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  • Município de Tondela reforça apoios ao comércio e serviços

    Município de Tondela reforça apoios ao comércio e serviços

    O Município de Tondela deliberou manter e reforçar os apoios ao comércio e serviços do concelho, no actual contexto de pandemia. O apoio às microempresas em 50 por cento do valor da renda mensal, nos meses de novembro e Dezembro, de estabelecimentos comerciais, serviços e retalho até a um limite de 200 euros por mês, desde que tenham registado quebras de rendimentos nos seus negócios; e o mesmo apoio, em novembro, até ao limite de 200 euros, às microempresas de comércio, serviços e retalho, que tenham contrato de empréstimo bancário para aquisição de instalações próprias, são algumas das medidas enumeradas pelo presidente da Câmara José António Jesus, em conferência de imprensa. Medidas que, entretanto, não podem ser cumulativas com igual apoio obtido junto de instrumentos de outros organismos da Administração Central.

    “Estes são apoios extraordinários para fazer face às consequências da Covid-19. São uma ajuda para a preservação do comércio local e dos serviços, contribuindo para a manutenção de postos de trabalho”, sustentou José António Jesus. O autarca recorda que, já no final de abril, o Município de Tondela tinha criado um pacote de medidas de apoio às microempresas de comércio e serviços do concelho, que foram obrigados a encerrar temporariamente, em virtude da COVID-19.

    José António Jesus avançou também que neste quadro absolutamente excecional, será proposta a devolução de 20% da contrapartida do IRS que cabe aos municípios, no sentido de atenuar a perda de rendimentos das famílias do concelho.
    “Esta medida tem um caráter extraordinário, pelas razões evocadas. É um ato de solidariedade e de partilha”, considerou, acrescentando que o Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) será mantido na taxa mínima.

    A par destes apoios, o Município de Tondela criou também uma iniciativa direcionada para o comércio tradicional, intitulada “Todos às compras no concelho de Tondela”, que irá decorrer de 1 a 31 de dezembro, nas lojas aderentes. Com esta iniciativa, os comerciantes aderentes irão atribuir durante o período da campanha um voucher de desconto ao cliente, consoante o valor da compra efetuada. Para as compras de 5 a 40 euros será concedido um voucher de desconto de 5% e um voucher de desconto de 10% a quem fizer compras num valor superior a 40 euros.

    Os descontos não são acumuláveis, podendo o cliente utilizar o voucher na compra seguinte, no mesmo estabelecimento comercial ou noutra loja aderente. O cliente que fizer compras superiores a 40 euros terá ainda direito a um cupão de acesso a um sorteio, onde poderão ganhar dez tratamentos nas Termas de Sangemil ou uma refeição para duas pessoas num restaurante do concelho de Tondela.

    Durante a quadra natalícia está também prevista a colocação da iluminação de Natal, bem como várias iniciativas de animação de rua para o comércio local.

     

  • Aquilino Ribeiro: O seu velho Morris e a placa identificativa

    Aquilino Ribeiro: O seu velho Morris e a placa identificativa

    Na década de 1930, Aquilino Ribeiro morava em Cruz Quebrada, na zona de Lisboa, e conduzia um “Morris” nas suas deslocações pelo país fora. Desses tempos e desse automóvel restou a chapa identificativa que, cravada no Morris, levava o nome do escritor e o de duas terras – Cruz Quebrada e Moimenta da Beira – nas andanças que fazia para todo o lado.

    Foi Aquilino Machado, neto do autor de “Terras do Demo”, que fez chegar à Câmara Municipal a imagem dessa chapa, escrevendo: “A curiosidade encontra-se de nela referir a Cruz Quebrada e a terra sentimentalmente mais chegada da Beira Alta: Moimenta da Beira”. E lembra-nos a matrícula: AD-36-83.

    Outra curiosidade pode (e deve) partilhar-se, ainda, sobre o velho Morris. É que foi nele que Aquilino Ribeiro terá tomado contacto, pela primeira vez, com Paredes de Coura, onde sua esposa, Jerónima Dantas Machado, herdou propriedades em Romarigães, entre as quais a Quinta da Senhora do Amparo, a fonte de inspiração do seu romance “A Casa Grande de Romarigães”.

