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  • Mobilidade de Viseu Lafões destacou-se na Feira de Barcelona

    Mobilidade de Viseu Lafões destacou-se na Feira de Barcelona

    A apresentação da Plataforma de Mobilidade Inteligente da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, foi um dos pontos altos da participação de Portugal na Smart City Expo World Congress (SCEWC), o maior evento internacional sobre a temática das Cidades e Regiões Inteligentes que decorreu em Barcelona.  A Plataforma foi apresentada durante a conferência “Mobilidade Inteligente”.

    “Tal como esperávamos, a Plataforma de Mobilidade Inteligente de Viseu Dão Lafões gerou bastante curiosidade entre a assistência, que encheu o Pavilhão de Portugal durante a conferência. As soluções que apresentámos suscitaram elogios generalizados, sendo certo que esta plataforma irá continuar a permitir melhorar os serviços públicos de transporte da região, juntando transporte publico de passageiros, serviço “Ir e Vir” e mobilidade suave. Trata-se de um novo paradigma na governança publica local, em que as pessoas e as suas necessidades são o centro da política publica”, considerou Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões. 

    Paulo Almeida, Vice-Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, confirmou o carácter inovador das soluções e projetos presentes na feira. “Muitas das propostas apresentadas são aplicáveis ao nosso território. Nesse sentido, a nossa presença em Barcelona foi muito enriquecedora para os autarcas, que levam para os seus territórios novas e inovadoras ideias para melhorar a qualidade de vida das populações. As cidades e as regiões estão a mudar em todo o mundo e a CIM Viseu Dão Lafões está a acompanhar essa mudança, como todos pudemos verificar neste evento”, sublinhou.

    A Plataforma de Mobilidade Inteligente, apresentada na feira, permite obter métricas sobre a mobilidade na região Viseu Dão Lafões, integrando dados recolhidos de várias fontes. Uma delas é o serviço de transporte flexível a pedido “Ir e Vir”, uma solução que tem como principal objetivo alargar e reforçar a oferta de transporte de passageiros, garantindo cobertura em zonas de menor densidade demográfica. Outras fontes de dados são os transportes públicos da região, tendo em consideração os diversos operadores; a aplicação de navegação Waze, com base no estado do trânsito em tempo real e em alertas sempre atualizados; o movimento nas ciclovias; a utilização de bicicletas partilhadas; e os dados geográficos obtidos em parceria com as operadoras de comunicações móveis, entre outros.

    Com esses dados, a Plataforma de Mobilidade Inteligente permite conhecer em detalhe os locais de afluência, a acessibilidade dos serviços e a evolução da bilhética, assim como analisar os congestionamentos, entre muitas outras métricas possíveis. Assim, é possível fazer uma leitura dos movimentos pendulares e perceber de forma mais precisa como as pessoas se deslocam na região. Desta forma, a Plataforma constitui uma ferramenta de grande utilidade para o apoio à tomada de decisões por parte das autarquias.

  • Especialistas avaliam potencialidades da marca Vouzela

    Especialistas avaliam potencialidades da marca Vouzela

    O CEIT – Centro Estratégico de Inovação Territorial e a Coimbra Business School | ISCAC encontram-se a desenvolver um estudo diagnóstico sobre o modelo de gestão da marca Vouzela. A iniciativa insere-se no âmbito do Portugal Branding – Programa Nacional de Desenvolvimento de Marcas Territoriais, que, após o seu lançamento, tem vindo a trabalhar com diversos municípios no mapeamento e identificação das melhores práticas de gestão de marcas territoriais em Portugal.

    Especialistas avaliam potencialidades da marca Vouzela

    Neste contexto, uma equipa de especialistas encontra-se a analisar criteriosamente a marca Vouzela através de uma matriz de avaliação que abrange diversos pilares desde a governação, identidade e perceção da marca, visão estratégica, modelo operacional e a avaliação e monitorização.

    Para Cristóvão Monteiro, presidente executivo do CEIT – Centro Estratégico de Inovação Territorial, “o objetivo do estudo, além de poder identificar as melhores práticas de gestão da marca, é apoiar o município de Vouzela na deteção de oportunidades de melhoria e recomendações de evolução para uma autêntica operação estratégica de branding e de marketing territorial.”

    A marca Vouzela tem vindo cada vez mais a consolidar a sua reputação no contexto regional e nacional através de um posicionamento claro orientado para a sustentabilidade em toda a sua amplitude. Ao mesmo tempo que respeita e valoriza o seu passado, consegue lançar-se rumo ao futuro estimulando o seu espírito empreendedor e criando um constante ambiente de renovação e crescimento para a comunidade, investidores e turistas, aponta o responsável.

