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  • Comando Regional da Protecção Civil vem para Viseu

    Comando Regional da Protecção Civil vem para Viseu

    O Município de Viseu congratula-se com o anúncio feito pelo Ministro da Administração Interna de que Viseu receberá um dos cinco centros regionais da Proteção Civil do País. De Almeirim para o comando de Lisboa e Vale do Tejo e, em Loulé, para a coordenação do Algarve, Viseu receberá o terceiro comando regional até agora anunciado. Para servir toda a Região Centro, já a partir do segundo semestre deste ano.

    O facto de ter uma localização privilegiada, e ser já um polo significativo de resposta aérea, foram alguns dos argumentos avançados pelo Ministro Eduardo Cabrita para justificar o Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato como “o local adequado” para a instalação do comando de proteção civil de toda a Região Centro.

    “O nosso aeródromo municipal é hoje uma infraestrutura atrativa e bem preparada, no sentido de radicar mais serviços de socorro e de proteção civil, para além de atividades económicas”, entende o Presidente da Câmara Municipal, Almeida Henriques, sublinhando a certificação desta infraestrutura “com nota máxima”, pela ANAC.

    Em Viseu, onde assinou o alargamento do Contrato Local de Segurança a bairros periurbanos e do reforço no centro histórico, o membro do Governo reconheceu que, “pelas suas características de localização, pelas ligações que tem no âmbito da Região Centro, pela proximidade a áreas onde se manifestam riscos significativos, pela estrutura que já hoje temos de localização de um pólo significativo de resposta aérea, Viseu é o local adequado para a localização desse comando regional”

    Para além do comando regional, o Município de Viseu está disposto a assumir maiores responsabilidades no domínio da Proteção Civil, tendo manifestado ao Ministro da Administração Interna disponibilidade para acolher a redundância ao Comando Nacional de Proteção Civil (CNOS).

    Almeida Henriques garante que o Município está “disponível para continuar a qualificar o aeródromo, que tem um papel com muito potencial no quadro da cidade-região”, desde que o Estado Central acompanhe esse esforço.

    Para o efeito, o Ministro da Administração Interna foi sensibilizado para a importância da construção de três hangares de apoio a toda a estrutura de Proteção Civil, incluindo o INEM, cuja aeronave está a atuar a partir de Viseu.

  • Hospital deve um milhão de euros de água que consumiu e não pagou

    Hospital deve um milhão de euros de água que consumiu e não pagou

    Tudo indica que um erro na leitura do contador de água do Hospital de São Teotónio, alegadamente cometido ao longo de duas décadas, esteja na origem da gastos, não contabilizados, na ordem de um milhão de euros. Uma dívida que pesa nas receitas dos Serviços Municipalizados de Viseu. O alerta para este caso foi deixado pelos vereadores do Partido Socialista, numa das últimas reuniões do executivo municipal. “Um erro muito grosseiro”. É assim que o classifica o vereador socialista, Baila Antunes.

    “Ao longo de mais de 20 anos – desde o arranque do Hospital – o consumo de água lido e cobrado pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Viseu (SMAS) no Centro Hospitalar Tondela-Viseu / Hospital de São Teotónio foi dez vezes inferior ao consumo real. Este erro grosseiro não foi corrigido, ou sequer detetado, por colaboradores dos SMAS, sejam leitores-cobradores, canalizadores, encarregados, aferidores de contadores, coordenadores técnicos, técnicos, técnicos superiores e demais cadeia hierárquica, culminado na responsabilidade política”, critica o vereador.

    Na prática, apurou-se, as pessoas responsáveis pela contagem da água naquele estabelecimento hospitalar, passaram à frente da responsabilidade de multiplicar por dez o consumo registado num determinado contador. No qual constava a referência “X 10”. Daí que apenas um décimo do consumo tenha sido considerado ao longo dos últimos 20 anos.

    Numa estimativa “muito por baixo”, a preços actuais, os vereadores do PS apontam para um prejuízo na receita do SMAS num valor à volta de 1 milhão de euros.

    O Município de Viseu já fez saber que está a negociar com o Ministério da Saúde, uma solução para este caso.

