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  • EDP mantém-se no topo da sustentabilidade mundial

    A  EDP mantém uma posição de alto desempenho nos índices Dow Jones Sustainability Index, a nível mundial e europeu, figurando assim entre as elétricas mais sustentáveis. Num universo em que a média de avaliação em 2012 foi de 61 pontos a empresa atingiu a maior classificação de sempre, 87 pontos, igualando o líder de sector eléctrico e do supersector das utilities.

    Áreas como a gestão integrada do risco; os sistemas de controlo de gestão; a biodiversidade; o desenvolvimento do Capital Humano; o envolvimento com as partes interessadas e o envolvimento com a sociedade em termos de cidadania empresarial tiveram 100 de pontuação.

    A empresa, que reitera a sua determinação em “prosseguir o compromisso assumido para com o desenvolvimento sustentável”, vê assim “reconhecido internacionalmente o desempenho de excelência nas áreas que elegeu como prioritárias na sua estratégia de desenvolvimento sustentável”.

    O Grupo tem vindo a afirmar-se nos mercados internacionais e junto dos investidores socialmente responsáveis. É avaliada pela maioria de agências financeiras mundiais especializadas em investimento sustentável sendo recomendada como opção de investimento socialmente responsável pela esmagadora maioria, constando dos respectivos índices.

    A sua capacidade de criar valor para os seus acionistas e para a sociedade, num ambiente muito competitivo e em constante mudança sem abdicar de uma visão de longo prazo, foi agora de novo confirmada pela avaliação que nos foi feita pela SAM – Sustainable Asset Management AG, para integrar os DJSI-Mundial e Europeu.

    Os Índices Dow Jones de Sustentabilidade são considerados dos mais rigorosos na avaliação do desempenho a nível mundial.

     

  • Redução do IMI proposta pelo BE recusada pela Câmara de Viseu

    Redução do IMI proposta pelo BE recusada pela Câmara de Viseu

    Na última sessão da Assembleia Municipal de Viseu, o executivo colocou à apreciação e votação a proposta de redução do IMI para a taxa de 0,35% e a redução de 11%  da Derrama  para as empresas com volume de negócios inferior a 150 mil euros. Ao contrário do que foi noticiado, votei a favor da redução da taxa da derrama, uma vez que para as grandes empresas a taxa se mantém nos 1,5%.

    Já quanto à redução da taxa do IMI para 0,35%,  votei contra por achar que a Câmara Municipal tem condições financeiras para aplicar a taxa mínima de 0,30%.

    Como contrapartida,  recomendei à CMV, em Setembro de 2011,  e em 29.06.2012, que procedesse  ao levantamento e identificação dos prédios urbanos que se  encontrem devolutos há mais de um ano, bem como dos que se encontrem em ruínas, para efeitos da majoração em 30% do IMI, de acordo com o artigo 112.º, n.º 3 do Código de IMI.

    Como disse na minha intervenção, em nome do BE, “mesmo com a taxa proposta pela CM (0,35%) a verdade é que isso se reflectirá numa maior cobrança de imposto dado que o número de imóveis urbanos não avaliados será (ou tenderá a ser) diminuto, pelo que quase toda a propriedade urbana  do concelho deverá estar avaliada, o que terá o efeito de aumentar muito significativamente o valor pago pelas famílias. A cláusula de salvaguarda não irá salvaguardar muito…A verdade é que a receita tem aumentado brutalmente desde 2003 e irá, seguramente, aumentar ainda mais no próximo ano, pelo que a redução de taxa proposta (para 0,35%) é ainda pouca”.

