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  • Biblioteca de Viseu bate recorde de afluência em 2019

    Biblioteca de Viseu bate recorde de afluência em 2019

    Em 2020, a programação da Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, em Viseu, aposta na valorização da literatura portuguesa e da sua relação com o cinema nacional, correspondendo ao repto anual de Viseu enquanto cidade de cinema e fotografia. A Biblioteca acolhe, neste contexto, duas grandes exposições temporárias.

    A exposição “Quem te viu e quem te vê”, de 24 de abril a 6 de junho, será um verdadeiro tributo ao Prémio Camões 2019: Chico Buarque. Baseada num concurso de caricaturas do poeta e músico brasileiro, numa parceria com o Instituto Memória Musical Brasileira, a mostra permitirá conhecer as facetas do escritor, dramaturgo e músico brasileiro e trará à Biblioteca também um concerto-tributo a Chico Buarque, a 30 de abril.

    De 19 de junho a 30 de outubro, a Biblioteca recebe a exposição de ilustração inédita “Grandes Escritores na Sétima Arte”, que versa sobre autores de língua portuguesa que inspiraram grandes criações de cinema como José Saramago, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Júlio Dinis, José Cardoso Pires, Vergílio Ferreira, António Lobo Antunes, Lídia Jorge, Agustina Bessa-Luís, Dinis Machado e outros.

    No contexto da aposta em novas criações literárias, em 2020, a Biblioteca Municipal relança o Prémio de Poesia “Judith Teixeira”, iniciativa destinada a homenagear a notável escritora viseense e a galardoar uma obra inédita de poesia escrita em língua portuguesa. A última edição foi organizada em 2016.

    “A valorização cultural e educativa da literatura portuguesa e, nesse contexto, da literatura de autores viseenses está no centro da vocação da Biblioteca Municipal. Esta é antes de mais uma casa de livros e de leitura aberta à comunidade”, declarou o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, António Almeida Henriques.

    Para 2020 e também 2021, a Biblioteca Municipal de Viseu fará do investimento na preservação, restauro e digitalização do seu Fundo Antigo uma das suas prioridades. Para o efeito, o Município de Viseu adquirirá um equipamento especializado para iniciar o processo de digitalização de todo o acervo, dando prioridade às obras antigas restauradas e aos 150 volumes de jornais dos séculos XIX e XX.

    “Estaremos a dar um passo em frente e muito decisivo na modernização da nossa biblioteca, mas também na salvaguarda do nosso património documental e na sua disponibilização à comunidade científica”, sublinhou o Vereador da Cultura e do Património, Jorge Sobrado, na apresentação.

    Também a partir de 2020 serão organizadas visitas guiadas ao Fundo Antigo da Biblioteca, dando a conhecer algumas das “joias” do seu acervo. Estre elas, destacam-se os livros em pergaminho “A Virtuosa Benfeitoria”, do séc. XV; “O Foral Manuelino de Viseu”, datado de 1513; “O Foral Manuelino de Povolide”, de 1514; a “Bíblia Sacra”, impressa em Antuérpia, na Oficina de Christophori Plantini, em 1583; e os “Manuscritos da Biblioteca de D. Francisco Alexandre Lobo”, Bispo de Viseu.

    Na sessão de apresentação da programação para 2020, o Presidente da Câmara Municipal de Viseu destacou também “o crescimento notável do número de utilizadores da Biblioteca”, traduzido num aumento de mais de 20% face a 2018.

    “Em 2019, este serviço municipal alcançou um recorde de público: foram mais de 107 mil as pessoas que passaram pelo espaço no ano passado; os leitores inscritos são hoje mais 500, a contar desde 2018, num total de 1500 ativos”; e a nova sala de leitura, inaugurada em janeiro do ano passado, registou mais de 20 mil utilizadores”, revelou o vereador Jorge Sobrado.

    Durante o ano, a Biblioteca Municipal de Viseu receberá dezenas de outras atividades direcionadas ao público-geral como horas do conto, apresentações de livros e oficinas didáticas e criativas para crianças e para o público infantojuvenil, dispondo de programação alargada e específica nos períodos de férias escolares.

