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  • Câmara de Lamego apoia reabilitação do claustro do Convento de Ferreirim

    Câmara de Lamego apoia reabilitação do claustro do Convento de Ferreirim

    A Câmara Municipal de Lamego vai colaborar na reabilitação do claustro do Convento de Santo António de Ferreirim, uma intervenção promovida pela Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), num investimento superior a 157 mil euros. As obras vão começar muito em breve para complementar o trabalho realizado na primeira fase da Operação Vale do Varosa, a qual deu origem à criação do Centro Interpretativo existente neste monumento, aberto ao público em julho de 2016.

    A colaboração da autarquia de Lamego será concretizada através de uma dotação financeira que servirá para reforçar a execução dos trabalhos de reabilitação e valorização da Igreja e Mosteiro de Ferreirim.

    Com esta intervenção, a monumentalidade e o elevado valor arquitetónico do Convento de Santo António de Ferreirim e do seu espólio artístico ganham uma nova atratividade. Os trabalhos a realizar incluem “a melhoria da acessibilidade à igreja e centro interpretativo, através do claustro, permitindo um maior conforto no acesso às instalações sanitárias e, através da reabilitação dos percursos circundantes à igreja, o usufruto visual em condições desejáveis para os visitantes”, descreve a DRCN.

    Com um prazo de execução de quatro meses, a requalificação programada também prevê a criação de um novo acesso à torre que “permitirá ao visitante uma experiência de grande impacto e uma perspetiva total do claustro, do antigo mosteiro e da paisagem envolvente”.

    Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1944, o Convento de Ferreirim foi construído nos finais da Idade Média por iniciativa dos últimos Condes de Marialva, cujo túmulo se conserva ainda no interior.

  • Três estreias «made in Viseu» no Teatro Viriato

    Três estreias «made in Viseu» no Teatro Viriato

    Até ao final de março, o Teatro Viriato irá acolher três estreias inteiramente criadas em Viseu, nomeadamente “A fragilidade de estarmos juntos”, de Miguel Castro Caldas, António Alvarenga e Sónia Barbosa, “Aleksei ou a Fé, de Sónia Barbosa, e “SENSO”, de Fraga. Estreias, que apesar do confinamento continuarão a ser desenvolvidas, de acordo com as normas e indicações da Direção-Geral de Saúde e da Inspeção-Geral das Atividades Culturais.

    Laboratórios dramatúrgicos, como “End – Encontro Novas Dramaturgias”, com direção artística e científica Mickaël Oliveira, palestras-performance e oficinas para o público escolar como é o caso de “Medo e Feminismos”, do Teatro do Silêncio ou “Saber e Sabores: uma dieta impossível” de Marta Bernardes, conversas no âmbito da nova rubrica da programação “Boca Livre” e projetos além-fronteiras, como é o caso de “Roteiro Digital Para a Boa Morte”, que acontece em São Tomé e Príncipe, e novas parcerias, como acontece com a Galeria Zé dos Bois e que prevê um novo ciclo de concertos, são propostas que irão acontecer até ao final de março.

    Serão ainda desenvolvidos novos projetos como é o caso de “Blind Book Date”, um projeto com a curadoria de Susana Cardoso, em parceria com as livrarias LeYa em Viseu/Pretexto e a Poesia Incompleta (Lisboa) e com a cumplicidade dos artistas que integram a nossa programação. Esta é uma iniciativa que propõe aos encontros às cegas com livros que são escolhidos pelos artistas.

    “Todos os espetáculos, concertos e laboratórios podem continuar noutras plataformas, transformar-se em aulas ou em filmagens, prolongar-se no tempo, adiando as suas estreias, aumentando o tempo de pesquisa e não o compasso de espera.

    “Nesta fase o Teatro Viriato será o casulo, o refúgio ou o laboratório. Se nem sempre a obra final chegar ao público, o seu trajeto e as suas ideias chegarão, para que haja sempre feedback e que entre o pingue pongue das conversas e diferentes tentativas possamos viver como se descobríssemos a pólvora todos os dias”, defende a directora artística, Patrícia Portela.

    Na nova programação (Janeiro a Março), apenas dois espetáculos estão para já adiados. É o caso de Dino D’ Santiago, que foi reagendado para 16 de setembro de 2021, e “The Show Must Go On”, do coreógrafo Jérôme Bel. No caso do concerto de Dino D’Santiago, os bilhetes previamente adquiridos mantêm-se válidos para a nova data.