    O referencial estratégico que suporta o modelo de avaliação foi desenvolvido ao longo de dois anos por docentes e investigadores e visa estabelecer um padrão científico na gestão de marcas territoriais, proporcionando orientações claras para a melhoria da estratégia de branding e marketing territorial.

    “Sabemos como a nossa marca reflete a identidade do nosso concelho e a força do nosso território. Mas é importante para nós perceber como é que ela é vista ou percecionada por quem estuda estas matérias, em que fase do seu ciclo de vida se encontra, o que podemos fazer para melhorar a sua performance, entre outras informações ou orientações importantes que este estudo nos poderá dar”, considera Carlos Oliveira, vice-presidente da Câmara Municipal de Vouzela.

  • Ceramista de Molelos expõe na Bienal Internacional de Aveiro

    A ceramista de Molelos, Xana Monteiro, é uma das dezenas de artistas com trabalhos expostos na 16ª edição da Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro. O evento iniciou-se a 28 de outubro e só termina a 28 de janeiro de 2024.

    Ceramista de Molelos Xana Monteiro expõe em Aveiro

    Xana Monteiro foi uma das 80 artistas selecionadas pelo júri para o concurso internacional, num total de 563 candidatos de 63 nacionalidades diferentes. A este concurso a ceramista apresentou a peça “Silêncio perdido”, que está agora em exposição no Museu de Aveiro.  A artista tem ainda outros trabalhos na bienal, nomeadamente numa exposição coletiva que reúne obras de vários ceramistas com o carimbo da Academia Internacional de Cerâmica.

    Nesta mostra, patente na Galeria Morgados da Pedricosa, Xana Monteiro apresenta as criações “Escadaria para o paraíso” e “Valsa Lenta”, ambas com peças de barro negro.

    No âmbito de uma parceria entre a Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro e sua congénere de Riga, a ceramista tem também exposta a peça “Ouro Branco Tinto Sangue”, criada para a bienal aveirense em 2019, numa mostra coletiva patente ao pública na capital da Letónia.

    O vice-presidente da Câmara de Tondela e vereador da Cultura, João Carlos Figueiredo, esteve presente na abertura da Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro e acompanhou de perto os trabalhos exibidos pela ceramista Xana Monteiro.

     

  • Município de Viseu planta mais 675 árvores na cidade

    O Município de Viseu vai proceder à plantação, ao longo deste outono, de um total de 675 árvores. No Parque Aquilino Ribeiro e na Mata da Quinta do Bosque serão plantadas espécies de carvalho-alvarinho (Quercus robur); já na Avenida 25 de Abril, proceder-se-á à plantação de 6 espécies de Tília tomentosa. Outros espaços da cidade serão também contemplados.

    Para além disso, e no âmbito da empreitada de rearborização e criação de zonas de sombra, a decorrer no Parque Urbano de Santiago, serão, igualmente, consideradas 335 novas árvores para plantação.

    “Levamos muito a sério a qualidade de vida das gerações atuais e futuras e essa é uma preocupação que se traduz no trabalho diário e cuidado pela manutenção da nossa cidade, por parte de todos os nossos técnicos e colaboradores”, sublinhou o Presidente da Câmara Municipal de Viseu. “Aliás, as nossas estratégias de planeamento e boas práticas nesta área são reconhecidas e, neste campo, tenho de destacar a visita da Câmara de Ílhavo, nomeadamente do seu Presidente e colaboradores da área do Ambiente, que, na passada semana, estiveram em Viseu para contactar, precisamente, com alguns dos nosso projetos e métodos de trabalho”, afirmou o autarca.

    “É uma iniciativa que destaco com especial agrado, estando certo que a colaboração e partilha de conhecimentos e experiências entre cidades é decisiva para o seu desenvolvimento”, concluiu.

  • Nova Urgência do Hospital de Viseu quase duplica atendimento de doentes

    Nova Urgência do Hospital de Viseu quase duplica atendimento de doentes

    No dia 29 de março de 2023 – três anos depois do lançamento da obra que tinha um prazo de execução de 400 dias e um investimento global de 6,4 milhões de euros -, a nova Urgência Polivalente do Hospital de Viseu abriu em pleno as suas portas. Entre os múltiplos benefícios que da abertura destes serviços resultam para os utentes, uma coisa está à partida assegurada: a nova unidade quase duplica o atendimento, que passa dos 250 para os 400 doentes diários. A abertura e a entrada em funcionamento do novo serviço, irá implicar o encerramento do espaço modular que durante os últimos anos serviu de apoio às Urgências do Hospital de Viseu.