    Dessa estreia, lembra o blogue, criado no âmbito do projeto pedagógico alusivo à Implantação da 1ª República, realizado em parceria com o Arquivo Municipal de Paredes de Coura: “Mas foi dois anos mais tarde, em 1935, que Aquilino Ribeiro chegou no seu carro, um Morris, acompanhado por um conterrâneo, Raúl Gomes Aparício [conservador e diretor do Arquivo Distrital de Viseu] dirigiu-se a Moledo para levar a sua esposa e o seu filho que estavam lá a passar férias, numa casa de veraneio de Bernardino Machado. Seguiram todos para Paredes de Coura, onde ficaram hospedados no Palacete de Mantelães pertencente ao avô da esposa, Conselheiro Miguel Dantas, sito em Formariz, uma freguesia do concelho de Paredes de Coura. Nesse dia, o escritor Aquilino tomou contacto com Paredes de Coura pela primeira vez. Esta terra evocou-lhe a Beira onde ele nasceu”.

     

  • Os «Soldados da Minha Terra» segundo Manuel Maria Rodrigues Vaz

    Os «Soldados da Minha Terra» segundo Manuel Maria Rodrigues Vaz

    O local principal da ação de “Soldados da minha terra”, um denso romance histórico escrito por Manuel Maria Rodrigues Vaz, é em Beira Valente, povoação da freguesia de Leomil, Moimenta da Beira, onde nasceu o autor, e foi lá precisamente que no último sábado foi lançado o livro, numa sessão inteiramente digital, dada a atual situação pandémica que o país vive.

    Com a obra, Rodrigues Vaz “pretende dar a conhecer/reviver o contexto gerado pela guerra colonial (1961-1974) numa aldeia do “Portugal profundo”. Contexto, esse, que eu vivenciei na minha meninice e adolescência. Com ele, também pretendo prestar a devida homenagem a todos os militares que eu vi partir para África, alguns deles não regressando, ou, se regressando, carregando maleitas físicas ou psicológicas para o resto das suas vidas”.

    Manuel Maria Rodrigues Vaz é licenciado em Análises Clínicas e Saúde Pública e pós-graduado em Gestão de Serviços de Saúde. Exerce funções no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro – Unidade Hospitalar de Lamego.

  • BPI cria linha de 100 milhões para apoiar operadores na rota da EN2

    BPI cria linha de 100 milhões para apoiar operadores na rota da EN2

    O banco BPI tem disponível  uma linha de crédito de 100 milhões de euros para apoiar empresas da rota da Estrada Nacional 2 (EN2), que liga Chaves a Faro, com o objetivo de “mitigar os efeitos da pandemia” da Covid-19. As condições comerciais especiais no acesso à linha de crédito, destinam-se à Rede de Agentes da EN2, que inclui estabelecimentos de alojamento, restauração, farmácias, oficinas, empresas de animação turística, agências de viagens, entre outras empresas, que se encontram ao longo dos 35 concelhos desta rota turística.

    A cerimónia de assinatura do protocolo decorreu no salão nobre da Câmara Municipal de Viseu, com a presença do administrador da Banca de Empresas e Institucionais do BPI, Pedro Barreto, do presidente da AMREN2, Luís Machado, e do presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques.

    A linha de crédito vai “permitir às empresas da rota EN2, muitas delas pequenos negócios, aceder a financiamento em condições vantajosas”, indicou o administrador da Banca de Empresas e Institucionais do BPI, Pedro Barreto.

    “Este é o maior projeto de coesão territorial em Portugal”, fez questão de sublinhar Luís Machado, para quem este financiamento vem “contribuir para fortalecer a atividade económica na rota turística da EN2”.

    Recentemente, a associação AMREN2 avançou com a criação da Rede de Agentes da EN2, para promover o produto turístico que representa aquela via rodoviária, pelo que o protocolo com o BPI pretende beneficiar “todas essas empresas e negócios que direta ou indiretamente tenham ligação com a rota da EN2, trazendo benefícios no apoio à atividade, através de um pacote de produtos e serviços financeiros”.

