateus vive um momento especialmente importante da sua revitalização e modernização, que a edição de 2019 confirma”, faz questão de sublinhar o presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, que aponta, entre outras obras, a requalificação da Rua Padre Costa, a “tornar mais nobre” aquela entrada no recinto.

    Em jeito de convite a uma “experiência inesquecível”, e à redescoberta da identidade de Viseu e com ela muita da identidade do país, da cultura e das tradições nacionais, o também vereador da Cultura e Turismo na Câmara Municipal de Viseu, Jorge Sobrado, apresenta a edição deste ano não apenas como “um imenso baú de

    recordações, mas também inovações, que respira Viseu por todos os poros e culturalmente vibrante”.

    Entre as dez novidades estruturantes ao nível do recinto, do equipamento e da iluminação “totalmente original”, o gestor da Viseu Marca fala de uma programação que não preserva apenas memórias do passado, mas que cria também “memórias futuras, como é o caso dos «Noivos de São Mateus».

    Mas é em matéria de segurança, com um investimento de 250 mil euros, e numa edição “marcada pelo reforço da segurança e da comodidade”, que a Feira de São Mateus apresenta “uma das mais importantes inovações”: a estreia de um sistema de vidoevigilância, ditado pelo aumento crescente do número de visitantes. O sistema vai incidir, sobretudo nas portas, nas áreas dos lixos, nas zonas de patrocinadores e na área de armazenamento.

    Ao sistema de videovigilância junta-se o serviço prestado pela PSP e por uma empresa de segurança privada. O presidente da Câmara Municipal de Viseu anunciou a criação de um grupo de trabalho especializado, coordenado pelo 2.º Comandante dos Sapadores de Viseu, Rui Nogueira, que vai fazer “uma avaliação prévia e indicará as principais medidas de segurança a tomar em eventos de grande dimensão como é o caso da Feira de São Mateus”.

    O grupo vai actuar sempre em articulação com a PSP e a GNR, nos casos que ocorram dentro ou fora da área urbana e “reflecte a aposta muito forte que o Município tem vindo a fazer na área da Protecção Civil”, sublinha Almeida Henriques.

    Com um orçamento de mais de 2 milhões de euros, a Feira de São Mateus “continua autosustentável”, gerando ainda, segundo o autarca, receitas que financiam outros eventos no concelho, como são os casos dos Tons de Primavera, Festa das Vindimas, e dos Vinhos de Inverno.

  • Jogos Desportivos de Tondela cumprem este ano a 20ª edição

    Jogos Desportivos de Tondela cumprem este ano a 20ª edição

    Duas décadas depois, os Jogos Desportivos do Concelho de Tondela (JDCT) continuam a assumir, sempre em crescendo, os objectivos que presidiram ao seu lançamento: envolver praticantes de todas as idades na prática desportiva, tirando partido de um movimento associativo no qual assenta toda uma dinâmica mobilizadora que tem sido a alma do sucesso daquele que também é considerado o maior evento desportivo do concelho.

    Na apresentação da XX edição dos JDCT, que decorreu este ano integrada no Seminário «Exercício Físico, Saúde e Bem-Estar», o presidente da Câmara Municipal, José António Jesus, reconheceu não só o potencial mobilizador do movimento associativo do concelho, mas também o contributo imprescindível das juntas e uniões de freguesia, a par dos clubes e associações de modalidade intervenientes.

    Nuno Antunes, do Gabinete de Desporto do Município de Tondela, foi o responsável pela apresentação técnica dos Jogos, inserida também no debate «Actividade Física e Desporto para Todos», um painel moderado pelo vereador do Desporto, Pedro Adão. A movimentação, que continua a fazer do fair play, da inclusão e da coesão intergeracional, as grandes bandeiras dos Jogos, decorre entre 29 de abril e 7 de julho.

    As inscrições para as 20 modalidades já estão disponíveis através dos canais habituais. São elas o andebol, aquadance, basquetebol 3×3, boccia, BTT XCO, cicloturismo, damas, futebol de 7, futsal, jogos tradicionais, natação, orientação, orientação BTT, pétanca, ténis, ténis de mesa, tiro ao alvo, trail running e xadrez. Uma oferta abrangente cuja filosofia principal é, sobretudo, atrair para o desporto todos aqueles que não o praticam regularmente. E a adesão tem sido crescente. A organização, liderada pela Câmara Municipal, espera atingir, duas décadas depois, o envolvimento de 2.000 praticantes.