    Durante uma visita técnica às novas instalações, o diretor do Serviço, Miguel Sequeira, explicou que a nova estrutura terá capacidade para passar das 250 para 400 admissões diárias de utentes, em condições que anteriormente não existiam. “Esta Urgência, em primeiro lugar, traz mais área que era o que nos estava a faltar. (…) Para além disso, tem outras condições em termos de espaço, com muito mais iluminação natural, espaços mais iluminados e muito mais agradáveis”, afirmou.

    O novo Serviço de Urgência, além da renovação de todos os equipamentos, introduz alguns conceitos de funcionamento inovadores como, entre outros, a separação de doentes por prioridade em função da cor da pulseira que lhes é atribuída na triagem. “É permitida, com este espaço, uma separação clara em termos físicos dos doentes ditos não urgentes, dos doentes ditos urgentes”, explicou Miguel Sequeira, situação que, na sua opinião, permite também “evitar cruzamentos por áreas clínicas, o que acontecia, muitas vezes, anteriormente”.

    O diretor da Urgência considera que o doente que vai ao Serviço, ao ficar alocado ao espaço em função da sua situação, disporá de todos os recursos de que precisa “que são canalizados para esse espaço, sem haver necessidade de se deslocar”, o que apenas acontecerá para a realização de exames em que sejam necessários outros meios técnicos.

    A entrada em funcionamento no novo Serviço de Urgências do Hospital de Viseu, implica o reajustamento do quadro de enfermagem. Segundo o responsável, o aumento da área do Serviço e a sua consequente dispersão assim o exige. O mesmo não acontece no quadro dos médicos, cujo aumento de profissionais não está previsto. “Com os novos espaços também conseguimos um nível de organização um bocadinho diferente e melhor, ou seja, em termos de eficiência acho que vamos melhorar com o mesmo número de recursos que tínhamos anteriormente”.

    A possibilidade de os familiares dos doentes que acorrem ao Serviço de Urgência poderem acompanhá-los no interior, é uma situação que está a ser estudada.

  • 19 concertos e 200 músicos no Festival Internacional da Primavera de Viseu

    19 concertos e 200 músicos no Festival Internacional da Primavera de Viseu

    Por: Carlos Vieira e Castro

    De 1 a 21 de Abril, decorrem, em seis espaços da cidade de Viseu – Teatro Viriato (TV), Aula Magna do IPV (IPV), Museu Nacional Grão Vasco (MNGV), Pavilhão Multiusos (PM), Igreja da Misericórdia (IM) e Igreja Nova (IN), – o 16º Festival Internacional de Música da Primavera, organizado pela PROVISEU, associação para a promoção de Viseu e região, proprietária do Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão.

    José Carlos Sousa, director artístico desta iniciativa que já colocou Viseu no roteiro mundial dos festivais de música erudita, em conferência de imprensa, no passado dia 21, fez notar que alguns dos vencedores do Concurso Internacional de Piano de Viseu já venceram alguns dos melhores concursos internacionais de piano, como foi o caso do canadiano Bruce (Xiaoyu) Liu, que venceu o Concurso de Viseu, em 2019 e também foi o vencedor do Concurso Internacional de Piano Frédéric Chopin, em Varsóvia, em 2021; ou Illia Ovcharenko que venceu o Concurso de Viseu, há dois anos, e ganhou no ano passado o Concurso Internacional de Piano de Honens, Canadá. Este ucraniano, que já venceu mais de 20 concursos internacionais de piano, dará um recital, este ano, no MNGV, no dia 12, pelas 19 horas, transmitido pela Antena 2. A final do 3º Concurso Internacional de Piano de Viseu ocorrerá no dia 8, pelas 21h., no TV.