    Para o PS “é perfeitamente injusto e incompreensível que as responsabilidades e sanções disciplinares sejam atribuídas aos trabalhadores com categoria laboral inferior. Muitos mais factos e responsabilidades há a apurar sobre este caso, exigindo uma abordagem mais ampla e incisiva”.

     

  • Termas do Carvalhal na Comissão Executiva do Termas Centro

    Termas do Carvalhal na Comissão Executiva do Termas Centro

    As Termas do Carvalhal passaram a integrar, pela primeira vez, a Comissão Executiva do PROVERE – Termas Centro. Este programa visa fomentar a dinamização de atividades económicas alicerçadas na valorização de recursos endógenos, neste caso, o Termalismo, um setor com enorme potencial e que tem de ser valorizado.

    “Constitui um enorme orgulho para o Município de Castro Daire todo o reconhecimento e confiança depositada nas Termas do Carvalhal pelos restantes consorciados, fruto também do forte dinamismo e crescimento registado no último ano. É também a enorme oportunidade para as Termas do Carvalhal estarem presentes, e contribuírem de uma forma direta, na construção de toda a estratégia de desenvolvimento para o setor termal da região centro nos próximos anos.

    A nossa determinação, visão e estratégia são os nossos compromissos para com a Comissão Executiva do PROVERE Termas Centro”, sublinha o presidente da Autarquia, Paulo Lemos.

    Realizou-se ainda em Castro Daire, no Centro de Interpretação e Informação do Montemuro e Paiva, no passado dia 30 de janeiro, a primeira reunião desta nova Comissão Executiva.

  • Estudantes desenvolveram aplicação de apoio turístico à EN 2

    Estudantes desenvolveram aplicação de apoio turístico à EN 2

    Estudantes da Licenciatura de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra (FCTUC), João Paiva (natural de Castro Daire), Tiago Ribeiro, Jason Wrisez e João Calhau, desenvolveram uma aplicação no âmbito da unidade curricular “Processos de Gestão e Inovação”. Esta aplicação, “EN2 – APP” é uma aplicação de apoio turístico à Rota da Estrada Nacional 2.

    Para além de ser a mais extensa estrada nacional portuguesa, a EN2 é uma rota importante para o desenvolvimento no interior do país. Conscientes da evolução e potencialidade turística que esta tem, graças ao trabalho implementado pela Associação de Municípios da Rota, os alunos tiveram conhecimento da criação do Passaporte da N2, objeto que obteve muita adesão e que se tornou numa referência e motivação para muitos turistas que a percorrem.

    Com base em algumas pesquisas, os alunos da Universidade de Coimbra verificaram que existia uma dificuldade associada ao preenchimento completo daquele passaporte, motivo que os levou a desenvolver o Passaporte Digital da N2 através de uma App móvel, baseada na leitura de códigos QR. Esta aplicação consiste num passaporte digital onde se poderão “carimbar” digitalmente os municípios atravessados na rota, assim como encontrar informações úteis sobre a mesma.

    O Município de Castro Daire, em nota enviada à comunicação social, congratula-se com este e mostra-se disponível para “colaborar e apoiar “ novos projetos nesta área. Numa fase inicial a aplicação encontra-se disponível para Android através da Play Store, e pode ser instalada a partir do seguinte link: https://play.google.com/store/apps/details?id=j3t.app.n2. Num futuro próximo estará também disponível para IOS.

  • Câmara de Penalva apoia jovens produtores de Queijo

    A Câmara Municipal de Penalva do Castelo quer ver mais jovens a dedicarem-se à produção do Queijo Serra da Estrela que, a par da Maçã Bravo de Esmolfe e do Vinho Dão de Penalva, faz parte da trilogia de excelência de produtos endógenos deste território. Todos eles, garante o presidente da Autarquia, Francisco Carvalho, “com potencialidades para alavancar o desenvolvimento do território através de uma aposta no sector do enoturismo”.