  • Cabrito (também) é produto de excelência em Penalva do Castelo

    Cabrito (também) é produto de excelência em Penalva do Castelo

    Amantes do garfo e faca acorrerem a Penalva do Castelo, no último fim de semana, atraídos por uma ementa muito especial e cada vez procurada no concelho: o cabrito à moda da terra. A circunstância de a data para a 6.ª edição do Fim de Semana do Cabrito coincidir com o Dia Internacional da Mulher, acabou por resultar numa procura elevada da cerca de uma dezena de restaurantes que aderiu à iniciativa. O evento foi mais uma vez promovido pelo Município, que continua a apostar na promoção dos diversos recursos endógenos do concelho, dos quais o cabrito faz parte.

    “Não sei se o facto de celebrarmos o Dia Internacional da Mulher teve influência, mas a verdade é que os nossos restaurantes ficaram cheios, o que nos deixa muito satisfeitos. Por todo o lado só se via gente de fora”, diz a propósito Francisco Carvalho, presidente da Câmara Municipal de Penalva do Castelo, que considera esta uma “motivação suplementar” para continuar a apostar no cabrito, nomeadamente na área da produção.

    Francisco Carvalho não tem dúvidas de que a iniciativa “tem vindo a evoluir”, muito por via do passa-palavra. “As pessoas vêm um ano, gostam, e voltam no próximo. E normalmente não vêm sozinhas”, sustenta. O autarca pretende, em próximas edições, tentar conquistar o público local, esse um pouco mais arredado da iniciativa. “No sábado vi muitos forasteiros e quase ninguém da terra. Vamos fazer tudo para os conquistar e fazer com que adiram em maior número a uma iniciativa que também é deles.

    A produção de cabrito em Penalva do Castelo beneficia, segundo Francisco Carvalho, das condições “excelentes” propiciadas por um micro-clima característico da região.”Temos planície e temos montanha. Estas condições favorecem a produção de cabrito. Amimais que gostam de altura. Também temos os pastos muito bons que rebentam mais cedo sem geada. O que faz com que a carne seja mais abundante e saborosa”, afirma o autarca.

    O presidente da Câmara de Penalva do Castelo sublinha ainda a “solidariedade e cumplicidade” que existe com concelhos limítrofes, nomeadamente Aguiar da Beira e Fornos de Algodres, no que à produção de cabrito respeita, o que o leva a considerar que, unidos, poderão ir muito mais longe. “Temos o leitão da Bairrada. Porque não o cabrito aqui do interior?”, desafia Francisco Carvalho. Que tem em preparação no Município um Regulamento para a actividade.

    Qual cereja em cima do bolo, o autarca destaca a “elevada qualidade” das cozinheiras da terra, “cujo trabalho acaba por tornar ainda mais notável a qualidade do cabrito que chega às mesa dos restaurantes”.

    Participaram no evento os restaurantes: O Templo, Familiar, O Carneiro, Pizzaria da Lameira, Snack-Bar 259, Parador Casa da Ínsua, O Telheiro e Casa de Petiscos Recordo. Além do cabrito os estabelecimentos de restauração aderentes, exceto o Familiar, disponibilizaram uma prova de Queijo Serra da Estrela, numa iniciativa intitulada “Sabores de Penalva” que resulta como complemento do certame “Feira/Festa do Pastor e do Queijo” realizada anualmente em fevereiro. Esta uma oferta do Município de Penalva do Castelo que tem como objectivo principal a promoção dos produtos endógenos do concelho.

    Os participantes no Fim-de-semana do Cabrito habilitaram-se ao sorteio de um Almoço ou Jantar para duas pessoas num dos restaurantes aderentes.

    A Autarquia penalvense teve como parceiros do evento, os estabelecimentos de restauração e bebidas aderentes do concelho e o Turismo Centro de Portugal.