    O Festival arrancou no dia 1, com o tradicional Concerto da Primavera, pelos professores do Conservatório de Viseu, no IPV, pelas 21horas. No dia 2, foi a vez do Concerto de Laureados do 14º Concurso de Instrumentistas do Conservatório, no IPV, 15h/17h. No dia 4, no TV, pelas 21 h., subiu ao palco “Volver, Paraísos Perdidos”, de Ismail Parra (violino) e Maria Gabriela Quel (piano), com coreografia e dança de Agustiba Fitzsimons. Trata-se de uma criação original para piano e dança, inspirada no tango de Gardel, evocativo da nostalgia, do desejo e do medo de voltar ao passado, com obras de Ginastera, Piazzolla e Beytelmann.  Dia 5, no TV, às 21 h., o multipremiado em competições internacionais Duo de Piano “Yadaïn” (“as duas mãos”, em hebreu e árabe) de Joseph Birnbaum e Dina Bensaïd, traz-nos uma mensagem de diálogo e de respeito entre as culturas judaica e islâmica, com obras de Gershwin, Barber e Dvorják. Dia 6, no TV, 21h., uma estreia de obras co-encomendadas a compositores portugueses, música de câmara contemporânea com electrónica, pelo Sond’ar-te Trio. No dia seguinte, pelas 19h, na IN, o Quarteto Camões (de cordas) interpreta “Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz”, de Haydn, com narração de Mário João Neves. Dia 11, a Antena 2 transmitirá em directo do MNGV, pelas 19h., “Du Côté de Chez Proust”, recital de Viola e Piano no centenário da morte de Proust, por João Pedro Delgado e Hélder Marques; e, pelas 21 h., o Trio Gaon (Koreia e EUA), multipremiado internacionalmente, tocará obras de Debussy, Jean Françaix e Ravel. No dia 12, no MNGV, a seguir ao recital de Ovcharenko, acontecerá, pelas 21 h., mais uma estreia: a obra “TO_mbeau(2023, primeira parte)  de Carlos Lopes, pelos “Ars ad Hoc” que tocarão também “Atropos” [2022], de João Moreira, e ainda obras de Schubert e Stravinsky (Suite nº 2 de Petrouchka, numa estreia absoluta do arranjo para quinteto  flauta, clarinete, violino, violoncelo e piano). No dia 13, no IPV, pelas 21h, FIL’MUS2, filme (e não só) musicado ao vivo por Miguel Cardoso, Rodrigo Neves, Nuno Silva, André Cardoso e Rui Lúcio. O sucesso de Fil’Mus, de 2010, augura um espectáculo excelente e divertido para públicos de todas as idades.  No dia seguinte, sexta, no MNGV, pelas 21h., Música Portuguesa Para Guitarra: obras de Fernando Lapa, compositor fundamental da música contemporânea em Portugal, nas últimas três décadas. Sábado, 15, pelas 19h., no IPV, a Banda Sinfónica Portuguesa, dirigida por Jordi Francês, tocará “Reminiscências Sinfónicas Portuguesas”, com a participação de Carlos Ferreira, clarinetista principal da Orquestra Nacional de França. E no Domingo, pelas 17h., no PM, teremos uma Gala de Ópera pela Orquestra Filarmonia das Beiras, dirigida por António Vassalo, com o tenor Carlos Guilherme, a soprano Isabel Alcobia, o baixo Nuno Dias e a mezzo-soprano Rafaela Veiga que cantarão áreas famosas do repertório operático.

    No dia 19, na IM, pelas 21h., os guitarristas Alejandro García (1ª parte), com mais de 40 prémios internacionais, incluíndo o de vencedor do Concurso Internacional de Guitarra de Viseu, em 2022, e Manuel Toucinho (2ª parte), com vinte prémios nacionais e internacionais, interpretarão obras de J.S. Bach, Albéniz e Regondi. No dia 20, pelas 21h., subirá ao palco do TV “A Laugh to Cry”, ópera multimédia do poeta e compositor, Miguel Azguime, uma reflexão actualíssima sobre a destruição da memória, a devastação da Terra, a guerra e o colapso da humanidade, pelo Sond’Ar-te Electric Ensemble (sete instrumentistas, três cantores e dois narradores), dirigido por Pedro Neves.

    O encerramento desta 16ª edição do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu fica a cargo da Orquestra XXI, que reúne músicos portugueses residentes no estrangeiro, dirigidos por Dinis Sousa, com Jonathan Harvey e Mozart no programa. No IPV, pelas 21 horas.

    Os bilhetes, a preços acessíveis de 2,50 €, excepto os concertos de orquestras que serão de 5 €, estão à venda no “site” do Festival, no Conservatório ou, uma hora e meia antes dos espectáculos, nos respectivos locais.