  • Lançadas obras de 800 mil euros em águas e saneamento em Viseu

    Lançadas obras de 800 mil euros em águas e saneamento em Viseu

    A ampliação do abastecimento de água no setor II, que abrange as freguesias de Repeses e São Salvador, e Orgens vai arrancar de imediato. Trata-se de um investimento superior a 443 mil euros, que se junta a outras duas intervenções recentemente. “São 800 mil euros concretizado nos últimos dias, num domínio – águas e saneamento – essencial para a qualidade de vida dos cidadãos”, afirma António Almeida Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Viseu.

    A empreitada prevê a substituição de conduta de PVC por uma conduta em ferro fundido e será executada na EN337-1, entre o cruzamento para Orgens e o cruzamento para Travassós de Orgens. A ampliação do abastecimento de água neste sector, com um prazo de execução de 120 dias, beneficiará uma população de 2180 habitantes.

    Na Rua Nova de Jugueiros vai arrancar a obra de remodelação das redes de água, esgotos e águas pluviais, um investimento de cerca de 190 mil euros. Inclui a substituição de condutas de fibrocimento e a repavimentação de toda a área intervencionada – 6400m2. “Estas intervenções, em freguesias urbanas e periurbanas, irão requalificar e melhorar o serviço dos viseenses que ali habitam. Apesar da despesa extra que a autarquia tem assumido com a situação da pandemia – a rondar os 10 mil euros por dia em 2020 – a gestão cuidada, saúde financeira e boas contas permitem-nos continuar a investir no território e na qualidade de vida das populações”, reitera António Almeida Henriques.

    A aposta do Município de Viseu no domínio das águas e saneamento é transversal a todo o concelho e tem sido, aliás, mais vincada nas freguesias de baixa densidade. É o caso de S. Pedro de France, que esta semana viu arrancar obra da ligação do coletor de esgotos de Moimenta e Outeiro à Estação Elevatória de Águas Residuais de Povidal e rede de água em Povidal. “Neste caso, estamos a levar serviços a quem ainda não os tinha. A água e o saneamento, bem como as comunicações, são essenciais para fixar populações nas nossas freguesias”, lembra o autarca. A ligação da rede de esgotos vai servir 105 pessoas, enquanto a nova conduta de água na Povoação de Povidal vai chegar a 8 habitações.

    Recorde-se que, nos últimos 3 anos, a autarquia viseense já investiu mais de 850 mil euros em água e saneamento na freguesia de S. Pedro de France. “O número expressa bem o nosso comprometimento com a coesão territorial, pela qual sempre me bati, no país e no nosso concelho”, explica.

    “Apesar da ausência de apoios do PO SEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos) a este tipo de intervenções das autarquias, nomeadamente a de Viseu, consideramos vital esta área, pelo que continuamos a investir com recursos próprios do Município”, adianta António Almeida Henriques. “Mantemos a capacidade de responder tanto à pandemia, como às necessidades do dia-a-dia do concelho. Só o conseguimos devido à estabilidade de políticas promovida nos últimos 7 anos e a uma visão com ambição, mas assente numa estratégia com princípio, meio e fim”, conclui.

  • Construção de açude avança nas Termas de São Pedro do Sul

    Construção de açude avança nas Termas de São Pedro do Sul

    Foi lançado o procedimento para a construção de um açude nas Termas de S. Pedro do Sul, um investimento de cerca de 1,1 milhão de euros, com um prazo de execução de 240 dias, que visa a prevenção de cheias, a melhoria do ecossistema fluvial, a proteção das linhas de água, a remoção de estruturas obsoletas e o restauro das galerias ribeirinhas.

    Esta intervenção, que irá criar condições únicas que vão elevar o concelho para outro patamar de atratividade, é comparticipada em 75% e foi aprovada na candidatura do Município ao Fundo Ambiental.

    O projeto engloba a reconstrução e remodelação dos açudes existentes, dotando-os de melhores características hidráulicas e funcionais, trabalhos de melhoria do espelho de água e de melhoria do escoamento na aproximação aos açudes e após a descarga dos mesmos.

    Os trabalhos de melhoria do espelho de água referem-se à execução de uma abertura na plataforma existente, a montante da ponte Romana, que a irá dividir em duas partes, possibilitando a passagem de pequenos barcos de recreio, não motorizados.