  • Queijo e Pastor foram «réis» da Feira em Celorico da Beira

    Queijo e Pastor foram «réis» da Feira em Celorico da Beira

    Cerca de uma centena de expositores marcaram presença na 41.ª edição da Feira do Queijo de Celorico da Beira. Durante três dias, o Mercado Municipal esteve de portas abertas para acolher os mais de 15 mil  visitantes que afluíram à Capital do Queijo Serra da Estrela, à procura não só deste produto genuíno, mas também do que melhor se produz e faz no concelho. Este ano num certame que se pautou pela sustentabilidade, ambiental e económica. Para além de colocar um ponto final na utilização dos copos de plástico, a palavra de ordem foi “fazer melhor e com menos custos”. Carlos Ascenção, presidente da Autarquia, fala numa poupança na ordem dos 30 por cento em relação ao ano passado. Isto “graças ao contributo de empresas locais, regionais e também nacionais”, sublinhou.

    Com o Queijo e a autenticidade de quem o produz no epicentro das atenções, o presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira aproveitou a presença na abertura do certame da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, para sublinhar a importância, para toda a Região Demarcada, da valorização da fileira do Queijo Serra da Estrela. Sem esconder que, para isso, é necessária “mais coesão e solidariedade” entre o litoral e o interior do país.

    “Há uma distância grande entre o que é a realidade destes territórios deprimidos e a realidade dos grandes centros urbanos. A começar e desde logo pela capacidade de gerar receitas”, observou o autarca. Nesse sentido, Carlos Ascenção alertou – e sensibilizou a ministra nesse sentido -, para a necessidade, há muito reclamada, da requalificação do troço da EN 16, entre Celorico da Beira e Fornos de Algodres. “São seis quilómetros de estrada em adiantado estado de degradação, utilizados diariamente por muitos automobilistas, com a agravante de ser a única alternativa à A25”, reiterou.

    Também as portagens e o recente anúncio de descontos no interior do país, esteve na lista das preocupações do presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira. Uma redução que o autarca considera “ainda insuficiente”. Ana Abrunhosa reconhece que estes descontos “não são o cenário ideal mas foram o cenário possível”, acrescentando mesmo: “Quem me conhece sabe bem que, se dependesse de mim, não haveria portagens”.

    De acordo com as medidas anunciados pelo Governo, para quem utilize diariamente as auto-estradas estradas A23, A25, A22, A24, A28 A4, A13 e A13-1, é redução é de 25%, no total. “É uma redução de quantidades, que privilegia o uso”, explica Ana Abrunhosa, para quem a ambição é “reduzir gradualmente o custo das portagens ao longo da Legislatura”, assumiu.

  • Simulacro validou Plano de Emergência do Aeródromo

    Simulacro validou Plano de Emergência do Aeródromo

    O simulacro da queda de uma aeronave, nas imediações do Aeródromo Gonçalves Lobato, mobilizou cerca de uma centena de operacionais. Duas dezenas de entidades, entre elas os Sapadores Municipais, Bombeiros Voluntários de Viseu e Bombeiros Voluntários de Castro Daire, foram chamadas para o socorro aos ocupantes da aeronave que começou a perder altitude, não chegando a aterrar no Aeródromo. A queda, seguida de incêndio, provocou 19 vítimas.

    O objetivo foi testar e validar o Plano de emergência do Aeródromo, numa operação em que esteve presente a vereadora responsável pelo pelouro da Protecção Civil, Cristina Brazete.

  • Adiada a Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários

    ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VISEU

    ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DE 31-03-2020

    COMUNICADO

    A Mesa da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viseu comunica a todos os associados que, face aos constrangimentos atuais decorrentes do plano de preparação e resposta à doença do novo CoronovIrus (COVID-19), por prudência e responsabilidade social que é devida a todos, adia a Assembleia geral que estava agendada para o próximo dia 31 de março, pelas 20,30h, na sede social da AHBVV, sito à Rua José Branquinho em Viseu.

    Logo que voltem a estar reunidas as condições necessárias para a proteção da saúde pública em geral e em particular dos nossos associados, será agenda a convocada a referida assembleia geral ordinária.

    Viseu, 13 de março de 2020

    O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

    José Adelmo Gouveia Bordalo Junqueiro

  • Mobilidade Urbana de Viseu conquista prémio nacional

    Mobilidade Urbana de Viseu conquista prémio nacional

    O MUV – Mobilidade Urbana de Viseu conquistou o primeiro lugar na categoria “Cidades”, na segunda edição dos Global Mobi Awards by PRIO, prémios que distinguem os melhores projetos para uma mobilidade mais inteligente e que mais têm feito pela descarbonização. O júri elogiou o esforço feito no reforço do sistema de transportes integrado, com melhores equipamentos, maior eficiência e maior conforto, de forma a captar novos utilizadores de transportes públicos e promover a mobilidade suave.

