Autor: admin

  • Cancelada em 2020, Viseu terá em 2021 a melhor Feira de sempre

    Cancelada em 2020, Viseu terá em 2021 a melhor Feira de sempre

    Cancelada a edição de 2020, Viseu prepara-se já para ter uma edição de arromba em 2021. “A Feira de São Mateus de 2020 não se realizará. É uma decisão muito difícil, mas inevitável, considerando a proibição decidida pelo Governo de cancelamento de todos os festivais e eventos análogos até 30 de setembro”, anunciou o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, António Almeida Henriques.

    “Compreendemos as razões da decisão do Governo. Lamentamos apenas não termos sido ouvidos. A Feira de São Mateus é o terceiro maior evento do país e o maior evento da região Centro de Portugal. Atrai desde 2016 mais de um milhão de visitantes e gera um volume de negócios superior a 80 milhões de euros”, lembrou o Presidente da Câmara.

    Neste contexto, a cidade está já a preparar um “plano B” de animação para o verão deste ano, que estimule a retoma da atividade económica, cultural e turística.

    “Viseu não atira a toalha ao chão. Quer continuar a ser um polo de qualidade de vida. A dinamização da restauração, hotelaria e pequeno comércio são decisivos para o ecossistema local e o emprego”, explicou Almeida Henriques. “O nosso centro histórico e os nossos parques são uma força neste contexto”.

    O Presidente da Câmara avançou ainda que, muito brevemente, será apresentado o plano “VISEU INVESTE +”, um pacote de medidas de reanimação económica local. Nesse plano estará o projeto de digitalização do comércio local e de eventos e negócios como a própria Feira de São Mateus.

    As decisões resultam de uma auscultação ontem realizada aos principais parceiros e patrocinadores da Feira de São Mateus e da VISEU MARCA, onde marcaram presença marcas como o Banco SANTANDER, a ALTICE Portugal e a SUMOL+COMPAL.

    “Há uma forte convergência de posições entre parceiros institucionais e patrocinadores. Contamos felizmente com uma rede de solidariedades muito consistente em torno de Viseu e da Feira de São Mateus. A confiança é um ativo muito poderoso no contexto presente”, assinalou Luís Abrantes, Presidente da Assembleia Geral.

    “Fazer uma Feira de São Mateus amputada ou descaracterizada não seria opção”, afirmou por sua vez o gestor do certame e Vereador da Cultura, Jorge Sobrado. “Respeitamos a sua identidade e a reputação que alcançámos. Optámos por uma estratégia ‘Ferrero Rocher’: regressaremos na próxima época para voltar a surpreender. 2021 será a melhor edição de sempre”, sublinhou.

    Para já, Município e VISEU MARCA preparam, com os principais parceiros patrocinadores da Feira, uma alternativa para o verão, onde caberá um cabaz de experiências e memórias da Feira de São Mateus. Será também uma oportunidade para a retoma de atividade de muitos dos 300 expositores do certame.

    “Não vamos deixar para trás quem nos ajuda a fazer da Feira o que ela é”, sublinhou Jorge Sobrado. “Os nossos parceiros são para todas as horas”, reforçou.

    “Num evento com mais de 600 anos, o baú é inesgotável. A Feira não é um festival de plástico ou de pronto-a-vestir”, explicou ainda o gestor do evento.

    “Estamos a construir uma alternativa ‘safe & sexy’. Será uma programação sensata, com mais de 100 microeventos ao longo do verão, polinucleados na cidade, onde não faltarão imaginários da Feira, mas também de outros festivais e eventos de Viseu cancelados por efeito da pandemia”, informou.

    A Presidente da VISEU MARCA, Cristina Paula Gomes, realçou ainda que “este é um momento difícil, onde precisamos de comprovar a nossa resiliência. A VISEU MARCA é uma estrutura sólida e um ativo indispensável ao marketing territorial de toda a região. Não deixará de reinventar o seu papel nesse contexto”.

    Para este “plano B”, o Município de Viseu dará especial relevo à participação do ecossistema cultural, criativo e económico local e regional.

  • CIM Viseu Dão Lafões cria mercado eletrónico regional

    A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, em conjunto com o Turismo Centro de Portugal,  os Grupos de Ação Local (GAL) – Adices, ADD, ADDLAP e ADRIMAG -, e a CVR do Dão, está a preparar um inovador mercado eletrónico regional exclusivamente destinado à venda e distribuição de produtos da região Viseu Dão Lafões.