    Pedro Barreto disse que “o BPI vai continuar a apoiar os projetos e as empresas do interior e do setor do turismo em geral, com o objetivo de mitigar os efeitos da pandemia e acelerar a retoma da economia”.

    A par da agricultura, o turismo é um dos setores eleitos pelo BPI como prioritários, pelo que o banco decidiu criar “equipas especializadas e ofertas específicas para estes segmentos”, informou a instituição bancária.

  • 18 concertos à distância de um click no Festival da Primavera de Viseu

    18 concertos à distância de um click no Festival da Primavera de Viseu

    Até 19 de dezembro, Viseu acolhe 18 concertos, que envolvem cerca de 400 músicos em vários espaços da cidade, mas sem público presencial. É o Festival Internacional da Primavera de Viseu, evento organizado pela Proviseu / Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão e pelo Município. Com realização habitual na primavera, teve de ser adiado e reinventado devido à pandemia, com os concertos a serem transmitidos este ano via live streaming na página do Facebook do festival.

    “Desistir não era uma opção”, justificou aos jornalistas o director artístico do Conservatório Regional de Música de Viseu, José Carlos Sousa, para quem o formato encontrado vai permitir que cada casa se transforme numa plateia online, aproximando ainda mais o festival – a cumprir a 13.ª edição – de “um público que nos tem acompanhado ao longo de todos estes anos, sempre com casas cheias e concertos esgotados”.

    No ano que a cidade dedica ao Cinema e à Fotografia, coube à Orquestra Juvenil de Viseu abrir o festival, a 28 de novembro, num concerto que recriou músicas de bandas sonoras que marcaram alguns filmes, todas elas comentadas pelo apresentador televisivo Mário Augusto.

    Para os dias 12 e 19 de dezembro, estão programados dois concertos com a temática do Natal. Um a cargo da Orquestra Filarmonia das Beiras e das solistas Isabel Alcobia e Cláudia Franco e outro da Orquestra XXI. No dia 18, a Orquestra do Atlântico, com sete solistas nacionais e internacionais, irá apresentar música de Joaquim Rodrigo para guitarra e orquestra.

    Com a música de Câmara, como pano de fundo, a programação inclui ainda música contemporânea e música antiga, reunindo, músicos de renome mundial, de diferentes nacionalidades, assim como virtuosos jovens músicos, em vários palcos da cidade como o Teatro Viriato, o Museu Nacional de Grão Vasco, a Aula Magna do Instituto Politécnico, o Pavilhão Multiusos, a Igreja da Misericórdia e o Conservatório Regional de Música. Há ainda masterclasses com a presença de professores nacionais e internacionais.

    A reprogramação operada no festival deste ano obrigou ao cancelamento e reconfiguração de alguns dos concertos que já estavam assegurados antes de eclodir a pandemia e, por via disso, a encontrar alternativas que melhor se adaptassem às condições se segurança agora exigidas. “Foi o caso de cinco ou seis concertos que traziam músicos do Canadá, da China e da Coreia e que tivemos que cancelar por precaução porque, em abril, tudo ficou muito complicado”, sublinhou José Carlos Sousa, na apresentação do festival.

    Repensada foi também a presença das orquestras no festival em função do número de coristas e executantes. O que inviabilizou, por exemplo, não só a tão emblemática «Nona Sinfonia de Beethoven», como também a realização dos concertos pedagógicos que habitualmente levavam o festival a escolas, hospitais, lares de idosos e prisão. Em alternativa, as opções encontradas incidiram mais em artistas portugueses ou residentes em Portugal, apesar de também estarem representados países como Espanha, Grécia, Croácia, Argentina, Cuba, Polónia e Roménia.

    Em “estreia mundial” vão ser apresentadas nesta edição, quatro obras para marimba e electrónica de outros tantos autores portugueses: Ângelo Lopes e Pedro Rebelo, do Porto, e Cândido Lima e José Carlos Sousa de Viseu. O bailarino Romulus Neagu e o músico André Cardoso (ambos de Viseu) completam o elenco de orquestras e solistas de renome nacional e internacional.

    Apesar de chegar no inverno e com a perspectiva de ser o “mais abrangente de sempre”, o Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu surge este ano “mais pujante e colorido do que nunca”, reconhece o presidente da Câmara Municipal, Almeida Henriques, que realçou a “qualidade do programa e a sua forte preocupação pedagógica”.