    A entrega do prémio decorreu em Lisboa, tendo estado o Município de Viseu representado na sessão pelo Vereador João Paulo Gouveia, que tutela a área da Mobilidade.

    “O sistema MUV ainda não está há um ano no terreno e já soma prémios. É o reconhecimento do intenso trabalho que temos levado a cabo nos últimos cinco anos para dar a Viseu um novo e moderno sistema de mobilidade. O MUV foi criado a pensar nas pessoas e vem dar resposta aos desafios dos novos tempos e da cidade das próximas duas décadas”, destaca o Presidente da Câmara Municipal, Almeida Henriques.

    De recordar que já em 2019, o MUV – Mobilidade Urbana de Viseu havia sido distinguido com o primeiro prémio, na categoria ambiental, no Concurso M2V Melhores Municípios para Viver, sucedendo a Lisboa como vencedor na categoria ambiental.

     

  • Reciclagem no Planalto Beirão cresceu 24% em 2019

    Reciclagem no Planalto Beirão cresceu 24% em 2019

    Apurados os valores finais de 2019, relativos à produção de resíduos na região e respetivos destinos finais, a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) concluiu que a quantidade de resíduos recolhidos seletivamente cresceu significativamente face a 2018. “Durante o ano transato, foram recolhidas seletivamente 10.580 toneladas de resíduos, ou seja, mais 2.000 toneladas que em 2018, o que representa um significativo crescimento anual de 24%, confirma a Associação em comunicado.

    AMRPB destaca que o aumento das quantidades de resíduos encaminhados para reciclagem foi acompanhado por uma descida das quantidades de resíduos recolhidos de forma indiferenciada, evidenciando, desta forma, a crescente adesão da população à separação de recicláveis na fonte e à deposição seletiva.

    Segundo o organismo, estes resultados não podem ser dissociados do forte investimento realizado no último ano pela Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB), ao nível do reforço da rede de ecopontos e dos meios de recolha, transporte e triagem, por toda a sua área de intervenção (19 municípios) através de uma operação comparticipada pelo POSEUR – Portugal 2020”. “De facto, só em 2019, foram instalados mais de 1.300 novos ecopontos, acompanhados por uma duplicação do número de viaturas a operar ao nível da recolha de recicláveis”, sublinha a AMRPB.

    Contas feitas, pode-se afirmar que, em média, cada habitante do Planalto Beirão separou 30 Kg de resíduos recicláveis, no ano passado. Este valor faz com que a meta intercalar de 27 Kg/hab/ano, definida no PERSU 2020 + para 2019, não só tenha sido atingida como ultrapassada, superando mesmo o valor definido para 2020 de 29 kg/hab.

    “Estes resultados são demonstrativos de todo o esforço e investimento realizados pela AMRPB, bem como pelos municípios que a integram, e evidenciam o sucesso alcançado ao nível da mudança de hábitos e práticas da população que tem vindo, conforme pretendido, cada vez mais a optar pela separação e deposição seletiva, em detrimento da deposição indiferenciada, contribuindo, desta forma, para um futuro mais verde e sustentável”, conclui o orgamismo.

  • Viseu curva-se à perda do Bispo D. Ilídio Leandro

    Viseu curva-se à perda do Bispo D. Ilídio Leandro

    Ilídio Leandro “foi um extraordinário testemunho de fé e de serviço à Igreja e à comunidade (…). Uma exemplar trajectória de vida e acção pastoral”. Foi desta forma que Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem publicada no site da Presidência da República, expressou os seus sentimentos pela morte do Bispo Emérito de Viseu, dirigidos à sua família e a toda a Diocese.

    Centenas de pessoas participaram nas cerimónias fúnebres de Ilídio Leandro, realizadas no último domingo na Sé Catedral de Viseu. Na respectiva homilia, o actual Prelado, António Luciano recordou o seu antecessor como “um exemplo e incentivo para todos nós, para sermos melhores e mais cristãos”. E sublinhou o perfil “simples, humilde, acolhedor, competente, disponível, com grande sensibilidade humana e cristã, atento aos pormenores mais pequeninos da vida das pessoas” do Bispo Emérito.