    Estiveram também presentes na Conferência de Imprensa o presidente da Proviseu, António Raínho, que realçou o papel da Cultura no desenvolvimento regional, e a vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Viseu, Leonor Barata, que considerou que o esforço do município no apoio a este “evento âncora” tem “uma retribuição imediata”, dado ser um motor de desenvolvimento económico, como reconhecem as empresas e instituições que também o financiam enquanto mecenas. Enfatizou ainda a importância dos concertos pedagógicos na divulgação da música clássica a públicos com menos oportunidades de acesso, uma vez que “não se pode gostar do que não se conhece.”

  • Craft Turismo Criativo Viseu Dão Lafões apresentado em Penalva do Castelo

    Craft Turismo Criativo Viseu Dão Lafões apresentado em Penalva do Castelo

    Foram apresentados em Penalva do Castelo, os resultados da implementação do projeto CRAFT-Turismo Criativo Viseu Dão Lafões, que contou também com a participação num dos painéis do Instituto Politécnico de Viseu, através de uma comunicação da professora Cristina Barroco, sobre o tema Turismo Cultural e Criativo e da DG Artes que expôs o programa Nacional para o Saber Fazer. À empresa OPINUN, Lda contratada pela ADD- Associação de Desenvolvimento do Dão para a execução física do projeto, coube a apresentação dos resultados desta ação de qualificação territorial.

    A execução do projeto juntou em parceria ativa a ADD – Associação de Desenvolvimento do Dão e a Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões e visou a estruturação do produto turístico cultural, com base na valorização e promoção dos ativos patrimoniais endógenos intrínsecos às artes e ofícios (recursos, técnicas e artesãos), como elementos de diferenciação e competitividade do território ADD (Aguiar da Beira, Nelas, Mangualde, Penalva do Castelo e Sátão), através de ações de qualificação da cadeia de valor, e promoção da diversificação de experiências temáticas suportadas numa rede de parcerias de agentes públicos e privados, locais e regionais.

    Na sessão de Capacitação e Apresentação de Resultados do Projeto CRAFT – Turismo Criativo, Emanuel Ribeiro, da ADD, concluiu que “este é apenas o ponto de partida e não de chegada, de um projeto que pretende ter a continuidade compatível com a importância que detém na coesão e valorização do território”.

    O Craft Turismo Criativo (Viseu Dão Lafões), visa assim combater as fragilidades socioeconómicas do território ADD, contribuindo para a diversificação da sua economia, por via de um projeto de natureza imaterial de valorização, qualificação e promoção turística baseado nos recursos identitários e ativos patrimoniais culturais imateriais – artesanato e saber-fazer, envolvendo a participação ativa das comunidades locais.

    Contribuir para a afirmação do território de intervenção da ADD e da própria Região CIM Viseu Dão Lafões como destino turístico de excelência, reforçando a sua atratividade e contribuindo para o aumento do número de visitantes e da sua estadia média; para a sustentabilidade e competitividade do território, e o desenvolvimento de novos produtos turísticos, associados ao produto turístico âncora intermunicipal Turismo Cultural, através de um programa que atua nas diversas dimensões da cadeia de valor, qualificação, estruturação, ativação e promoção, são os objectivos do projecto Craft Turismo Criativo (Viseu Dão Lafões)

    Entre os  objetivos operacionais a perseguir, o projeto destaca o desenvolvimento de novos roteiros de visitação e de experiência; atracão de novos públicos nacionais e internacionais; promoção da qualificação dos agentes e operadores dos territórios de intervenção da ADD, públicos e privados, que operam na cadeia do setor turístico; e a participação de agentes privados e públicos do tecido institucional, cultural, turístico, social e económico dos territórios para dinâmicas de empreendedorismo e para a realização de projetos inovadores em parceria.

  • CIM Viseu Dão Lafões reforça rede ciclável intermunicipal

    CIM Viseu Dão Lafões reforça rede ciclável intermunicipal

    A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões promoveu, com os municípios envolvidos, uma reunião que marcou o arranque do projeto do Plano de Ecovias da Região Viseu Dão Lafões. Objetivo, “promover o desenvolvimento de uma rede ciclável que irá concretizar a ligação entre as infraestruturas já existentes, nomeadamente a Ecopista do Dão, a Ecopista do Vouga (em fase final de construção) e a Ecovia do Mondego (também em fase final de construção) e os demais municípios de Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo, Sátão e Vila Nova de Paiva, todos envolvidos neste projeto.

    Durante os próximos meses serão desenvolvidos os trabalhos tendentes à elaboração do estudo prévio para a elaboração do Plano de Ecovias da CIM Viseu Dão Lafões.