    Para reposição da circulação pedonal nesta plataforma serão executados um pórtico e uma escada metálica, com a possibilidade de ser recolhida quando estiver inundada, de modo a não causar embaraço ao escoamento dos caudais mais elevados no rio Vouga.

    Estão também contemplados neste projeto a construção de um passadiço na zona do Carvalhedo, bem como a iluminação cénica da ponte Romana e das margens do Rio Vouga.

  • Novo sistema de gestão na empresa «Águas de Viseu»

    Novo sistema de gestão na empresa «Águas de Viseu»

    Evitar aglomerações, facilitar a vida aos cidadãos e garantir maior conforto a quem se dirija aos SMAS, Águas de Viseu. Estes são os principais objetivos da Solução de Gestão de Atendimento adquirida recentemente e que já se encontra implementada desde o mês passado.

    A nova ferramenta funciona de forma simples. O cliente tem apenas de retirar uma senha de espera e registar o número de telefone móvel. Entretanto, poderá tratar de outros assuntos nas proximidades e aguardar por uma mensagem SMS dos serviços das Águas de Viseu. A nova Solução de Gestão de Atendimento permite, assim, alertas à distância e que evitar as filas de espera no local.

    O sistema de gestão de filas de espera da Águas de Viseu está adaptado à situação de pandemia da COVID-19, e alinhado com as orientações emanadas pela Direção-Geral da Saúde, no âmbito da limitação do número de acessos para atendimento presencial. A ferramenta garante ainda maior comodidade e conforto para os cidadãos, especialmente durante esta época do ano caracterizada pela chuva e frio.

  • CIM’s Viseu Dão Lafões e Região de Coimbra  implementam Videovigilância Florestal

    CIM’s Viseu Dão Lafões e Região de Coimbra implementam Videovigilância Florestal

    As Comunidade Intermunicipais  (CIM) de Viseu Dão Lafões e da Região de Coimbra vão avançar com a implementação do Sistema Integrado de Videovigilância para a Prevenção de Incêndios Florestais nestes territórios. Um investimento global de mais de 3,3 milhões de euros, que irá contribuir para a deteção precoce de incêndios florestais e, consequentemente, uma mais rápida ativação dos meios de combate, bem como uma melhor definição das estratégias de combate e apoio à decisão.

    Este projeto, financiado pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Uso dos Recursos (POSEUR), Fundo de Coesão e Portugal 2020,  irá permitir a estas duas Comunidades Intermunicipais a instalação de uma rede de 37 torres de videovigilância para a prevenção de incêndios florestais, abrangendo os 33 municípios do território.

    Para o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Rogério Mota Abrantes, “No âmbito da estratégia da CIM Viseu Dão Lafões para a área da proteção civil, este é mais um investimento que conseguimos trazer para a nossa Região, que é sempre tão fustigada pelos incêndios florestais, com o intuito de a tornar mais resiliente. Com este sistema, a CIM pretende dotar as forças de segurança e de combate a incêndios, em como os Serviços Municipais de proteção Civil e a própria CIM de ferramentas que lhes permitam proteger melhor as nossas comunidades e a nossa floresta.”

    Para o Presidente da CIM Região de Coimbra, José Carlos Alexandrino “Este é um projeto que tem a particularidade de ter sido idealizado por duas Comunidades Intermunicipais, de forma a tornar mais eficientes os investimentos que estamos a realizar, e que se enquadra nas politicas que temos vindo a implementar no nosso território nas áreas das florestas e da proteção civil, visando dotar as estruturas operacionais dos meios e recursos necessários e mais adequados para fazer face aos incêndios rurais. O que estamos a fazer é mobilizar recursos financeiros para colocar a melhor tecnologia em prol da defesa da floresta contra incêndios ”. 

  • «Num bairro em Viseu» inspira primeiro single de «A Voz do Rock»

    «Num bairro em Viseu» inspira primeiro single de «A Voz do Rock»

    «Num Bairro em Viseu» será o tema do primeiro single cujo teaser já circula na página dos «A VOZ DO ROCK» ( https://fb.watch/34DcLMxcbo/) e no YouTube. Este tema tem assinatura da dupla viseense The Dirty Coal Train (Beatriz Rodrigues e Ricardo Ramos) que tem dado cartas no circuito do garage rock em Portugal e no estrangeiro.