    Na mesma homilia, o Prelado apelou à união da Diocese no sentido de prosseguir o legado espiritual e pastoral de D. Ilídio Leandro. “Faço um apelo a toda a igreja diocesana, a todas as pessoas de boa vontade, ao clero, aos diáconos, ao consagrados e aos leigos, para todos nos unirmos e continuarmos o legado espiritual e pastoral que o senhor D. Ilídio iniciou e onde tanto trabalhou”, disse D. António Luciano à Agência Ecclesia.

    Na última sexta feira, 21 de Fevereiro, a Diocese de Viseu foi surpreendida com a notícia da morte de D. Ilídio Pinto Leandro no Hospital de São Teotónio “após agravamento da sua saúde”, revela em nota informativa. No âmbito das cerimónias fúnebres, o corpo do antigo Bispo, de 69 anos, seguiu para a terra natal, em Rio de Mel, Pindelo dos Milagres, no concelho de São Pedro do Sul, onde foi sepultado.

    Ilídio Leandro nasceu a 14 de Dezembro de 1950. Foi ordenado presbítero a 25 de Dezembro de 1973 e Bispo no dia 23 de Julho de 2006. Orientou a Diocese de Viseu até ao dia 03 de Maio de 2018, resignando por razões de saúde. O seu lema episcopal, que se recorda, foi: “Convosco, Por Cristo, Para Todos”. O Papa Bento XVI nomeou-o Bispo de Viseu a 10 de Junho de 2006 e a ordenação episcopal decorreu a 23 de Julho do mesmo ano, sucedendo a D. António Marto, actual Bispo de Leiria-Fátima.

    Com a bandeira do Município a meia haste, durante três dias, a Câmara Municipal de Viseu manifestou o seu “profundo pesar pelo falecimento de Dom Ilídio Leandro, Bispo Emérito da Diocese de Viseu, que por muitos anos serviu com espírito de abnegação e amor ao próximo a comunidade viseense”.

    Na mesma nota, o Município sublinha a “profunda renovação” que D. Ilídio Leandro “empreendeu na Diocese de Viseu e as qualidades pastorais e humanas reveladas na relação com as populações e as mais diversas instituições da cidade e região são marcas indeléveis do seu percurso, que todos reconhecem”.

    Concretizando o desejo partilhado pela comunidade de Viseu, o Município atribuiu a Ilídio Leandro a mais elevada e rara distinção municipal: o Viriato de Ouro, a 21 de Setembro de 2018.

    Fátima Eusébio, responsável pelo Departamento Diocesano dos Bens Culturais, admite o “enorme vazio” que fica pela partida de um amigo, que soube deixar uma marca de proximidade.

    Em comunicado, a Conferência Episcopal Portuguesa manifestou o seu “sentido pesar pela morte de D. Ilídio Leandro, recordando a sua dedicação a esta comunidade católica, ao longo do seu ministério sacerdotal e episcopal”.

  • Centro de Portugal e Castela e Leão com projecto de promoção comum

    Centro de Portugal e Castela e Leão com projecto de promoção comum

    O Centro de Portugal e Castela e Leão vão intensificar a sua cooperação transfronteiriça ao nível do turismo. As duas regiões vizinhas, uma em Portugal e outra em Espanha, irão promover-se como um só destino em feiras e eventos internacionais. Este avanço, numa relação que já era próxima, ficou decidido durante uma reunião de trabalho, em Valladolid, entre as entidades que coordenam a atividade turística nos dois territórios.

    A reunião sentou à mesma mesa Estrella Torrecilla Crespo, diretora geral de Turismo da Junta de Castela e Leão, e Pedro Machado, presidente da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal (ARPTCP) e da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, além de diretores e técnicos destes organismos e da Fundação Siglo para o Turismo e as Artes de Castela e Leão.