    Segundo o presidente da CIM Viseu Dão LafõesFernando Ruas, esta iniciativa, a que hoje demos o tiro de partida, assume múltiplas vertentes relacionadas com o desenvolvimento do território. Por um lado, temos a vertente ligada à atividade física e do lazer, na medida em que esta rede vem democratizar e promover uma maior fruição do espaço público intermunicipal por todos. Na questão ambiental, reforça a aposta intermunicipal em novas formas de mobilidade suave, apostando numa maior sustentabilidade territorial, permitindo a diminuição do uso do automóvel, em alguns trajetos dentro dos municípios e entre eles, com benefícios evidentes ao nível da redução de emissões de CO2″. 

    De acordo com Nuno Martinho, secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões“é com muita satisfação que a CIM dá este primeiro passo para alargarmos de forma integrada a rede intermunicipal de vias cicláveis. Esta será uma obra estruturante para toda a região, na medida em que irá conferir novas oportunidades de vivência do território”

    Atualmente, a nível intermunicipal, a região conta com a Ecopista do Dão (49km) e com a Ecopista do Vouga (66km). Em termos de ligação a territórios vizinhos, a Ecovia do Mondego (41km) faz a ligação à Região de Coimbra.

    A estas três infraestruturas, que entre elas atravessam os municípios de Santa Comba Dão, Tondela, Viseu, São Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades, com o Plano de Ecovias da Região Viseu Dão Lafões, associar-se-ão os municípios de Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo, Sátão e Vila Nova de Paiva numa rede intermunicipal exclusivamente dedicada à mobilidade suave.

  • Entrevista a Rui Cortes, professor catedrático da UTAD

    Entrevista a Rui Cortes, professor catedrático da UTAD

    “EXTRAÇÃO DE LÍTIO A CÉU ABERTO COMPORTA RISCOS GRAVES”

     

    Portugal é um País inteligente? É um território organizado, inclusivo e sustentável?

    Uma pergunta difícil, mas do ponto de vista ambiental não é um país sustentável e será cada vez menos à medida que as alterações climáticas se vão fazendo sentir com maior intensidade. Repara-se que os fogos florestais se tornam incontroláveis em todos os períodos estivais mais secos e quentes, onde cada vez mais se ultrapassam os 100.000 há-de área ardia. Note-se que em 2022 foram mais de 22 mil hectares que arderam, apenas numa única semana e num só local – o Parque Natural da Serra da Estrela. Por outro lado, associado com os fogos florestais vêm os problemas erosivos e a desertificação. Este fenómeno da desertificação está relacionado com os fatores climáticos, mas também com as atividades humanas, nomeadamente a sobre-exploração da água e dos solos pela agricultura superintensiva, ou com o uso excessivo dos agroquímicos. Mas se virmos as sucessivas políticas governamentaisnotamos que tem havido uma desvalorização da Rede Ecológica Nacional e da Reserva Ecológica Nacional, destruindo-se territórios de grande interesse conservacionista. Por outro lado, aumenta-se ainda mais a área destinada à agricultura intensiva e o correspondente uso da água, designadamente com o projetado aumento das áreas de regadio (veja-se o plano Tejo que prevê mais 6 barragens), ou seja, temos um planeamento que segue uma direção completamente oposta à cada vez maior escassez de água. Note-se que os 6 anos mais secos de sempre foram registados nos últimos 20 anos…

    Como analisas o presente e o futuro das indústrias extrativas no nosso território, nomeadamente a estratégia de exploração do lítio, aprovada em 2018 pelo governo do PS? Lembrando que o valor de produção desta indústria, que cria prejuízos ambientais e sociais, poderá valer mais de dois mil milhões de euros por ano e que emprega/empregará mais de 12.000 pessoas, como anular os impactos associados a este negócio?

    Existe uma visão dos políticos que nos dirigem e dos principais agentes económicos que o interior serve apenas para a exploração dos recursos naturais, seja para a extração do lítio, para construir barragens, espalhar painéis fotovoltaicos ou eólicas, ou ainda para a monocultura do eucalipto. Falei atrás na desertificação do território, mas preocupa-me também a desertificação humana. Como não foi definida uma política que desse autonomia às Regiões, todos os lucros destas explorações são drenados e não ficamonde é necessário. Qual o emprego fixo gerado com aquelas atividades? A mão de obra criada limita-se praticamente à fase de instalação. Pior, as áreas submersas pelas albufeiras ou cobertas pelos painéis fotovoltaicos implicam a deslocalização das atividades económicas aí existentes e a destruição dos habitats. O mesmo acontece nas áreas sujeitas a fogos florestais recorrentes, onde, ao fim de algum tempo, com a perda de solo os terrenos ficam completamente inférteis.