    Desafios é com os A VOZ DO ROCK que têm resistido ao contexto actual arranjando formas de continuarem a rockar em segurança. A urgência e pertinência da continuidade do projecto levou Ana Bento e a equipa Gira Sol Azul, que assume a produção desde a sua criação, a avançar com um plano de actividade regular completamente adaptado e que tem em conta todas as normas e orientações da DGS.

    Este plano, que contou com o apoio do Município de Viseu, integra a criação de material de estudo à distância para os elementos do grupo, a realização dos ensaios semanais mas em grupos muito pequenos dispersos por vários locais e até realizados ensaios individuais à porta dos domicílios dos avós. Também vários concertos públicos, um dos pilares importantes do projecto, têm acontecido de porta em porta, ao ar livre, num formato portátil e reduzido.

    Entretanto com os desenvolvimentos mais recentes e novo estado de emergência em vigor, o concerto do 7.º aniversário que estava agendado no Carmo’81, foi adiado para data a anunciar. Os avós referem na sua página oficial facebook que alguns dos avós esperaram oitenta ou mais anos para serem rockeiros, por isso não será nada por aí além esperem umas semanas que o cenário melhore e estabilize para poderem festejar em grande.

    Enquanto aguardam o reagendamento dos concertos ao vivo, os A VOZ DO ROCK anunciam que sob a inspiração do próprio simbolismo do número sete, de conclusão cíclica e renovação, entram neste novo ano de mãos dadas com músicos que muito admiram e que desafiaram os avós a gravarem temas originais compostos especialmente para eles.

     

  • Cobertura do Marcado 2 de Maio arranca este mês em Viseu

    Cobertura do Marcado 2 de Maio arranca este mês em Viseu

    Com um prazo de execução de cerca de dois anos, arrancam já este mês de janeiro as obras de instalação da cobertura do Mercado 2 de Maio, na Rua Formosa, em pleno centro histórico de Viseu. A intervenção, que culmina um processo iniciado há cerca de sete anos, representa um investimento que ronda os 4,3 milhões de euros. E inclui, ainda, a requalificação de todas as fracções do edifício envolvente da praça, interiores e exteriores, a reabilitação de todas as lojas, e a instalação de um sistema de climatização, entre outras melhorias.

    Cumpridos que estão todos os requisitos legalmente impostos, incluindo o visto do Tribunal de Contas, a empreitada, adjudicada à empresa viseense Embeiral, é financiada por fundos comunitários.

    O projeto de cobertura integral da mais carismática praça de Viseu apresenta uma inovadora solução de produção e aproveitamento de energia elétrica que, além de permitir uma maior eficiência térmica do espaço, representa de imediato uma clara mais-valia ambiental, energética e financeira, não apenas para o projeto em causa, como também para os edifícios vizinhos de propriedade municipal – futura sede das Águas de Viseu e Paços do Concelho.

    A cobertura irá funcionar como um grande painel, com cerca de 4.300 metros quadrados, estimando-se que, por força da energia produzida, o investimento tenha um retorno de cerca de 10 anos.

    “Esta não é uma obra qualquer. Vai transformar o local na praça mais central de todo este centro comercial de ar livre que é o centro histórico, criando condições para que ela possa ser usadas nos 12 meses do ano. Portanto, com a sua cobertura e as valências que vai ter, o Mercado 2 de Maio deixará de ser um ‘cemitério’, como alguns comerciantes o chamam, porque não tem pessoas excepto quando decorrem eventos”, fez questão de sublinhar o presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, na cerimónia de consignação da obra, realizada no Solar dos Peixotos.

    Nas duas palas da cobertura serão instalados painéis fotovoltaicos para produção de energia eléctrica. Para Almeida Henriques, “é a primeira vez que este sistema é instalado em Portugal numa obra deste género, o que, por si, representa um factor diferenciador”.

    “Poderíamos ter optado por uma cobertura simples, mas, com as preocupações energéticas que temos, não podíamos deixar de pensar numa solução que fosse efetivamente amiga do ambiente”, conclui o autarca.

    A intervenção vai preservar as árvores existentes, estando ainda projectada a construção de um pequeno lago e a requalificação das lojas. Até à conclusão dos trabalhos, os lojistas vão ficar no centro histórico.