    Na sessão de abertura da 28ª Feira Festa do Pastor e do Queijo, que decorreu durante dois dias na Praça Magalhães Coutinho, o autarca aproveitou a presença da ministra da Agricultura para sublinhar que a Câmara de Penalva continua determinada e a apostar fortemente no fabrico do Queijo Serra da Estrela.

    Francisco Carvalho deu como exemplo a aprovação, nesse mesmo dia, de um Regulamento que tem como objectivo promover mais ainda a produção de leite e de queijos Serra da Estrela provenientes das raças Bordaleira e da Churra Mondegueira. Duas espécies, sublinhou, que serão “fortemente subsidiadas com vista ao seu incremento no concelho”.

    Para além da aprovação do Regulamento, a Câmara Municipal de Penalva do Castelo Castelo vai também apoiar os jovens produtores que queiram iniciar esta actividade atribuindo-lhes um subsídio de cinco mil euros.

    “Hoje, ser pastor, representa um trabalho árduo, 365 dias por ano, dia e noite. Por isso, este certame é também uma homenagem aos homens e mulheres que continuam a dar vida e prosperidade a este sector, tendo nesta Feira a oportunidade de escoar os seus produtos.

    “Esta Festa do Queijo espelha exactamente aquele que é o espírito que nós queremos manter na agricultura em Portugal. Um espírito empreendedor, ambicioso, empenhado em valorizar os produtos de excelência que contam a nossa história”, reconheceu, na visita ao certame, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, para quem é “importante e necessário reconhecer a figura do pastor, não só no trabalho do sector agrícola, mas também no sector agro-alimentar”.

    Maria do Céu Albuquerque realçou ainda a importância da Escola de Pastores recentemente criada. “É uma iniciativa de sucesso que temos de continuar a replicar para termos mais jovens empenhados em quererem ser pastores, mas temos de ter tecnologias disponíveis para que estes jovens sintam que a agricultura e, nomeadamente, a pastorícia sejam actividades atractivas”, concluiu.

    Mas nem só de Queijo se fez a festa em Penalva do Castelo. No espaço este ano alargado a mais expositores, outros produtos estiveram em destaque. Desde os enchidos caseiros, passando pela doçaria tradicional, mel, licores, vinho e artesanato.

  • Feira do Queijo em Celorico da Beira de 28 de fevereiro a 1 de março

    Feira do Queijo em Celorico da Beira de 28 de fevereiro a 1 de março

    De 28 de fevereiro a 1 de março, a capital do Queijo Serra da Estrela, Celorico da Beira, é o palco da 41.ª edição da Feira do Queijo, o maior evento promovido pelo Município e que tem procurado adaptar-se, ao longo destas mais de quatro décadas, às exigências da sociedade, apostando na inovação, na modernização e na sensibilização ambiental. Neste sentido, o Município criou um Business Point, espaço de informação privilegiado na feira para fomentar contactos e relações de negócios.

    A Feira do Queijo é uma festa, é animação e alegria e, este ano, não é exceção, a avaliar pelo vasto e diversificado programa que apresenta: Quinta do Bill (sexta-feira) e José Malhoa (sábado), como cabeças de cartaz, muita música popular, artesanato, showcookings, gastronomia, caminhada “Rota do Pastor”, muita animação e a presença do Programa “Somos Portugal” da TVI no domingo, são apostas para que a Feira do Queijo de Celorico da Beira 2020 seja mais um sucesso.

    A Feira do Queijo visa a promoção e valorização da gastronomia regional e do produto endógeno (o queijo), e a oportunidade do Município homenagear os produtores de queijo e fazer jus ao epíteto de Capital do Queijo Serra da Estrela.

  • Cava de Viriato é “peça chave” para candidatura de Viseu à Unesco

    Cava de Viriato é “peça chave” para candidatura de Viseu à Unesco

    Concluída que está a primeira fase do Programa «Viseu Património», lançada em Fevereiro de 2016 sob a coordenação científica de Raimundo Mendes da Silva, segue-se agora a segunda, desta vez coordenada pela historiadora Catarina Tente. Cujos objectivos para os próximos dois anos estão sustentados em quatro alicerces: aumentar o conhecimento histórico, construindo um plano de investigação articulado e multifacetado; valorizar a salvaguardar o património com base em instrumentos a criar e já existentes, estando neste último caso o Polo Arqueológico de Viseu e o Museu de História da Cidade; reforçar e qualificar a educação e comunicação patrimoniais para reforço da identidade e memória; e potenciar a divulgação e notoriedade da história e do património viseenses para além das fronteiras regionais, focando vários públicos-alvo.