  • Centro preserva epopeia dos judeus de Vila Cova em Vila Nova de Paiva

    Centro preserva epopeia dos judeus de Vila Cova em Vila Nova de Paiva

    Foi inaugurado em Vila Cova à Coelheira, no concelho de Vila Nova de Paiva, o Centro da Memória Judaica. A Unidade, que integra a Rede de Judiarias de Portugal, recorre a um vasto espólio de objectos ligados a esta comunidade, para manter viva a memória da presença de judeus no seu território. “É um dia histórico”, assim o classificou José Morgado Ribeiro, presidente do Município, para quem a inauguração do Centro da Memória Judaica será uma “mais valia para promover o turismo cultural e religioso” no seu concelho.

    “Temos aqui uma oportunidade de nos mostrarmos ao mundo”, enfatizou o autarca de Vila Nova de Paiva, que conta, a partir de agora, com “a audácia”de todos os intervenientes, para que o Centro da Memória Judaica ajude a cumprir o desígnio da Rede de Judiarias de Portugal que integra como membro de pleno direito, no contexto dos 14 Municípios que a constituem.

    A inauguração aconteceu no Dia do Município de Vila Nova de Paiva. E contou, entre outros, com a presença de Celeste Amaro, directora regional da Cultura do Centro, e de Marco Batista, representante da Rede de Judiarias de Portugal. O Centro da Memória Judaica de Vila Cova à Coelheira “é uma peça do puzzle das Rotas Serafad, um projecto que vai desde Bragança até Reguengos de Monsaraz”, sublinhou Marco Batista.

    No catálogo do Centro da Memória Judaica, de Vila Cova à Coelheira, o presidente do Município considerou este equipamento com um dos vários bens culturais que contribuirá para a promoção turística do concelho. “Aqui, através de uma aprofundada investigação, procuramos desvendar mistérios e revelar uma verdade histórica que contribua para a criação de uma verdadeira identidade e valorização da memória Judaica”.

    José Morgado Ribeiro sustenta que o Centro da Memória Judaica passará a ser, a partir de agora, “o centro da descoberta da memória de uma comunidade, mas também o local de partida para a descoberta das diversas histórias que fizeram Vila Cova à Coelheira”.

    A recuperação do edifício onde está instalado o Centro da Memória Judaica  implicou um investimento de 178 mil euros parcialmente financiados pelo Programa de Desenvolvimento Rural. Acrescem mais 47 mil euros gastos na preparação de conteúdos a cargo da empresa Glorybox. Este financiamento foi obtido junto da EEA Grants , organismo que integra os Estados Membros da União Europeia e Islândia, Listenstaine e Noruega. E contou com a parceria da Rede de Judiarias do Turismo do Centro e da Secretaria de Estado da Cultura.

    O conteúdo do Centro inclui, basicamente, imagens, textos e vídeos que reportam os principais símbolos do judaísmo. E narram os tempos da inquisição e aspectos da vida da família Castro, Crasto ou Chacon, como eram conhecidos, que em segredo praticava o judaísmo. Uma família judia de origem portuguesa que se espalhou pelo mundo. “Ainda hoje continuam a usar o apelido e a manter a sua ligação histórica ao nosso país”.

    Presente na cerimónia da inauguração, a directora regional da Cultura do Centro, Celeste Amaro, regozijou-se com a abertura do Centro da Memória Judaica de Vila Cova à Coelheira. E sublinhou a importância do projecto “Rotas de Serafad”para o nosso país. A responsável espera que o encontro em que serão apresentadas as 14 rotas portuguesas, em Outubro próximo, no Centro Cultural de Belém, possa assumir-se como um “evento nacional”.

    O Dia do Município em Vila Nova de Paiva ficou ainda assinalado, como sucede todos os anos, pela entrega de medalhas aos funcionários com 15, 20 e 30 anos de serviço, algumas a título póstumo.