    Na plataforma superior do Mercado 2 de Maio manter-se-á um palco de apoio a concertos e outros espectáculos, enquanto no piso intermédio funcionará uma zona de restauração. Na plataforma inferior, para além do carácter multifuncional e comercial, está também previsto o equipamento adequado à realização de espectáculos.

     

     

  • Viseu recupera slogan «Viseu Cidade-Jardim» para 2021

    Viseu recupera slogan «Viseu Cidade-Jardim» para 2021

    Depois de “2017, Ano Oficial para Visitar Viseu”, “Viseu, Cidade Europeia do Folclore 2018”, “Viseu 2019, Destino Nacional de Gastronomia”, “Viseu 2020. Luz, Câmara, Ação”, Viseu reelege em 2021 o slogan histórico «Viseu Cidade-Jardim», lançado em 1935 pelo capitão e então vereador, Almeida Moreira, como mote de comunicação para o ano que agora começa, com os olhos postos na retoma da atividade turística e na promoção de um estilo de vida sustentável e amigo do ambiente.

    As ações que se estendem ao longo de todo o ano, apostam na valorização dos recursos naturais, ambientais e culturais do concelho como fatores de qualidade de vida e atratividade económica e turística. São também o tributo à sua identidade histórica, que se apresenta, simultaneamente, como uma resposta aos tempos do presente e do futuro próximo.

    Ao todo, são três dezenas de ações que posicionam a cidade região no centro do debate da sustentabilidade e alterações climáticas e da promoção de uma “cidadania verde. “Acima de tudo, queremos realçar a Cidade, o Concelho sustentável, do ponto vista ambiental, com um compromisso sólido com a descarbonização. Será um ano dedicado à Cultura, ao Desporto, ao Ensino, aos fatores fundamentais da nossa qualidade de vida”, sublinhou António Almeida Henriques, Presidente do Município de Viseu, na apresentação do programa.

    Um dos grandes objetivos da programação é, também, centrar Viseu no grande debate da atualidade e do pensamento contemporâneo – a sustentabilidade, a salvaguarda dos recursos naturais, as alterações climáticas, e promover uma maior coerência e integração das agendas temáticas locais.

    O plano dá corpo a um conjunto robusto de ações em áreas de atuação muito distintas – como Ambiente, Cultura, Património e Reabilitação Urbana, Mobilidade, Educação, Desporto, Turismo e Marketing Territorial – que constituem compromissos do Município em prol do fomento da qualidade de vida de quem vive em Viseu e de quem visita e investe no território.

    “Sob o signo da “Cidade-Jardim”, desenvolvemos um plano de ação que é antes de mais de valorização e desenvolvimento local, e só depois de fomento turístico e económico”, refere o autarca.

    Com esse objetivo, o programa conta com várias ações já em desenvolvimento ou a lançar, como a classificação da Mata do Fontelo como Conjunto de Interesse Público, a valorização do Parque da Aguieira, o lançamento do projeto municipal “Escola de Jardineiros de Viseu”, a construção da ecopista do Vouga ou a criação de novos roteiros de natureza e de dois novos recantos fluviais, a requalificação do troço do Caminho Interior Português de Santiago e dos albergues locais, e uma nova campanha promocional, com recurso a meios digitais, entre várias outras.

    Para o Vereador com o pelouro do Turismo e do Marketing Territorial, Jorge Sobrado, “2021 vai ser um ano pintado a verde, em Viseu. Com este plano, lançamos, simultaneamente, uma nova proposta para o desenvolvimento de uma cidadania verde e um novo tónico para o relançamento de um turismo sustentável, percecionado como verde e seguro”.

    Tendo como pressuposto que a construção de um “destino sustentável e de excelência” tem por base fundamental a salvaguarda e valorização dos valores territoriais e a qualificação das condições de vida da população, o plano definido é uma “agenda aberta” a outras iniciativas e ações. Os compromissos já identificados têm um carácter suplementar às competências exercidas de forma corrente pelo Município e aos investimentos e projetos em curso no âmbito do programa “VISEU PRIMEIRO”.

    O SLOGAN DO «CAPITÃO»

    A assinatura “Viseu Cidade-Jardim” remonta aos anos 30 do século XX, e é o primeiro e mais duradouro slogan turístico de Viseu. A sua formal e muito profusa adoção no plano promocional da cidade resulta da ação da Comissão de Iniciativa e Turismo, administrada à altura pelo Vereador Francisco Almeida Moreira, “O Capitão”.