    Esta iniciativa aposta nas vantagens do comércio eletrónico, como veículo para a transformação digital das micro, pequenas e médias empresas da região, tendo por missão apoiar os produtores locais no escoamento dos seus produtos a nível nacional, face ao contexto que se vive atualmente com a pandemia COVID-19.

    O novo “Marketplace” – Prove Viseu Dão Lafões -, ficará alojado na plataforma Dott.pt (desenvolvida numa parceria entre a SONAE e os CTT), aproveitando a atração daquela plataforma global para estimular a promoção e comercialização dos produtos locais a preços muito competitivos. Os produtores locais estarão isentos de custos de adesão e beneficiarão de enormes vantagens e descontos de operação, enquanto oferecem uma maior conveniência, comodidade e segurança para os seus clientes.

    Segundo Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões “esta iniciativa revela-se fundamental para ajudar e apoiar os  nossos produtores locais no escoamento dos seus produtos, cujas vendas, fruto do período que atravessamos, sofreram fortes quebras”, continuou o Secretário Executivo, dando nota que  “este Marketplace irá ser lançado brevemente e irá contar com a adesão de vários produtores de vinho do dão, de queijo serra da estrela, de fumeiro, de mel e compotas, e de muitos outros produtos de excelência da região Viseu Dão Lafões”.

  • Cerca de 600 testes a funcionários de instituições de Tondela

    Cerca de 600 testes a funcionários de instituições de Tondela

    No Município de Tondela, ao longo dos últimos dias, foram testadas cerca de 600 pessoas, entre funcionários de todas as instituições do concelho, com valências de ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas), Serviço de Apoio Domiciliário ou Creches (estas últimas, para que possam reabrir dia 18 de maio com maior segurança).

    Foram ainda testados elementos das corporações de bombeiros e alguns utentes das instituições, por se afigurarem situações de dúvida clínica ou por se terem deslocado a urgências hospitalares.

    Atualmente, a realização destes testes à COVID-19 não tem qualquer custo para as instituições, fruto de um projeto desenvolvido pelo Município de Tondela, com o Ministério da Solidariedade, Emprego e da Segurança Social.

    Contou-se com a colaboração dos enfermeiros da unidade de Atendimento a Doentes COVID-19 para as colheitas, bem como com os enfermeiros de cada instituição.

    Recorde-se que a realização destes testes tem o propósito de despistar qualquer situação assintomática e estabelecer o necessário conforto a todos estes profissionais, bem como prevenir o possível contágio de utentes.

     

  • Centro de rastreio de Lamego efetuou mais de 2500 testes num mês

    Centro de rastreio de Lamego efetuou mais de 2500 testes num mês

    No dia em que completou um mês da sua entrada em funcionamento, o centro de rastreio à COVID-19 de Lamego supera a marca de 2500 testes de despiste realizados a utentes. O rastreio é efetuado a cidadãos suspeitos de infeção e previamente referenciados pelo Serviço Nacional de Saúde ou com prescrição médica. Neste momento, o ACES DOURO SUL – Agrupamento de Centros de Saúde também continua a realizar o processo geral de testagem aos utentes e colaboradores de todos os lares e instituições de solidariedade social do concelho, grupos de especial risco e vulnerabilidade, com o objetivo de prevenir e mitigar a propagação do surto do novo coronavírus.

    “Tendo em conta a atual evolução epidemiológica no concelho, quero enaltecer o comportamento exemplar, consciente e colaborativo de todos os lamecenses, reiterando que é necessário continuar a respeitar o distanciamento físico e as restantes recomendações emanadas pela DGS. Não podemos relaxar, numa altura em que vários setores da sociedade estão a retomar a sua atividade”, afirma o Presidente Ângelo Moura.

    O centro de rastreios móvel de Lamego foi instalado pela Câmara Municipal no Centro Multiusos, em articulação com a Administração Regional de Saúde do Norte e o Laboratório Germano de Sousa. A unidade funciona por marcação prévia através dos nºs 254 609 699 e 933 100 760 e do email covid19.lamego@germanodesousa.com, de segunda a sexta-feira, entre as 9h e as 13h e as 14h30 e as 17 horas.
    A colheita de amostras para rastreio da doença tem como objetivo testar doentes, complementando os serviços hospitalares existentes, em condições de conforto e segurança, num modelo que também está disponível em “drive-through”.