    Para o Município, sublinha a propósito Almeida Henriques, “seria mais cómodo, em tempo de pandemia, cancelar toda a programação cultural e os apoios atribuídos. Mas isso representaria um recuo de três ou quatro anos no esforço que o Município e os agentes culturais têm vindo a emprestar a esta causa ao longo dos últimos anos”, concluiu o autarca.

  • Requalificação do campo de jogos de Campo de Besteiros

    Requalificação do campo de jogos de Campo de Besteiros

    Estão em curso, na sequência da assinatura de um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Tondela e a junta de Freguesia, as obras de requalificação do campo de jogos de Campo de Besteiros, visando a colocação de um relvado sintético. A intervenção ascende a cerca de 160 mil euros.

    Para o vice presidente da Câmara Municipal de Tondela, Pedro Adão, que é responsável pelo pelouro do Desporto, esta intervenção demonstra, mais uma vez, que o Município de Tondela “tem um papel determinante” no desenvolvimento da prática desportiva.

    “A aposta na melhoria das infraestruturas desportivas concelhias têm sido uma constante. Não temos dúvidas de que é de primordial importância proporcionar a requalificação destes equipamentos, de forma a que a nossa população consiga exercitar-se e ter mais qualidade de vida, para além de permitir ainda que os alunos da comunidade escolar de Campo Besteiros tenham mais um equipamento ao seu dispor”, sublinha Pedro Adão.

  • 400 dias para ampliar e remodelar as Urgências

    400 dias para ampliar e remodelar as Urgências

    Arrancam nesta primeira semana de Novembro, as obras de alargamento e remodelação das instalações da urgência polivalente do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV, num investimento superior a seis milhões de euros, Montante apoiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) em 4,6 milhões de euros. Assinado que está o auto de consignação, a Edivisa (empresa do grupo Visabeira que ganhou o concurso) garante a conclusão da empreitada no prazo de 400 dias.

    Finalmente “vão ser criadas as condições necessárias para responder às necessidades da população, permitindo reduzir os tempos de espera e as assimetrias territoriais, bem como aumentar a disponibilidade de serviços médicos diferenciados”, congratulou-se, na cerimónia, o presidente do Conselho de Administração do CHTV, Nuno Duarte, a propósito da concretização tão esperada de um processo e projecto iniciados já em 2016.

    A intervenção prevista vai dotar a urgência de uma maior capacidade de atendimento em picos de grande afluência e tratar com condições adequadas os doentes mais complexos.

    A empreitada incide numa área de mais 1.800 metros quadrados e inclui, para além da remodelação e ampliação do actual edifício, a construção de um outro edifício destinado ao mesmo serviço, obra que será executada faseadamente. Permitirá, segundo Nuno Duarte “diferenciar a urgência polivalente com atendimento diário de mais especialidades, dotar a urgência de uma maior capacidade de atendimento em picos de grande afluência e tratar com conforto e dignidade os doentes e os seus acompanhantes”

    O edifício novo terá três pisos e ficará interligado à actual urgência geral do Hospital de Viseu, através de três passadiços. O piso 0 acolhe zonas de descanso e instalações sanitárias, zona de estar, zona de trabalho, stock de equipamentos e consumíveis e lavagem de material, entre outros. No piso 1 serão instalados os vestiários, sala de descanso e quarto médico de serviço, para além de armazém geral, parque de equipamentos e lavagem de macas.

    O segundo piso do novo edifício, uma ampliação ao nível das urgências do atual edifício, será constituído por sala de sub-espera, gabinetes de observação, gabinete de enfermagem, sala de inaloterapia, gabinetes de várias especialidades médicas e outras instalações.

  • CIM Viseu Dão Lafões abre caminho à Ecopista do Vouga

    CIM Viseu Dão Lafões abre caminho à Ecopista do Vouga

    “É a cereja em cima do bolo” na estratégia que a CIM Viseu Dão Lafões tem desenvolvido de consolidação da região enquanto destino turístico, potenciando os produtos compósitos do Turismo de Natureza, já implantados nesta região”. Isso mesmo fez questão de sublinhar o secretário Executivo do organismo intermunicipal, Nuno Martinho, na cerimónia de assinatura do auto de consignação da Ecopista do Vouga, realizada em Viseu, no Solar do Vinho do Dão.