    A concretização da dinâmica prevista assente nos eixos já citados, passará neste segunda fase, ao longo dos próximos dois anos, pela concretização de oito acções principais: criar a Carta Patrimonial de Viseu; conhecer e divulgar a Cava de Viriato; valorizar a história e património dos projectos do «Viseu Património»; salvaguardar e valorizar o jardim do Fontelo; lançar um programa de atracção de investigadores para o estudo de Viseu; preparar os dossiers para candidaturas a Património da Unesco; elaborar o Dicionário da História e das Personagens de Viseu; e promover a divulgação científica através de encontros e publicações.

    Na sessão de apresentação das linhas mestras que irão nortear a segunda fase do programa «Viseu Património», o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, mostrou-se satisfeito com o percurso já percorrido nos últimos dois anos. “Para a segunda fase, já conhecemos o terreno em que nos vamos movimentar, depois de termos caracterizado 495 edifícios do centro histórico. Uma boa base de conhecimento”, disse. Já para a fase que agora se inicia, o autarca faz questão de sublinhar o peso que a Cava de Viriato irá ter nos trabalhos a desenvolver. “Este monumento é a cabeça. A Cava de Viriato é uma peça chave para se conhecer a história deste nosso território”, enfatizou.

    Por sua vez, o vereador da Cultura do Município viseense, Jorge Sobrado, considerou que o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, “preenche uma lacuna” particularmente sentida em Viseu. “Este é o primeiro processo de classificação do património viseense. E a Cava de Viriato será, sem dúvida, a primeira prioridade. Passa a estar no centro do investimento, da investigação e da partilha”. O vereador sublinhou a importância de os viseenses adquirirem o sentimento de pertença, como forma de melhor defender e salvaguardar o património.

    Para a coordenadora desta segunda fase do Programa, o projecto em mãos foi concebido para um percurso de 10 anos que, por isso, “se pretende sólido”. Um trabalho que esta responsável promete prosseguir de molde a atingirem-se os objectivos inicialmente propostos. Nesta fase, Catarina Tente reconhece a importância que a Cava de Viriato representa. “Estamos a falar de um monumento único na Península Ibérica, sem dúvida enigmático, com uma muralha genial do ponto de vista construtivo, sobre o qual vamos trabalhar, de modo a que possamos avançar com uma possível candidatura a Património Cultural da UNESCO”, revelou.

  • Solidariedade entre Mangualde e Penalva dá estrada nova em Germil

    Solidariedade entre Mangualde e Penalva dá estrada nova em Germil

    Marlene Lopes, presidente da Junta de Freguesia de Germil, em Penalva do Castelo, aproveitou a cerimónia de consignação da nova ligação da Estrada Municipal 329-1 a esta localidade, para recordar que foram várias as décadas de espera para ver resolvido um acesso da máxima relevância para a população. Algo que agora se concretiza através do “espírito de solidariedade” entre as câmaras de Penalva do Castelo e Mangualde, com o patrocínio da CIM Viseu Dão Lafões.

    No centro do empreendimento está um troço da EM 329-1 com apenas meio quilómetro de extensão, que por via do estado degradado em que se encontra, tem dificultado o desenvolvimento de uma localidade que tem na produção de Queijo Serra da Estrela, uma das suas principais riquezas. Para a autarca, o lançamento da nova ligação, que envolve um investimento de 350 mil euros, “reforça a coesão territorial (…) e marca o desenvolvimento da freguesia nos próximos 50 anos”.