  • «O Longe Faz-se Perto» no Centro Hospitalar Tondela Viseu

    «O Longe Faz-se Perto» no Centro Hospitalar Tondela Viseu

     

    “O atual contexto de emergência de saúde pública decorrente do novo Coronavírus SARS-CoV-2, gerador da doença COVID-19, obrigou à adoção de medidas excecionais, designadamente a interdição das visitas aos doentes internados. Considerada uma medida fundamental tendo em vista a limitação da propagação da doença em contexto hospitalar, cria, contudo, constrangimentos àquela que é uma das principais formas de expressão social de apoio”, sublinha, em nota de imprensa, o Centro Hospitalar Tondela-Viseu.

    Nesta perspetiva, too CHTV acaba de implementar metodologias alternativas que permitam, de algum modo, minimizar o impacto da suspensão deste momento privilegiado de contacto entre os doentes e as pessoas mais significativas.

    Para isso foi posto em prática o projeto “o longe faz-se perto” de modo criar um canal privilegiado de contacto entre o utente internado e a pessoa de referência e assim poder minimizar o afastamento físico e emocional dos nossos doentes com a família ou pessoas mais próximas.

    O projeto tem o apoio da ALTICE Portugal, que cedeu gratuitamente 25 Tablets e respetivos cartões de acesso à internet, e permite aos doentes internados contatar os familiares através de uma videochamada, com o apoio das equipas de enfermagem, que se encarregam de dinamizar a concretização da chamada, combinando antecipadamente o horário e dando todo o apoio necessário ao doente internado na realização da mesma.

  • Câmara entrega kits de proteção a comerciantes de Viseu

    Câmara entrega kits de proteção a comerciantes de Viseu

    A Câmara Municipal de Viseu já iniciou a distribuição de um kit com material de protecção da Covid-19 aos comerciantes de Viseu. O presidente da Autarquia, Almeida Henriques, acompanhado da Vereadora Cristina Brasete, procedeu, de forma simbólica, às primeiras entregas, que incluíram uma viseira, duas máscaras reutilizáveis, gel desinfetante e um autocolante para colocar nas montras a explicar que é obrigatório o uso de máscara.

    No total, a Câmara Municipal de Viseu vai entregar no comércio local 500 kits, que poderão ser mais caso sejam necessários.

    Com a entrega simbólica do material, Almeida Henriques pretendeu passar a mensagem sobre “a importância de fazer compras no comércio tradicional para o ajudar, mas sempre com o respeito pelas normas de segurança”.

    A acção de sensibilização está a ser desenvolvida pelos efetivos da Polícia Municipal e pretende, segundo Almeida Henriques, criar alguma confiança nas pessoas que ainda têm receio de ir à rua fazer compras.

  • Gira Sol Azul promove oficinas de música online para os mais novos

    Gira Sol Azul promove oficinas de música online para os mais novos

    «Tatabitato em Casa» é a iniciativa que a Gira Sol Azul está a promover para os mais novos.  As sessões de música que decorriam regularmente nas manhãs de sábado com Ana Bento e Bruno Pinto em Viseu, transformam-se agora num formato digital com transmissões em direto adaptando-se assim à situação atual de isolamento social. Para além de darem continuidade à relação criada com as famílias que já acompanhavam o projeto, estas sessões vêm agora dar também oportunidade a novas famílias de conhecerem a iniciativa, sem restrições geográficas.

    Este ciclo de sessões online teve início no sábado dia 25 de abril com todos os participantes sintonizados no canal YouTube da Gira Sol Azul para uma sessão especial na qual se celebrou a liberdade a partir de repertório à volta do cancioneiro tradicional português e do incontornável Zeca Afonso. Dinâmicas variadas e participativas não deixaram as famílias indiferentes que entretanto fizeram chegar ecos tais como: “apesar do isolamento e de serem tempos difíceis e estranhos, sentimos que estávamos juntos com os músicos ali mesmo à frente e foi um momento muito bom de partilha e união”.

    É neste espírito de celebração da própria vida e dos laços humanos que as sessões continuam aos sábados de manhã pelas 10h30, até os encontros presenciais voltarem a ser possíveis.

    As inscrições podem ser efectuadas através dos contactos oficiais da Gira Sol Azul (geral.girasolazul@gmail.com e 968182098) e é sugerido um donativo consciente como pagamento que inclui a participação em directo na oficina e o acesso ao vídeo da sessão que fica entretanto disponível ao longo da semana com um guia de exploração do repertório partilhado.