    Fruto de uma candidatura apresentada ao Turismo de Portugal no âmbito do programa «Valorizar», a futura Ecopista do Vouga aproveitará o percurso do antigo ramal ferroviário, desactivado em 1980, ao longo dos concelhos de Viseu, S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades. Com uma dotação orçamental que ultrapassa os três milhões de euros, a obra tem um prazo de execução de 18 meses.

    “Desenvolver um produto turístico regional diferenciado, através da requalificação do antigo ramal, enquanto corredor verde sob a forma de ecopista”, é o grande objectivo que presidiu ao projecto da Ecopista do Vouga e à parceria estabelecida entre os quatro municípios abrangidos.

    “É uma ambição antiga, não apenas dos municípios atravessados por este eixo, mas, de toda a região”, sublinhou Rogério Abrantes, presidente da CIM Viseu Dão Lafões, para quem “este corredor verde regional, com mais de cem quilómetros de extensão, é de extremo valor paisagístico, turístico e ambiental, não apenas dos municípios incluídos neste eixo e de toda a região, mas também entre os adeptos deste tipo de oferta turística.

    Com uma extensão de cerca de 56 quilómetros, a Ecopista do Vouga terá uma ligação, em Viseu, à Ecopista do Dão (49 quilómetros ao longo dos concelhos de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão), integrando uma na rede de percursos pedestres e cicláveis, centros de BTT e Trail. O percurso beneficiará ainda da ligação à futura Ecopista do Mondego, no distrito de Coimbra, e à Ecopista de Sever do Vouga, no distrito de Aveiro.

    A empreitada apresenta “soluções de carácter inovador”. Para além do espaço do canal, as intervenções vão incidir em obras de arte, nas quais serão investidos cerca de meio milhão de euros, túneis ferroviários, pontes, estações, uma passagem hidráulica e apeadeiros de inegável interesse e beleza arquitectónica e paisagística, ao mesmo tempo que vai preservar a identidade e avivar a memória colectiva, devolvendo uma infraestrutura histórica às populações”.

    Mas tudo isto implicar custos acrescidos. Razão pela qual Rogério Abrantes sensibilizou a  Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, para um reforço do apoio, a fundo perdido, pelo Turismo de Portugal, para a concretização deste projecto. “A contrapartida dos quatro municípios envolvidos, representa um esforço financeiro incomportável”, justificou o presidente da CIM Viseu Dão Lafões.

    “A  região Viseu Dão Lafões, a nível nacional, é a quarta região, com mais projectos aprovados no quadro do Programa Valorizar, contando com um incentivo total de 8,2 milhões de euros. Portanto, continuamos a trabalhar no sentido de priveligiar os projectos que aproveitam os activos endógenos das regiões”, concluiu Rita Mendes.

     

  • «A Vida é Agora» vence Grande Prémio do ART&TUR em Viseu

    «A Vida é Agora» vence Grande Prémio do ART&TUR em Viseu

    O filme, produzido pela Slideshow para o Turismo Centro de Portugal, «A Vida é Agora», é o grande vencedor da 13.ª edição do ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de Turismo, que decorreu durante quatro dias em Viseu, ao conquistar o Grande Prémio, destinado à melhor produção portuguesa em competição. Além deste galardão, o júri, composto por 31 especialistas de todo o mundo, distinguiu o mesmo filme com o 1.º lugar na categoria Responsabilidade Social e o 1.º lugar na categoria “Destinos – Regiões”, ambos na competição nacional, e com o 2.º lugar na categoria “Destinos – Regiões”, na competição internacional.

    «A Vida é Agora», realizado por Simão Lopes e Tiago Cardoso, da Slideshow, é um sinal de esperança e renascimento, gerado em plena pandemia. O filme foi apresentado a 31 de maio e partilha uma mensagem de esperança e de renascimento, após o mundo ter despertado em 2020 para uma realidade imposta pela pandemia de covid-19.