    A extração do lítio, bem como de outros metais raros, como qualquer outra operação de mineração, tem impacto no ambiente. Os processos extrativos a céu aberto, como é o caso de muitas das propostas apresentadas, comportam riscos graves. Saliento a intrusão na paisagem natural e a destruição dos ecossistemas e dos valores naturais como resultado dosprocessos de extração, mas também pelotratamento e transporte do minério. Refiro a libertação de partículas em grandes quantidades sobre a vegetação envolvente num grande raio de influência, as quais afetam também a saúde das populações vizinhas, aliás, só a magnitude do ruído nas zonas envolventes tornará a vida insuportável para muitos habitantes. Os próprios aquíferos e linhas de água superficiais, são afetados, diminuindo a qualidade da água para a agricultura e abastecimento público. É um facto que as concessões irão originar rios de dinheiro. Mas o que fica no território? E como se compensará a degradação do ambiente?

     

    Qual é a melhor forma de conciliar os interesses estratégicos da UE pelo Lítio e por outros negócios, nomeadamente pela geração de energia fotovoltaica, com a sustentabilidade ambiental e a defesa dos interesses das populações que residem nas áreas propostas para tais explorações?

    Creio que na resposta anterior já enquadrei este problema. A Regionalização seria muito importante para a defesa dos interesses das populações. A questão é que as renováveis por si só não vão resolver o problema do aquecimento global, apesar de permitirem alguma mitigação a nível de emissões de gases de efeito de estufa. A verdade é que o capitalismo precisa dum crescimento contínuo, dum aumento contante da produção e do de consumo (o chamado produtivismo), razão pela qual o 6º Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas _IPPC_ reportou um aumento global de emissões em 1,3% na última década. Na verdade é impossível equacionar a sustentabilidade ambiental num cenário de manutenção do sistema capitalista, por mais que o designado capitalismo verde ou ecocapitalismo, para o qual a tecnologia tudo pode fazer, designadamenteteria a capacidade de fazer infletir o aquecimento global, em conjunto com os mecanismos de regulação (que melhor exemplo do que o mercado do crédito de carbono, em que um crédito vale uma tonelada de dióxido de carbono equivalente). Na verdade,apesar destas ideias sedutoras, caminhamos para o abismo…

     

    Qual é o problema da nossa floresta, que é 85% propriedade de privados?

    O problema não é só apenas 2% da floresta pertencer ao Estado. A restante propriedade (exceto a propriedade comunitária / baldios, que ocupa 13%), é na maioria minifúndio. Por exemplo, no Norte do país a propriedade média não ultrapassa os 0,5 ha. Se disser que uma exploração florestal para ser rentável necessita entre 4-5 ha, é fácil perceber a razão pela qual a floresta se encontra ao abandono. Portugal é mesmo o país da Europa onde o Estado detém menos propriedade, o que complica também ações integradas para criação duma floresta mais resiliente em larga escala. É uma situação que já vem do século XIX, onde, com o fim das ordens religiosas (a Igreja detinha mais de 70% da floresta…), através de leilões a propriedade passou para particulares. Estes foram dividindo as propriedades através dos testamentos sucessivos, até chegarmos a uma situação de propriedade extremamente reduzida, pulverizada e sem emparcelamento, e em que se perdeu em muitos casos o conhecimento dos verdadeiros donos (ausência de cadastro ainda em mais de 30% da propriedade rural). Os outros países criaram mecanismos para evitar esta divisão extrema da propriedade de geração para geração, mas entre nós isto apenas surgiu há 4 anos atrás.

    Portanto o desígnio tem de ser a agregação da propriedade, devendo ser criados mecanismos de forte apoio à criação de Associações Florestais, Zonas de Intervenção Florestal ou Unidades de Gestão Florestal. E esse apoio é escasso…Muito se melhorou neste campo do associativismo, mas longe de ser suficiente. Um aspeto que reputo de grande importância é a recente criação dos Planos de Reordenamento da Paisagem (PRGP), que procuram transformar as zonas de elevado risco de incêndio. Foi introduzida a figura da remuneração dos serviços de ecossistema, isto é o proprietário é remunerado se proteger a sua floresta e incrementar o seu valor para a biodiversidade, proteção do solo ou armazenamento de água. Deste modo, procura-se que, em vez da procura por espécies de rápido crescimento, tenhamos um ecossistema florestal mais diverso, de elevado valor ambiental e resistente aos incêndios. Vamos ver como isto vai ser aplicado…o processo encontra-se em elaboração, há dinheiros do PRR para esses PRGPs até 2030, mas…

     

    Que caminho estás disposto a percorrer para lutar contra o neoliberalismo; a favor das conquistas de Abril?