    “As avaliações urbanas estão a apurar um Valor Patrimonial Tributário superior (nalguns casos, muito superiores) aos valores de mercado dos imóveis. Ora, o valor de mercado diminuiu, mas o VPT irá aumentar, ou seja, a tributação não é sensível às oscilações de mercado e penaliza o proprietário, pelo que a única forma de minorar este efeito é tributar mais suavemente reduzindo ainda mais a taxa. O proprietário não tem alternativa, pois mesmo que queira vender o bem para se livrar do IMI, depara-se com um mercado em estado recessivo…”

    “Como muitas das pessoas que já tiveram os seus prédios reavaliados não conseguem fazer a ligação entre o VPT do prédio e o valor que para o ano irão pagar, não atribuem grande importância à notificação do VPT. No entanto, quando em Abril receberem a nota de cobrança para pagar, muitas ficarão tristemente surpreendidas e nessa altura tudo farão para reagir e reclamar. Claro que, sem sucesso, pois deveriam ter reclamado nos 30 dias seguintes à notificação…Também por este motivo a taxa a aplicar neste ano de transição das velhas para as novas avaliações deveria ser a mínima (0,30%).“

    FERNANDO RUAS, O SUPER HERÓI DOS FOGOS FLORESTAIS

    Nesta sessão da Assembleia Municipal também apresentei uma Recomendação à Câmara Municipal para um Maior Reforço de Prevenção dos Fogos Florestais no Concelho de Viseu, tendo em conta o facto, confirmado por declarações dos  presidentes das Juntas de Côta e de Lordosa aos jornais, reiteradas na Assembleia, criticando a  falta de uma resposta rápida e eficaz dos bombeiros, o que poderia ter evitado o alastramento do incêndio a seis freguesias de Viseu, chegando às portas da cidade, lançando o pânico entre as populações que viram destruídas habitações, matas, pastos e equipamentos agrícolas.

    O presidente da Junta de Freguesia de Côta reconheceu a importância do conhecimento do terreno que só os bombeiros do concelho podem ter, para ajudar a encaminhar os soldados da paz vindos de outros locais do país, para os melhores caminhos de acesso ao fogo.

    Fernando Ruas não  gostou que eu tivesse lembrado que quando a maioria dos deputados e presidentes de Junta do PSD chumbaram a Moção que apresentei em Junho passado para o reforço de meios humanos e materiais dos Bombeiros Municipais, os avisei de que se houvesse uma tragédia no concelho os responsabilizaria. O presidente Ruas, no seu estilo de Alberto João das Beiras,  vociferou: “Eu estive lá no meio, mas a vocês não os vi em lado nenhum!”

    Ora, esta afirmação é uma imbecilidade. Desde logo,  porque o BE até tem militantes que são bombeiros voluntários, e portanto, também “andámos lá” ( sem a preocupação de ver quem faltava), e principalmente  porque eu, que sou voluntário doutras causas mas não percebo nada de combate a incêndios, não tenho nada que ir armado em “mirone ”  atrapalhar quem cumpre o seu serviço. Já o presidente da Câmara de Viseu não fez mais do que a sua obrigação já que é o responsável máximo pela Protecção Civil Municipal.

    Por sinal, fraco responsável, que não trata do trabalho de prevenção dos fogos florestais, não assegura meios logísticos e de combate a incêndios, nem sequer sabe quantos bombeiros tem o município. Fernando Ruas mentiu à Assembleia ao dizer que Viseu ultrapassava em muito o rácio recomendado internacionalmente de 1 bombeiro por 100 habitantes, uma vez que os Voluntários somados aos Municipais dariam “225 bombeiros”. Acontece que os Bombeiros Voluntários de Viseu apenas têm no quadro activo 50 bombeiros (os dos quadros de honra e de reserva não podem ter actividade operacional), o que somado aos 39 profissionais  (incluindo os 11 que estão prestes a reformar-se)  está longe dos 100 exigíveis para Viseu.

    Os munícipes e os abnegados “soldados da paz” do concelho, voluntários e profissionais, que combateram o fogo até à exaustão, alguns  sem terem recebido a fraca ração diligenciada pela autarquia, mereciam mais respeito.

