Queijo e Pastor foram «réis» da Feira em Celorico da Beira

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Cerca de uma centena de expositores marcaram presença na 41.ª edição da Feira do Queijo de Celorico da Beira. Durante três dias, o Mercado Municipal esteve de portas abertas para acolher os mais de 15 mil  visitantes que afluíram à Capital do Queijo Serra da Estrela, à procura não só deste produto genuíno, mas também do que melhor se produz e faz no concelho. Este ano num certame que se pautou pela sustentabilidade, ambiental e económica. Para além de colocar um ponto final na utilização dos copos de plástico, a palavra de ordem foi “fazer melhor e com menos custos”. Carlos Ascenção, presidente da Autarquia, fala numa poupança na ordem dos 30 por cento em relação ao ano passado. Isto “graças ao contributo de empresas locais, regionais e também nacionais”, sublinhou.

Com o Queijo e a autenticidade de quem o produz no epicentro das atenções, o presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira aproveitou a presença na abertura do certame da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, para sublinhar a importância, para toda a Região Demarcada, da valorização da fileira do Queijo Serra da Estrela. Sem esconder que, para isso, é necessária “mais coesão e solidariedade” entre o litoral e o interior do país.

“Há uma distância grande entre o que é a realidade destes territórios deprimidos e a realidade dos grandes centros urbanos. A começar e desde logo pela capacidade de gerar receitas”, observou o autarca. Nesse sentido, Carlos Ascenção alertou – e sensibilizou a ministra nesse sentido -, para a necessidade, há muito reclamada, da requalificação do troço da EN 16, entre Celorico da Beira e Fornos de Algodres. “São seis quilómetros de estrada em adiantado estado de degradação, utilizados diariamente por muitos automobilistas, com a agravante de ser a única alternativa à A25”, reiterou.

Também as portagens e o recente anúncio de descontos no interior do país, esteve na lista das preocupações do presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira. Uma redução que o autarca considera “ainda insuficiente”. Ana Abrunhosa reconhece que estes descontos “não são o cenário ideal mas foram o cenário possível”, acrescentando mesmo: “Quem me conhece sabe bem que, se dependesse de mim, não haveria portagens”.

De acordo com as medidas anunciados pelo Governo, para quem utilize diariamente as auto-estradas estradas A23, A25, A22, A24, A28 A4, A13 e A13-1, é redução é de 25%, no total. “É uma redução de quantidades, que privilegia o uso”, explica Ana Abrunhosa, para quem a ambição é “reduzir gradualmente o custo das portagens ao longo da Legislatura”, assumiu.