    No atual contexto de crise de saúde pública, o Município considera “ser especialmente estratégica a aposta na valorização turística de recursos naturais locais, de produtos e eventos associados a natureza, ar livre e a atividades culturais e físicas seguras e em rotas emergentes como a Rota da Nacional 2 e do Caminho Português Interior de Santiago, onde Viseu dispõe de uma posição e potencial muito relevantes”.

    “A afirmação de Viseu como Cidade-Jardim, sustentável, equilibrada, mais verde, inteligente e solidária, está perfeitamente alinhada com os desafios com que o país e o mundo se deparam. Posiciona o nosso concelho no centro do debate de tendências emergentes, como as alterações climáticas, o turismo sustentável e a forma como as cidades médias surgem como garante de qualidade de vida”, conclui António Almeida Henriques.

  • Movimentos crescem 22 por cento em 2020 no aeródromo de Viseu

    Movimentos crescem 22 por cento em 2020 no aeródromo de Viseu

    O Aeródromo Municipal de Viseu manteve a tendência de crescimento que se tem verificado desde 2014, tendo registado 13.051 movimentos em 2020. São mais 2330 movimentos comparativamente a 2019, o que representa um crescimento de 22 por cento,  num ano em que o setor da aviação foi gravemente afetado, a nível global, pelos impactos e restrições impostas pela pandemia da COVID-19.

    A infraestrutura encontrava-se moribunda, mas em 2014 decidimos realizar uma aposta sério no Aeródromo Gonçalves Lobato, transformando-o no segundo mais importante do país, logo a seguir a Tires”, lembra António Almeida Henriques, Presidente do Município de Viseu, a quem pertence a gestão da estrutura. “Investimos no reforço da equipa, na melhoria da pista, na criação de um novo quartel para os Bombeiros e que serve também os operacionais da GNR, conquistámos novas valências e estabelecemos pontes com parceiros relevantes no setor, como é o caso do IFA – Aviation Training Center”, explica o autarca.

    Apesar do inevitável decréscimo em alguns indicadores, como o número de operações de transporte regular, a atividade de paraquedismo ou o número de passageiros na linha regional, o Aeródromo Municipal de Viseu teve um incremento relevante em várias áreas. Para além do número de movimentos, que em média subiram de 29 para 36 por dia entre 2019 e 2020, destaca-se o crescimento, ao nível da atividade noturna, de 158%, em grande parte devido à operação do INEM, onde todas as operações foram cumpridas sem atraso. “Este aumento só foi possível devido à reativação da iluminação noturna e outros meios de navegação e meteorológicos, decidida anteriormente pelo Município”, afirma o Comandante Paulo Soares, Diretor do Aeródromo.

    Saliente-se ainda o contributo da parceria com o IFA – Aviation Training Center, que está neste momento a desenvolver vários cursos em Viseu, entre os quais o de piloto. A verdade é que o número de voos de instrução e treino contribuíram muito para o aumento do número de movimentos, registando crescimentos de 66% em avião e 79% em helicóptero. O Comandante Paulo Soares considera “decisiva a decisão do Município de Viseu de não encerrar o Aeródromo aos operadores que aderiram ao cumprimento rigoroso do Plano de Contingência implementado, o que permitiu à infraestrutura dar resposta ao mercado e aos interesses nacionais. Referimo-nos, nomeadamente, à instrução e treino dos pilotos do combate aos fogos rurais, que não tiveram qualquer impedimento e constrangimento na obtenção/renovação das suas qualificações específicas para essa atividade”.

    O Aeródromo Municipal de Viseu prossegue assim o plano de crescimento e consolidação definido, estando neste momento a aguardar a instalação do Comando Regional do Centro da Proteção Civil. Esta é, aliás, uma área onde a infraestrutura se tem distinguido. “Esperamos concluir a assinatura do protocolo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) para construção das instalações do CODIS e CNOS Alternativo, com recurso a Fundos Comunitários”, revela o Presidente da autarquia viseense. Mas os projetos não ficam por aqui. “Concluída esta fase, queremos dar o próximo salto para o alargamento da pista e conquista de voos logísticos e, no futuro, de passageiros”, afirma António Almeida Henriques.