    Carlos Vieira de Castro

  • 15 de Setembro: A vitória (provisória) da cidadania

    15 de Setembro: A vitória (provisória) da cidadania

    A Associação Olho Vivo esteve presente nas manifestações do dia 15 de Setembro em Lisboa e no Porto e na concentração em Viseu que encheu o Rossio com cerca de 2.000 pessoas. Sob o lema QUE SE LIXE A TROIKA, QUEREMOS AS NOSSAS VIDAS, pessoas de todas as idades manifestaram a sua indignação pela austeridade que autoritariamente o governo, lacaio da Troika, impõe a quem trabalha ou quer trabalhar.

    Jovens que sofrem com os ataques à Escola Pública e com os aumentos de propinas que obrigam muitos a desistir do ensino superior; jovens desempregados, muitos deles licenciados, a quem os ministros aconselham a emigrar e outros com trabalhos precários e mal  pagos; professores cansados de serem humilhados pelos sucessivos governos, fartos das ameaças e instabilidade que paira sobre as suas carreiras, reformados e pensionistas revoltados contra os cortes nas suas pensões, para as quais descontaram ao longo de uma vida de trabalho; funcionários públicos insurgidos contra o “apartheid” que os quer transformar nos bodes expiatórios da incompetência da administração do Estado; homens e mulheres fartos de serem roubados pela ditadura financeira da Troika e da escravatura em que o governo quer transformar as relações de trabalho.

    Um milhão de pessoas na rua obrigou o Governo a recuar no roubo descarado com a TSU, mas o objectivo de empobrecimento à força dos portugueses, continua nas novas medidas de austeridade em preparação.

    Continuemos unidos. A luta continua, já no próximo sábado, 29 de Setembro, com a Manifestação da CGTP contra o roubo nos salários, pensões e reformas, a que os promotores do 15 de Setembro já aderiram.

  • Politécnico de Viseu arrecadou terceiro prémio no Poliempreende

    Politécnico de Viseu arrecadou terceiro prémio no Poliempreende

    O Instituto Politécnico de Viseu (IPV) foi o centro nacional do empreendedorismo. Acolheu a “Semana do Empreendedorismo”, no âmbito do 9º Concurso Nacional Poliempreende, Projetos de Vocação Empresarial, e arrecadou o terceiro prémio com o projecto «Cigarret Butts, ex-aequo com o «Unibox», do Instituto Politécnico de Lisboa.

    O projecto do IPV foi desenvolvido por uma equipa constituída por Johnny Reis (engenheiro do Ambiente), Alexandra Tavares (gestora Comercial e da Produção), diplomados pela ESTGV, e Romeu Videira (ex-docente do IPV). O objectivo subjacente ao negócio de ‘Cigarret Butts’ consiste na recolha, reciclagem e valorização dos filtros de cigarro, a forma de lixo mais comum do mundo, que demora entre 5 a 7 anos a degradar-se, tornando-se assim num grave problema ambiental.

    “O aumento de fumadores no mundo e o desinvestimento económico nas boas práticas ambientais demonstram a necessidade deste tipo de empresa”, justificam os autores do projecto, para quem este processo de valorização e a criação de uma empresa verde, “são os principais objectivos que o projecto da equipa do IPV se propõe atingir”.

    O júri do Concurso, presidido pelo presidente do IPV, representado pelo vice-presidente, José Costa, era ainda constituído por Francisco Banha (presidente da FNABA – Federação Nacional de Associações de Business Angels), Marta Pinto (Portugal Ventures), Paulo Andrez (presidente EBAN – Associação Europeia de Business Angels), Pedro Coutinho (Caixa Geral de Depósitos) e Rita Seabra (IAPMEI).

    A cerimónia de entrega dos prémios está agendada para o próximo dia 12 de Outubro na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu.

    O Empreendedorismo é uma aposta inequívoca dos institutos politécnicos portugueses, no intuito maior de incutir nos seus alunos e diplomados o espírito de iniciativa, a vontade de empreender que possa conduzir à criação da própria empresa e gerar postos de trabalho, explorando o caráter eminentemente prático e profissionalizante da sua formação.