    O neoliberalismo é atrativo para os jovens pela maneira como tem vindo a ser vendido. A ideia do individualismo atroz, de triunfar e enriquecer rapidamente, a ilusão do empreendedorismo, das start-ups, dos nómadas digitais e das web summits, tudo isto é veiculado pelos gurus da economia e por toda a comunicação social, obviamente financiada pelo capitalismo. Para essa gente, o Estado tem de emagrecer, é necessário privatizar tudo, pagar menos impostos e fechar os olhos à evasão fiscal, apelidada pelo chico espertismo de “engenharia financeira”. Aliás, é o que se ensina nas Universidades, designadamente nos MBA,onde são inculados de modo acrítico os modelos neoliberais vindos de universidades americanas. financiadas pelos patrões da finança e da indústria (foi assim que surgiu a Escola de Chicago que tanta miséria criou nos EUA e na América Latina). Gastar no SNS, na proteção social, na integração dos imigrantes, em bolsas para os estudantes, tudo isso é supérfluo…É afinal a competição que vai fazer emergir os melhores, isto é, se não vences não prestas e se acreditares em ti vais enriquecer. Como é que a IL tem tantos votantes e a Cristina Ferreira enche o Altice Arena? De facto, após Abril de 1974 milhões procuraram criar uma sociedade mais justa mas, ao contrário, a ideologia neoliberal capitaliza exatamente a miséria social e o descontentamento que criou para manipular esses descontentes no sentido duma sociedade cada vez mais desigual, intolerante e manipulada através os meios de comunicação e das redes sociais.

    Luís Mouga Lopes

  • Caminho dos Monges liga Lamego a Tarouca

    Caminho dos Monges liga Lamego a Tarouca

    Os municípios de Lamego e Tarouca estão definitivamente ligados pelo Caminho dos Monges. O percurso pedestre abriu ao público para ser usufruído em todo o seu esplendor, com o objetivo de atrair e fixar os turistas no território e, simultaneamente, potenciar o desenvolvimento da economia local.

    O investimento de mais de 400 mil euros, conduz a uma experiência inovadora, com foco em quatro pilares principais: cultura, património, natureza e gastronomia. Este é o primeiro percurso pedestre de Grande Rota associado diretamente a núcleos arquitetónicos da Ordem Monástica de Cister, situado nas regiões Vinhateiras do Távora-Varosa e do Douro.

    Com uma extensão aproximada de 41 quilómetros, 21,2 dos quais pertencentes a Tarouca e 19,8 a Lamego, o Caminho dos Monges representa um projeto intermunicipal de Ecoturismo Cultural, que nasce a partir da união de esforços dos dois municípios.

    Durante todo o percurso, é visível o vasto legado da ordem cisterciense no Vale Varosa, que agrega património histórico e cultural de características únicas a uma paisagem natural diversificada e preservada. No total, estão presentes 27 pontos de interesse, só no que respeita a património edificado. No entanto, é também através da grande diversidade de fauna, flora, parques ribeirinhos e da possibilidade de degustação das melhores iguarias do território, como são exemplos os espumantes do Vale do Varosa, de Tarouca e Lamego, os vinhos do Porto e os vinhos de mesa do Douro, que o Caminho dos Monges se torna um projeto tão enriquecedor.

    Em suma, trata-se de uma oferta verdadeiramente diferenciadora do território, assente no saber secular dos monges e nos seus usos e tradições, que culmina numa fruição turística memorável, capaz de colocar este caminho como alternativa certeira aos já existentes portugueses.

    A empreitada do Caminho dos Monges foi financiada em 65% pelo Turismo de Portugal, através da Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior, tendo sido o restante valor assegurado pelos municípios de Lamego e Tarouca.

    Nos dias 16 e 23 de abril, decorrem as caminhadas inaugurais, nos concelhos de Tarouca e Lamego, respetivamente. Contemplam transfere a meio dos percursos e almoço convívio, com inscrição gratuita, mas obrigatória.