  • Vista Alegre e Bordallo Pinheiro vendem peças para apoiar o SNS

    Vista Alegre e Bordallo Pinheiro vendem peças para apoiar o SNS

    A Vista Alegre e a Bordallo Pinheiro, vão apoiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) com base na venda de três peças de porcelana e de faiança, cuja receita reverterá para a aquisição de equipamentos destinados ao SNS. Esta iniciativa pretende envolver os portugueses que são chamados a colocar à prova a sua criatividade, ligando-os, de forma solidária, a esta iniciativa.

    A decoração das três peças em cerâmica, uma “moldura” e uma “caneca” da Vista Alegre, e uma “sardinha” da Bordallo Pinheiro, vão ter a assinatura das famílias portuguesas, em fase de isolamento social por via da pandemia Covid 19. O passatempo temático a lançar nas redes sociais subordina-se a dois motes: o tema da Vista Alegre será “Uma família alegre em quarentena”, e na Bordallo Pinheiro o desafio tem como lema “como será o primeiro dia do fim do isolamento”.

    A escolha das três peças surgiu pelo seu simbolismo: a caneca, por ser uma peça de uso diário, de rotina, de todos os dias; a moldura, porque remete para algo que vamos querer guardar nas nossas memórias e neste caso será a convivência em família; e a sardinha por ser um símbolo das nossas tradições e que associamos a momentos de convívio e alegria. Umas trazem a segurança do que temos de melhor (a família) e a outra a alegria e a esperança.

    Este passatempo será promovido nas redes sociais e qualquer família poderá candidatar-se, enviando a sua proposta de decoração das peças.

    Um júri, composto por três profissionais internos (das áreas comercial, marketing e design) e duas pessoas externas (uma ilustradora e uma escritora infantojuvenil), terá a missão de selecionar uma família vencedora na Vista Alegre para decorar a “moldura” e a “caneca” e uma família vencedora na Bordallo Pinheiro que decorará a “sardinha” bordalliana.

    Após a seleção dos vencedores passar-se-á ao processo de produção na Vista Alegre, em Ílhavo e na Bordallo Pinheiro, nas Caldas da Rainha.

  • SOS Viseu lança uma conta solidária para equipamentos de proteção individual

    O projeto SOS Viseu, liderado e assegurado pelas Obras Sociais da Câmara Municipal e Serviços Municipalizados de Viseu, em parceria com o Município de Viseu, a Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV), a Associação Comercial do Distrito de Viseu (ACDV) e a VISEU MARCA, tem em funcionamento, até 11 de Maio, uma conta solidária que tem como objetivo a angariação de donativos para a aquisição de recursos de proteção individual, cujos destinatários serão as IPSS e lares de Viseu.

    O IBAN desta conta bancária é o PT50 0036 0034 99100525400 54 e qualquer cidadão poderá fazer o seu donativo.

    A campanha apresenta já resultados muito positivos, que refletem a mobilização e solidariedade do tecido empresarial local e regional no apoio aos lares e IPSS do concelho.

    Desde o arranque do projeto, foram já 65 as empresas e fornecedores contactados, dos quais 33 responderam já ao repto lançado, disponibilizando produtos e orçamentos para a aquisição de material, a preço reduzido, por parte das instituições, tendo em conta o contexto da atual pandemia COVID-19. Algumas destas empresas ofereceram também 1200 viseiras, 500 sabões e 100 máscaras cirúrgicas, material que será distribuído pelas instituições que manifestaram necessidade de apoio de material de proteção.

    Foram efectuadas cerca de 500 articulações (contactos telefónicos, por correio electrónico e presenciais), no universo de entidades referenciadas: 44 com 1272 colaboradores.

    Por outro lado, e numa iniciativa complementar do SOS Viseu, que lançou um apelo para a doação de material para confeção de máscaras comunitárias/sociais para oferta a estas instituições, as Obras Sociais e várias costureiras voluntárias lançaram já mãos à obra, encontrando-se a produzir as referidas máscaras. Até à data, o número de máscaras concluídas e entregues é de 1300. Contudo, numa 1ª fase, e com as doações financeiras e materiais já realizadas, o número chegará às 1700.

    As Obras Sociais estão em contacto com as diversas instituições, procurando recolher as necessidades de máscaras de cada uma. Uma vez que estas máscaras são têxteis – não se enquadrando como equipamentos de proteção individual ou dispositivo médico -, o objetivo passa por oferecer estas aos utentes e colaboradores que não trabalhem diretamente com estes, contribuindo assim para uma proteção complementar no interior das próprias instituições.