    No intuito de desenvolver e potenciar nos seus alunos o espírito empreendedor, os politécnicos criaram um concurso de projetos de vocação empresarial a que deram o nome de Poliempreende, destinado a um universo que compreende mais de 100.000 alunos e 7.000 docentes.

  • Casa da Lavoura e do Linho de Calde assinalou 3º aniversário

    Casa da Lavoura e do Linho de Calde assinalou 3º aniversário

    Decorreu no passado dia 21 de Setembro (Dia do Feriado Municipal), integrado no programa do 3º Aniversário do Núcleo Museológico “ Casa da Lavoura e Oficina do Linho”, em Várzea de Calde, a apresentação e lançamento do livro “ IDENTIDADES, a Terra e os Homens”, da autoria de Alberto Correia, que retrata toda a vivência de Várzea de Calde, as origens e criação deste Museu do Linho, e que representa por si só uma singela mas devida homenagem a todas as gentes desta povoação da Freguesia de Calde.

    Na apresentação do livro, o autorem traços gerais definiu os pressupostos que estiveram na origem deste livro, sendo um trabalho de recolha de vários anos, e tendo agradecido todo o empenho das gentes de Várzea de Calde, para além da ação e intervenção que  a Câmara Municipal de Viseu, teve na edificação deste Museu.

    Nesta cerimónia, usaram ainda da palavra o Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viseu- Dr. Fernando Ruas, a Vereadora da Cultura- Dra. Ana Paula Santana, e o Presidente da Junta de Calde- Sr. Herculano Gonçalves, que muito elogiaram o trabalho que tem vindo a ser feito na preservação deste importante património cultural, que dignifica e muito toda a região de Viseu.

    Seguiu-se uma secção de autógrafos do livro apresentado por Alberto Correia, tendo este acompanhado todos os interessados numa visita guiada ao interior da “Casa de Lavoura e oficina do Linho”.

    Por fim, os presentes tiveram o privilégio de serem brindados nos espaços verdes do Museu do Linho, comuma bonita atuação do CORO MOZART de Viseu, que com toda a sua juventude, alegria e dinamismo, conseguiu abrilhantar mais um aniversário deste espaço de cultura e tradição.

     Adelino Figueiredo

  • Mercado Magriço mostra concelho de Penedono

    Mercado Magriço mostra concelho de Penedono

    A Câmara Municipal de Penedono vai promover, de 2 a 4 de Novembro, no pavilhão gimondesportivo municipal, mais um edição do Mercado Magriço. Um evento que, segundo a autarquia, pretende, acima de tudo, promover as potencialidades económicas concelhias, nomeadamente o artesanato, a gastronomia, a pecuária e restantes actividades agrícolas, comerciais e industriais, “assimilando-as como catalisadores do tecido económico concelhio”.

    “O Mercado Magriço não é mais do que o cumprir dos objectivos a que esta edilidade cedo se propôs: caminhar lado a lado com os produtores, com os empresários e artífices deste concelho, na certeza de que juntos a afirmação de Penedono, dos produtos e bens aí produzidos será uma realidade e, marcará presença assídua nos mercados nacionais e porque não dizê-lo, já que se vem verificando, internacionais”, sublinha o presidente da Câmara Municipal, António Esteves de Carvalho.

    Para além de se assumir como local de intercâmbio e mostra comercial, o Mercado Magriço inclui ainda várias iniciativas de índole cultural que visam “gerar a animação necessária a qualquer evento deste género”, conclui o autarca.

  • Nelas segura Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

    Nelas segura Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão

    O Centro de Estudos Vitivinícolas (CEV) do Dão, vai continuar a manter a sua estrutura funcional em Nelas, afastando assim as ameaças que pairavam sobre a sua continuidade no «coração do Dão», face a uma futura reestruturação dos serviços regionais de agricultura. O PSD, através dos deputados eleitos pelo distrito, já se congratulou com a garantia dada pela ministra Assunção Cristas, e Isaura Pedro, presidente da Câmara Municipal de Nelas, confirma que o CEV do Dão será mesmo “reforçado” nas suas competências.