    O troço que serve directamente a localidade de Germil, está implantado em território do concelho de Mangualde. Daí a relevância do papel da CIM Viseu Dão Lafões neste processo, ao assumir-se como entidade dona da obra para viabilizar a sua concretização. Quanto ao financiamento, este será pago em partes iguais pelas câmaras de Penalva do Castelo e Mangualde. A obra foi concessionada à empresa Irmãos Almeida Cabral, esperando-se  que fique concluída ainda em 2020.

    “Este foi o primeiro contrato interadministrativo celebrado pela CIM Viseu Dão Lafões, presidida na altura por José Morgado, presidente do Município de Vila Nova de Paiva”, recordou Francisco Carvalho, presidente da Câmara de Penalva do Castelo. O autarca enfatizou a importância da nova ligação a Germil, não só pela segurança que vai dar ao acesso, que inclui uma pequena ponte sobre o rio Dão, como pelo facto de estar prevista para esta localidade a criação de uma zona empresarial, “projecto em que todos sairão a ganhar”.

    Elísio Oliveira, presidente da Câmara de Mangualde, lamentou que outras entidades públicas não se tenham chegado à frente para financiar uma obra que, sendo pequena, é no entanto da maior relevância para dois concelhos vizinhos, que assumirão os encargos financeiros em partes iguais.

    Rogério Abrantes, presidente da CIM Viseu Dão Lafões, não deixou de recordar, que “é a primeira vez que este organismo faz um contrato deste género. Mas que seguram ente não será o último”, garantiu.

  • Aeródromo de Viseu registou aumento superior a 600 voos em 2019

    Aeródromo de Viseu registou aumento superior a 600 voos em 2019

    “Mais voos, mais movimentos, mais pessoas embarcadas. São estes alguns dos indicadores relativos a 2019 do Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato, que confirmam o percurso de crescimento desta infraestrutura aeroportuária nos últimos 5 anos. Comparando com os dados de 2018, registou no ano passado mais 604 voos, mais 813 movimentos, mais 1.939 pessoas embarcadas, mais 254 pessoas desembarcadas, mais 74 desembarcados no voo regional e 130 embarcados. De destacar também o aumento, quase para o dobro, do número de voos noturnos – passou de 18 para 33.

    A estes números, a Câmara Municopal de Viseu acrescenta ainda o aumento, em 123 por cento, dos voos de emergência pelo INEM, a que não é alheio o facto desta aeronave estar estacionada desde outubro em Viseu, a pedido do Instituto Nacional de Emergência Médica.

    “Podemos afirmar que o aeródromo de Viseu passou de uma estrutura em vias de fechar, pelos mais diversos motivos, para um aeródromo de referência no panorama nacional. Cresceu exponencialmente em movimentos, em número de voos, em número de passageiros embarcados e desembarcados, em importância para os meios de Proteção Civil, para as escolas de formação de pilotos, enfim, para o desenvolvimento económico da região de Viseu. Tornou-se uma nova porta de entrada em Viseu. De uma outra forma, o aeródromo de Viseu deixou de ser uma infraestrutura que tinha no Aeroclube de Viseu o seu maior dinamizador e quase único operador regular, e a quem se deve muito, já reconhecido publicamente pelo Município, para passar a ser a escolha de vários outros operadores, também por reunir todas as condições de segurança”, resume Paulo Soares, Diretor do aeródromo.

    Estes dados vêm confirmar a trajetória de crescimento sustentado do Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato, que desde 2014 tem vindo a acolher diversos serviços e empresas ligados ao setor, primeiro com a instalação do GPIAA – Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves, e mais recentemente com o IFA – Instituto de Formação Aeronáutica, que atualmente ministra em Viseu o primeiro curso de pilotos de linha área comercial e assistentes de cabine.

    “É fundamental o apoio da Administração Central no processo de valorização do nosso aeródromo de Viseu. Até aqui, fizemos sozinhos este percurso de sucesso, mas para termos um aeródromo internacional, com impacto na economia regional e nacional, é necessário que o Estado assuma o papel que lhe cabe”, refere o Vereador João Paulo Gouveia, que tutela esta infraestrutura aeroportuária, lembrando que “o investimento municipal superior a 1,5 milhões de euros tem-se multiplicado tanto na abertura desta região de interior como na economia e no investimento”.