    Na reunião, foram abordados os projetos de promoção conjunta de produtos turísticos já em vigor entre Centro de Portugal, Castela e Leão e a Extremadura espanhola, tendo sido destacadas algumas ações realizadas, como a participação conjunta da Eurorregião EUROACE (Centro de Portugal, Alentejo e Extremadura) em iniciativas promocionais, em Bruxelas e em Xangai.

    Apresentaram-se também os projetos transfronteiriços que já estão a decorrer, no âmbito dos programas europeus RESOE – Macro Região do Sudoeste Europeu (Centro de Portugal, Porto e Norte, Castela e Leão, Galiza, Astúrias e Cantábria), Rede de Cidades Cencyl (Aveiro, Figueira da Foz, Coimbra, Viseu, Guarda, Ciudad Rodrigo, Salamanca e Valladolid), CRECEER (cooperação empresarial em ambientes transfronteiriços rurais, que junta Centro de Portugal, Porto e Norte, e Castela e Leão) e NAPOCTEP (Rotas Napoleónicas no Centro de Portugal e Castela e Leão).

    Estrella Torrecilla Crespo propôs avançar-se com um projeto no âmbito do SUDOE, programa de cooperação territorial do espaço sudoeste europeu, que envolva cinco regiões: Centro de Portugal, Porto e Norte, Alentejo, Castela e Leão e Extremadura. O objetivo será a promoção conjunta de três produtos turísticos fundamentais para estes territórios, nomeadamente o Vinho, a Gastronomia e o Património da Humanidade classificado da UNESCO.

    A proposta foi acolhida com entusiasmo por Pedro Machado, que lembrou que o Vinho e o Enoturismo foram considerados como uma prioridade para Portugal em 2020. Da mesma forma, ambos os dirigentes sublinharam a vantagem de se promover um destino que, em conjunto, reúne “28 patrimónios UNESCO”.

    Em cima da mesa ficou também a possibilidade de se incluir neste projeto a formação e qualificação de recursos humanos, em especial nas áreas da gastronomia e enoturismo, uma vez que a falta de recursos humanos qualificados é uma lacuna comum a ambos os países.

    A próxima reunião deste projeto, com todas as entidades envolvidas, vai acontecer durante a Bolsa de Turismo de Lisboa, em março.

    “A mensagem que fica de uma reunião tão produtiva é a de que é muito importante trabalhar as regiões Centro de Portugal e Castela e Leão como um só destino, onde não haja fronteiras. Estamos a dar passos sustentados nesse caminho. Esta reunião abriu as portas a novas possibilidades de promoção mútua”, destaca Pedro Machado.

     

    MAIS DE 7 MILHÕES DE DORMIDAS DE TURISTAS EM 2019

    Foi o melhor ano de sempre para a atividade turística no Centro de Portugal. Os resultados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), comprovam que o ano passado foi o melhor de sempre para o Centro de Portugal nos principais indicadores: dormidas, hóspedes e proveitos.

    No indicador do número total de hóspedes, entre janeiro e dezembro de 2019, o Centro de Portugal recebeu 4.124.057 hóspedes, que tinham sido 3.895.612 no mesmo período de 2018. Ou seja, num ano a região foi visitada por mais 228.445 hóspedes – uma subida de 5,9%.

    Se se comparar o número de hóspedes num período de cinco anos, entre 2015 e 2019, verifica-se um crescimento de 43,2%, de 2.879.206 para 4.124.057, o que demonstra o grande interesse que a região despertou nos anos mais recentes. Acresce que os números revelados pecam por defeito, uma vez que os dados preliminares do INE são, normalmente, revistos em alta numa fase posterior.

    “Estes números promissores devem-se, acima de tudo, ao grande esforço dos empresários da região, que todos os dias encontram novas formas de ultrapassar os múltiplos desafios que enfrentam, apresentando novos produtos turísticos e melhorando os já existentes. Estão também de parabéns a equipa da Entidade Regional de Turismo, as autarquias e as comunidades intermunicipais, que em conjunto descobrem novas formas de aumentar a atratividade do Centro de Portugal”, destaca Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal e da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal.

    Os números positivos da região comprovam-se igualmente no indicador de dormidas. No total, as dormidas de visitantes somaram 7.102.061, segundo estes resultados preliminares. Um resultado nunca antes alcançado pela região e que suplanta em 4,8% as 6.777.827 dormidas de 2018. Em cinco anos, o total de dormidas subiu 40,4%: em 2015 tinham sido 5.058.446.