    “Existe da parte do Governo um reconhecimento do trabalho efectuado pelo Centro de Estudos Vitivinícolas ao longo dos anos. Congratulamo-nos por isso, e podemos hoje anunciar que o organismo irá ter um reforço na investigação aplicada, com forte articulação entre agentes privados e públicos, o que permitirá um aumento de qualidade e competitividade dos nossos vinhos”, sublinhou Isaura Pedro na cerimónia de inauguração da 21.ª Feira do Vinho do Dão, uma referência “indiscutível” no panorama dos certames dedicados ao sector em toda a Região.

    O anúncio foi feito um dia depois dos deputados de Viseu do PSD terem também obtido da ministra da Agricultura, do Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, a garantia do reconhecimento do CEV do Dão como um importante centro de experimentação e investigação, como preconiza também, “independentemente da estrutura organizacional do seu ministério, o reforço da articulação entre aquele organismo e as direcções regionais de Agricultura e Pescas, Instituto Nacional de Investigação Agrária e as organizações de produtores.

    “Estamos convictos de que este reforço da investigação permitirá uma maior afirmação do CEV do Dão, em parceria com os diferentes agentes do sector, melhorando a qualidade das nossas vinhas e vinhos, num claro benefício para os produtores, aumentando a competitividade de uma fileira estratégica para a nossa economia local”, congratulam-se os deputados do PSD/Viseu.

    EXPERIMENTAÇÃO, DEMONSTRAÇÃO E APOIO À VITIVINICULTURA

    Instalado num edifício rústico localizado na Quinta da Cale, em Nelas, e rodeado por campo de cultivo de vinha e de outros pequenos edifícios de apoio, o Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão desenvolve actividades de experimentação, demonstração e apoio à vitivinicultura da Região Demarcada do Dão.

    Criado em 1946, manteve-se na dependência da Estação Agrária de Viseu até 1958, altura em que obteve a sua autonomia administrativa. Ficou afecto à Direcção Geral dos Serviços Agrícolas até 1978, ano em que passou a ficar na dependência da Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral (DRABL).

    Em 1980 o CEV do Dão é integrado na Estação Vitivinícola Nacional, onde permanece até 1980, ano em que regressa à dependência da DRABL. As funções do organismo centram-se na experimentação vitivinícola, nomeadamente ao nível de sistema de condução de vinha; selecção massal e clonal da videira; nutrição e fertilização da vinha; identificação, caracterização e conservação de castas regionais; produção integrada da vinha; definição de possíveis encepamentos; estudo das diferentes tecnologias de fabrico dos vinhos do Dão; apoio aos vitivinicultores; formação profissional para agricultores e técnicos; distribuição de material vegetativo; e apoio no condicionamento da cultura da vinha.

     

     

     

     

     

     

  • Ficton desafia a crise em Tondela

    Ficton desafia a crise em Tondela

     

    “Reduzir” os custos com os artistas convidados para os espectáculos, e “investir mais” na modernização das infraestruturas de um certame que, ano após ano, ganha cada vez maior projecção a nível nacional, é a justificação avançada por Carlos Marta, presidente da Câmara Municipal de Tondela, para o “esforço financeiro de 200 mil euros” (mais 50 mil que em 2011) que a autarquia afectou à realização da FICTON 2012 – Feira Industrial e Comercial do Concelho de Tondela, hoje inaugurada, e a prolongar-se até ao próximo domingo. “Animar e economia, e dar um sinal claro do desenvolvimento do concelho”, são os objectivos.

    A contenção nas despesas com a animação da FICTON 2012, não significa, segundo Carlos Marta, uma diminuição da qualidade dos espectáculos programados. Antes pelo contrário. “Este será o melhor e mais variado programa de sempre, numa altura em que o concelho vive, a todos os níveis, um momento importante em termos de animação e desenvolvimento”, garante o autarca, que recusa, em nome do executivo a que preside, baixar os braços ou desistir de um trabalho que tem vindo a afirmar Tondela como “um exemplo para a região e para o país”.