    Os trabalhos de requalificação e qualificação efetuados, assim como o espaço aéreo livre com informação de voo, taxas inferiores a outros aeroportos, e combustível para avião a jato mais barato – e o único entre Lisboa e o Porto -, fazem de Viseu a porta de entrada preferida de muitos, quer no país, quer no estrangeiro.

    Não menos importante é a formação dos recursos humanos. Em Viseu é possível tornar o aeródromo operacional em apenas 14 minutos, pormenor que já foi de grande utilidade na noite do trágico incêndio numa associação de Vila Nova da Rainha (Tondela), há precisamente 2 anos, o que permitiu que as vítimas tenham chegado aos hospitais de forma mais célere.

    A Proteção Civil ganhou também centralidade junto ao aeródromo por força da instalação do novo quartel dos Bombeiros Sapadores de Viseu. Com esta base operacional presta-se um maior apoio às ações de proteção e socorro coordenadas pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, assim como um apoio operacional aos voos regulares de passageiros.

     

     

  • 20 obras estruturantes em Viseu avançam em 2020

    20 obras estruturantes em Viseu avançam em 2020

    O Executivo Municipal de Viseu aprovou, com os votos contra do PS, a contração de um empréstimo bancário para 20 obras estruturantes, que estarão em execução durante os próximos dois anos.O montante do empréstimo – 8,4 milhões de euros – terá que ser utilizado nos próximos dois anos (2020 e 2021) e tem um prazo global de amortização de 20 anos.

    Financiadas a médio/longo prazo, e sem possibilidade de acesso a fundos comunitários, as 20 obras permitirão “continuar a libertar verbas do orçamento municipal para dar continuidade ao investimento nas freguesias”, justifica o presidente da Câmara Municipal de Viseu

    Segundo o autarca, a boa saúde financeira do Município e a redução do endividamento de 22,2 milhões de euros em 2012 para 10,4 milhões de euros em 2019, para além da não utilização do empréstimo de 10 milhões de euros contraído há três anos, permitem fazer esta operação. “Desde que chegámos à Câmara, o endividamento de médio/longo prazo baixou mais de metade”, sublinha Almeida Henriques.

    Dos 8,4 milhões de euros que ficarão disponíveis, quase 2 milhões são destinados ao programa “Eu gosto do meu Bairro”, que visa a reabilitação de bairros habitacionais, para intervenções nos bairros de São José, Viso Sul e Santa Rita. Outra fatia considerável é destinada aos SMAS/Águas de Viseu, para 10 obras que totalizam quase 2,4 milhões de euros.

    Do lote de intervenções neste domínio está o fornecimento e aplicação de grade semicircular nas obras de entrada de ETAR e Elevatórias, ligação do esgoto do Bairro de Santa Justa a Vouguinha, reparação e impermeabilização do reservatório do Mortório, a construção da estação elevatória de águas residuais de Nesperido, requalificação dos reservatórios existentes (fases 1 e 2), remodelação da conduta de água entre a rotunda 5 de Outubro e a rotunda de Nelas, conclusão da ampliação do abastecimentos de água no setor II, remodelação das redes de água, esgotos e águas pluviais na Rua Nova de Jugueiros, estação elevatória de águas residuais de Bigas, Estação elevatória de águas residuais em Barreiros e saneamento na EN 231-1 entre Oliveira de Barreiros e Silgueiros.

    Nas acessibilidades, arrancam em 2020 as obras de alargamento da Estrada Nacional 16 entre a rotunda junto à Rua 5 de Outubro e o limite do ICNF-Viseu, a 1.ª fase da Estrada Municipal 580 desde Cavernães até ao limite do Concelho, a Estrada Municipal 593 desde a Estrada Nacional 231 até ao Caminho Municipal 1362, a intervenção na Estrada Municipal 323 (correção entre Nogueira/Côta e Canadelo/ Cepões e ligação à estrada de Sátão) e a construção da rotunda do Matadouro.

    O restante montante será aplicado na reabilitação do Estádio Municipal do Fontelo (1 milhão de euros) e no Arquivo Municipal (700 mil euros).