    Recorde-se que o projeto SOS VISEU surge com o objetivo de melhorar e promover o interface entre a procura e a oferta deste tipo de equipamento, entre as instituições e as empresas, estimulando a responsabilidade social e a solidariedade de empresas e cidadãos, através de donativos ou da prática de preços sociais neste especial contexto de crise.

    Este projeto permite ainda identificar as atuais necessidades de equipamento de proteção individual da parte das IPSS e lares de Viseu e as respostas e stocks disponíveis no mercado, e respetivos fornecedores (designadamente locais e regionais), articulando-as.

  • Politécnico de Viseu promove participação política e cívica de mulheres agricultoras

    Politécnico de Viseu promove participação política e cívica de mulheres agricultoras

    O papel das mulheres nas áreas rurais e na agricultura é de enorme importância pela sua capacidade de inovação e diversidade de atividades. No âmbito do projeto MAIs – Mulheres Agricultoras em Territórios do Interior, apoiado pelo EEGRANTs, a capacitação (técnica e pessoal) resultará no empoderamento e valorização de todas as mulheres agricultoras e, consequentemente, num avanço significativo no sentido da igualdade de género e da sua participação cívica.

    MAIs – Mulheres Agricultoras em Territórios do Interior é o nome do projeto do Politécnico de Viseu (PV) recentemente aprovado no Programa Conciliação e Igualdade de Género (EEGRANTs). O projeto pretende aumentar a participação cívica e associativa das mulheres agricultoras nas regiões do interior, através da sua capacitação, contribuindo para a maior visibilidade do seu papel social e para o aumento da igualdade entre homens e mulheres, passo considerado crucial para a estratégia de crescimento económico definida nos objetivos da EU2020.

    Para a responsável de MAIs – Mulheres Agricultoras em Territórios do Interior, Cristina Amaro da Costa, docente da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viseu,a aprovação desta candidatura “dá continuidade ao esforço que o Politécnico de Viseu tem vindo a fazer, quer no desenvolvimento dos Territórios do Interior e das comunidades rurais, em particular no âmbito da agricultura familiar, quer no propósito de promover investigação, diálogo, formação e intervenção em temáticas relacionadas com a violência e género, que se concretizam através das atividades do SPECULA – Observatório da Violência e Género de Viseu, entre as quais o projeto MAIs, agora aprovado”

    Promovido pelo PV, o projeto MAIs – Mulheres Agricultoras em Territórios do Interior conta com um financiamento de €248.240 etem como entidades parceiras: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Oikos – Cooperação e Desenvolvimento (ONGD), Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, Câmara Municipal do Sabugal, Associação da Bio-Região de S. Pedro do Sul (ABRE) e Ruralis – Institute for Rural and Regional Research, da Noruega.

     

    MAIs – Mulheres Agricultoras em Territórios do Interior

    O papel das mulheres nas áreas rurais e na agricultura é de enorme importância pela sua capacidade de inovação e diversidade de atividades; pelo seu caráter motor na manutenção, conservação e desenvolvimento das zonas rurais; na preservação de memórias e saberes tradicionais e na garantia de uma alimentação e nutrição saudáveis. No entanto, estas mulheres, quase sempre “invisíveis”, conhecem fortes vulnerabilidades, nomeadamente ao nível das desigualdades de género e dependência económica, acentuadas pela sua fraca representatividade nas estruturas associativas locais e nos lugares de decisão.

    Este projeto tem como foco estimular a cidadania ativa e a visibilidade e participação social das mulheres agricultoras na esfera pública e no desenvolvimento local, conforme objetivo da Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação e do Programa de Conciliação e Igualdade de Género das EEagrants. Trata-se de um projeto de intervenção baseado na Teoria da Mudança, a ser implementado em dois concelhos da região interior centro de Portugal – São Pedro do Sul e Sabugal, posicionando-se como uma experiência piloto que poderá vir a ser replicada em outros territórios idênticos.

    A capacitação (técnica e pessoal) resultará no empoderamento e valorização de todas as mulheres agricultoras e, consequentemente num avanço significativo no sentido da igualdade de género e da sua participação cívica. Espera-se, ainda, contribuir para o reforço da ligação entre mulheres idosas e jovens, reforçando o sentimento de pertença e incentivando a fixação de comunidades em territórios rurais do interior do país. A projeção do projeto para o futuro será salvaguardada pela criação de coletivos (funcionais e autónomos) de produtoras agrícolas, bem como por todo o esforço dedicado a capacitar os atores locais para prestarem apoio técnico e cívico às mulheres que os compõem.