    A acompanhar a modernização e adaptação das infraestruturas às mais variadas solicitações e respostas para visitantes e expositores, em termos de logística e funcionalidade (mais tendas, melhor iluminação e mais serviços), a FICTON 2012 reforça também a promoção, nos 300 metros quadrados do espaço «Ao´Sabor», do que de melhor se produz e faz no concelho de Tondela. Nomeadamente a Feira de Produtos locais, com a presença de chefs de cozinha e dinamização de workshops, Festa do Frango – um dos sectores mais importantes na economia da região -, Festa das Freguesias, e Feira de Artesanato. A que se junta ainda mais uma edição da Expo-Ave, organizada pelo Clube Ornitológico de Tondela.

    Relativamente à Festa do Frango, o vereador e vice-presidente da Autarquia, José António de Jesus, avança com uma novidade: a oferta, do dia 16 (domingo), de frango de churrasco a todos os visitantes.

    Em termos de animação, o programa musical privilegia não apenas a presença em palco de artistas nacionais de renome (José Malhoa, Carminho, Buraka Som Sistema e Azeitonas, nos dias 13, 14, 15 e 16, respectivamente), mas também, e sobretudo, de projectos regionais como Celso Coelho, Alma do Fado, Sepúlveda, Hungerdogs e Newsketch, entre outros. Participam ainda na animação das diversas actividades da FICTON, os ex-finalistas do concurso Tom de Música, a Fanfarra Mimo´s Dixie Band e grupos de Cavaquinhos de Nandufe e Vilar de Besteiros.

    Com o maior número de expositores de sempre (88 stands ligados à industria, comércio e serviços) a FICTON 2012 dedica ainda 44 stands ao artesanato local e regional e uma tenda com 300 metros quadrados às freguesias, onde funcionará uma cozinha e degustação de especialidades gastronómicas, com sessões orientadas por conceituados chefs, entre eles Luís Diogo Lavrador. Espaço ainda para exposição de empresas do sector automóvel.

    No campo social e desportivo, o grande destaque vai para as iniciativas e cerimónias comemorativas do Feriado Municipal em Tondela, no domingo, 16 de Setembro. A começar pelo VI Passeio de Cicloturismo «Freguesias no Pedal»; IV etapa da Liga de Paintball do Norte; Cortejo de Santa Eufémia; Missa Solene na Igreja Matriz; inauguração da ampliação e requalificação do edifício dos Paços do Concelho; homenagens aos ex-presidentes de Câmara na sessão solene no Salão Nobre da Autarquia; até à atribuição da Medalha de Mérito Municipal a Aníbal Coimbra, um atleta que deixou Tondela aos 17 anos para se radicar e brilhar no Luxemburgo, país pelo qual conquistou a medalha de ouro no Mundial de Powerlifting disputado na cidade de Pilsen, República Checa.

    A habitual sessão de entrega de prémios aos melhores alunos das Escolas do 2.º e 3.º Ciclo, Secundárias e Profissional de Tondela, está marcada para as 18 horas de sábado, no auditório 1 do Novo Ciclo / Teatro Acert.

    «VALORIZAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DOS PRODUTOS ALIMENTARES LOCAIS»

    No âmbito do projecto «Portugal Rural» e integrada na FICTON 2012 (Feira Industrial e Comercial de Tondela), a ADICES – Associação de Desenvolvimento Local promove amanhã (dia 14), no espaço Conferências, a partir das 18,30 horas, um workshop subordinado ao tema a “Valorização e Comercialização dos Produtos Alimentares Locais”.

    Pelas 22H00 decorrerá uma sessão de Show-Cooking de Produtos Locais no Espaço Ao’Sabor.  Direcionado a agricultores, produtores, artesãos e outros interessados nesta temática, este evento pretende contribuir para a valorização dos produtos locais do território, facilitando a criação de circuitos curtos alimentares.

