Bombeiros do Distrito de Viseu cancelam acesso à internet da Associação Nacional de Protecção Civil

Escrito por

em

As associações de bombeiros de Viseu deliberaram, por unanimidade, em Assembleia Geral ordinária realizada em Farejinhas (Castro Daire), cancelar os acessos de ligação à plataforma web e sistemas de georreferenciação da ANPC – Autoridade Nacional da Protecção Civil. Em causa está, segundo a direcção, o “tratamento discriminatório” para com esta Federação, consubstanciado na obrigatoriedade do pagamento daquele serviço por parte das corporações deste distrito, o que não acontece com as congéneres de Vila Real e Guarda.

Enquanto entidade beneficiária, a FBDV distribuiu em 2010, e no quadro do Programa de Requalificação do Sistema de Protecção Civil no Distrito de Viseu, aprovado e financiado em 1.054.920 euros, 297 equipamentos pelas 32 AHBV/CB’s do Distrito, que, entretanto, se candidataram.

Nos termos deste programa, as associações ficavam isentas, durante dois anos, do pagamento da taxa de acesso à plataforma web e comunicações dos sistemas de georreferenciação. Essa isenção terminou em Fevereiro deste ano, altura em que caberia a cada uma das corporações de Viseu, suportar os respectivos custos de utilização, no valor de 144 euros/ano, e por equipamento.

“Entretanto, e para o mesmo equipamento, a ANPC está a assumir os respectivos custos em Vila Real e Guarda, em insuportável atitude de desigualdade de tratamento para com os bombeiros de Viseu”, denuncia o presidente da direcção da FBDV, Rebelo Marinho, que em Fevereiro e Maio, reclamou o não pagamento daquelas taxas junto da Liga Portuguesa dos Bombeiros e ANPC, sem que até agora tenha obtido qualquer resposta.

“Perante tais factos e omissões”, as AHBV’s/CB’s deliberaram por unanimidade cancelar os acessos de ligação dos referidos equipamentos à ANPC, com efeitos a partir de 14 de Junho.

“Conscientes, todavia, dos prejuízos operacionais e de segurança que esta deliberação pode ocasionar, a FBDV endossa-os para as entidades que têm utilizado tratamento discriminatório para com esta Federação, silenciam posições, e protelam decisões”, conclui Rebelo Marinho.