    “Sentimo-nos muito honrados com mais esta importante distinção, atribuída por um júri internacional, ao mais recente filme promocional do Centro de Portugal. Um filme que nasceu numa época particularmente difícil para todos e que pretende assinalar, de forma leve e despretensiosa, que há turismo para além da pandemia e que, depois de um período difícil, haverá tempo para a região, o país e o mundo renascer, com otimismo, considera Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal.

    Muitos outros filmes produzidos e filmados na região Centro foram igualmente premiados no certame. Foram os casos de Fragas de São Simão, da autarquia de Figueiró dos Vinhos, que além de vencer os People’s Choice Awards ganhou também o 2.º prémio na categoria Turismo Rural, na competição internacional, e o 1.º lugar em Ecoturismo, na competição nacional; ou da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, que viu os seus filmes serem distinguidos nas categorias Campanha Publicitária, Turismo Cultural, Gastronomia e Turismo Desportivo. Também a autarquia de Viseu foi contemplada com prémios nas categorias MICE e Arte, Música e Cultura.

    Na competição internacional, o grande vencedor foi o filme “The Nameless Call”, dirigido e produzido pela empresa italiana Wow Tapes. O filmeFragas São Simão, também filmado na região, realizado por Rafael Almeida e produzido por Ana Clara Saragoça, foi escolhido pelo público como o melhor filme de turismo na competição internacional, com um total de 990 votos. Na categoria de melhor filme de turismo na competição nacional, o grande vencedor do voto do público, com 1131 votos, foi “The Clever Way to Travel, realizado por Pedro Amorim Rodrigues e produzido por Ana Moreira.

    Durante os quatro dias do Festival, foram exibidos os 72 filmes que compõem a short list de filmes distinguidos pelo júri, escolhidos entre os 295 filmes que concorreram.

  • Planalto Beirão investe 6 milhões em nova central de triagem

    Planalto Beirão investe 6 milhões em nova central de triagem

    Três anos depois incêndios de Outubro de 2017 e da destruição que quase reduziu a cinzas as instalações deste organismo no Borralhal, em Campo de Besteiros, a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB), já tem a funcionar a nova Central de Triagem de Papel e Cartão. A nova Unidade, inaugurada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, representou um investimento de mais de 6 milhões de euros, ficando agora o Aterro Sanitário a funcionar em pleno e, deste modo, a dar uma resposta mais eficaz às populações dos 19 municípios que integram a Associação.

    Para além do investimento agora concretizado, a AMRPB tem em curso mais investimentos na ordem dos 27 milhões de euros, como anunciou o presidente do organismo intermunicipal, Mário Loureiro, na cerimónia de inauguração da nova Central de Triagem de Papel e Cartão.

    Na cerimónia que realizou ao interior da unidade que entrou em funcionamento, Marcelo Rebelo de Sousa recordou o momento da sua visita a estas instalações após os incêndios de Outubro de 2017 e louvou o esforço e capacidade de resiliência de todos os envolvidos no processo de reconstrução e modernização destas unidades.

    O Presidente da República destacou ainda a importância do sector ambiental para a sustentabilidade global da economia e da sociedade e o trabalho desenvolvido pelos sistemas de gestão de resíduos em prol da comunidade.

    Para além da presença da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, da Presidente da Comissão Directiva do PO SEUR, Helena Azevedo, e de outras figuras com um papel determinante em todo o processo de recuperação das unidades afectadas pelos incêndios de 2017, estiveram também representados naquela cerimónia, os 19 municípios associados do Planalto Beirão, na pessoa dos seus autarcas, “reforçando assim o espírito de coesão e confiança no futuro, que marcou este momento de grande importância simbólica para a instituição e para toda a região”, sublinha a AMRPB.

    Concebido para dar uma resposta adequada, do ponto de vista ambiental, à produção de resíduos dos 19 municípios associados da AMRPB, o CTRSU encontra-se localizado num Aterro Sanitário destinado à receção dos resíduos recolhidos indiferenciadamente e também um Centro de Triagem, para receber os resíduos recolhidos, seletivamente, para reciclagem. É também dentro deste espaço que está localizada uma Central de Valorização Orgânica.