     

     

  • Politécnico de Viseu: ganhos e perdas de alunos, só depois da 2.ª fase de candidaturas

    A primeira fase de candidaturas no Instituto Politécnico de Viseu (IPV) deixou 563 vagas por preencher. Este número de vagas atingiu todas as unidades orgânicas da instituição, com particular incidência na Escola Superior Agrária, onde quatro dos seis cursos em funcionamento não registaram qualquer matrícula. A excepção, pela positiva, é a Superior de Saúde, onde os dois cursos de enfermagem (um deles a funcionar a partir do segundo semestre do presente ano lectivo) ficaram com a centena de vagas totalmente preenchida. A segunda fase, já em curso, é a grande esperança, acreditando a instituição que no final as contas sobre ganhos e perdas de estudantes poderão ser bem diferentes.

    Fernando Sebastião, presidente da IPV, desdramatiza o aparente mau prenúncio que se desenha para os cursos desertos de interessados, nomeadamente nas áreas tecnológicas (os que, curiosamente, registaram quebras significativas de candidaturas), embora lamente o que está a acontecer. Para o dirigente, e não obstante outras razões relacionadas também com a conjuntura económica que o país atravessa, há situações específicas que ditaram a ausência de candidaturas.

    “As engenharias, sempre apetecíveis, foram confrontadas este ano, à excepção de Informáticas com cadeiras específicas obrigatórias como a Matemática e a Física. Duas áreas que tradicionalmente afastam os alunos”, justifica Fernando Sebastião. Mesmo assim, acrescenta, “os resultados obtidos na 1.ª fase são praticamente em tudo semelhantes aos do ano passado. Apenas houve uma redução efectiva de 29 anos, o que não chega a representar três décimas em relação à 1.ª fase de candidaturas no ano lectivo 2011/12.

    Apesar da argumentação que possa utilizar-se para justificar a ausência de candidaturas a cursos de base tecnológica, Fernando Sebastião reconhece o “contra-senso”. “Toda a gente fala, e os estudos e a realidade assim o têm confirmado, que as tecnologias são as áreas de ensino/aprendizagem que mais garantias oferecem de entrada no mercado de trabalho. Por isso torna-se difícil de compreender o afastamento dos estudantes destes cursos”.

    O presidente do IPV reconhece o momento difícil que está a atingir todo o ensino superior, decorrente de uma crescente redução do número de candidatos, mas, no que respeita ao Politécnico de Viseu, mostra-se optimista. “Somos ainda o quinto Politécnico com mais alunos a nível nacional. Por isso, aguardamos confiantes no desfecho da segunda fase de candidaturas. Só então, faremos as contas”.

     

     

     

     

  • Prohabit apoiou em 2012 mais 73 famílias em Viseu

    Prohabit apoiou em 2012 mais 73 famílias em Viseu

    Com mais onze candidaturas aprovadas condicionalmente (aguardam apenas a apresentação do respectivo projecto) e a representartem um apoio de mais 54.300 euros, o «Prohabit», um programa de apoio à recuperação de habitações lançado há dez anos pela Câmara Municipal de Viseu, deferiu este ano 73 das 113 candidaturas apresentadas por outras tantas famílias do concelho. Na última terça-feira, no Solar do Vinho do Dão, foram entregues aos 73 beneficiários, os cerca de 289 mil euros atribuídos para apoiar intervenções nas suas residências.

    Na cerimónia, presidida pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Viseu, Américo Nunes, o vereador Hermínio Magalhães recordou que ao longo dos seus dez anos de vigência, o «Prohabit» – um programa municipal que visa apoiar a melhoria das condições de habitabilidade de residências, sobretudo ao nível da higiene e segurança – já beneficiou cerca de 900 famílias, com ajudas que atingem um montante global de 3,3 milhões de euros.

    Em 2011, o mesmo programa deferiu projectos de intervenção no valor de 360 mil euros, e de 59.130 euros a projectos aprovados condicionalmente.

    “Estamos empenhados em que este programa de ajuda se mantenha, ao longo dos próximos anos, com o mesmo volume de apoios”, concluiu Hermínio Magalhães.