    Este grande acréscimo de dormidas em 2019 na região deve-se, na maioria, ao aumento das dormidas dos visitantes de dentro do país. Estas subiram de forma expressiva: tinham sido 3.776.969 dormidas de residentes em 2018; os números preliminares de 2019 apontam para 4.000.496 – pela primeira vez, os visitantes nacionais foram responsáveis por mais de 4 milhões de dormidas. Uma subida de 5,9%, que mostra que o território do Centro de Portugal atrai cada vez mais visitantes de outras regiões do país. Analisando um período de cinco anos, verifica-se que em 2015 tinham sido 2.966.945 dormidas: um aumento de 34,8% em apenas cinco anos.

    Paralelamente, as dormidas de visitantes de fora do país continuaram também a subir. Em 2018, tinha-se registado um total de 3.000.858 dormidas de visitantes oriundos de fora de Portugal; em 2019, os números preliminares são de 3.101.565: mais 3,4%. Em cinco anos, este total subiu 48,3%, uma vez que em 2015 as dormidas de estrangeiros tinham somado 2.091.501.

    Um indicador também importante é o que se refere aos proveitos totais nos estabelecimentos de alojamento turístico, que foram extremamente positivos para os empresários. Em 2018, o Centro de Portugal tinha registado proveitos globais de 332,8 milhões de euros; em 2019, estes valores (ainda preliminares) subiram para 355,1 milhões, num crescimento de 6,7%. O rendimento médio por quarto ocupado também subiu, de 63,1 para 64,1 euros. Em 2015, os proveitos tinham somado 222,5 milhões de euros: foram mais 132,6 milhões de euros em cinco anos, ou uma subida de 59,6%, dado muito animador para os empresários que investem no turismo da região.

  • Município de Viseu investe 1,2 milhões na Escola da Ribeira

    Município de Viseu investe 1,2 milhões na Escola da Ribeira

    O Executivo Municipal aprovou a proposta de lançamento de concurso público para uma nova fase da reabilitação da Escola da Ribeira. O investimento é superior a 1,2 milhões de euros e o prazo de execução de 224 dias. A última fase da intervenção vai incluir a construção de sala de refeições, biblioteca e uma nova rede de aquecimento. O Investimento global ascenderá a mais de 1,6 milhões de euros.

    Do projeto de execução final consta a requalificação das instalações sanitárias em geral, a construção de 1 sala de refeições com as dimensões adequadas ao número de utentes, a construção de uma biblioteca e de um alpendre, a requalificação geral da rede elétrica e de telecomunicações, pintura geral interior, execução da rede de gás natural e de uma nova rede de aquecimento, instalação de unidade de produção para autoconsumo, conclusão dos arranjos exteriores e construção de parque infantil.

    “O avançado estado de degradação em que se encontrava o estabelecimento de ensino levou-nos a optar por uma intervenção faseada, que entra agora na derradeira etapa”, explica o Presidente da Câmara Municipal, Almeida Henriques. Na primeira intervenção, em 2014, retirou-se a cobertura existente em fibrocimento e colocou-se uma nova com isolamento térmico.

    No ano seguinte, decorreu uma intervenção ao nível do melhoramento das condições térmicas do edifício, com a aplicação de caixilharias com corte térmico e aplicação de isolamento no exterior (“capoto”) das paredes dos alçados nascente, poente e sul. As salas de aula também foram pintadas.

    Em 2016, além das condições térmicas do edifício, melhoraram-se as condições de segurança contra incêndios, com a criação de caminhos de evacuação. Foram ainda feitos arranjos exteriores, com pavimentações, ajardinamentos, melhoramento do campo desportivo, colocação de bancos e papeleiras.

    “Desde 2014, já reabilitámos 31 estabelecimentos de ensino”. A par disso, “construímos a Escola Básica Aquilino Ribeiro, cujo investimento ascendeu a 2 milhões de euros e fomos mesmo além das nossas competências ao recuperarmos as escolas Viriato e Grão Vasco, num valor superior a 1,5 milhões de euros”, recorda Almeida Henriques.